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banalização

21 10, 2013

Traição – Instinto que se pode controlar?

2013-10-21T15:33:02+00:00

Por Suely Buriasco

suely Suzana Vieira é sempre tão divertida e alegre, uma ótima atriz e uma pessoa muito comunicativa. Mas quando a vejo generalizar comportamentos e banalizar a traição ao seu referir ao César, personagem de Antônio Fagundes na novela “Amor à Vida” da Rede Globo realmente não posso concordar. Em entrevista no programa Domingão do Faustão, domingo dia 29/09, a atriz falou da traição masculina como uma característica natural.

Pesquisando sobre o assunto encontrei uma matéria no site Scientific American Brasil que afirma o seguinte: “Do ponto de vista evolutivo, é fácil explicar a infidelidade entre machos: ao ter muitas parceiras, eles podem fertilizar mais fêmeas e gerar mais filhos.” A matéria então continua falando sobre a traição feminina e faz a seguinte pergunta: “Mas por que fêmeas, mesmo que só consigam ter no máximo um filho por ano, também traem? Uma das principais hipóteses evolutivas para a questão sugere que uma fêmea que tenha relações com vários machos garante a diversidade genética e a qualidade de sua prole: em teoria, “filhos de alta qualidade” podem gerar mais netos no futuro.”

A matéria continua se aprofundando, mas eu pego esse gancho da questão evolucionista para propor uma análise.

Do mesmo jeito que instinto levar o homem ou a mulher a infidelidade, o ser humano, também por instinto, pode perder a cabeça e partir para violência quando contrariado em uma discussão de trânsito, por exemplo.

O fato é que, quando agimos apenas e tão somente pelo instinto, sem deixar o lado que nos difere dos animais irracionais passar a frente, causamos mágoas e transtornos a vida de outros e isso precisa ser levado em conta antes de uma discussão, ou de uma traição.

À partir do momento em que um homem e uma mulher optam por construir uma vida ao lado de outra pessoa, a traição denota distorção de caráter e falta de comprometimento com as próprias escolhas.

Em matéria de James Cimino para o UOL, o ator Tony Ramos afirma que a fidelidade é atitude da pessoa e, consequentemente da relação sadia, demonstrando um novo ângulo da mesma questão. O ator viverá um adúltero na telinha, mas se diz muito fiel à sua esposa, afirmando que: “acho que essa minha atitude é de um homem macho que tem coragem de dizer que é macho de uma mulher só“.

Acredito que construímos nossas vidas através das escolhas que fazemos.

A pessoa que optar pelo adultério precisa ter consciência de que sofrerá as consequências.

Atendo com frequência homens e mulheres que sofrem por não terem resistido à tentação de se envolver em um caso extraconjugal; tentam refazer sua vida e posso afirmar que esse é um processo muito sofrido, não só para quem foi traído, mas também para quem trai. Cedo ou tarde, surgem as cobranças, as decepções consigo mesmo.

Por tudo isso afirmo que não se pode vulgarizar a dor da traição. A própria Susana Vieira afirmou que: “O sentimento da pessoa traída é de morte”, algo assim não pode ser banalizado!

Traição – Instinto que se pode controlar?2013-10-21T15:33:02+00:00
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