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Suely Buriasco

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29 06, 2010

Como cultivar a Alegria

2018-06-24T21:28:02+00:00

Cultivar a alegria na vida é uma arte que se aprende através de exercícios constantes de gratidão e estímulo a autoestima. Sim, porque a verdadeira alegria nasce na alma, é aquisição do espírito e, portanto, independe das coisas exteriores.

Assim não são os problemas do dia a dia, nem mesmo os mais trágicos; não são as dificuldades que nos assolam, nem mesmo a decepções do caminho que nos deixam tristes. Nada é capaz de entristecer um coração que busca a sua realização. Tanto a alegria, como a falta dela tem origem no mundo interior de cada um. Cultivamos alegria quando buscamos a partir do autoconhecimento realizar o que verdadeiramente nos satisfaz a alma. Nenhuma pessoa ou acontecimento tem o poder de mudar nosso estado de espírito, só nós mesmos o podemos. Quem ainda cai no engano de depositar em outro ser esse poder, continuará a se decepcionar até que compreenda que felicidade não é ser reconhecido ou amado; é reconhecer e amar. Não é ser tratado da melhor forma, mas dispensar sempre tratamento generoso a todos. Não se encontra alegria nos feitos de outras pessoas, mas nos próprios feitos, desde que a consciência nos apoie indicando que fizemos o máximo que podíamos.

A satisfação pelas pequenas coisas da vida, valorizando nossos dias e tudo o que nos trás de bom é exercício de alegria. Assim também é valorizar as pessoas que amamos como são e não como gostaríamos que fossem. Não esperar mais do que as pessoas podem nos dar, compreendendo os limites que lhes são impostos por suas próprias imperfeições é garantia de tranquilidade e equilíbrio. Portanto, se sentimentos doridos nos banham a alma é porque não estamos entendo essa engrenagem que nos faz vivos e é hora de refletirmos sinceramente sobre o que realmente nos tem entristecido. Invariavelmente, chegaremos à conclusão que os motivos estão em nós mesmos e na maneira como estamos nos relacionando com nossos semelhantes.

Seja no reduto familiar, profissional ou social nossos esforços devem ser voltados para a consideração, respeito e entendimento aos outros, inclusive se não recebermos o mesmo. Lembremos que cada um é responsável por suas atitudes e sigamos preocupados com as nossas, não nos envolvendo em revides; na certeza de que as leis da natureza funcionam em plenitude. A vida é um palco onde quem interpreta o bem sairá ganhando sempre, mesmos que lamentações nos levem a pensar o contrário. Quem perde tempo em lamentar o perdido ou não alcançado, patina nesse palco, sem observar que os motivos de superação são sempre maiores e mais intensos. E por interpretar não se pode entender fingir, nada é possível sem sinceridade genuina. Interpretar o bem é exercitá-lo, já que ainda não o possuímos totalmente como dom de alma.

Manter nossa autoestima elevada, desviando-nos da revolta e inconformação é alcançar a alegria que ninguém ou qualquer coisa pode tirar. E sendo isso apenas possível através da consciência tranquila; agir sempre do melhor modo diante das situações que se nos apresentem é a forma ideal e mais rápida de nos tornar-nos mais seguros, mais fortes e mais felizes em nossos dias.

Suely Buriasco
sburiasco@gmail.com

Como cultivar a Alegria2018-06-24T21:28:02+00:00
29 06, 2010

A Empatia

2010-11-16T15:42:52+00:00

A pessoa empática é aquela que desenvolve a capacidade de se colocar na situação de um semelhante seu, entendendo o que ele sente diante das circunstâncias que experimenta.

A empatia é, assim, um processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender seu comportamento. Difere da simpatia que é uma atração espontânea com outra pessoa através da similitude no sentir e no pensar. Em suma, a empatia seria o “sentir dentro” e a simpatia o “sentir com”.

Muitas vezes nos sentimos prontos a apoiar e auxiliar alguém, mas diante da nossa incompreensão dos valores daquela pessoa, consideremo-la ingrata e nos afastamos dela. Essa atitude pode nos trazer grande sofrimento, principalmente quando se trata de pessoa a quem temos afeição e como é mais comum sentirmo-nos solidários junto aos que simpatizamos; o sentimento de ingratidão é um dos maiores causadores de dor no ser humano. No sentido de nos libertarmos desse tipo de sofrimento é que devemos lutar contra a exacerbação do nosso orgulho que nos faz acreditar que as nossas idéias são as “certas” e que as outras pessoas deveriam então pensar como nós. Mesmo as pessoas pelas quais sentimos grande afinidade têm seus próprios conceitos, maneiras diferentes de manifestar sentimentos que também são distintos dos nossos. Para nos relacionar com outras pessoas, afins ou não, precisamos nos conscientizar de que as diferenças são positivas na razão de que sempre temos algo a ensinar e aprender com o outro.

E se nosso desejo for ajudar alguém em sofrimento, lembremos de que ser solidário não é sofrer com a pessoa, precisamos compreender o sofrimento dela sob o seu próprio ponto de vista. A compreensão só acontece quando nos identificamos tão profundamente com alguém de forma a conseguir penetrar no seu próprio modo de sentir. Isso de forma alguma se assemelha com a conivência; não se trata de tornar-se cúmplice de convicções que não consideramos nobres, mas de entender o sentimento do outro com o objetivo de orientá-lo na melhor maneira de resolver seus problemas e lidar com seus sofrimentos.

Assim a simpatia num estágio muito mais avançado pode se desenvolver para a empatia. A pessoa que se esforça nesse sentido consegue de forma progressiva se tornar um ser humano mais consciente de suas funções no mundo e, portanto, mais apto a viver nessa sociedade que vem se transformando paulatinamente para melhor.

Suely Buriasco
suelyburiasco@uol.com.br

A Empatia2010-11-16T15:42:52+00:00
29 06, 2010

Indignação

2010-11-16T15:42:57+00:00

A violência tem se manifestado repetidamente em nossa sociedade extrapolando todos os limites. Ao nos deparamos com a intensidade em que se tem manifestado sentimos a impossibilidade de ignorá-la e nos indignamos.

A indignação, que é um sentimento bem humano, pode ter caráter sadio desde que nos impulsione a agir, a buscar a mudança, a transformação. Já está provado que métodos agressivos não funcionam, o resultado é sempre mais violência, afinal, a agressividade também é uma forma de violência. É preciso renovar conceitos, buscar soluções efetivas. Não faço apologia à impunidade, até porque não acredito nela, reconheço a disciplina como forma de educação e a obediência às leis como dever indiscutível. Pondero, entretanto que a agressividade é falta de argumento, pobreza de raciocínio e, portanto, ação dos ignorantes. Não me refiro aqui aos iletrados, afinal não são poucos os intelectuais em total desorganização mental, enquanto muitos homens tidos por simples nesse mundo realizam grandes trabalhos pacificadores em suas comunidades. Aquele velho ditado que diz: “os fins justificam os meios” mostrou-se na prática de muitos anos absolutamente falso e impróprio. Só quem planeja e objetiva os meios, tem como alcançar realmente os fins que pretende.

Os seres humanos, embora com variações de intensidade, carregam em si uma carga de agressividade que se manifesta ora sutilmente, ora de maneira mais ousada.  O fato é que quando reagimos diante de pessoas ou de situações que nos afiguram adversárias, expandimos nossa agressividade, sem pensar nas conseqüências. No entanto, quando agimos a favor de restabelecer posições que consideramos verdadeiras, seja em relação a pessoas ou situações, criamos novas possibilidades de sucesso. Nossos recursos são ampliados quando “agimos” e limitados quando “reagimos”; a diferença se estabelece pelo uso da razão e do bom senso adquiridos pela reflexão e nunca de ímpeto. Munidos desse equilíbrio somos capazes de realizar prodígios em nossas vidas e nas do que nos cercam. Somando forças com aqueles que também já perceberam que a violência do nosso mundo é de responsabilidade de cada um, estabeleceremos condutas menos hostis e desorganizadas para a nossa sociedade. Felizmente essas não são ações isoladas, muitos já se unem pela paz no mundo.

Assim, diante de atos humanos que nos ferem a alma, nos indignando o ser, lembremos que a ira, a cólera ou a repulsa nada constroem. A indignação pode ser um ponto de partida, mas não basta, é preciso ação, começando por nós mesmos o trabalho de rever conceitos arcaicos e eliminar a própria violência e agressividade.

Isso é comprometimento, é ação real contra a violência!

Suely Buriasco

Indignação2010-11-16T15:42:57+00:00
4 06, 2010

Piedade

2010-11-16T15:43:02+00:00

Tenho refletido muito sobre a piedade e suas manifestações, nada a ver com “pena” ou qualquer pieguice do gênero. Falo da verdadeira compaixão, esse sentimento que nos aproxima uns dos outros porque nos sensibiliza em relação aos sofrimentos alheios.

A piedade é uma faculdade intuitiva que nos leva a compreender os sentimentos alheios sem julgamentos ou preconceitos. Também não escolhe essa ou aquela pessoa para se manifestar porque é espontânea e natural.  Entretanto, acredito que o seu desenvolvimento merece maior cuidado, pois tenho observado as pessoas muito distantes umas das outras.  Estarei enganada? Gostaria realmente de estar, afinal que sentido pode ter a vida se nos tornarmos insensíveis diante das emoções dos que nos rodeiam? Por acaso é possível estarmos bem diante de alguém que sofre?

Todos têm seu próprio quinhão de dor, seus dias mais trevosos, não há a menor dúvida de que precisamos uns dos outros para nos fortalecer na busca de dias mais claros e prósperos. Assim, como se explica a postura de “cobrador” dos atos de outrem? “Está colhendo o que plantou”; que triste exclamação! Entendemos que é verdadeira a idéia, ou seja, cada um sempre colhe o que plantou, porque a Justiça Divina é inexorável, mas quem somos nós para lançar qualquer tipo de anátema em nossos semelhantes? Por acaso também nós não sofremos as consequências de nossos próprios atos? E queremos que nos reprovem?

Também há a questão do tempo; as pessoas estão cada vez mais ocupadas com seus afazeres e isso as impossibilita de dedicar alguns momentos na tentativa de abrandar a dor dos outros. Será? Não temos tempo de procurar ajuda, ou mesmo alguém que nos ouça, quando é em nossa porta que a aflição se apresenta? A vida é repleta de desafios, de situações delicadas que mexem e remexem com nossos mais íntimos sentimentos. Precisamos nos ater na imensa responsabilidade de conviver entre iguais, agindo com os outros como gostaríamos que agissem conosco e isso independente de quem seja ou de como proceda conosco. As leis que regem o universo sempre nos trarão de volta tudo o que a ele lançarmos! Não nos enganemos: tudo o que fizermos no sentido de acolher e atenuar a dor alheia se refletirá em atenuantes na nossa própria dor. O bem sempre se reverterá em bem, por isso quem se apieda dos sofrimentos alheios nunca estará sozinho em seu próprio sofrimento.

A sincera comiseração nos faz pessoas mais gratas e gentis, consequentemente, mais amadas e realizadas. Bom refletir!

Suely Buriasco

Piedade2010-11-16T15:43:02+00:00
1 01, 2010

Otimismo é Fundamental!

2010-11-16T15:43:07+00:00

Um novo ano inspira recomeço, reedição de planos e novas oportunidades na busca de nossos objetivos! É comum que nos sintamos mais otimistas, entretanto essa emoção não deveria ser passageira, afinal manter o bom ânimo diante da vida é um exercício constante.

Meia noite do dia trinta e um de dezembro a festa se intensifica e os votos de felicidades multiplicam-se. Lançam-se fogos e oferendas; muitos fazem promessas e presságios felizes. Entretanto, a natureza não foi avisada do calendário criado pelo homem e os noticiários do dia primeiro de janeiro de 2010 chegam carregados de tragédias. Não dá para fingir que nada está acontecendo; a dor que se vislumbra é tão intensa que nos contagia! Famílias inteiras sofrendo as mais duras perdas, desalojadas, desamparadas e infelizes! Também nossos problemas não se foram com o ano findado, passada a euforia da festa, eis que precisamos voltar a enfrentá-los. Realmente, ser otimista nesse mundo não é tarefa fácil, não obstante é possível!

Mesmo diante de tanto apelos negativos, faz-se necessário manter a esperança, afinal a história do mundo é repleta de tragédias que foram superadas e a vida continua sempre marchando para frente. Não acredito em maus pressentimentos, portanto não comungo do pensamento pessimista em relação ao início desse ano. Acredito numa força maior que conduz tudo e todos e que é sábia e justa, assim, mesmo o que não consigo entender não me revolta, embora me entristeça. A vida é uma seqüência interminável de fatos, não podendo ser resumida em apenas alguns, sejam esses bons ou ruins. Ser otimista não é ver o mundo de forma irreal ou intangível; o verdadeiro otimista é o que tem certeza numa solução favorável das adversidades e não na inexistência delas. Assim, diante das situações difíceis é importante não deixar que o mau ânimo nos converta em “muro de lamentações”, situação essa que além de não acrescentar nada, ainda nos prejudica muito. Lutemos contra a indisposição de nossos sentimentos, exercitando o otimismo em nossos dias. Com disposição sincera para ver as coisas pelo lado bom é sempre mais fácil enfrentar com êxito desde as pequenas como as grandes turbulências da vida.

Tenhamos, assim, bons pensamentos em relação ao futuro, cultivando a alegria e a boa vontade nas realizações que nos são possíveis em relação ao bem comum.  Quem na sinceridade de suas reflexões reconhece a consciência tranquila têm sempre maior condição de encarar a vida com ânimo redobrado e esforço persistente.

Que em 2010 saibamos construir dias prósperos e sempre mais felizes!

Suely Buriasco
www.suelyburiasco.com.br

Otimismo é Fundamental!2010-11-16T15:43:07+00:00
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