Excesso de Ego e baixa autoestima

Postado em 07/08/2017 | 0 Comentários

Suely Buriasco

Existe uma correlação muito equivocada entre o ego exacerbado e a boa autoestima. O egocentrismo, caracterizado por uma atenção demasiada em si próprio, constitui um desequilíbrio que provoca insatisfação e sofrimento. Já a boa autoestima é edificada pela percepção da satisfação íntima de ser e agir em conformidade com valores conhecidos e admirados. O egoísta está sempre cobrando mais das coisas e pessoas, vive querendo mais. Enquanto que quem tem boa autoestima sabe tirar o melhor das situações e não coloca suas expectativas nos outros.

Ego e desequilíbrio

Todos nós temos os nossos desejos e os nossos objetivos, o que é muito sadio. É uma força que nos impulsiona e contribui muito para a edificação de uma vida harmoniosa e feliz. O excesso de ego prejudica esse movimento, pois, fixa seus esforços de forma unilateral e egoísta. Por isso é responsável por muitas dificuldades nos relacionamentos pessoais e profissionais. O egocêntrico é uma criança mimada que não percebe o outro e sofre as consequências disso. As frustrações dos desejos não realizados e o sofrimento por nunca se sentir reconhecido tende a desequilibrar o ego que se torna cada vez mais doentio, iludido e enganado.

Egocentrismo e vida pessoal

Na vida pessoal o egocentrismo afasta as pessoas e provoca conflitos de difícil solução, já que quem não vê de forma empática o outro, não entende o consenso como uma possibilidade. Bons relacionamentos exigem compreensão, partilha e respeito, além de outras disposições que pedem a boa vontade de olhar e sentir o outro.  Pessoas imaturas não enxergam as necessidades alheias e, quase sempre, terminam por experimentar muita solidão. 

Egocentrismo e vida profissional

Na vida profissional não é diferente. O ego exacerbado é completamente contrário ao espírito de equipe e não condiz com a necessidade corporativa de colaboração. Não é por menos que um bom líder é aquele que reverencia seus liderados, não evidenciando o seu próprio nome provoca verdadeira conexão que gera os resultados esperados. O bom colaborador chama atenção pela forma com que inspira seus colegas.

É preciso, pois, entrar em alerta quando estamos sempre querendo que as pessoas nos valorizem, quando queremos ser sempre o centro das atenções. Manter em equilíbrio as forças do ego caracteriza o seu bom funcionamento das relações e promove a sensatez diante dos desejos e necessidades.

Suely Buriasco
Coaching e Mediação de Conflitos

 

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