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21 06, 2020

Ostra Feliz não faz Pérola

2020-06-21T22:53:16+00:00

Adoro ler Rubem Alves e seu livro “Ostra feliz não faz pérola” é um dos meus prediletos. Não é a primeira vez que escrevo sobre ele, penso que vivemos um momento muito oportuno para as suas reflexões.
A pérola não é natural na ostra, na verdade é um tipo de mutação que ocorre quando um grão de areia entra na cavidade daquele molusco. É um corpo estranho e a ostra o rejeita envolvendo-o com uma substância que se solidifica de forma lisa e arredondada que conhecemos como pérola e que é muito valiosa. Na visão do poeta esse grão de areia causa dor à ostra e ela pensa: “Preciso envolver essa areia pontiaguda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…” Daí o título do livro.
Penso na dor que nos acomete como sendo também um corpo estranho porque acredito que a natureza humana é feliz e acho brilhante a comparação de Rubem Alves: “Pessoas felizes não sentem necessidade de criar”.
Quando é que saímos da área de conforto, nos impulsionando para criar novas alternativas? Não é quando algo nos provoca, nos assusta ou causa dor? É por isso que as nossas maiores realizações acontecem quando estamos em conflito, quando precisamos superar dificuldades e criar opções diferentes. Dificilmente alguém que se sinta bem quer avançar sabendo que enfrentará desafios. Não dizem que “time que está ganhando não se mexe”? E é assim também que muitos perdem a oportunidade de crescer pessoalmente e profissionalmente, ficando estagnados.
Transformar nossas dificuldades em pérolas é aproveitar da dor para conquistar ganhos muito maiores. É inovar-se; é reinventar-se! A natureza é toda mutável e assim também nós, seres humanos, podemos ser mais flexíveis e desafiadores. Usar de nossa inteligência para criar novos conceitos, formas mais dignas de viver e inspirar nossos semelhantes.
Ostra feliz não faz pérola, segundo o autor, representa as suas próprias areias pontiagudas que o machucam; “para livrar da dor, escrevi”. Mas é, sobretudo, uma doce inspiração para todos os que se sentem machucados pelas arestas da vida a encontrar a sua própria fórmula de produzir uma preciosidade a partir delas.
Além de deixar de sofrer, ainda merecerão a joia. E o que pode ser mais valioso na vida que a superação de si mesmo?

Ostra Feliz não faz Pérola2020-06-21T22:53:16+00:00
3 06, 2020

Seminário – Federação para a Paz Universal

2020-06-03T21:58:24+00:00

Participei essa tarde de um seminário on-line organizado pela Federação para a Paz Universal (UPF) sobre a Pandemia do COVID 19. O Webinar contou com a participação de sete palestrantes e a mediação do Dr Simon Ferabolli, presidente da UPF no Brasil e na América Latina. Participantes de mais de vinte países marcaram presença e puderam refletir sobre tão delicado tema que interessa a todos.

O conteúdo foi muito abrangente, mas gostaria de transmitir aos amigos algumas considerações. O mundo contemporâneo vai se dividir entre antes e depois dessa Pandemia. Fomos pegos em cheio e de forma surpreendente por uma doença que é mundial e que, assim, precisa ser enfrentada mundialmente. Não há saída se cada país quiser tomar medidas e protocolos individuais. É preciso um entendimento coletivo e as Nações Unidas são o instrumento para isso.

Momento de colocarmos a vida em supremacia e nos unir para os efeitos do necessário isolamento social. Importante a compreensão de que não é o isolamento que afeta a economia e sim a pandemia. E os governos precisarão lidar com isso. A pobreza se intensificará, os níveis de desemprego tomarão níveis extremamente altos e é preciso que haja planejamento sério e efetivo para a retomada do desenvolvimento.

Gratificante participar de um evento que trouxe informações seguras sobre o efeito da pandemia no mundo, que não é nada bom, mas, ao mesmo tempo, demonstrou otimismo e grande possibilidade de superação. Até porque otimismo não tem a ver com negacionismo; não se supera aquilo que se nega.

Valores universais de união entre os povos foram amplamente citados pelos palestrantes como forma de superar em menos tempo e com menores perdas essa crise.

Ficou a mensagem:

“É tempo de estar fisicamente separados, mas espiritualmente unidos. Se vamos nos contaminar com algo que seja com Fé, Esperança, Paz e Amor”.

Muito grata ao Dr. Dr Simon Ferabolli e a querida Eliza Ferreira por esse convite que considero um presente. Deus abençoe vocês e ao mundo inteiro! #UPF #EmbaixadoradaPaz #suelyburiasco

Seminário – Federação para a Paz Universal2020-06-03T21:58:24+00:00
17 05, 2020

A esperança não pode morrer

2020-05-17T23:26:17+00:00

Mário Sérgio Cortella, teólogo, filósofo e professor lembra a importância de entender esperança como sendo do verbo esperançar e não do verbo esperar. O verbo esperançar significa “levantar-se e ir atrás; agir; construir alternativas e soluções; levar adiante uma ideia, um projeto; nunca desistir”. Esperançar é almejar, sonhar, agir, buscar. É, na verdade, o contrário de esperar, apesar de muitos confundirem.

 

O mínimo que precisamos é saber que esperamos por algo de importância para a nossa vida e, o máximo, é quando vivemos para fazer isso acontecer. Abrimos nossos olhos a cada dia porque temos esperança, vislumbramos oportunidade de novas possibilidades. Se há algo que não se pode perder jamais é a esperança.

 

Assim, em momentos de dificuldade vale usar de algumas estratégias para manter a esperança em alta:

 

Considere as coisas incríveis que você já fez

Ninguém está sempre bem humorado, muito menos diante de dificuldades. Lembrar do que você já superou e conseguiu transformar na sua vida é uma forma de criar mecanismos de enfrentamento que, certamente, o colocarão em posição de focar nas possíveis soluções.

 

Cerque-se de otimismo

Se você tem um problema tudo o que não precisa é de pensamentos desfavoráveis ou pessoas negativas que, certamente, inflexibilizarão a sua iniciativa de enfrentamento. Substitua reclamações, não se permita o papel de vítima e afaste-se das “âncoras”, seja pessoas ou situações. Procure manter-se informado da realidade, não para se influenciar, mas para conhecer o que vai superar.

 

Busque apoio na fé

A fé pode ser uma grande fonte de inspiração, se não a maior. Se você acredita em Deus encontre esperança numa oração sincera, dedique-se a ações que o façam se sentir mais próximo Dele. Ter fé em uma Divindade facilita acreditar em você mesmo, na sua própria capacidade. A confiança em Deus promove a confiança em si mesmo.

 

Seja corajoso

Manter a esperança exige coragem para agir, para enfrentar. O medo é natural diante das dificuldades que nos desafiam, corajoso é quem o enfrenta, afastando o pânico, esse sim sempre nefasto. O medo é uma emoção positiva no sentido que nos deixa alerta ao perigo, a coragem faz nascer a certeza de que é possível vencer.

 

Se você quer manter a esperança em sua vida só tem que se aliar a ela, procurando o lado bom de todas as situações e agindo por um bem maior. Esperança é acreditar e agir!

 

Suely Buriasco

Mediação de Conflitos e Coaching

A esperança não pode morrer2020-05-17T23:26:17+00:00
11 05, 2020

Fé como alavanca de superação

2020-05-17T23:28:12+00:00

Pela etimologia, a palavra fé tem origem no Grego “pistia” que indica a noção de acreditar e no Latim “fides“, que remete para uma atitude de fidelidade. Trata-se do acreditar em algo, ou em alguém, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação. Ter fé é acreditar pela absoluta confiança que depositamos nessa ideia ou fonte de transmissão. Também significa esperança que, independente do que aconteça, tudo pode ser superado.

 

No contexto religioso a fé está aliada na aceitação absoluta dos princípios difundidos por determinada religião e na existência de uma divindade. Todavia, existem pessoas que não se dedicam a nenhum tipo de religião, mas são pessoas de fé. Ou seja, não acreditam em postulados, mas creem em uma força extrafísica e em atitudes que condizem com suas próprias crenças. Há pessoas, ainda, que rejeitam as divindades ou outros seres sobrenaturais. Estes não possuem a fé religiosa, o que não os impede de desenvolver esse atributo de outras formas. A fé está intimamente ligada a confiança, por isso ela pode ser concebida também fora do ambiente religioso.

 

Entender a fé de forma mais ampla nos credencia a relacionamentos harmônicos, afinal, nos livra do grande engodo dos “donos da verdade”. Então nos sentimos tranquilos quanto a respeitar as diferenças, entender que o próximo tem o direito a ter a sua fé e a vivê-la da maneira que melhor lhe convém.

Eu fico pensando em quantas guerras, quantas discussões, quanto sofrimento seriam evitados com isso. E mais, quanto poderíamos estar unidos por um mundo mais justo e equitativo.

 

Diante das adversidades da vida, é preciso acreditar que o amanhã será melhor e que isso depende muito de nossas ações no presente. É a fé que nos impulsiona a dar o próximo passo, a enfrentar os obstáculos e seguir em frente. A fé faz brotar a esperança, sentimento que torna possível colocar em prática o que for preciso para a realização daquilo que almejamos. Portando, ainda que seja apenas em nós mesmos, é de extrema importância para nossas vidas, para nos manter firmes em nosso propósito. Aliada a ação a fé é o instrumento de transformação mais poderoso que existe. Acreditar e agir, fazer o que nos compete para mudar as situações que nos incomodam é um passo importante em busca de uma vida próspera em todos os sentidos.

Fé como alavanca de superação2020-05-17T23:28:12+00:00
26 04, 2020

O normal pós-pandemia

2020-04-26T23:51:35+00:00

Temos muito mais perguntas do que respostas e isso parece ser também algo muito novo, estamos acostumados a “saber” e ter respostas, mesmo do que não sabemos de fato. Entretanto, vivemos uma realidade em que nem a ciência tem as respostas que precisamos e isso é muito assustador. A pandemia provocou uma crise generalizada fomentando, inclusive, uma crise de significados.

 

Para manter o isolamento social estamos restringido muitas coisas que eram absolutamente normais em nossas vidas. As consequências disso são igualmente inimagináveis. Podemos conjecturar e nos dedicar a passar por esse período de forma menos traumática, sem “receita de bolo” já que é exatamente isso que ninguém tem. Nesse sentido parei para refletir sobre as palavras de Luiz Felipe Pondé e baseado na sua entrevista na CNN no programa “Mundo Pós-Pandemia” procurei narrar o que considerei importante para vencermos esse momento que ele compara com a travessia de Moisés no deserto. Alguns pontos a serem considerados:

 

Solidariedade

Ao afirmar que “todos nós somos iguais perante o vírus” o filósofo e escritor me levou a pensar que a pandemia está fazendo muitos entenderem que a solidariedade não é apenas um sentimento, é sobretudo, uma atitude que visa não só o bem do outro, mas de todos, inclusive de quem pratica. É o redescobrir da solidariedade, um dos pilares da Cultura da Paz. “A economia e a vida caminham juntas”, não se pode exigir nada de quem não tem o mínimo.

 

Relacionamento

Em tempos de isolamento social a saída tem sido os encontros digitais. Mas conforme afirmou Pondé: “a vida é presencial”. Precisamos do contato físico, do abraço, do estar junto. Haverão muitos reencontros felizes no pós-pandemia, muita alegria mas, com o passar do tempo, isso também tende a se normalizar. Por isso é tempo de valorizar mais os familiares e amigos, os que se mantiveram conosco, mesmo à distância.

 

Luiz Felipe Pondê enumerou dicas básicas para manter a saúde mental nessa travessia. Tentarei expô-las o mais próximo do que ouvi:

  1. Não queira ser controlado – a solução não está no outro, não queira que o outro resolva por você. Assuma a responsabilidade do que lhe compete e aja.
  2. Cultive a coragem – Combata em você a percepção que o outro é um transmissor do vírus. Não deixe de dar bom dia, sorrir, mesmo de máscaras. O convívio social diminui o medo. É preciso cultivar o mínimo de humanidade.
  3. Não entre em pânico – Cuidado com a paranoia, “o medo atraia a morte”. Todos os cuidados indicados pelos especialistas são importantes, mas não se esqueça da sua saúde mental.

 

Isso tudo vai passar e, gradualmente, tudo vai voltar ao normal. O que não podemos permitir, e nisso discordando do filósofo, é que essa travessia não provoque mudanças promissoras. Podemos e devemos criar um novo normal, mais significativo e próspero para as nossas vidas.

O normal pós-pandemia2020-04-26T23:51:35+00:00
19 04, 2020

Não deixe de sonhar

2020-04-26T04:33:42+00:00

Vivemos uma crise na saúde que, inevitavelmente, atinge todos os níveis das nossas vidas: financeiro, econômico, relacional, político, mental… Tempos difíceis, momento de graves revelações que têm desorientado todos os setores da sociedade. Diante desse quadro vemos muitas pessoas desanimadas, com medo e falta de esperança no futuro, ou seja, soma-se uma crise existencial, pessoal que pode tomar proporções inimagináveis.

 

Claro que lidamos com uma situação inusitada e assustadora, mas o fato é que, ainda assim, vale o ditado: O problema não é o problema e sim a forma como lidamos com ele. Não é a crise que provoca o negativismo e sim a forma de encará-la. Tanto é verdade que muitas pessoas criam novas possibilidades, vencem as dificuldades e prosperam em meio a crises. E isso sempre aconteceu na história da humanidade e vai acontecer agora também. Para tanto precisamos focar na superação, criando novas possibilidades de vencer nossas dificuldades e a de quantos pudermos ajudar.

 

Nesse momento de transição algumas dicas podem ajudar:

Não absorva informações negativas

Não se trata de fechar os olhos para a realidade, mas excesso de informação pode ser muito tóxico. Melhor focar na saúde física e mental. É difícil não se entristecer com a dor de quem perde um ente querido ou o ganha pão. Como não se indignar com tantos absurdos que estamos presenciando. De qualquer forma, não tem sentido trazer esse negativismo para a nossa vida e das pessoas que convivem conosco. Seja filtro e não esponja!

Trabalhe seus pontos fracos

Uma mente brilhante tem consciência de que não domina tudo e está sempre aberta a novos aprendizados. Para dar vida a seus sonhos você precisa detectar o que precisa ser mudado em seu comportamento. Crise é oportunidade de crescimento quando transformada em desafio. É fundamental buscar subsídios para enfrentar as dificuldades, um processo de melhoria constante.

Substitua pensamentos e hábitos negativos

Durante toda a nossa vida vamos acumulando crenças que nos limitam e, consequentemente, nos prejudicam. A ideia é substituí-las por crenças positivas, ou seja, que nos motivem e impulsionem a agir. Tudo começa pelo pensamento, portanto, o primeiro passo é pensar positivo. Acostume-se a trocar cada pensamento, palavra e ação que prejudica você ou qualquer pessoa, por algo que engrandeça, isso terá um efeito excepcional na sua vida.

Tenha atitude

Quando alguém me procura para sessões de Coaching eu vou logo explicando que essa metodologia é fantástica, mas só funciona com quem tem atitude. Não adianta ter um sonho se você não é capaz de realizá-lo e não se dispõe a se capacitar. É preciso fazer um plano de ação em direção aos objetivos desejados, mas é fundamental agir com foco e determinação.

 

Não adianta perder energia reclamando, a pandemia é uma realidade que vai mexer no bolso de todo mundo. Precisamos pensar em preservar vidas, a economia seremos capazes de reverter com criatividade e trabalho eficiente. Encarar que teremos que empreender diferente para superar as dificuldades econômicas que, fatalmente, virão. Uma mente vencedora não permite que seu brilho se desfaça, que o desânimo se aninhe ou que forças negativas a envolva. Transformar a própria mente em vencedora é um trabalho árduo, mas, efetivamente, vale muito a pena!

Suely Buriasco

Não deixe de sonhar2020-04-26T04:33:42+00:00
13 04, 2020

Casamento em tempo de pandemia

2020-04-13T04:21:05+00:00

Em poucos dias do anúncio da pandemia pelo Covid 19 o mundo virou de ponta-cabeça e os relacionamentos foram atingidos em cheio. A necessidade de distanciamento social é um convite para a introspecção, mas nem sempre isso é possível diante de um estresse desse porte. Casamentos enfrentam uma nova e desafiadora realidade.

 

Se nos primeiros dias o espírito de cooperação prevaleceu, com o tempo está pesando, criando natural enfado e originando conflitos. Assumir tarefas doméstica, além do trabalho que veio para casa, o chamado Home Work, pode ter sido interessante no começo, mas já está se tornando um grande desafio para os relacionamentos amorosos. A procura por ajuda online tem aumentado e algumas situações são bastante comuns e me levaram a listar umas dicas para evitar maiores problemas. Afinal, isso tudo vai passar e precisamos estar atentos para que as consequências não sejam mais duradouras ou destrutivas do que a própria crise.

 

1-  Preserve o seu espaço

Se essa é uma atitude sempre muito indicada para quem divide a intimidade de um lar, agora que o tempo de convivência aumentou se tornou crucial.  Claro que está difícil, principalmente, com as crianças em casa, mas, com um pouco de disciplina, é possível. O ideal é que você possa se refugiar algumas horas por dia em um cômodo isolado, se isso não for possível apele para um fone de ouvido, por exemplo.

 

2- Crie novas rotinas

Não é porque não há compromissos externos que a anarquia seja uma boa opção. Nos primeiros dias tudo foi novidade, mas estabelecer novas rotinas evita muita confusão, sem contar que quebra-las acaba sendo estimulante. Criança precisa ter horário e o casal também. Com regras estabelecidas dá para não se cansar tanto e aproveitar melhor o tempo juntos.

 

3- Relaxe

Momentos de introspecção revigoram a mente.  Pode ser orar, meditar, fazer Yoga, enfim. Dedique-se a algo que faça você se sentir relaxado, desprenda-se de preocupações por alguns instantes do seu dia. Tudo está muito ao extremo, os ânimos também, melhor recolher a mente e relaxar o corpo para manter a saúde física e mental.

 

4- Seja paciente

Essa é a regra de ouro. Lembre-se que, assim como você, seu cônjuge está estressado, preocupado e com medo. Isso é natural diante do que estamos vivendo. Procure relevar mais e cobrar menos. Opte sempre pelo diálogo em momentos mais tranquilos. Escute o que não é dito, sinta mais do que interprete. Empatia é fundamental.

 

Talvez vocês nunca tenham tipo tantas razões para estarem juntos e se apoiarem, esse é um grande aprendizado. Amar na alegria é fácil, desafiador mesmo é enfrentar as dificuldades e seguir amando. Acredite: vale à pena!

 

 

Suely Buriasco

 

 

Casamento em tempo de pandemia2020-04-13T04:21:05+00:00
27 03, 2020

Eu acho, você acha e juntos podemos ter certeza

2020-03-27T03:17:55+00:00

Se tem algo que comprovei na Mediação de Conflitos é que existe no mínimo três verdades numa contenda: a de um, a de outro e a que podem construir juntos. O fato é que todos os envolvidos tem suas razões e seus equívocos e quando conseguem entender isso se tornam capazes de resolver ou lidar melhor com seus conflitos.

Isso parece bastante simples: as pessoas se reúnem na presença de um mediador que usa a metodologia acertada para melhorar a comunicação entre as pessoas envolvidas, facilitando o entendimento e a construção de acordos nos quais todos se sintam atendidos. Entretanto, nada que envolve o ser humano é simples. Um dos fundamentos da Mediação de Conflitos é a boa fé e autodeterminação. Ou seja, se uma das pessoas tem interesses escusos ou se está levando vantagem na demanda, fica difícil qualquer tipo de composição. No entanto, felizmente, na maioria dos casos é possível diluir o conflito puxando pelos valores morais e interesses em comum. Isso serve para as demandas judiciais e extrajudiciais, mas também serve para a vida.

Nesse momento de crise pela pandemia do COVID 19 vemos os conflitos se espalharem em todos os relacionamentos, inclusive, os virtuais. Em momentos de crise, infelizmente, esse é um movimento comum e que piora toda a situação. Assim, vale à pena observar essas dicas:

1. Admita: você não é dono da verdade
Faça uma autoanálise, afinal, ninguém está 100% certo o tempo todo e você também não. Pense e vai concluir que, muitas vezes, você mantém a sua posição por orgulho. Ego exacerbado só trás sofrimento e solidão. Tudo bem voltar atrás e, se preciso, desculpar-se. Isso sim é sinal de maturidade.

2. Entenda: você estar certo não significa que o outro esteja errado
Pelo menos não necessariamente. Na grande maioria das vezes a questão não esbarra no certo ou errado e sim no diferente. É possível pensar de maneira diversa mesmo desejando a mesma coisa. É por isso que quando o mediador consegue “pinçar” e evidenciar o interesse em comum tudo se esclarece e surge o entendimento.

3. Acredite: é possível viver pacificamente
A cultura adversarial que a humanidade viveu em toda a sua história está muito arraigada em nossa sociedade, mesmo com todos os avanços que tivemos. Quebrar esse paradigma pode exigir esforço, mas certamente, provoca grande satisfação. Bons relacionamentos são fonte de alegria e autoestima, afinal, exige que tenhamos, primeiro, um bom relacionamento conosco mesmo.

Tudo passa e toda essa crise também vai passar. Cuidado para não carregar o seu futuro de mazelas causadas por desentendimentos e mágoas que podem muito bem ser evitadas agora. Opine sem brigar, discorde com respeito. Seja da paz, todos temos a ganhar com isso.

Suely Buriasco
Mediação e Coaching
www.suelyburiasco.com.br

Eu acho, você acha e juntos podemos ter certeza2020-03-27T03:17:55+00:00
16 03, 2020

Embaixadora da Paz

2020-03-16T21:02:18+00:00

No dia 12 de março de 2020 fui empossada, no Senado Federal, em Brasília, “Embaixadora da Paz” pela Federação para a Paz Mundial – UPF.
Mais do que um reconhecimento, esse título aumenta a minha responsabilidade e determinação por trabalhar pela Cultura da Paz em toda a sua abrangência.
Agradeço ao Dr Neudir Simon Ferabolli, Presidente, e a Sra Eliza Ferreira, Relações Pública da UPF Brasil pelo título. Agradeço ainda ao Embaixador da Paz Senador Eduardo Girão e todo o seu gabinete. Pessoas gentis e comprometidas.

Meu coração é pleno de gratidão e jamais poderia deixar de agradecer a minha base, primeiro Deus e depois a minha família que esteve representada por meu esposo Mário Sérgio. A paz é ação – uma construção contínua e colaborativa. Por isso estar entre pessoas com ideais afins envolve a minha alma de alegria e esperança.

Tenham a certeza de que esse título, mais do que um reconhecimento, inspira a responsabilidade de trabalhar ainda mais por um mundo mais pacífico e justo.

Afinal, é sobre brilhar, mas sobretudo, iluminar.

Muito obrigada a todos vocês que se alegram com a minha alegria!

Embaixadora da Paz2020-03-16T21:02:18+00:00
16 03, 2020

O que podemos aprender com a Pandemia do Coronavírus

2020-03-17T21:26:02+00:00

Suely Buriasco

Em entrevista à CNN Brasil o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que a pandemia não é um jogo, não haverá ganhadores e que o mundo sairá “diferente”. Essa fala me impactou de forma efetiva e me fez pensar no que depende de cada um de nós para que essa diferença seja positiva, embora tantos prejuízos e sofrimentos.

Higiene

Todo mundo sabe que a boa higiene é imprescindível para manter a saúde, mas será que levamos isso com seriedade? Uma senhora lavando as mãos do meu lado num banheiro de aeroporto sorriu e me disse: “Eu não aguento mais lavar tanto as mãos”. Eu pensei: “Não lavava antes?” Melhorar os cuidados com a nossa higiene pessoal, bem como com o nosso ambiente, é um aprendizado efetivo com ou sem o Coronavírus.

Disciplina

Obedecer regras, nesse caso, protocolos estabelecidos pelos profissionais de saúde de forma sistemática é de suma importância para deter o avanço da epidemia. Persistência e constância no conjunto de medidas e comportamentos sugeridos por especialistas pode ser o marco divisor desse período. A disciplina é de extrema importância em qualquer processo de mudança e superação. Certamente, um ótimo aprendizado de vida.

Equilíbrio

Não há razão para pânico que só piora qualquer situação, inclusive baixa a imunidade, mas todo cuidado é essencial. Vale lembrar a importância de buscar informações verdadeiras, sempre checando fontes. Manter o equilíbrio diante das crises é fundamental para a superação. Desenvolver a Inteligência emocional e manter a serenidade farão real diferença agora e no futuro.

Responsabilidade

Toda esse crise é mundial, representa um todo, mas ao mesmo tempo chama cada um a participar ativamente contra essa epidemia. Não basta que o Estado se comprometa em ações pertinentes, precisamos nos unir através de atitudes condizentes. Assumir responsabilidades sociais, exigindo mudanças de comportamentos que vão muito além do cuidar de si próprio é redescobrir a solidariedade. Grande ganho!

Diante da dor somos mais suscetíveis a buscar a espiritualidade. Quem sabe seria interessante aprendermos que a fé é uma filosofia de vida e não algo que se procure apenas nos momentos difíceis?

Eu fiz uma pequena lista, você pode ampliá-la e juntos somar forças. Vamos lá?

O que podemos aprender com a Pandemia do Coronavírus2020-03-17T21:26:02+00:00
17 02, 2020

Você é, realmente, feliz?

2020-02-17T20:31:19+00:00

Dar o melhor de nós para viver de forma plena e intensa os bons sentimentos junto com os nossos afetos é o que dá sentido para a vida. Tudo à favor em querer ser feliz, em cultivar momentos que nos sublime a alma, junto com os eleitos de nosso coração, mas o que percebemos é que, muitas vezes, não agimos de forma coerente ao resultado que buscamos.

O verso de Vicente de Carvalho provoca profunda reflexão ao se referir a felicidade: “Existe, sim: mas nós não a alcançamos. Porque está sempre apenas onde a pomos. E nunca a pomos onde nós estamos”. O fato é que somos os construtores de nossa vida e assim os responsáveis por fazê-la mais agradável e feliz. Quando trazemos para nós essa responsabilidade as possibilidades se ampliam e transformamos dificuldades em desafios.

Atualmente parecemos viver uma ditadura pela felicidade, as pessoas querem ser feliz a qualquer preço e dessa forma acabam se sentindo cada vez mais insatisfeitas, vazias, inúteis. As redes sociais contribuem para a relevância da aparência, do mostrar o que não se é e o que não se tem. Essa concorrência causa danos emocionais intensos e transforma pessoas em escravos de um sentimento que deveria trazer paz, tranquilidade. Tamanha inversão da felicidade “a qualquer preço” pode provocar tudo, menos real satisfação.

Felicidade é sentimento, tem a ver com o nosso mundo interior, nossas aquisições espirituais e realizações pessoais. Ninguém pode ser feliz sem, inicialmente, amar a si mesmo e autoestima vai muito além de aparências. Muitas pessoas bonitas, famosas e de boa condição financeira, que fazem lindas viagens e divulgam o quanto suas vidas são maravilhosas, na verdade possuem a alma doída por difíceis situações ocultas. Felicidade não se aparenta, por si só ela se expande, porque quem é realmente feliz se preocupa em inspirar esse sentimento para mais pessoas.

É preciso entender que felicidade não é um estado de humor contínuo; essa busca desenfreada beira a insanidade. Todos temos nossas dificuldades, perdas irreparáveis que nos causam dissabor e tristeza. Você pode ter um bom dia, chegar em casa feliz e se deparar com uma notícia que lhe cause tristeza, mesmo não atingindo diretamente você. Além de nossas próprias dificuldades, difícil não nos sensibilizarmos com a dor alheia. O fato é que ninguém é totalmente feliz o tempo todo.

Nossa busca pela felicidade precisa ser serena, pautada na conscientização de que satisfação genuína é um trabalho árduo, que exige dedicação, resiliência e grande força de vontade. Ser feliz não é uma tarefa fácil, pois é o resultado de outras aquisições, tais como: tolerância, aceitação, paciência, coragem, fé e gratidão.

Parafraseando o poeta: Felicidade existe sim, desde que desenvolvida em nós mesmos e expandida para os nossos relacionamentos.

Você é, realmente, feliz?2020-02-17T20:31:19+00:00
10 02, 2020

Conflito & Comunicação

2020-02-10T21:08:51+00:00

As pessoas costumam associar o conflito com a falta de comunicação, mas o que realmente provoca o conflito é o excesso desordenado e violento de comunicação. Você pode desencadear um conflito com um olhar, um gesto, uma fisionomia, que são processos de comunicação não verbais, mais que podem conter tanto ou até mais violência do que a fala. E pior: é através desse tipo comunicação agressiva que se alimenta o conflito e o transforma em briga, com consequências que podem ser muito graves, prejudicando todos os envolvidos.

A relação conflito e comunicação tem sido estudada há alguns anos e já é possível afirmar a interdependência desses dois fatores na vida humana. O psicólogo americano Marshall Rosenberg desenvolveu uma pesquisa que chamou de CNV – “Comunicação Não Violenta” que se transformou também em um livro. A pesquisa desenvolveu uma série de técnicas para aprimorar os relacionamentos, baseadas no desenvolvimento da comunicação eficaz, ou seja, a forma de realmente entender e sermos entendidos.

Isso tem grande importância na vida de qualquer pessoa, pois, somos seres sociais e interagimos através da comunicação, assim, a forma como o fazemos é que determinará o sucesso ou o fracasso em nossos relacionamentos. E não nos iludamos quanto o efeito disso na nossa própria satisfação; ninguém é feliz sozinho e muito menos realizado, se não consegue manter bons relacionamentos.

Algumas dicas podem facilitar o desenvolvimento da comunicação clara e convincente:

  • Ouça com genuína atenção
  • Fale com clareza e assertividade
  • Seja empático
  • Saiba o momento de “sair de cena”

Esses fatores aliados à sabedoria do equilíbrio e bom senso são fundamentais para o entendimento de qualquer situação e entre quaisquer pessoas, independente de qualquer tipo de diferença. Com isso os conflitos, que são processos naturais, tomam a direção do entendimento e as pessoas ganham em todos os sentidos; sem dúvida um processo muito inteligente.

A efetivação desse conceito gera a maior transformação que o ser humano é capaz de operar em si mesmo e, ainda, o prepara para promover a transformação do mundo que vivemos.

Conflito & Comunicação2020-02-10T21:08:51+00:00
16 12, 2019

Nada é perfeito… Mas pode ser muito bom!

2019-12-16T20:50:33+00:00

Sempre me emociona ouvir a música “Perfect” na voz de Ed Sheeran. A melodia eleva minhas vibrações e a letra desperta minha porção poeta que, muitas vezes, fica em segundo plano. Essa doce melodia acaba me transportando mentalmente para um lugar lindo onde danço sozinha com os pés na grama macia. Nossos “lugares mentais” são oásis onde podemos relaxar e nos energizar. Esses lugares existem, são perfeitos,  criações que dependem unicamente de quem os desejar.

Dessa vez preferi me manter de frente ao computador para refletir sobre essa perfeição que aspiramos e que, na verdade, só existe em alguns breves momentos em nossos pensamentos. Quem busca perfeição em pessoas e situações sempre acaba se desiludindo e, ainda pior, se revoltando. Até porque mais do que vivemos, nós convivemos, e o que é perfeição para um pode não ser para o outro. Acredito que aceitar a perfeição como sendo uma ilusão pode ser muito saudável, pois nos motiva a aceitar situações e pessoas, buscando mudar exclusivamente aquilo que nos é próprio.

Viver é muito mais do que sonhar, é agir e esperar o tempo necessário. Como se fosse uma safra, há o plantio e o tempo para a colheita. É, essencialmente, uma busca de aperfeiçoamento pessoal e social, já que também temos nossas cotas de responsabilidade com o meio em que vivemos. Acontece que essa “safra” é contínua. Sempre é preciso agir e aguardar os resultados. Citando Luís Fernando Veríssimo: “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”.

Nunca estamos prontos, passamos por situações e vamos aprendendo com elas. As pessoas que amamos são as que têm maior potencial de nos ensinar, porque são elas que nos decepcionam e nos inspiram a nos reinventar. Não dá para ter a resposta pronta, o máximo que podemos fazer é querer aprender sempre, nos esforçar e fazer o que podemos, o que entendemos que precisa ser feito. É preciso aceitar que esse entendimento também vai mudar, vai se ampliar e, muitas vezes teremos que nos perdoar. Nesse processo evolutivo precisamos compreender nossos atos do passado, afinal não pensávamos como pensamos hoje.

Assim é a vida… A gente vai vivendo e aprendendo. Um movimento de ser a cada dia melhor do que se foi ontem. Essa é a essência e aí está a beleza.

 

Nada é perfeito… Mas pode ser muito bom!2019-12-16T20:50:33+00:00
2 12, 2019

Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem

2019-12-02T20:40:06+00:00

Suely Buriasco

“Nada é impossível”, “se você quer, você consegue”, “perdeu a batalha, mas não perdeu a guerra”. Essas são algumas frases que vemos correr fácil por aí, passando a impressão de que tudo depende de você e, se não aconteceu, faltou algo de sua parte. Motivar é importante, mas é preciso ter discernimento, afinal viver é enfrentar desafios e, importante mesmo, é estar preparado para os altos e baixos naturais.

Já assisti pessoas em êxtase cair no mais baixo ânimo por não conseguirem realizar seus planos. Sentem-se culpadas pelo que não deu certo, incapazes e inferiores. Isso é muito preocupante! Vivemos um tempo em que as pessoas tem obrigação de fazer tudo dar certo e de ser felizes. Isso também tem se manifestado muito fortemente em nossos jovens. Especialistas alertam para uma geração que não aceita ser contrariada, que não sabe enfrentar suas expectativas fracassadas.

A verdade é que grande parte de nossos planos não se realizarão da forma como desejamos, mesmo que nos esforcemos, afinal muitas coisas não dependem apenas de nós mesmos. Compreender que tem coisas que a gente só precisa aceitar e seguir “tocando a vida” é questão de amadurecimento.

Nem tudo vai dar certo…

A ideia desse estudo que se transformou em palestra é abordar a inteligência emocional como forma de desenvolver bons relacionamentos consigo mesmo e com o outro. A ideia é mostrar que é possível aprender a lidar com as frustrações, encontrando assim forças e motivação para fazer o seu melhor. Afinal de contas ninguém é obrigado a fazer tudo para que algo “dê certo”, o papel de cada um é fazer o máximo, dando o melhor de si mesmo.

E vai ficar tudo bem.

Motivação mesmo é superar o desencantamento e seguir fazendo das decepções degraus para o desenvolvimento da paciência e da resignação. Direcionar energias para seguir lutando, mesmo quando tudo pareça estar dando errado.

Manter o pensamento positivo não porque acredita que isso resolve tudo, mas porque entende que isso muda a sua forma de olhar e lidar com tudo. Os estudos da Neurociência podem nos ajudar muito a lidar com decepções e nos manter confiantes.

“Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem” é uma palestra motivacional que vai fazer você pensar no quanto o conhecimento científico pode favorecer a sua vida de modo que você se sinta mais pleno e feliz REALMENTE.

Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem2019-12-02T20:40:06+00:00
25 11, 2019

O melhor é agir com paciência

2019-11-25T22:40:55+00:00

Muitas são as situações da vida que nos abalam psicologicamente, são pequenas “alfinetadas” que, repetidamente, acabam por ferir. Entretanto, manter a serenidade é sempre a melhor medida, afinal, ao perdermos a calma somos levados por emoções destruidoras e tudo fica ainda mais difícil.

Emoções construtivas são as que estabelecem a doçura, a moderação e a paciência em nossas vidas. Somente a benevolência produz a afabilidade capaz de nos manter serenos diante das dificuldades. Mas é importante que se note que não basta parecer calmo, muitas pessoas se mostram doces em seu ambiente social, entretanto são verdadeiros tiranos na intimidade. Verniz social não é capaz de manter-se diante das turbulências da vida. A real doçura é a manifestação da alma, é uma aquisição pautada no desejo genuíno de pacificação. A paciência é desenvolvida através da compreensão de que tudo tem um tempo certo, há o tempo de agir e o tempo de esperar os resultados, mesmo que não aconteçam da forma como desejamos.

Quando temos paciência com nossos semelhantes compreendemos também que todos possuem as suas maneiras de pensar e agir e que nem sempre concordarão conosco, mas essas diferenças podem ser muito proveitosas para o crescimento moral de cada um. Ao agirmos com mansidão diante das dificuldades da vida, somos os primeiros a lucrar, porque conseguirmos enxergar claramente as situações. Entretanto, não podemos confundir mansuetude com subserviência; pois nada há de servil nessa postura. Aliás, demonstramos brandura quando emitimos nossa opinião com assertividade, respeitando as ideias alheias, sem nos despir das nossas. Assertividade com mansuetude é uma atitude muito saudável, capaz de evitar e mesmo eliminar muitos conflitos nos relacionamentos.

Esforçando-nos em realizar o melhor de nós e resignando-nos com o que não podemos mudar, nos afastamos da revolta que ascende o ódio e amplia a discórdia. Todas as vezes que deixamos a cólera se manifestar perdemos muito e ainda aumentamos nossos dissabores; nesses momentos de demência em que nos envolvemos com a violência que ainda possuímos em nós, agimos como o desatinado que não mede seus atos. O sábio jamais se encoleriza porque compreende que o bom senso e a serenidade são os meios de alcançar os resultados favoráveis.

Assim diante de tudo e de todos, sejam lá quais forem as nossas dificuldades, lembremos que o melhor mesmo é agir com paciência.

Suely Buriasco
Mediação de Conflitos e Coaching
www.suelyburiasco.com.br

O melhor é agir com paciência2019-11-25T22:40:55+00:00
7 11, 2019

Faça o melhor incondicionalmente

2019-11-07T20:19:46+00:00

Por Suely Buriasco

Algumas vezes já veio em sua mente a frase: “Não adianta”, certo? Esse pensamento é mais comum do que se imagina. Resultado de um momento de baixa emocional, quando a decepção nos abate. Às vezes é fruto da frustração de nossas expectativas em relação a atitudes de outras pessoas, ou ainda, se revela no momento em que nos deparamos com a nossa impossibilidade de mudar uma situação.

Baixar nossas expectativas em relação aos outros é um aprendizado importante que tem a ver com o respeito e a compreensão. As pessoas são únicas, suas formas de pensar e agir podem ser muito diferentes das nossas. Nos decepcionamos quando não entendemos o pluralismo como forma de convivência e nos abatemos moralmente por não conseguir realizar as coisas da forma como desejamos. Por isso, diante de uma decepção que nos leve a sentir que nada há para fazer, vale observar se, na verdade, o que estamos querendo é impor os nossos próprios conceitos como verdade absoluta. É fundamental lembrar que o respeito às diferenças garante a boa convivência.

Outra coisa é quando nos deparamos com a impossibilidade de mudar situações que causam dor e prejuízo a nós mesmos ou a outrem. Muitas vezes não somos capazes de fazer algo que nos beneficie, também não conseguimos apaziguar a dor de alguém e sentimos o gosto amargo da injustiça. Como gostaríamos de mudar situações que são claramente espúrias, que causam dor e desassossego em nossa sociedade marcada pela desigualdade que esmaga, sufoca e humilha.

Nossas limitações nos injuriam. Por mais que um médico dê o seu melhor, ele não salvará todas as vidas, algumas chagas se manterão abertas e isso, muitas vezes, será fatal. Um operador da Justiça pode idealizar planos de paridade condizentes com a sua ocupação, no entanto, por mais que lute não conseguirá mudar todo um sistema e fazer com que a justiça prevaleça na sociedade dispare em que vivemos. E assim podemos analisar cada situação, cada pessoa em sua área de ação, chegando a um ponto em comum: só se pode fazer aquilo que lhe compete. Quem não aceita as próprias limitações cai em dois engodos: ou se acomoda e legitima as injustiças do mundo ou se revolta e adoece como consequência das tentativas vãs.

Enquanto escrevia essas palavras veio a minha mente o Provérbio Chinês: “Espere com paciência, ataque com rapidez”. Acredito que esse ponto de equilíbrio é o que faz a diferença entre os que muito exigem e pouco fazem e os que aceitam a realidade sem luta.

Maturidade é saber se colocar no mundo como agente transformador, sem se comprometer com as ilusões do poder humano.

Faça o melhor incondicionalmente2019-11-07T20:19:46+00:00
24 09, 2019

Sobre a vida e o amor… Ou viver e amar

2019-09-24T12:56:14+00:00

Com o passar do tempo vamos mesmo nos tornando mais reflexivos, essa constatação ficou ainda mais clara assistindo ao show do Roberto Carlos. Já assisti vários, já fiquei na “turma do gargarejo”, nunca ganhei uma rosa porque meu foco foi sempre fazer o Roberto olhar nos meus olhos. Verdade mesmo… eu queria que ele soubesse da minha existência e de meu sentimento. Dessa vez o show foi um presente de aniversário e talvez por isso tenha sido diferente dos demais e, diga-se de passagem, muito melhor.

Sentei-me a uma distância privilegiada, nem muito perto que só olhasse para o Roberto, nem tão longe que não pudesse vê-lo. Pude contemplar o palco todo e curti muito. Vi mulheres de todas as idades se encaminharem para frente na hora da distribuição de rosas e percebi que saber da existência dele hoje me basta. Pensei no ser humano que é capaz de seduzir tantas pessoas cantando o amor e a paz e me emocionei. Até quem acha suas canções bregas não encontra muitos argumentos para combater isso: Roberto é o cantor do amor!

Eu gosto da menina que fui e que, de certa forma, ainda sou, mas é incrível constatar que gosto mais de mim agora. É lindo ouvir uma música romântica e sonhar, mas é extraordinário saber separar o ideal da realidade e entender o amor como filosofia de vida. Como afirma o cantor: “Diferente da paixão o amor é um sentimento, está acima da razão e do passar do tempo”. A paixão é só uma chama, o amor é luz que brilha incondicionalmente. Muitos desejam ser amados, mas o que realmente traz sentido na vida é amar.

Também me chamou atenção a forma pacífica de opinar e se manifestar contra a injustiça e a ganância que tantas vítimas têm feito pelo mundo. Ao cantar “Amazônia” Roberto lembrou que seu apelo tem mais de trinta anos, fiquei pensando que muitos estão mais preocupados em culpar políticos de ideologias diferentes ao invés de exigir, de quem quer que seja, a sua preservação. Eu acredito na paz como forma de mudar o mundo, lembrando que paz é ação, nunca passividade. Assim como afirma o rei: “Somente teremos um mundo melhor quando nossos valores estiveram voltados para o milagre da vida!”

Ali de frente aquele palco com tantos efeitos luminosos, ouvindo aqueles músicos incríveis e as canções que embalaram meus anos, senti fortemente o milagre da vida e me envolvi em gratidão. Então pensei que nos momentos de dificuldade, quando a vida parecer me exigir mais do que posso dar, que eu me lembre do quanto tenho a agradecer e me fortalecer. Que as perdas que me machucam sejam abrandadas pela minha fé e que eu faça da alegria o meu escudo.

E como não dá para falar de Roberto Carlos sem lembrar de Erasmo:

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá

Nós podemos tudo

Nós podemos mais

Vamos lá fazer o que será”.

Recebo meu novo ano com fé, amor e gratidão.

Sobre a vida e o amor… Ou viver e amar2019-09-24T12:56:14+00:00
22 09, 2019

O que o Coaching NÃO faz por você

2019-09-22T16:24:32+00:00

Por conta do crescimento do movimento e da busca da regulamentação da profissão no Brasil, muito se tem falado sobre o Coaching. Opiniões positivas e negativas têm se tornado comuns.

Um artigo publicado na Start-Up Magazine afirmou que o coaching é a segunda profissão que mais cresce no mundo. Assim, como coach, acredito que seja importante esclarecer o que o Coaching não faz por você.

  1. Mágica

O Coaching é ciência e, como tal, não faz prodígios. Então se você acredita que fazendo um curso de uma semana, mesmo acrescido de módulo online e trabalho final, você está pronto para aplicar sessões, devo lhe informar que está muito enganado. O pior é que esse engodo pode ser muito perigoso, afinal atender um cliente (coachee) sem o devido preparo pode provocar um resultado, no mínimo, reverso ao esperado.

O Coaching como profissão exige muito estudo e preparo, uma busca de melhoria contínua, afinal essa é a busca que o coach precisa inspirar no coachee e ninguém dá o que não tem. O Coaching como profissão exige muito estudo e dedicação. Tipo 1% de inspiração e 99% de transpiração. Há que se dispor ao autoconhecimento e crescimento interior.

  1. Milagre

Vejo alguns anúncios que assustam e provocam escárnio em relação a classe. Hoje tem coach para tudo, o que é muito bom, desde que seja edificado de forma verdadeira e ética. Não dá para prometer que o treino provoque milagre na vida da pessoa. A mudança é difícil para todo ser humano, treinar a alteração de um comportamento não é tarefa fácil. É possível, mas não depende unicamente do treinamento. O coach basicamente tem a função de auxiliar o coachee ou cliente a determinar suas crenças limitantes, a causa do que tem impedido o seu crescimento e, depois, apresentar ferramentas úteis para as mudanças necessárias. No entanto, o uso dessas ferramentas depende, exclusivamente, do coachee. Eu costumo fazer a analogia do treinamento físico; o treinador ensina os exercícios, mas se o cliente não fizer, não terá o resultado físico esperado. É a mesma coisa com o Coaching.

  1. Terapia

O Coaching não cura traumas, não trabalha com hipnose ou qualquer tipo de terapia holística ou não. É possível que pessoas ligadas à outras áreas acrescentem ferramentas do Coaching em suas ações, mas é preciso separar as coisas. As terapias são funções de profissionais habilitados para a sua execução, são pessoas ligadas à área de saúde. O Coaching é um treinamento para melhoria das habilidades. Assim, um psicólogo por exemplo, pode fazer Coaching, ou seja, usar suas ferramentas, mas o coach jamais pode fazer terapia. É importante que isso fique bem claro para o coachee.

Então se você quer ser um coach comprometa-se com o seu desenvolvimento em todos os sentidos. Entenda a necessidade do autoconhecimento antes de se colocar no papel de ajudar pessoas a se autoconhecerem. Tenha em mente que você precisa estar pleno em seus ideais, o que significa estar em constante crescimento.

E se você quer ser um coachee lembre-se da importância de procurar um profissional habilitado, vale fazer pesquisas e buscar indicações. E, então, lembre-se que não há milagre no método, você tem que se dedicar, se comprometer e se colocar na posição de quem quer que a mudança aconteça de forma efetiva e contínua.

O fato é que o Coaching é um método comprovadamente eficaz e de resultados satisfatórios e rápidos. Mas, como em qualquer outra profissão, precisa ser aplicado de forma segura.

 

 

O que o Coaching NÃO faz por você2019-09-22T16:24:32+00:00
2 09, 2019

Minha Paixão é o Brasil

2019-09-02T21:58:08+00:00

Suely Buriasco

Vivemos momentos de grande agitação, o clima bélico é instigado de forma tão veemente que fere a ética. Usando por base a “liberdade de expressão” muitos extrapolam esquecendo-se de que a responsabilidade é primordial na manifestação da liberdade. Isso é tão veemente que causa descrédito e irritação crescente. Eu, pessoalmente, prefiro sempre a visão otimista da realidade. Acredito que as mudanças estão sim acontecendo, mas não são tão rápidas quanto necessitamos. Entendo que o “estrago” foi de tamanha intensidade nos últimos anos que o equilíbrio está bem longe de se efetivar.

Quando me perguntam se eu acredito que o Brasil vai melhorar, eu respondo “claro”! Não dá para ficar só se lamentando, se olharmos para a história de nosso país concluiremos que sim, estamos melhorando. Não é uma evolução em linha reta, como seria o ideal; são muitos os altos e baixos, mas existe progresso, eu não tenho dúvidas disso.

Penso que todos temos responsabilidade de trabalhar por essa melhoria que desejamos; cada um dentro de sua aptidão e possibilidade pode fazer a diferença nesse sentido. Eu acredito na mudança pela educação de comportamento nos adultos que se reflita na educação da criança. Nossos comportamentos designam a forma como olhamos o mundo e, certamente, influenciam os que convivem conosco.

Assim, vale refletir: “O que tenho feito de prático para que meu país seja mais ético e justo? Eu tenho sido? Tenho ensinado maneiras éticas e justas de viver? Tenho influenciado as pessoas dessa forma?”

É importante observar que quando trazemos para nós mesmos a responsabilidade temos poder de execução, mas quando apenas esperamos que os outros façam nos perdemos na inatividade das lamentações. Claro que cobrar dos governantes além de direito é um dever, no entanto há que ser uma cobrança consciente, afinal, estamos numa democracia e ser ético também inclui ter discernimento na forma de se expressar. Vejo, por exemplo, muitas pessoas pontuarem, com razão, a fala irada e, muitas vezes desmedida do Presidente eleito. O que chama a atenção é que essas pessoas usam, sem qualquer critério, palavras igualmente ofensivas. O que se vê é uma postura bélica na divisão que se fez entre “direita” e “esquerda” e, nessa paixão, todos perdemos.

Somos brasileiros e podemos lutar de forma pacífica no que entendemos por necessário sem desrespeitar uns aos outros. Ideias diferentes podem ser muito úteis na edificação das mudanças que precisam acontecer. Aliás, segundo Heráclito: “A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia.” Eu acredito nisso, ninguém é capaz de ver o todo sozinho, ideias diferentes produzem maior clareza à realidade.

Eu amo o “verde-amarelo” do meu país, acredito em sua gente e na possibilidade de nos unirmos em nome de um bem comum. Junto-me aos que não se servem de adjetivos ou títulos para manifestarem a sua crença. Estou com os que têm por ideal o progresso desse país.

Minha paixão é o Brasil!

Minha Paixão é o Brasil2019-09-02T21:58:08+00:00
5 08, 2019

Deixar ir e abrir espaço para o novo

2019-08-05T22:23:26+00:00

Deixar ir e abrir espaço para o novo

Uma recente mudança de cidade me fez refletir sobre a quantidade de coisas que guardamos sem qualquer propósito. Roupas pessoais e da casa, objetos e tantas quinquilharias poucos usadas que nem lembrávamos mais. O que “pegou” mais foram os objetos guardados como lembranças de pessoas e tempos que nos marcaram no passado, mas que não teriam lugar na nova morada.

Desapegar é um processo que exige disposição para a mudança e muita força de vontade, até porque não se trata tanto das coisas materiais, mas do sentido que elas possuem. E vale lembrar que a necessidade do desapego vai muito além de coisas, muitas vezes, é fundamental incluir pessoas que nos são caras. Nada simples, mas fundamental, para quem busca uma vida mais harmoniosa.

A leitura de um artigo da revista “Vida Simples” escrito por Débora Zanelato me fez refletir muito. O enunciado é muito sugestivo: “Desapegar daquilo que não faz mais parte de nós e dar valor ao que precisamos abrem espaço para escolhas que nos colocam perto da felicidade”. O texto transcorre sobre o movimento “Viva com menos”, inspira pensamentos e dá dicas para que o desapego não seja algo tão doloroso. Vale muito a leitura.

Como me identifiquei com o tema quero citar duas atitudes que foram fundamentais nesse meu mais novo processo de desapego:

Deixe ir com gratidão
Vale tanto para pessoas como para objetos e seus significados. Não se culpe por eles não se encaixarem mais na sua vida. Seja grato(a) por ter usado (objetos) ou convivido (pessoas) com eles. Tenha em mente que eles fizeram parte de momentos da sua vida e, de alguma forma, contribuíram para o seu crescimento.

Desapegar-se dos afetos já falecidos não os tiram da sua mente, pessoas amadas sempre se conservam na memória e nos sentimentos. Mas também é preciso desapegar-se daqueles que por alguma razão, simplesmente, não cabem mais em sua vida. Tenha gratidão pelas lições que deixaram, mesmo que tenham sido desilusões dolorosas.

2- Dê um novo sentido ao que não lhe serve mais
Facilita muito quando damos um destino ao que precisamos desapegar. Muitas coisas que não nos servem mais podem ser úteis e até essenciais para outras pessoas. O destino útil ao que doamos provoca grande alívio e até mesmo alegria. Uma quebra importante no processo incômodo do apego.

Isso também serve para o desapego de pessoas. Embora muito mais doloroso, é possível e muito recomendável deixar de conviver com quem é capaz de nos prejudicar de qualquer forma. Livre-se de qualquer mágoa, perdoe e se perdoe, essa é a maior liberdade que podemos alcançar. Não os despreze, eles tiveram um papel importante na pessoa que você se tornou, apenas deixe-os ir, desejando que também se encontrem e sejam felizes.

À partir disso é possível reorganizar a própria vida e efetivar as mudanças propostas. Em todos os sentidos, viver mais com menos é um processo importante de crescimento e satisfação interior.

Arrumar as coisas é arrumar a vida e abre espaço para novas experiências. Um movimento pelo qual identificamos o que realmente é valoroso e imprescindível.

Suely Buriasco
Mediação de Conflitos e Coaching
www.suelyburiasco.com.br

Deixar ir e abrir espaço para o novo2019-08-05T22:23:26+00:00
29 07, 2019

A grande sacada dos relacionamentos

2019-07-29T21:52:39+00:00

Suely Buriasco

Somos seres essencialmente sociais, no entanto temos grande dificuldade na interação e os relacionamentos são os motivos mais frequentes de sofrimento. Lidar com o próximo não é algo simples, afinal, entre pessoas existem afinidades e diferenças que lhes são próprias. No relacionamento é preciso aprender a conviver com divergências importantes, aceitar ideias, emoções e atitudes, muitas vezes, opostas as suas.

O fato é que desenvolver bons relacionamentos é um ganho que faz toda a diferença na satisfação humana. O grave problema que constato em meus atendimentos é a ilusão de que os relacionamentos dão certo ou não, como se fosse questão de sorte. Bons relacionamentos exigem esforço contínuo, são edificados a cada obstáculo superado. Vale lembrar que ao nos relacionarmos deixamos de ser um, para sermos dois e isso implica em aceitação e reconhecimento de valores alheios.

Nesse aprendizado a grande sacada é observar esses dois fatores:

Conhecimento

É necessário procurar entender como funciona a interação com outra pessoa. Buscar conhecer, ler, se instruir. Embora cada relacionamento seja um universo à parte, existem muitos pontos em comum que podem inspirar reflexões e ações personalizadas. Também é importante conhecer um pouco da outra pessoa, suas crenças, seus valores e a forma como manifesta seus sentimentos e emoções. Para que as pessoas se relacionem umas com as outras, é importante que primeiramente elas se conheçam e isso exige muita disposição no sentido de desenvolver um convívio harmonioso, satisfatório.

Compreensão

Você só compreende o que conhece, então esse é o segundo passo. Compreender não significa aceitar e “bater palmas”. Tem a ver com empatia, com assimilar o outro dentro de sua própria realidade. Não querer mudar, moldar ou imputar conceitos seus, subjugando o outro. Compreender é “calçar o sapato” do outro, buscar enxergar de acordo com as perspectivas dele. Escutar sem pré-julgamentos, respeitar mesmo quando as ideias alheias sejam , ou pareçam ser, totalmente divergentes das suas. Vale lembrar que a maioria dos desentendimentos não se dão na equação do certo e errado, mas sim do diferente.

Mas nada disso será possível se você não colocar o prefixo “auto” nos fatores acima. Autoconhecimento e autocompreensão são fundamentais para aprender a lidar com suas potencialidades, fraquezas, problemas, frustrações, desejos, angústias e expectativas em relação a si mesmo e aos outros.

A grande sacada dos relacionamentos2019-07-29T21:52:39+00:00
22 07, 2019

Pais devem ser ancoradouros de seus filhos

2019-07-22T20:14:58+00:00

Suely Buriasco

Tem sido muito noticiado o caso da mãe que deixou a filha de 11 meses na calçada do ex-marido. Visivelmente transtornada no vídeo publicado, a jovem mãe coloca a filha em grande perigo. Tentando reverter a situação da guarda ela quer explicar o inexplicável, alegando que o pai não havia cumprido o acordo de buscar a criança. É muito triste presenciar, mesmo que pelos noticiários, o descaso e, muitas vezes, o perigo que alguns pais submetem seus filhos. É, realmente, chocante quando as pessoas que deveriam proteger e amparar essas crianças são as mesmas que se tornam ameaçadoras.

Sem querer condenar a mãe ou quem quer que seja, acredito que refletir sobre o assunto é de extrema importância, até porque, infelizmente, esse não é um caso isolado. Nos processos de mediação de conflitos com casais presencio comumente a dificuldade que muitos encontram em colocar como prioridade o bem-estar dos filhos. Vale observar que, quase sempre, não se tratam de pessoas ruins ou irresponsáveis, a questão está mesmo na intensão, inconsciente ou não, de magoar um ao outro. São casais que, ao se separarem, desenvolvem um relacionamento ainda mais destrutivo. Dessa forma buscam permanecer na vida do outro, nem que seja para torná-la um tormento, não conseguem sequer imaginar que o ex-cônjuge refaça a própria vida. Pior é que a forma que encontram para isso recai, quase sempre, nos filhos, que são transformados em “ferramentas” para atingir o outro.

Não se trata apenas de perigo físico, muitos pais não percebem o quanto estão prejudicando a saúde mental de seus filhos. Prejuízo esse que se instala no desenvolvimento cognitivo dessas crianças que irão se manifestar de forma imensurável na vida adulta. A alienação parental, situação pela qual os pais ou parentes dos mesmos influenciam o filho a tomar partido e a se colocar contra o outro é, infelizmente, uma realidade muito comum no Brasil, configurando-se crime desde 2010.

O grande problema é a falta de compreensão em relação ao assunto. Muitos pais simplesmente não refletem sobre o quanto os desentendimentos entre eles podem causar danos irreparáveis em seus filhos. Tanto é assim que, quando submetidos ao processo de mediação conseguem ouvir um ao outro e tornar relevante o acordo que beneficia as relações no que tange às necessidades do filho. Assim que conseguem enxergar a situação de forma menos emocional voltam seus esforços em favor da criança.

A neurociência comprova que pessoas envolvidas em fortes emoções perdem o discernimento e agem por impulso. Isso é um alerta para mantermos a mente equilibrada, mesmo diante de um forte impacto emocional. Um segundo de grande fúria pode trazer muita dor para o resto da vida. Sendo pais nossa responsabilidade se amplia, pois o dano se estabelece também na vida dos filhos.

O caso citado acima logo cairá em esquecimento do público, mas a sua repercussão na vida das pessoas envolvidas, principalmente da criança, não podemos dimensionar.

Porém antes de “jogar a primeira pedra” vale avaliar os próprios atos. Afinal, o que podemos e devemos fazer é refletir sobre a forma como estamos influenciando nossas crianças, seja em caso de separação ou não.

Sejamos sinceros conosco mesmos: como pais representamos ancoradouros ou âncoras na vida de nossos filhos?

Pais devem ser ancoradouros de seus filhos2019-07-22T20:14:58+00:00
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