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amor

1 11, 2021

É melhor dar um tempo?

2021-11-01T15:39:10+00:00

Diante de crises contínuas, algumas pessoas pensam em dar um tempo no relacionamento amoroso com a ideia de se afastar para acalmar os ânimos. Seria algo como respirar ares distintos para sentir se vale à pena continuar ou se o melhor é romper definitivamente. Uma pausa… um momento de reflexão. Não há dúvidas de que essa é uma decisão muito delicada e jamais deve ser tomada no afã das emoções. Até porque, na maioria das vezes, a ideia parte apenas de um dos cônjuges e isso fatalmente causará maior abalo na relação.

Quando um casal chega ao ponto de pensar na possibilidade da separação, mesmo que momentânea, já houve muito desgaste e graves desentendimentos. Manter a serenidade não é tarefa fácil em situações em que as emoções estão exacerbadas, o envolvimento intenso da pessoa compromete o seu discernimento. É bom que se tenha em mente que qualquer atitude precipitada pode trazer resultados totalmente adversos e piorar ainda mais a situação. Portanto, todo o esforço em manter o equilíbrio emocional é altamente recomendável.

Em alguns casos a distância pode ser uma boa solução para superar um momento crítico, mas vale considerar que trata-se de uma atitude radical e, como tal, terá consequências. Principalmente se o casal tem filhos é fundamental que leve em consideração que todo o universo familiar vai sofrer uma transformação, portanto, esse deve ser um ato responsável e muito bem pensado. Uma reflexão importante a fazer antes de pedir um tempo ao cônjuge é avaliar que o parceiro, considerando seu pedido como um fim, pode aproveitar esse período para reformular a própria vida e, talvez, essa relação deixe de fazer sentido para ele. Quem pede um tempo tem que prever a possibilidade de se arrepender e perder a chance de voltar.

Entretanto, o mais importante a ser considerado é se ainda existe um sentimento afetivo ligando o casal, em caso afirmativo talvez seja melhor e menos traumático buscar uma solução conjunta. Claro que certa distância emocional é importante para restabelecerem a calma e elaborarem mudanças necessárias na relação. É essencial buscar momentos de calma para um diálogo respeitoso e maduro; elaborar estratégias para surpreender positivamente o outro e agradar a ambos.

Se o amor ainda prevalece, assim como o respeito, a admiração e a vontade de melhorar o relacionamento, penso que não há sentido em abrir maior espaço para discórdia e desunião. Buscar ajuda profissional para superar a crise juntos, dedicando-se um ao outro, certamente, fortalecerá a união e trará maior alegria e realização ao casal.

É melhor dar um tempo?2021-11-01T15:39:10+00:00
4 06, 2021

Tem romance no ar!

2021-06-04T19:23:20+00:00

Semana do Dia dos Namorados é motivo de manifestações românticas e afetuosas. É muito bom que seja assim, afinal, manifestar amor é tão importante que merecia muito mais que um dia, uma semana ou um mês onde fosse lembrado o quanto alguém nos é caro. Costumo ponderar que datas comemorativas têm por função trazer-nos reflexões que nos tornem seres humanos cada vez melhores.

Expressar nossos sentimentos de apreço é de vital importância para um relacionamento feliz. Muitas pessoas acham que com o passar do tempo não precisam mais falar de seu amor, pois, consideram que já o expuseram de forma a ser entendido. Isso se evidencia nos relacionamentos mais longos, o que é lamentável, pois acabam perdendo o estímulo de reviver a paixão que é um sentimento fugaz e, portanto, precisa ser incitado. Não me espanta que tantos cônjuges aleguem não se sentir amados.

A paixão tem o objetivo de atrair duas pessoas, fazer com que elas tenham sentimentos ardentes um pelo outro, o que os faz desejar estar juntos. Num relacionamento longo a ardência inicial dá lugar ao amor que abranda e evidencia outros objetivos, como vencer os desafios de uma vida em comum, ter e criar filhos, alcançar metas profissionais e tantas outras coisas. É assim que se fazem as grandes parcerias em que os cônjuges se tornam também amigos. Esse é um caminho natural que provoca grande satisfação e segurança tanto para homens, como mulheres. O equívoco está em “esquecer” o que os uniu, isso é, aquele sentimento impetuoso, aquela emoção intensa.

Penso que uma maneira de encontrarmos um equilíbrio entre o furor e a afeição é a paixão intermitente, isso é, uma boa dose de emoção encalorada manifestada em intervalados de um período de calmaria. Dessa forma, um casal teria uma rotina normal, necessária ao bom andamento da vida a dois e de cada um; sem deixar de viver momentos onde a paixão revivida os unisse mais e os fizesse sentir o quanto um é importante na vida do outro.

Assim, uma boa reflexão aos enamorados, casados ou não, é a importância de comemorarem sempre a singela e preciosa situação de compartilharem a vida e desejarem a felicidade juntos.

Tem romance no ar!2021-06-04T19:23:20+00:00
24 09, 2019

Sobre a vida e o amor… Ou viver e amar

2019-09-24T12:56:14+00:00

Com o passar do tempo vamos mesmo nos tornando mais reflexivos, essa constatação ficou ainda mais clara assistindo ao show do Roberto Carlos. Já assisti vários, já fiquei na “turma do gargarejo”, nunca ganhei uma rosa porque meu foco foi sempre fazer o Roberto olhar nos meus olhos. Verdade mesmo… eu queria que ele soubesse da minha existência e de meu sentimento. Dessa vez o show foi um presente de aniversário e talvez por isso tenha sido diferente dos demais e, diga-se de passagem, muito melhor.

Sentei-me a uma distância privilegiada, nem muito perto que só olhasse para o Roberto, nem tão longe que não pudesse vê-lo. Pude contemplar o palco todo e curti muito. Vi mulheres de todas as idades se encaminharem para frente na hora da distribuição de rosas e percebi que saber da existência dele hoje me basta. Pensei no ser humano que é capaz de seduzir tantas pessoas cantando o amor e a paz e me emocionei. Até quem acha suas canções bregas não encontra muitos argumentos para combater isso: Roberto é o cantor do amor!

Eu gosto da menina que fui e que, de certa forma, ainda sou, mas é incrível constatar que gosto mais de mim agora. É lindo ouvir uma música romântica e sonhar, mas é extraordinário saber separar o ideal da realidade e entender o amor como filosofia de vida. Como afirma o cantor: “Diferente da paixão o amor é um sentimento, está acima da razão e do passar do tempo”. A paixão é só uma chama, o amor é luz que brilha incondicionalmente. Muitos desejam ser amados, mas o que realmente traz sentido na vida é amar.

Também me chamou atenção a forma pacífica de opinar e se manifestar contra a injustiça e a ganância que tantas vítimas têm feito pelo mundo. Ao cantar “Amazônia” Roberto lembrou que seu apelo tem mais de trinta anos, fiquei pensando que muitos estão mais preocupados em culpar políticos de ideologias diferentes ao invés de exigir, de quem quer que seja, a sua preservação. Eu acredito na paz como forma de mudar o mundo, lembrando que paz é ação, nunca passividade. Assim como afirma o rei: “Somente teremos um mundo melhor quando nossos valores estiveram voltados para o milagre da vida!”

Ali de frente aquele palco com tantos efeitos luminosos, ouvindo aqueles músicos incríveis e as canções que embalaram meus anos, senti fortemente o milagre da vida e me envolvi em gratidão. Então pensei que nos momentos de dificuldade, quando a vida parecer me exigir mais do que posso dar, que eu me lembre do quanto tenho a agradecer e me fortalecer. Que as perdas que me machucam sejam abrandadas pela minha fé e que eu faça da alegria o meu escudo.

E como não dá para falar de Roberto Carlos sem lembrar de Erasmo:

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá

Nós podemos tudo

Nós podemos mais

Vamos lá fazer o que será”.

Recebo meu novo ano com fé, amor e gratidão.

Sobre a vida e o amor… Ou viver e amar2019-09-24T12:56:14+00:00
15 01, 2018

Em 2018 aproxime-se de quem você ama

2018-01-15T20:30:47+00:00

Por Suely Buriasco

Desencontros, infelizmente, são muito comuns e, quase sempre, causam grande sofrimento; somos seres sociais e, portanto, os relacionamentos são muito importantes em nossas vidas. O grande problema é que nem sempre conseguimos manter um convívio harmônico e acabamos, muitas vezes, nos afastando das pessoas pelas quais temos afeto.

Conflitos acontecem naturalmente no convívio humano, estão relacionados com intolerâncias pelas formas diferentes de pensar e agir. O conflito surge quando as pessoas passam a acreditar que precisam lutar em favor da sua posição. É então que, mesmo de forma inconsciente, passam a alimentar uma aversão pela outra pessoa e o problema se torna pessoal. Esse processo acontece de ambas as partes, ou seja, mesmo tendo origem na ação de um, o conflito só eclode com a contribuição de todos os envolvidos.

A habilidade para lidar com conflitos é, pois, essencial para os bons relacionamentos, afinal as pessoas são diferentes e, de alguma forma, querem que a sua vontade prevaleça. Quando existe a aceitação de que é possível conviver com as diferenças, privilegiando o respeito, então a competição se dissolve e o entendimento acontece. É assim que os acordos podem ser estabelecidos através do diálogo pelo qual um busque entender o outro, ouvindo com atenção e sem julgamentos.

Existem, realmente, situações difíceis nas quais o orgulho prevalece e consolida os conflitos, mas ainda que seja assim, muito pode ser feito em favor de uma convivência harmônica e salutar.  Basta ponderar o quanto é mais interessante viver bem, sem mágoas ou ressentimentos. Isso não significa que é preciso mudar a própria ideia ou assumir a posição do outro; significa ter maturidade suficiente para compreender que existem visões diferentes que precisam ser levadas em conta. Mesmo que a situação tenha tamanha complexidade que impeça um acordo, sempre a algo que possa ser relevado em favor de uma convivência com o mínimo de entrosamento.

O principal é buscar estar bem consigo mesmo, através da verdadeira concepção de que tudo está sendo feito em favor de melhorar as relações com os seus afetos. Claro que manter bons relacionamentos não depende só de você, mas despender esforços nesse sentido é um papel que lhe cabe. A vida fica muito mais agradável quando aprendemos a exigir menos dos outros e das situações e nos responsabilizamos por agir em favor da tranquilidade que todos necessitamos para viver bem com as pessoas que amamos.

Uma boa dica é aproveitar essa virada do ano para agir em favor das mudanças que desejamos para os nossos relacionamentos. O calendário por si só não fará a diferença, mas você pode fazer.

Faça um feliz ano novo acontecer em sua vida!

 

 

Em 2018 aproxime-se de quem você ama2018-01-15T20:30:47+00:00
12 12, 2017

Como contrariar o amor platônico e viver um relacionamento duradouro

2017-12-12T17:38:06+00:00

Por Suely Buriasco

Na concepção do filósofo grego Platão o amor ideal é desprovido de qualquer tipo de interesse, mesmo o sexual. O professor Clóvis de Barros filho correlaciona esse amor sem interesse como um objeto de desejo, algo que se quer alcançar e, por conseguinte, ao ser alcançado deixa de ser amado. Uma visão um tanto triste do amor que jamais se encontra, pois, ao se encontrar termina.

Existe, sem dúvida, uma tendência humana em desejar o que não se tem e ao tê-lo não mais valorizar. Isso se aplica também aos relacionamentos amorosos e explica muita coisa em relação ao chamado “desgaste da relação”. Entretanto, o fato é que não precisa ser assim. É possível viver em plenitude com alguém de forma duradoura e feliz.

Algumas ações simples desmistificam o amor como sendo um sentimento platônico:

1. Autoanálise

Todos nós mudamos com o tempo e com as experiências que a vida nos proporciona. Muitas vezes o que era bom no início do relacionamento pode provocar grande desagrado agora. Por isso é importante estar atento aos nossos próprios sentimentos, renovando nossas ações de forma coerente.

2. Reconhecimento

Um dos maiores vilões dos relacionamentos duradouros é o esquecimento do que a pessoa representa em nossas vidas. Muitas pessoas acostumam-se tão facilmente com quem convivem que acabam se esquecendo de valorizá-los. É então que vale o ditado: “só dá valor quando perde”. Para manter o amor é preciso cultivar a admiração, o respeito e a amizade, demonstrando a importância do outro na própria vida.

3. Interesse

Para manter seu desejo em alta não deixe que seu relacionamento caia numa rotina frustrante. Surpreenda a si mesmo com pensamentos e gestos amorosos. Insufle a sua potência; faça acontecer o seu desejo! Mantenha em alta o seu relacionamento e o interesse por seu cônjuge. Coloque seu foco nisso e observe o que é preciso que você faça para estimular a alegria e a disposição entre vocês.

Se para amar é preciso desejar, investir no amor é não deixar o desejo se esvaziar. A reclamação de muitos casais que atendo é o desgaste da relação, a falta de intimidade e a acomodação. Isso costuma ser usado, inclusive, para justificar relacionamentos paralelos. O mais interessante é que, mesmo diante desse quadro, alegam amar seu parceiro, então eu pergunto: qual a razão de não procurar a satisfação nele? Pode dar trabalho, requer esforço, mas viver o amor de forma genuína sempre vale a pena.

Suely Buriasco

Mediadora e Coach

www.suelyburiasco.com.br

Como contrariar o amor platônico e viver um relacionamento duradouro2017-12-12T17:38:06+00:00
10 07, 2017

Família: Árvore de raízes profundas

2017-07-11T20:45:01+00:00

Por Suely Buriasco

Minha tia Candinha gosta de repetir essa definição de família elaborada por seu cunhado Jarbas, irmão do nosso saudoso tio Elias: “Família é uma quadrilha organizada em nome do amor”. Realmente tem todo sentido. O clã familiar não é uma organização perfeita e nem poderia ser já que é formada por seres humanos, mas mesmo sendo uma “quadrilha” o que vale é que seja unida pelo amor.

Conceição e Ormenzindo representam o tronco de uma família que se tornou muito grande com o tempo. Tiveram 10 filhos: 6 meninas e 4 meninos que formaram suas próprias famílias, ramificando mais e mais a árvore dos “Borges de Oliveira”. Sou muito grata por fazer parte dessa árvore e sorver a seiva de tantos exemplos de dignidade, fé, amor e respeito ao próximo. Esse ano faz 30 anos que a vovó Conceição e o vovô Ormenzindo partiram fisicamente, num intervalo de apenas dois meses. Deixaram um grande vazio que tem sido preenchido pelos ensinamentos que são passados pelas gerações que se seguem. A prova disso é o quanto os netos, bisnetos e tataranetos, que sequer os conheceram, continuam a vibrar por cada encontro familiar.

Duas vezes por ano a família se movimenta, os irmãos se encontram e toda a grande árvore familiar se sacode em ritmo de comemoração. Julho é o “Esquenta”; janeiro o “Encontro”. Duas festas que são preparadas com grande alegria e dedicação: encontro dessa quadrilha unida pelo amor. São momentos indescritíveis, fonte de energia benfazeja que inunda todos os presentes, hoje várias gerações. Os que não podem ir, mandam mensagens, vídeos e vibram com as notícias da festa; os que vão se emocionam, divertem e renovam a alegria e união familiar.

São dois encontros físicos, mas via internet, em um grupo social, nos falamos todos os dias transmitindo e recebendo vibrações carinhosas e ensinamentos inesgotáveis dos filhos da D. Conceição e “Seu” Ormenzindo. Trocamos notícias, fotos e comentários relevantes para que todos estejam à par de tudo o que está acontecendo na grande árvore familiar. Comemoramos juntos aniversários, vitórias pessoais e brindamos a cada nascimento de novos ramos. Tudo com muita alegria e amor assim como fazia a vovó Conceição que não conheceu esse recurso digital, mas sempre fez essa rede familiar funcionar através de cartas que mantinham todos ligados.

E é assim que seguimos fortificados por nossas raízes e nos mantemos firmemente ligados ao troco que nos sustenta e inspira. Herança de Conceição e Ormenzindo que prospera e fecunda incessantemente. Gratidão vovô e vovó!

Família: Árvore de raízes profundas2017-07-11T20:45:01+00:00
23 01, 2017

Vida a dois: A arte de reconhecer cada pessoa como única

2017-01-23T15:34:58+00:00

As postagens nas redes sociais deram grande ênfase à forma elegante e carinhosa com que o presidente Barack Obama se dirigiu à esposa no discurso de despedida da presidência dos EUA. Emocionado, o presidente revelou amor e gratidão à esposa, provocando suspiros femininos pelo mundo. E não é para menos, afinal, que mulher não ficaria em êxtase com tão linda referência?

Muitas mulheres dizem não se sentir valorizadas por seus parceiros e esse tem sido um motivo, cada vez mais comum, para separações. Todo ser humano deseja ter os seus esforços reconhecidos e isso funciona em todos os tipos de relacionamento. No entanto, no relacionamento a dois sentir-se valorizado é algo essencial, sendo decisivo na satisfação com a vida compartilhada. Isso vale para ambos os gêneros, o que difere é a forma de cada um sentir e se manifestar. Essa diferença, bem como a de personalidade precisa ser levada em conta para evitar confusões e conflitos desnecessários.

Claro que não se pode construir um relacionamento saudável onde haja desprezo e indiferença, mas, como tudo o que envolve os relacionamentos, essa também é uma questão bastante complexa. Ouvindo casais pude constatar que a ineficácia na comunicação é a origem de muitos sentimentos que não refletem a realidade. Mulheres costumam se sentir preteridas quando seus parceiros não se declaram, não elogiam, ou seja, não manifestam sua importância. Muitos homens não sabem lidar com as emoções femininas e acabam reforçando o sentimento de rejeição, mesmo não sendo essa as suas vontades.

Conversar é sempre mais produtivo do que comparar. Seja empática e dê uma chance ao homem que você ama! – Suely Buriasco

Por isso, se você está sofrendo por se sentir desprezada, procure saber se esse é mesmo o sentimento do seu parceiro. Acredite: ele pode estar perdido, sem saber o quanto a está magoando. Dê a ele a chance de entender os sentimentos através do diálogo franco; fale com clareza e permita que ele também exponha os seus pensamentos. Não acredite que por amá-la ele deveria compreender o que se passa com você e tenha em mente que nada é óbvio em relação ao ser humano, pois, somos todos indescritivelmente únicos. Falar de seus anseios com afetividade, além de produzir entendimento, ainda  pode promover a transformação que você deseja em seu relacionamento.

Acredite, pode ser que seu marido se sinta tão ou mais reconhecido do que o presidente Obama em relação a sua Michelle, só não tem a mesma clareza para expor isso. Conversar é sempre mais produtivo do que comparar. Seja empática e dê uma chance ao homem que você ama!

Suely Buriasco
Mediação de Conflitos e Coaching

 

Vida a dois: A arte de reconhecer cada pessoa como única2017-01-23T15:34:58+00:00
18 10, 2016

Aprendendo a Amar

2016-10-18T16:47:35+00:00

Suely Buriasco

Conta-se uma história na qual um homem procurou seu mestre e disse: “Eu não amo mais a minha esposa, o que devo fazer?” E o mestre respondeu-lhe: “Apenas a ame”. Por mais que a fórmula seja antiga, ainda temos muita dificuldade de entender. A visão romântica do amor arrebatador, extraordinário e inexprimível não condiz com a realidade e, a falta dessa compreensão causa grande sofrimento na vida de muitas pessoas. O que provoca esse turbilhão de emoções é a paixão que, diferente do amor, é efêmera e irracional. Confundir amor com paixão é extremamente perigoso.

O amor é um sentimento e, como tal, não poderia ser de fácil entendimento, no entanto, quando o compreendemos como fruto de nossas próprias escolhas, tudo muda de figura. As palavras do mestre da historia acima, cuja autor desconheço, refere-se ao amor como verbo, ou seja, como ação. No livro “Diálogos sobre a afetividade” de Ivan Capelatto encontramos a seguinte definição: “…aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos desejaram”. O amor pode, pois, ser aprendido e isso em qualquer tempo da existência humana.

E para os que discordam alegando que o amor é um sentimento natural, vale a reflexão: não se pode controlar os sentimentos, mas é possível controlar a reação que eles provocam. Isso muda tudo! O amor é um aprendizado que inclui atenção, cuidado e empatia, provocando amadurecimento e disposição. O amor é uma decisão das mais importantes, pois nos tira da “vida como ela é” e nos inclui ao grupo dos que arquitetam a própria vida.

Algumas das situações que comumente causam dor podem, assim, ser vistas sob uma ótica diferente:

  1. A opção por manter um relacionamento sem amor

Um relacionamento amoroso define-se pelo nome, isto é, o amor é imprescindível. Não há sentido em manter um elo que, verdadeiramente, não existe, mas é totalmente viável dedicar-se a amar o outro, o que, como já dissemos, pode ser aprendido. Claro que para tanto é preciso determinar-se a amar; a vontade é o elemento fundamental para o trabalho de reconstruir uma vida amorosa.

  1. O sofrimento por um amor não correspondido.

O amor não é algo que se possa descartar ou que termine; quem realmente amou um dia, amará sempre. No entanto esse sentimento pode se modificar através das decisões que fazemos na vida. Por mais que os românticos associem amor ao sofrimento, o real é exatamente o contrário, assim, quando o amor causa sofrimento isso precisa ser repensado. Quem ama sabe amar primeiramente a si mesmo e, portanto, entende que pode transformar esse sentimento, virar a página e reconstruir a própria vida.

A verdade é que desenvolvemos planos de ação para alcançar tudo o que desejamos e nos dedicamos a isso, mas para o amor queremos que simplesmente aconteça. Entretanto, podemos e devemos criar estratégias de comportamento que facilitem o nosso melhor desempenho amoroso, a fim de que os nossos relacionamentos sejam mais harmoniosos e felizes. O esforço vale muito a pena!

 

Aprendendo a Amar2016-10-18T16:47:35+00:00
7 06, 2016

Desapegue-se – Apenas deixe ir

2016-06-07T15:15:52+00:00

Por Suely Buriasco

Ainda existe uma confusão muito grande entre amor e apego, no entanto por mais que possam parecer semelhantes, na prática um anula o outro. O apego prende, exige e retém; o amor liberta porque o foco é a felicidade do ente amado. Perceba que no fundo o apego destrói o amor, assim, nada mais saudável para um relacionamento do que a prática do desapego.

O fundamental é a compreensão de que você não se torna frio, incessível e muito menos distante de quem você ama, pelo contrário a prática do desapego promove melhores condições de se desenvolver a calma e harmonia na relação. Sem contar que muitas vezes precisamos nos desapegar do passado, de relacionamentos que não funcionam mais, para nos colocar aptos a novas situações e interações inéditas. “Afinal, se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!”, escreveu Fernando Pessoa.

Algumas dicas podem ajudar você nesse processo tão necessário para a sua saúde emocional:

1- Avalie suas crenças

É fundamental detectar as crenças que podem estar prendendo você a essa situação ou pessoa. Observe pensamentos do tipo: “O meu amor é tudo o que possuo”, “Não vivo sem ele (a)”, “O certo é ficarmos juntos” ou ainda “Ele (a) precisa entender”. Não há como generalizar pessoas e suas ações, cada caso é um caso e nada pode servir de desculpas para reter alguém onde ele não quer estar.

2- Busque compreender o que prende você a essa pessoa ou situação

Costumamos nos agarrar a algo ou alguém pela importância que damos para a nossa própria vida e isso só pode causar mais sofrimento. As pessoas não estão no mundo para nos servir, a boa convivência predispõem o desejo de ambos em servir um ao outro de forma natural e espontânea.  O apego é uma ação egoísta que precisa ser revista o quanto antes para não tomar proporções inadequadas que possam comprometer a relação.

3- Cuide de sua autoestima

Apego tem a ver com insegurança, pessoas apegadas apresentam sintomas de ansiedade, tristeza que podem chegar à depressão e todo o tipo de fobias. Ninguém pode ser feliz carregando tanto medo! Acredite nas suas potencialidades e as desenvolva continuamente, permita vivenciar seus sentimentos, aceite-se como você é e compreenda que está em suas mãos as mudanças que precisa operar a favor de si mesmo. Acredite que você é a pessoa mais importante da sua vida e a única essencial.

Não desperdice suas energias tentando resistir ao fluxo natural da vida; as pessoas vem e vão, as coisas mudam e, por mais que isso doa é necessário adaptar-se. Pratique o desapego amando e respeitando da forma mais incondicional que possa e verá que a vida guarda surpresas para quem compreende a arte de viver.

 

 

 

 

 

Desapegue-se – Apenas deixe ir2016-06-07T15:15:52+00:00
19 04, 2016

Ninguém morre de amor. Será?

2016-04-19T21:38:17+00:00

Por Suely Buriasco

suelt_buriascoMuito se ouve falar que “ninguém morre de amor”, no entanto uma nova pesquisa contesta essa afirmação com outra: “perda de um grande amor pode levar até a morte”. A chamada Síndrome do Coração Partido ou tako-tsubo representa um sentimento de luto que tem sintomas parecidos com o infarto, como dor no peito, queda de pressão e desmaio. Porém, os especialistas afirmam que, na maioria dos casos, a pessoa costuma melhorar mais rapidamente e as sequelas não são tão importantes.

A explicação gira em torno de um mal funcionamento cardíaco causado por excesso de adrenalina provocado por uma emoção forte, entre os motivos mais comuns estão: traição, acidente, luto. Como é uma reação orgânica inesperada pode acontecer em qualquer pessoa, no entanto algumas são mais suscetíveis tanto pelo lado físico, como emocional.

Os cuidados com a saúde são fundamentais para evitar a Síndrome, pessoas que mantém rotinas alimentares saudáveis, atividades físicas e avaliações médicas sistemáticas estão mais protegidas de qualquer tipo de abalo físico.

Em contrapartida a dependência e a falta de controle emocional são fortes componentes para a Síndrome porque a pessoa se fragiliza mais intensamente. Não se trata de mensurar a dor, o que seria total contrassenso, mas é fato que algumas pessoas são mais vulneráveis ao sofrimento. As perdas são, sem dúvida, fonte dos maiores sofrimentos humanos e ninguém está livre, muito pelo contrário, melhor mesmo é aprender a lidar com elas.

É nesse sentido que se pode refletir sobre como evitar que as perdas e decepções provoquem a Síndrome do Coração Partido:

  • Desenvolver a resiliência, isso é, boa capacidade de recuperação no enfrentamento de dificuldades.
  • Cultivar o otimismo e a gratidão, valorizando o que há de melhor, belo e satisfatório na vida.
  • Manter boa autoestima, basicamente agindo de acordo com as suas convicções.
  • Reforçar bons relacionamentos familiares e qualidade nas interações sociais.

Essas ações representam forte sustentáculo nos momentos de sofrimento extremo, portanto, use sem moderação e lembre-se que amor que não representa vida perde totalmente o sentido.

Ninguém morre de amor. Será?2016-04-19T21:38:17+00:00
29 02, 2016

Quem ama também trai

2016-03-01T16:25:38+00:00

Por Suely Buriasco 

Assisti uma peça no salão da Broadway do navio Sovering de nome “História de amor” e fiquei pensando na máxima “a arte copia a vida”. Músicas e danças lindíssimas envolviam os presentes que se mantinham contemplativos. A narrativa se dá sobre a vida de um casal que passa por grave crise diante da descoberta da traição do homem. Infelizmente uma história comum, embora não seja normal.

O normal no relacionamento amoroso é a confiança, a reciprocidade e a fidelidade como aliança voluntária, mas infelizmente a quebra desse pacto é muito comum, causando grave crise que, em muitos casos, provoca rupturas fatais. Os atores demonstraram o grande sofrimento que se abateu naquele casal; o homem arrependido entra em desespero e a mulher traída sente a alma adoecer diante de seu mundo que parece desmoronar. A dor da culpa e da perda assola o infeliz que se desdobra em tentativas de demonstrar seu amor. Sim, quem ama também é capaz de trair.

Não são poucos os homens nessa situação, nem eles mesmos sabem explicar como puderam envolver-se com outra mulher que não a que realmente amam. Uma confusão de ideias e emoções os acometem e, muitas vezes, eles simplesmente não sabem como agir para reverter essa situação. Claro que não se generaliza, não estou afirmando que todos os homens que traem amam suas mulheres, mas o fato é que os que amam também traem.

Portanto, esqueça o ditado “quem ama não trai”, o ser humano é muito complexo para ser julgado de forma tão simplista. Insegurança, crises existenciais, baixa autoestima, emoções destrutivas e tantos outros fatores podem abalar muito a mente humana, produzindo comportamentos inesperados. No entanto, isso jamais pode ser encarado como justificativa, afinal não existem arrastamentos irresistíveis e sempre é possível optar por agir dignamente, cumprindo os próprios compromissos.

Na peça essa história de amor tem um final feliz, ele consegue se redimir e reconquistar a mulher amada. Na vida real esse não seria o fim, mas o começo de uma reconstrução árdua e contínua, pela qual o homem provaria o seu amor através da tolerância, compreensão e paciência. E como um relacionamento só é movido à dois, também a mulher teria seu quinhão através do perdão capaz de renovar seus julgamentos e atitudes. Se isso é possível? Não só possível, como muito provável inclusive de que a “nova” relação seja muito mais sadia e feliz.

Cada caso é único e não se deixe levar por generalizações. Se você vive esse drama, não tome qualquer atitude enquanto não tiver a lucidez de colocar o seu relacionamento na balança e não se deixe levar pelo orgulho caso o lado bom pese mais. Lembre-se que todo ser humano erra e merece a chance de se redimir e, se valer à pena, não jogue fora a chance de reconstruir sua vida junto ao homem que você ama.

Quem ama também trai2016-03-01T16:25:38+00:00
22 12, 2015

Curtindo às vésperas

2015-12-22T13:59:26+00:00

Por Suely Buriasco

Estamos contando os dias para o Natal, momento de festa, bate-papo com a família e os amigos, boa comida e bebida, presentes.

Para esta festa enfeitamos a casa, ouvimos músicas típicas, comemos panetones, nozes, compramos os presentes e os ingredientes para a ceia.
É uma festa que por muitos é vista pela ótica das crianças, essa que nunca devemos perder.

Pouco importa se já somos adultos, se temos conflitos na família, se presentes foram mal retribuídos, ou se sofremos decepções com as pessoas.

Podemos ainda assim envolver-nos com a magia do Natal.

Quando já não há ilusão, não há necessariamente tristeza.

As pessoas são como são e não há nada a fazer.

Não temos porque nos surpreender, a vida real ainda assim pode nos oferecer oportunidade de real conexão com as pessoas, momentos em que aprendemos com elas, trocamos informações e experiências, respeitamos as diferenças.

O importante é seguirmos curiosos, o que aquela pessoa tem de diferente que, gostando ou não, eu posso aprender algo?

Não somos responsáveis pelo que não gostamos nos outros, mas somente pelo que não gostamos em nós.

Com esse foco, além de preparar o Natal, esse aniversário de Jesus onde todos se presenteiam, podemos refletir sobre o que podemos mudar em nós mesmos.

Claro que já tentamos em anos anteriores e não conseguimos, mas pode ser que agora seja o momento, que agora estejamos mais maduros, experimentes, prontos para aquela mudança real. Voltar para o inglês, tentar um exercício físico novo, uma pós-graduação quem sabe? Agora é a hora, esqueça as lamentações do que não foi feito e foque no que pode ser feito.

É tempo de renovar sonhos. Não fosse a vida cheia de etapas e recortes de tempo, por certo nos esqueceríamos da necessidade de renovação.

Tire algumas horas, fique em silêncio, em um canto só seu. Reflita sobre a pessoa que você quer ser e o que você pode fazer para que ela se torne real. Perdoe os seus familiares, perdoe qualquer tipo de conflito, aprenda com os erros, ainda que seja os erros dos outros e construa a pessoa que você quer ser.

Curtamos o momento, com foco em nós mesmos, pés no chão, mas de pé direito!

Curtindo às vésperas2015-12-22T13:59:26+00:00
17 11, 2015

Eu vejo humanos e vejo humanidade

2015-11-17T20:01:38+00:00

Por Suely Buriasco

Acho lamentáveis algumas postagens nas redes sociais em que pessoas depreciam a si mesmas ao qualificar o ser humano de forma negativa e generalizada. Ninguém discute que existem pessoas capazes de grande crueldade, atos terroristas, crimes contra a vida. É óbvio que muitos por interesse próprio não se importam em causar danos irreversíveis na vida de seus semelhantes, mas isso não significa que todas as pessoas são assim, certo? Quando generalizamos nos colocamos em posição de desvantagem; é como se nos entregássemos a uma situação que não concordamos e não fazemos parte. Isso é capaz de levar os bons a grande abatimento!

O número de pessoas que repudiam atos criminosos é infinitamente maior, a indignação e o desprezo são incomparáveis. Chocadas com o que está acontecendo no Brasil e no mundo, as pessoas querem mostrar solidariedade, elas realmente se importam, mesmo que não saibam o que fazer e se confundam um pouco. Algumas acabam perdendo o foco e na busca de encontrar culpados se enchem de razão e passam a criticar umas às outras. Muitas vezes se prendem em picuinhas tão desprezíveis que dão a aparência de não se importarem com o principal, mas tudo isso é, na verdade, consequência das formas diferentes de manifestar seus sentimentos de frustração e tristeza. Elas simplesmente não gostariam que as coisas fossem assim.

Com isso não pretendo redimir pessoas de suas mazelas, não estou querendo, em absoluto, tapar o sol com a peneira. Eu apenas estou conjecturando sobre a tolerância em relação a cada individualidade, ou seja, dificuldades e manifestações próprias de cada um. O que busco é uma proposta introspectiva para encontrar respostas próprias e, mais que isso, chegar a conclusões que permitam sair da visão egoística do “eu” e olhar para o macro, o “nós”. O que nosso mundo está precisando é desse sentimento interior que se amplia e se intensifica à ponto de atingir a consciência coletiva.

Embora humanos e como tal únicos, imperfeitos e complexos, muitos são os que já manifestam sentimentos harmoniosos, gentis e solidários. A humanidade não está doente, muitos humanos sim. O bem é infinitamente maior do que o mal e a prova disso é que diante de situações alarmantes as pessoas se unem, se aglomeram, sentem necessidade de ser e estar um pouco menos impotentes. Grupos de apoio, ONGs e muitos outros tipos de agrupamento se fazem em prol do bem.

Eu fiquei particularmente feliz em participar de uma manifestação promovida pela Avaaz que faz trabalho humanitário por todo o planeta e se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. E também me alegrei em conhecer, através de uma rede social, uma dentista mineira que iniciou uma campanha acanhada, mas muito bem organizada em favor dos desabrigados de Valadares. Pequenos atos que tomam grande dimensões quando você acredita no ser humano, releva personalismos e se une em prol de uma causa maior.

Que me desculpem os críticos e pessimistas, mas sim, eu vejo humanos e sim, eu vejo humanidade. E acima de tudo, eu acredito no potencial dos bons e em sua capacidade de transformar o mundo.

Eu vejo humanos e vejo humanidade2015-11-17T20:01:38+00:00
11 09, 2015

2015-09-11T22:37:13+00:00

Por Suely Buriasco

 amor-nao-excluiGosto das postagens que falam sobre animais e todo o bem que eles representam na vida das pessoas e tenho convicção disso. Muitos estudos comprovam que a estima por animais é capaz de promover grandes transformações positivas nas pessoas. Um estudo da Universidade de Miami, liderado por Allen McConnel publicado no site do Journal of Personality and Social Psychology, concluiu que pessoas que possuem animais de estimação “têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais que as que não têm animal de estimação”.

Portanto, nada convincente são as afirmações do tipo: “Gosto mais de animais do que pessoas” ou “os animais são melhores do que as pessoas”. Acho que isso merece maior reflexão, afinal porque o amor aos animais precisa excluir o amor aos nossos semelhantes? Então me dizem que os animais, em especial os cães, são mais amorosos, fieis e companheiros. Eu não entendo a comparação entre seres tão diferentes. Concordo sobre a doçura de muitos cães e a forma como são domesticados podem, realmente, fazer deles grandes amigos. Só não entendo porque isso exclui a possibilidade de encontrar boas companhias humanas.

Mas nesse ponto as diferenças são mesmo gritantes; para você ter uma boa companhia animal, basta dar-lhe amor e supri-lo de suas necessidades. Isso não é o bastante no trato com seres humanos; as diferenças de personalidade, de crenças, sentimentos e manifestações fazem desse convívio muito mais complexo. No sentimento de amor ao semelhante é fundamental compreendê-lo, sentir empatia por ele e admirá-lo, mesmo reconhecendo suas falhas e desacertos.

Para amar alguém é preciso antes de tudo olhar para dentro de nós mesmos e reconhecer nossas dificuldades. Só é possível amar um semelhante quando somos capazes de olhar para ele com os mesmos olhos que nos vemos. Isso pode ser muito difícil, afinal exige o enfrentamento íntimo com a conclusão do quanto precisamos mudar, evoluir e purificar os nossos próprios sentimentos. Para amar outro ser humano precisamos, realmente, nos qualificar.

Assim, eu acredito que o amor aos nossos animais nos envolve em bons sentimentos, mas jamais exclui o amor e a busca de convívios harmônicos com as pessoas. Pelo contrário, o sentimento se universaliza e se amplia à todos os seres vivos, de forma que estejamos em contato com a nossa essência natural, essa sim capaz de nos trazer verdadeira felicidade.

Amor que é amor só acrescenta!

 

2015-09-11T22:37:13+00:00
12 06, 2015

Relacionamento na era digital

2015-06-12T14:41:44+00:00

Por Suely Buriasco

A postagem de uma adolescente numa rede social me intrigou: “Eu já nem fico mais, agora eu quero mesmo que o amor flua”. Tive que pedir ajuda a outra adolescente para saber que agora muitos estão aderindo ao “fluir” que corresponde a uma relação ainda mais efêmera do que o “ficar”. Isso me inspirou algumas reflexões:

Ausência de compromisso

A tônica que move os relacionamentos tidos como atuais ou modernos parece mesmo ser a ausência de um significado que promova maior envolvimento, principalmente em nossos jovens. A busca por um parceiro(a) nem de longe equivale a um engajamento, aliás isso é o que eles dizem não querer. Parece claro que qualquer correlação com o pavor da rejeição não é mera coincidência, funciona assim: “se eu não me comprometo, também não corro o risco de ser rejeitado”.

Relacionamentos digitais

O que interessa mesmo é o relacionamento digital, a troca de mensagens nas redes sociais, os inúmeros aplicativos, os encontros virtuais que até podem dar origem a encontros físicos, desde que não se prolonguem à ponto de atrapalhar o tempo conectados. Uma pesquisa realizada recentemente nos EUA e publicada na revista “Archives of Sexual Behavior“, dá conta de que o jovem hoje faz menos sexo do que a geração de seus pais; isso num momento em que a sexualidade está muito mais liberada.  O grande lance agora são as trocas de mensagens na internet que precisam ser instantâneas e imediatas de qualquer lugar e a qualquer hora.

O comportamento adulto

Essa nova forma de expressão da sensualidade está atingindo também a muitos adultos que buscam desfazer-se de suas frustrações românticas. Mas é preciso que se atentam ao fato de que cabe a eles a orientação dos mais jovens, principalmente aos de suas responsabilidades e, não há como negar que qualquer realização, seja pessoal, amorosa ou profissional exige comprometimento, primeiro consigo mesmo e depois com os outros.

Por fim há de se esclarecer que o amor e sequer a paixão “fica”, muito menos “flui”. A paixão aproxima de forma a despertar o desejo de se envolver e o amor é esse envolvimento que se edifica continuamente. Não existe paixão, muito menos amor onde não haja algum tipo de engajamento. Não se pode prever ao certo as consequências desse comportamento, mas é fato que não há sentido algum em uma vida sem compromisso.

Isso é, realmente, preocupante!

 

 

 

Relacionamento na era digital2015-06-12T14:41:44+00:00
25 02, 2015

O que está acontecendo com os nossos galãs?

2015-02-25T14:32:22+00:00

Por Suely Buriasco

 suelyO universo feminino tem sido ao longo dos anos, povoado por personagens de filmes e novelas que encantam por sua beleza e elegância; são homens atraentes que provocam fantasias. Até mesmo nos livros, onde a imagem do galã é criada mentalmente, a ilusão provoca suspiros.

O fato é que o sucesso do personagem, ou seja, o que realmente o faz se tornar um galã é a forma como ele agrada o público em geral, muito especialmente, o público feminino. Então, entre as muitas transformações que nos são sugeridas, estamos sendo apresentados a um novo tipo de galã, ou galã às avessas.

Porque estou nesse devaneio? Vamos lá; quem são os galãs do momento?

Christian Grey de “Cinquenta Tons de Cinza” é um homem marcado por traumas intensos. O que promete ser um romance erótico mostra, na verdade, uma ligação doentia e bizarra. E, a menos que você aprecie sadomasoquismo, vai sentir que a mulher é banalizada e desrespeitada, aliás, a história é uma apologia à agressão da mulher! Ou seja, buscam romantizar um cara totalmente problemático, controlador e possessivo.

E tem o comendador José Alfredo, personagem que Alexandre Nero está vivendo, com muita competência, na novela global do momento. O cara construiu um império em cima de um monte de atrocidades; traiu o irmão que o acolheu, não respeita a família, mantêm uma relação de ódio com a companheira de tantos anos que, afinal, combina muito bem com a maneira como ele construiu a própria vida. Isso tudo combinado com o relacionamento com a amante que está mais para uma bonequinha de louça. Então é esse o “novo galã”?

Fico pensando na confusão de valores que deve passar pela cabeça de muitos homens: será que para fazer sucesso com as mulheres tem que ter poder, dinheiro e caráter duvidoso?

No entanto, não é essa a realidade que eu deflagro todos os dias. O que vejo são pessoas que sofrem ao extremo, são mulheres traídas, violentadas de variadas formas e que passam por todo o tipo de constrangimento e desrespeito, independente da classe ou status social que ocupam. O fato é que esse novo modelo de galã, embora todo o sucesso, não preenche qualquer requisito para a satisfação verdadeira. E o pior é que muitas mulheres estão se deixando atrair.

Então, fica a dica:

O que você cria na mente é o que se transforma na sua realidade.

O que está acontecendo com os nossos galãs?2015-02-25T14:32:22+00:00
2 12, 2014

Como lidar com o abandono e superar a rejeição

2014-12-02T19:38:50+00:00

Por Suely Buriasco

volta-por-cimaA rejeição é, sem dúvida, um trauma capaz de provocar grande dano na vida das pessoas. A desilusão pelo rompimento indesejado causa ressentimento que não sendo trabalhado devidamente, dá origem a diversos transtornos psíquicos e até físicos. O sentimento de não sermos amados ou aceitos é o estopim de mágoas e outros sentimentos destruidores.

Não é fácil ser abandonado, entretanto, se isso já é um fato é preciso pensar em maneiras de reconstruir a própria vida, procurando esmerar-se nisso.

Nesse sentido algumas dicas podem ser úteis.

1- Aceite o fato consumado

Enfrentar a realidade é fundamental, porque enquanto você ficar se iludindo, na esperança de que a pessoa retorne e volte atrás, nada vai mudar. Chorar, suplicar pelo amor de alguém que não lhe quer só vai piorar seu sofrimento. Amar e não ser amado não desmerece ninguém, mas implorar amor fere a dignidade de qualquer pessoa.

2- Encare a situação como sendo um ciclo que se fechou

A vida é cíclica, o que corresponde dizer que um ciclo de fecha para que surja um novo. Não é o fim da sua vida, muito menos do mundo! Não alimente pensamentos de perda, afinal o relacionamento deu certo por algum período e momentos bons aconteceram. Certamente todas as experiências vividas contribuíram para o seu amadurecimento e, portanto, valeram a pena. Mas agora isso é passado e você precisa olhar para frente, renovar o ciclo.

3- Não alimente emoções destrutivas

Sentir raiva diante do abandono é normal e pode até ser muito saudável, desde que cumpra seu papel de defesa e depois se transforme em aceitação.  Quando a raiva vira ódio, culpa, ressentimento, desejo de vingança, desespero e impotência passa a ser corrosiva para a alma e causa maior sofrimento. Permita-se vivenciar as fases naturais do luto pelo fim de seu relacionamento, mas não se entregue a elas. Para tanto, mantenha o bom senso e o equilíbrio não alimentando emoções negativas em seus pensamentos e ações.

4- Pense em você

Claro que sua autoestima está abalada, mas não permita que desmorone; antes cuide e a estimule através do cuidado com você mesmo. Ninguém merece, mas quase todo mundo se sente rejeitado, em algum momento da vida. Mantenha-se bem, cuide da sua aparência e saúde, pratique exercícios, divirta-se com amigos e familiares, empenhe-se no trabalho e olhe para o espelho com satisfação.

5- Seja você e não se deixe levar pelo recalque

Não procure saber da vida de quem não quis mais compartilha-la com você, evite qualquer tipo de encontro e mesmo informação, pelo menos até que a ferida cicatrize. Também não queira mostrar indiferença ou forçar situações do tipo “estou muito bem, obrigado”. Nada mais patético do que a pessoa querer mostrar o que não é e o que não sente.

Enfim, troque emoções negativas por positivas, supere essa dor e candidate-se a viver novas possibilidades. Afinal, ser feliz é preciso!

 

Como lidar com o abandono e superar a rejeição2014-12-02T19:38:50+00:00
19 11, 2014

Reportagem Especial fala sobre os conflitos gerados pela separação

2014-11-19T19:49:14+00:00

A mediadora de conflitos, Suely Buraisco, foi uma das entrevistadas pelo Jornal A Tribuna de Vitória em um especial sobre os principais conflitos que envolvem os casais no momento da separação e como é possível superá-los.

Clique na imagem para ler a matéria.

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Reportagem Especial fala sobre os conflitos gerados pela separação2014-11-19T19:49:14+00:00
2 07, 2014

Família Perfeita – Que seja a sua

2014-07-02T12:45:55+00:00

suely_familiaPor Suely Buriasco

Todos os relacionamentos merecem cuidados, especialmente os familiares, afinal não se pode negar a importância da família na vida das pessoas. A questão é que, muitas vezes, esse convívio tão íntimo acaba sendo conflituoso por conta das diferenças de personalidade, modo de pensar e agir. Para manter a harmonia familiar é preciso que haja a compreensão de que diferenças são naturais e aprender a lidar com elas é sempre um grande ganho.

Existe uma frase anônima muito usada nas redes sociais que diz: “Relações nunca têm morte natural, elas são assassinadas pelo ego, atitudes e ignorância“. Penso que seja assim mesmo; afinal qualquer relacionamento pelo qual não nos dedicamos, não nos envolvemos e não nos doamos realmente está fadado ao fim. Isso é ainda mais pesaroso quando se trata de elos familiares, pois, quando membros de um clã se deixam arrastar por sentimentos menores e mesquinhos, provocando a desordem e a separação todo o instituto sofre as consequências.

Eu acredito no respeito, na compreensão e na tolerância para manter a unidade familiar, no entanto, para conservar igualmente os elos de afeto e carinho o essencial é aprender a admirar o outro como ele é, aceitando as diferenças e, principalmente, valorizando o que ele inspira de bom e belo em nossas vidas. A admiração é essencial para manter o amor e a união entre as pessoas e é a partir dela que nos tornamos mais compreensivos e tolerantes diante do que não gostamos ou não concordamos.

Importante lembrarmos que a vida familiar embora tenha seus dissabores, não é constituída por eles, muito pelo contrário, é fonte de segurança e paz. Família de verdade é aquela que representa o Oasis, o lugar certo para nos refugiar da aridez do mundo. Mas para que isso aconteça e a nossa família cumpra esse papel é necessário que cada um faça a sua parte, afastando-se do egoísmo e do orgulho exacerbado. O sentimento familiar representa o sentimento do grupo; a união em torno de uma unidade.

Não existe família perfeita pelo simples fato de que não existem pessoas perfeitas. Cada familiar é um ser humano em luta e em aprendizado constante na vida, portanto a família deve ser entendida como o abrigo de almas diferentes que buscam entrelaçar-se, superando todas as dificuldades. E esse é um trabalho de cada um. Assim, faça da sua família a melhor e a mais perfeita!

 

Família Perfeita – Que seja a sua2014-07-02T12:45:55+00:00
11 06, 2014

Sorte no amor é disposição para amar

2014-06-12T01:34:58+00:00

Por Suely Buriasco

namoradosTenho observado uma frase divertida rodando pelas redes sociais: “O segredo para um bom relacionamento é: Beleza e Paciência. Se der certo: Beleza. Se não der: Paciência“. Por mais que pareça piada, infelizmente tem muita gente que parece levar isso muito a sério, entregando para a sorte o futuro de seu relacionamento. “Se der deu“, como se isso não envolvesse uma gama tão complexa de sentimentos e emoções.

Relacionamentos eficazes são construídos ao longo do tempo e não podem ser comparados a um jogo ou a qualquer coisa que se dependa da sorte. Um casamento não dá certo por acaso, e por casamento me refiro a toda união estável com perspectiva de continuidade, mas porque duas pessoas se empenham em harmonizar-se. Bom lembrar que até para ter sorte há que se ter competência; não existe mágica para que as coisas funcionem, existe manejo, trabalho e dedicação. Assim também o é para os relacionamentos.

O namoro é um período muito importante no qual os pares podem avaliar as possibilidades de uma vida em comum. Desde que, claro, haja o amadurecimento necessário para que o casal entenda e valoriza esse momento. Por isso o ideal é que o namoro dure tempo suficiente para que a paixão se equilibre e que ambos possam enxergar as diferenças, elaborando formas de e lidar pacificamente com elas.

Mas o namoro é também uma fase de encantamento que cumpre o papel de unir o casal em todas as etapas do relacionamento. Cultivar momentos de romantismo, diversão e alegria é uma forma muito prazerosa de manter o vigor da relação em qualquer tempo. Por isso é muito importante que desde o início o casal acostume-se a conversar, a ser sincero um com o outro, assim diante das dificuldades não formarão um ambiente psicológico de briga e acusações que impossibilitam a vontade de estar junto e namorar.

Reportar tudo isso à sorte é se colocar em risco de perder oportunidades incríveis de viver em cumplicidade, compartilhando a vida com quem se ama. Parafraseando a frase acima eu diria que os bons relacionamentos precisam sim de beleza e paciência – Beleza que os mantenha enamorados e paciência para cultivar a paz, a harmonia e a felicidade.

Feliz dia dos Namorados!

Sorte no amor é disposição para amar2014-06-12T01:34:58+00:00
17 04, 2014

Páscoa Pródiga

2014-04-17T20:27:55+00:00

Por Suely Buriasco

suelyA Páscoa é uma grande comemoração do cristianismo que foi estabelecida oficialmente pelo Concílio de Nicéia, em 325, para ser comemorada no primeiro domingo após o equinócio do inverno no hemisfério norte (entre 22 de março e 25 de abril). A ideia era coincidir a data da ressurreição de Cristo com o inicio da primavera, estação que simboliza o renascer. Com o tempo passou a ser comemorada logo após a Quaresma; período de 40 dias depois da Quarta-Feira de Cinzas.

Oferecer ovos como presente é uma tradição que vem do Oriente, onde eram embrulhados com cascas de cebola e cozidos com beterraba para ficar coloridos e serem oferecidos na festa da Primavera. Na Babilônia e no Egito antigo, estavam associados ao culto da fertilidade. Os cristãos se inspiraram neste costume e o consagraram como lembrança da ressurreição de Jesus. O ovo de chocolate, oferecido na Páscoa, porém, aparece, pela primeira vez no século dezoito, com o desenvolvimento da indústria alimentícia na Europa onde teria nascido também a tradição do coelho, associado à criação devido à sua grande prole. Os anglo-saxões contavam às crianças que os coelhos levavam os ovos e os escondiam entre as plantas. Na manhã do dia de Páscoa, elas tinham de procurá-los nas ruas e nos jardins. Essa tradição se expandiu até os dias de hoje.

O que, a meu ver, não podemos esquecer é do grande motivo dessa comemoração: a vida eterna preconizada por Jesus e o que ela representa nas nossas próprias vidas. O renascer de si mesmo, ou seja, a transformação que cada um pode operar em si mesmo para merecer o título de cristão. Numa sociedade como a nossa repleta de cristãos sem cristo, penso que a Páscoa pode ser uma ótima oportunidade para rever crenças e valores. Afinal, ser cristão é essencialmente seguir seus ensinamentos resumidos no: “Amar ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas!

Uma Páscoa pródiga é a que se torna favorável para a vida dos que a comemoram não como uma simples festa, mas guardando seu real sentido. Assim, distribuamos ovos de chocolate representando a plenitude da vida, mas, além disso, nos esforçamos em renovar-nos espiritualmente, tornando nossas próprias vidas plenas de amor e sabedoria.

Que essa Páscoa seja próspera para todos nós!

 

 

Páscoa Pródiga2014-04-17T20:27:55+00:00
4 04, 2014

Suicídio – Jovens em perigo

2014-04-04T12:31:58+00:00

Por Suely Buriasco                            

É alarmante o índice de suicídio nos jovens, apontado como sendo a terceira causa de morte entre pessoas dessa faixa etária. Um absurdo que nos choca; imaginar que garotas e garotos, que iniciam seus passos no mundo venham a dar fim na própria vida. A indignação é uma etapa para a conscientização da mudança, mas o essencial é que identifiquemos o que podemos fazer para mudar essa situação.

A grande questão que se desponta é a vida atribulada da maioria dos pais e a transferência de responsabilidade, mesmo que velada, para as escolas. Professores que não conseguem estar próximos de seus alunos tanto pela carga horária que são obrigados a assumir por causa de uma vergonhosa política salarial, como pela grande quantidade de alunos na mesma sala de aula. Todavia, penso que não seja o caso discutir impossibilidades e sim novas alternativas, pois, independente de qualquer coisa, o fato é que todos nós temos nossa parcela de responsabilidade.

Os motivos que se apontam para a incidência do suicídio nessa faixa etária são os mais variados; término de namoro, sentimento de rejeição, traumas familiares como perda de entes queridos e separação dos pais, enfim… Mas um dado é comum: o jovem que chega a esse ponto vem desenvolvendo já há algum tempo uma doença muito falada nos dias atuais, mas que ainda passa despercebida; a depressão. Concluir que uma pessoa tem depressão nem sempre é fácil, essa é uma doença sorrateira e é comum que haja demora em percebê-la.  Mas uma coisa é certa, ela dá sinais precisos que podem ser percebidos pelas pessoas próximas, dessa forma prestar maior atenção nos jovens é medida inadiável que, certamente, pode salvar uma vida.

Por mais que na adolescência seja comum alguma mudança no comportamento há que se ter cuidado para não relevar indícios. Esse é um período de transformações hormonais importantes que podem favorecer a doença e diante de um trauma desencadear o seu desenvolvimento. Muitos ainda são os estudos nesse sentido, mas fundamental é a compreensão de que os pais, principalmente, devem se manter atentos em relação a esses sinais e não tardar a buscar ajuda profissional ao detectá-los. Portanto toda atenção para mudanças repentinas no comportamento dos filhos, apoio incondicional nos momentos de crise, diálogo como fonte de entendimento, demonstração de amor e busca de ajuda profissional quando necessária são fundamentais para mudar tão triste estatística.

 

www.suelyburiasco.com.br

Suicídio – Jovens em perigo2014-04-04T12:31:58+00:00
31 03, 2014

Amor na era digital

2014-03-31T12:48:14+00:00

Por Suely Buriasco

 letteringEu era adolescente e assisti uma comédia, que infelizmente não me recordo o nome, na qual uma extraterrestre ensina um terráqueo a fazer sexo como no planeta dela: encostando um na palma da mão do outro. Essa transmissão de energia foi muito frustrante para o rapaz e desencadeou várias situações engraçadas.

Quando ouço falar em sexo digital lembro-me logo desse filme e penso: hoje em dia, em alguns casos, nem as palmas das mãos se encontram realmente, alguns relacionamentos são mais virtuais do que reais: o chamado “amor” na era digital.

As postagens sobre como os relacionamentos estão maravilhosos são muitas nas redes sociais e isso é muito bom.  Muito melhor do que postar lamentações.

Acredito no velho ditado que diz: “roupa suja se lava em casa” e se a roupa for muito pesada para ser lavada apenas pelo casal, que esses busquem ajuda de um especialista, como um mediador de conflitos, por exemplo.

E, de mais a mais, nada é menos interessante do que reclamações ou postagens depressivas.

No entanto é importante que as pessoas não tomem as mensagens publicadas como fantasias do que gostariam de viver, esquecendo-se que a realidade é o que vai definir o seu grau de satisfação. As postagens não podem suprir uma felicidade que não existe na realidade, levando o casal a se acomodar na vida real.

Eu vejo muitos apaixonados declararem-se nas redes sociais e são palavras, imagens e vídeos muito bonitos; a exposição pública incentiva a dedicação e a criatividade. Tudo muito louvável e enobrecedor desde que corresponda à realidade.

Vamos combinar que receber carinho via whatsapp, facebook, e-mails ou de qualquer outra forma digital é muito bom, mas há que se ter continuidade pessoalmente. Dizer e ouvir “eu te amo” olhando nos olhos, o toque, a pele, o abraço não podem ser substituídos por teclados em PCs e smartphones; precisam ser efetivamente vividos.

Nada contra os avanços proporcionados pela internet que tanto encontros têm facilitado; muito menos em utilizá-las para manifestar amor, admiração e qualquer tipo de demonstração afetiva. Aliás, tudo a favor disso! O que não podemos permitir é que isso só aconteça online, principalmente com o objetivo de publicidade ou de abafar a própria frustração.

Postar mensagens carinhosas é tudo de bom, mas falar ao pé do ouvido é, sem dúvida, muito melhor. O cuidado para que a intimidade do casal seja mantida e que a realidade seja a vivência de seus sentimentos é o que provocará satisfação e manterá o calor do relacionamento.

 

Amor na era digital2014-03-31T12:48:14+00:00
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