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4 04, 2014

Suicídio – Jovens em perigo

2014-04-04T12:31:58+00:00

Por Suely Buriasco                            

É alarmante o índice de suicídio nos jovens, apontado como sendo a terceira causa de morte entre pessoas dessa faixa etária. Um absurdo que nos choca; imaginar que garotas e garotos, que iniciam seus passos no mundo venham a dar fim na própria vida. A indignação é uma etapa para a conscientização da mudança, mas o essencial é que identifiquemos o que podemos fazer para mudar essa situação.

A grande questão que se desponta é a vida atribulada da maioria dos pais e a transferência de responsabilidade, mesmo que velada, para as escolas. Professores que não conseguem estar próximos de seus alunos tanto pela carga horária que são obrigados a assumir por causa de uma vergonhosa política salarial, como pela grande quantidade de alunos na mesma sala de aula. Todavia, penso que não seja o caso discutir impossibilidades e sim novas alternativas, pois, independente de qualquer coisa, o fato é que todos nós temos nossa parcela de responsabilidade.

Os motivos que se apontam para a incidência do suicídio nessa faixa etária são os mais variados; término de namoro, sentimento de rejeição, traumas familiares como perda de entes queridos e separação dos pais, enfim… Mas um dado é comum: o jovem que chega a esse ponto vem desenvolvendo já há algum tempo uma doença muito falada nos dias atuais, mas que ainda passa despercebida; a depressão. Concluir que uma pessoa tem depressão nem sempre é fácil, essa é uma doença sorrateira e é comum que haja demora em percebê-la.  Mas uma coisa é certa, ela dá sinais precisos que podem ser percebidos pelas pessoas próximas, dessa forma prestar maior atenção nos jovens é medida inadiável que, certamente, pode salvar uma vida.

Por mais que na adolescência seja comum alguma mudança no comportamento há que se ter cuidado para não relevar indícios. Esse é um período de transformações hormonais importantes que podem favorecer a doença e diante de um trauma desencadear o seu desenvolvimento. Muitos ainda são os estudos nesse sentido, mas fundamental é a compreensão de que os pais, principalmente, devem se manter atentos em relação a esses sinais e não tardar a buscar ajuda profissional ao detectá-los. Portanto toda atenção para mudanças repentinas no comportamento dos filhos, apoio incondicional nos momentos de crise, diálogo como fonte de entendimento, demonstração de amor e busca de ajuda profissional quando necessária são fundamentais para mudar tão triste estatística.

 

www.suelyburiasco.com.br

Suicídio – Jovens em perigo2014-04-04T12:31:58+00:00
29 01, 2014

Como pais e educadores podem tornar o “rolezinho” a porta de entrada para o diálogo com os jovens?

2014-01-29T19:21:23+00:00

Por Suely Buriasco

FRASEEssa história de “rolezinho” sem dúvida já deu muito que falar e não é por menos, afinal o evento descortina um comportamento da juventude que precisa ser mais bem avaliado. Não se trata de protesto, nem de vandalismo, embora o movimento favoreça essas práticas. A ideia é um encontro diferente, irreverência e distração.

Mas o que realmente me chama atenção no movimento é a liderança de jovens que promovem esses encontros pela internet. São meninos e meninas que possuem quantidades surpreendentes de seguidores nas redes sociais e que pregam o consumismo e a vaidade sem limites. O que se evidencia é moda, desde que seja de marcas famosas, beleza física e a sensualidade sem limites. É tanta futilidade que espanta, principalmente nessa faixa etária em que tudo o que eles precisam é de orientação.

O que faz tantos jovens seguirem esse tipo de padrão? Qual o interesse que os move a esse tipo de pensamento e atitude? Isso é realmente diversão? Falta de ídolos que acrescentem algo de positivo em suas vidas? Essas e outras muitas questões precisam ser levantadas por pais e educadores, pois representam atitudes que comprometem a noção de vida dessa juventude.

Penso que toda essa polêmica envolvendo os “rolezinhos” deve ser um bom tema de discussão nos lares e escolas: preconceito, descriminação, futilidade, crenças e valores. É preciso ouvir nossos jovens para saber quem são os seus ídolos e qual os interesses deles; o que eles acham de movimentos assim e no que eles acreditam. Afinal, a banalização de conceitos pode representar grande prejuízo para a educação, comprometendo o futuro dessa geração.

É imprescindível conhecer o perfil de nossos filhos, antes que nos surpreendam em atitudes reais. Só a partir disso será possível entendê-los e orientá-los de forma que reconheçam o que realmente é importante para a construção de uma vida plena e saudável.

Como pais e educadores podem tornar o “rolezinho” a porta de entrada para o diálogo com os jovens?2014-01-29T19:21:23+00:00
17 01, 2012

Como pais e educadores podem utilizar o BBB para se aproximar dos jovens?

2012-01-17T14:27:18+00:00

O Big Brother inicia sua versão 2012 e reacende a polêmica entre pais e educadores: como evitar que o programa influencie negativamente nossos jovens?
Não há como negar que todo o ambiente da casa é moldado para atrair e instigar anseios; os detalhes da arquitetura e decoração são realmente sedutores. Tem ainda o clima de competitividade que gera tanta discussão e fomenta opiniões; tudo muito atraente. No entanto, junto a esse aspecto vem a questão de que os exemplos exibidos pelos participantes não são, digamos, o que muitos pais gostariam que seus filhos presenciassem e é ai que começa a polêmica. Então o que fazer?
Sei de pais que optam por proibir seus filhos adolescentes a assistir o programa em casa, entretanto, proibir também é um grande incentivo. Sem contar que existe a internet, as chamadas em outros horários, as conversas com os amigos… Pela proporção que atinge, acho que o assunto merece uma maior reflexão. Se você gostaria, mas não consegue manter seus filhos alheios aos apelos do Big Brother, já pensou em se aliar a eles acrescentando coisas produtivas ao programa? Usá-lo como âncora para trocar idéias sobre valores morais e éticos pode ser uma forma interessante de estabelecer uma conversa com eles.
Os filhos são do mundo e é importante que estejam em sintonia com a realidade, assim, uma boa forma de prepará-los é estabelecer um diálogo produtivo sobre o que presenciam. Mas é preciso que estejamos atentos que dialogar não é falar, criticar e impor opiniões; um diálogo verdadeiro pressupõe respeito mútuo. Se você apenas criticar o que fez esse ou aquele participante vai se tornar um chato e suas opiniões não serão levadas em conta. Mas você pode pensar numa maneira de colocar em discussão suas opiniões sem parecer que ferem as deles, afinal, é preciso levar em consideração a tendência dos adolescentes em desenvolver um pensamento de grupo. Fazer perguntas ao invés de afirmações pode ser muito produtivo nesse sentido; pois perguntas fazem pensar e mesmo que haja uma negação instantânea, as dúvidas permanecerão e podem ser muito positivas.
Penso que o relevante dessa questão é encontrar algo produtivo, mesmo no que consideramos de total improdutividade. Assim, transformar a polêmica num espaço fértil de entrosamento entre pais e filhos é tirar proveito da ocasião a favor da união familiar e da educação. Uma hora de diálogo é muito mais eficaz do que qualquer discurso; num espaço entremeado de humor tem resultados melhores ainda.

Como pais e educadores podem utilizar o BBB para se aproximar dos jovens?2012-01-17T14:27:18+00:00
24 11, 2010

Bullying e a Mediação de Conflitos

2010-11-24T19:47:49+00:00

Por Suely Buriasco

Bullying é um termo da língua inglesa que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia. O objetivo é intimidar ou agredir uma pessoa que não tenha a possibilidade ou capacidade de se defender, numa relação desigual de forças ou poder.

O bullying escolar vitima muitas crianças e adolescentes que podem se tornar adultos com baixa auto-estima; que tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Quando se verifica a indisciplina dos alunos em atitudes de rebeldia e agressões, há a necessidade de mudanças paradigmáticas profundas na escola, afinal educar é muito mais que transmitir conteúdos; é preparar o ser humano para a construção de uma vida digna. A Mediação de Conflitos, envolvendo diretores, professores e alunos, pode trazer uma grande colaboração no intuito de buscar entender os motivos, os porquês que estão por detrás de cada fala. Afinal, é uma alternativa na resolução dos conflitos baseada no respeito, na responsabilidade e na cooperação. A negociação e o diálogo são vitais para entender o outro e suas manifestações; neste novo paradigma é preciso compreender primeiro e não apenas penalizar, assim o conceito de culpa muda de enfoque e assume o conceito de responsabilidade. Dessa forma o que se busca é a reparação, pois a culpa não resolve nada, apenas paralisa e exclui. O castigo promove exclusão enquanto a responsabilidade gera a transformação, pois transfere a pessoa de expectador para protagonista da situação.

Crianças e jovens agressivos manifestam desejo de reconhecimento, de “ser alguém” e vontade de poder se expressar, opinar e deixar sua marca. Normalmente, expressam pela agressão a ausência dos pais, de limites e de afetividade. Vivenciam por isso grave crise de autoridade rebelando-se diante de qualquer tipo de imposição. Para os alunos adolescentes que desejam ter identidade própria, independência significa subjugar alguém. Então aparecem as gangues. Desejam mostrar poder e por sentir-se rejeitados o fazem pela força física. O enfrentamento direto não é, pois, a melhor alternativa na resolução de conflitos dentro da escola, tampouco o é a indiferença.

A atitude hostil ou de indiferença são especialmente cruéis para o aluno agressivo e funcionam como incentivo para novas manifestações negativas. Assim como no contexto da Teoria da Atividade, um dos aspectos é a motivação do aluno no processo de ensino e aprendizagem; diante da resolução dos conflitos não é diferente. No âmbito complexo da educação, devendo predominar a solidariedade, o respeito e a imparcialidade; o professor é o mediador ou facilitador; cabendo a ele incentivar, motivar, direcionar e mediar o desenvolvimento educacional do aluno em toda a sua amplitude.
A mediação é um processo que analisa o conflito em si e suas manifestações relacionando-o a má comunicação, incompreensão, dúvidas e rejeição. Todos devem ganhar na mediação escolar, pois, o trabalho é focado nas pessoas envolvidas; assim a resolução dos conflitos é protagonizada por elas. Nesse novo paradigma, o conceito de quem ganha e de quem perde deve ser superado e o aluno sentindo-se satisfeito redireciona a sua ação, afastando-se da agressividade. Sentindo-se valorizados, aceitos e ouvidos, os alunos que se deleitam com o bullyng não vêem mais razão para exercer essa forma de poder e podem se transformar em grandes aliados do instituto escolar,  assumindo papeis de importância na manutenção do mesmo e no bem estar de todos.
É assim que a escola pode promover a paz, a proteção e o respeito entre os alunos, desenvolvendo realmente o seu papel de educador cidadãos mais dignos e felizes!

Bullying e a Mediação de Conflitos2010-11-24T19:47:49+00:00
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