Livre-se da culpa, pratique autoperdão

Postado em 21/08/2017 | 0 Comentários

O sentimento de culpa nem sempre é consciente, muitas vezes está mascarado em situações conflitantes que trazem grande desordem em nossas vidas. Aparentemente sem causa surgem angústias, mal-estar, inquietações que minam a satisfação pessoal. Esse tipo de reação merece maior atenção.

Culpa é a tristeza por não sermos perfeitos; um profundo sentimento de impotência, resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos e que nos faz sentir indignos e maus. As consequências da culpa são muitas; como se não bastasse a dor do remorso e da censura, a autopunição é elemento muito comum. Ao alimentarmos esse sentimento gastamos energia numa lamentação interior por aquilo que já ocorreu e não nos direcionamos para novas situações, novas ações, novos comportamentos. A verdade é que somos seres falíveis, isto é, sujeitos a alternância de conduta, principalmente diante dos desafios que se apresentam e o estado emocional do momento. Aceitarmo-nos nessa condição é essencial no processo de compreensão de nossos erros e inconsequências.

É certo que a culpa pode ser um sinal de alerta sobre a falta de limite e respeito pelo outro; ou mesmo a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento. Nesse sentido é interessante que se efetive a transformação necessária, responsabilizando-se pela ação e procurando redimir-se. A culpa faz com que permaneçamos no papel de vítima, nos estagnando, e, o que é pior, repetindo o padrão de comportamento, pois, não proporciona crescimento. Assumir a responsabilidade por nossos atos faz com que acreditemos na capacidade de mudar, de agir diferente, tornando-nos mais dignos. E todos nós temos essa capacidade.

O caminho que nos leva ao autoperdão é o da aceitação integral daquilo que já aconteceu, que é passado, que já não é possível mudar. É o encontro corajoso e amoroso com a realidade. O autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo; é essencial para uma existência emocional tranquila. Nesse sentido é preciso buscar não reincidir no mesmo compromisso negativo, desapegando-se do remorso e criando formas positivas de comportamento, recobrando o bom humor e a alegria de viver.

Reviver o passado só é positivo quando se trata de analisar as experiências vividas, procurando se tornar um ser humano melhor. O presente é o momento de efetivamente mudar. O futuro será o que fizermos dessas oportunidades.

 

Suely Buriasco

Coaching e Mediação de Conflitos

www.suelyburiasco.com.br

 

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