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Aceitação

2 08, 2021

A autocompaixão aumenta a satisfação com a vida

2021-08-02T18:41:22+00:00

Muitos vão duvidar da afirmação do título e espero que o façam para que juntos possamos desenvolver o assunto e compreender o ensinamento. Há muito tempo a autocompaixão tem sido confundida com autopiedade, recebendo uma conotação negativa e indesejada. Com certeza, pessoas que se colocam sempre como vítimas são consideradas inadequadas; difícil conviver com quem não se responsabiliza por suas próprias escolhas. A autocompaixão não se enquadra nesse quesito, por falta de conhecimento tem sido negligenciada.

Autocompaixão é um sentimento maior pelo qual nos colocamos na vida de forma genuína e real. Para alcançar esse estágio é necessário uma boa dose de autoconhecimento e de aceitação de quem somos, com defeitos e qualidades, como qualquer outro ser humano. É desenvolver a capacidade de tratar-se com a mesma gentileza, compreensão e carinho que trataríamos uma pessoa querida. Afinal, quem pode nos amar mais do que nós mesmos?

Importante observar que não tem a ver com acomodação do tipo: “eu sou assim”. Pelo contrário, conhecer a si mesmo deve ser um impulso para se tornar cada vez melhor. Quando identificamos algo em nós que nos atrapalha na vida ou nos deixa insatisfeitos damos o primeiro passo, mas são os próximos que se tornarão efetivos no nosso processo de mudança e evolução.

A autocrítica estabiliza o ser humano que, por medo de errar, prefere não agir, não ousar, não mudar. A autocompaixão abre um leque de novas possibilidades, pois promove o acolhimento de si mesmo e a aceitação de que todos somos seres falíveis. Isso nos motiva a tentar novamente, a eximir-se da culpa, assumindo a responsabilidade de agir de forma diferente, buscando resultados mais positivos. Nesse sentido Carl Rogers, psicólogo americano, afirma que: “O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo”.

Kristin Neff – Superando as Objeções à Autocompaixão:

https://www.youtube.com/watch?v=X1avsS9rCkI

Estudiosos do assunto perceberam que “um aumento das capacidades de autocompaixão estava ligado a uma diminuição de depressão, ansiedade, vergonha, sentimentos de inferioridade e comportamento submisso” (Neves 2011). A autocompaixão é, portanto, essencial para a nossa saúde mental e aumenta a nossa satisfação conosco mesmo e, consequentemente, com a vida.

A autocompaixão aumenta a satisfação com a vida2021-08-02T18:41:22+00:00
5 12, 2016

A vida não obedece os nossos planos

2020-12-14T02:41:03+00:00

Por Suely Buriasco

Existe uma expressão que diz “Quando penso que sei todas as respostas, a vida vai e muda as perguntas”; e é assim mesmo, quando menos esperamos tudo muda e as coisas tomam rumo muito diferente. Assim o é quando nos deparamos com as perdas, afinal nunca contamos com elas, não é mesmo? Perda da saúde, de entes queridos por morte ou separação, de confiança, de emprego, de sossego… Isso em relação a nós mesmos como também às pessoas que convivem conosco. Acontecimentos assim burlam nossos planos e são capazes de provocar grande insegurança, tristeza e desarmonia.

Mas o fato é que não se pode fugir das intemperanças e todos passam por momentos assim; a vida não obedece aos nossos planos e, não raras vezes, precisamos nos adequar às novas realidades. Lidar com perdas é uma das grandes dificuldades do ser humano, no entanto elas estão sempre acontecendo, fazendo parte da vida de cada um. O mais sábio, pois, e encarar a superação como um desafio constante e poderoso, capaz de nos mostrar novas oportunidades e meios diferentes de reencontrar o equilíbrio de nossas emoções. Fazer dos reveses alavanca que nos faça abandonar a zona de conforto e ir ao encontro de possibilidades diferentes é o que promove amadurecimento e evolução.

Facilita encontrar a superação quando entendemos que nada é eterno, tudo é passageiro e momentâneo, exceto nossa alma. É primordial, pois, nos livrar do apego, do desejo de manter tudo e todos. É preciso encarar a realidade de que um dia as situações e, até mesmo as pessoas se transformam e, por mais doloroso que isso possa ser, precisamos aceitar e reformular nossas vidas a partir disso. A aceitação e consequente adaptação faz parte do entendimento de que não tem mais jeito, que ocorreu mesmo a perda e a vida precisa continuar. Não estou dizendo que seja simples, longe disso; estou afirmando que é possível e que essa é, ainda, a forma menos dolorosa de encarar os fatos.

Independente de qual seja a perda que você vivencia nesse momento, lembre-se de manter a serenidade, não permitindo que o abalo seja ainda maior, dominando a sua mente. Procure equilibrar suas emoções de forma a aceitar o que não pode mudar e seguir em frente levando o aprendizado que certamente o fará mais forte diante dos torvelinhos da vida. Encare a doença, a separação, o fim e qualquer revés como oportunidade de reflexão e mudança; certamente isso fará de você uma pessoa mais madura e preparada para a vida em toda a sua complexidade. Afinal, existem muitas alegrias a serem vivenciadas que não podem ser desvalorizadas ou preteridas.

A vida não obedece os nossos planos2020-12-14T02:41:03+00:00
17 03, 2015

Aceitar o outro

2015-03-17T21:22:46+00:00

Por Suely Buriasco

frase facebook toleranciaNem bem passou o estresse das últimas eleições, consideradas das mais atribuladas da história de nosso país, e as redes sociais já estão novamente sob o impacto de grandes apelos. Os satisfeitos e os insatisfeitos com o atual governo fazem acontecer verdadeiros debates, o que seria muito positivo se não fosse pelas ofensas que voltaram a ser trocadas.

Não é minha intenção aqui entrar no mérito político da questão, especialistas já o fazem com muita propriedade. Nem mesmo dar a minha opinião de cidadã sobre a atual situação do Brasil, embora eu a tenha com muita segurança, não é o caso nesse momento. A ideia é refletir sobre o comportamento humano diante de algo que não considera viável, ou certo. Pensar em como o sentimento de indignação diante das crenças do outro nos afeta, levando muitos a agir de forma intolerante, deseducada e violenta. Isso é o que me preocupa e penso que deve gerar autoanálise: porque o outro me afeta tanto? Qual a importância das opiniões diversas na minha própria opinião?

Melhor não se enganar; se chegamos a perder a compostura por conta das ações dos outros é porque nos causam ojeriza e é muito bom saber por que, principalmente quando nos tornamos violentos e causamos danos. A meu ver a violência jamais se justifica e não podemos exigir nada através dela. E não venha com essa que é esse ou aquele grupo que age assim, porque o que está havendo é uma troca acirrada de ofensas.

Porque é tão difícil entender que existem pessoas que pensam diferente de nós? Como pode ser que o óbvio para uns, seja visto de outra forma por outros? Será que eu tenho o direito de agredir alguém por estar em lado ideológico oposto ao meu? Fico a divagar o quão proveitoso seria se ouvíssemos mais uns aos outros e, mesmo sem concordar, compreendêssemos a complexidade do pensamento humano, assim seguiríamos em paz, cada um em seu próprio caminho.  Lutar por uma causa, ter um ideal é o que enobrece o caráter de qualquer pessoa, mas numa verdadeira luta ideológica, não há lugar para ofensas e ressentimentos.

Esteja você em que grupo estiver não subestime os outros, não os desconsidere ou ofenda. Não faça da sua luta uma guerra antiquada e infecunda. Seja leal aos seus valores e siga agindo da forma que você considera correta e jamais esqueça que é sábio discutir ideias, mas nunca pessoas.

Aceitar o outro2015-03-17T21:22:46+00:00
13 01, 2011

Aceitar para Superar

2011-01-13T16:51:16+00:00

Por Suely Buriasco

Sempre que um ano se inicia é comum que alguns conflitos internos se desencadeiem mais fortemente, afinal diante do novo é inevitável pensar no que gostaríamos de ter feito diferente. Isso pode ser muito positivo no sentido de buscar estratégias e incorporar formas mais adequadas para conseguirmos atingir os objetivos que não se concretizaram no ano passado. Mas também pode representar um estado de cobrança muito prejudicial ao nosso estado mental quando nos revoltamos e não aceitamos o que somos impotentes para transformar.
A aceitação de situações que fogem ao nosso controle é um grande passo para o gerenciamento desses conflitos interiores. Aceitar não é submeter-se ao que não se concorda, não é absolutamente se entregar e deixar de lutar por suas convicções. Trata-se de conscientizar-se do que é possível ou não mudar em relação a alguém ou alguma situação. Aceitar é sábio, pois, além de evitar muito sofrimento, ainda nos estimula e fortalece para a superação necessária. As nossas ações no passado não podem ser alteradas, entretanto, a maneira como agimos deve representar a transformação que desejamos. Afinal, se os fins não nos estão satisfazendo; é necessário alterarmos os meios. Culpar-se por atitudes já tomadas é manter-se em sofrimento por algo que não existe mais. O passado é uma somatória de experiências importantes para o crescimento de cada um e é nele que encontramos sentido para muitas situações do presente. Entretanto, uma visão futurista e progressista muito nos pode ajudar no sentido de não nos fixarmos em retrospectivas improdutivas.
Esse período de início de ano inspira reflexões profundas ao ser humano que deseja maior qualidade de vida e é importante que se constate o que, por alguma razão, não foi realizado no ano que se findou. No entanto, é preciso que esse pensamento seja exclusivamente com objetivo reflexivo. Nada de pensamentos tristonhos; apenas uma avaliação do que ainda se quer realizar e como fazê-lo. Buscar novas alternativas de ação no presente é redimir-se, transformando a si mesmo e, por conseguinte, as situações.  Dessa forma, é a aceitação com ação revigorante que promove a paz e dissolve esses conflitos internos adequando-os para níveis positivos e sensatos.
Dissolver conflitos é remetê-los do plano emocional para o racional, não é tarefa fácil, mas possível. O diálogo interior onde questionamos a nós mesmos sobre nossos valores, crenças e sentimentos é uma ação recomendável para quem deseja mudanças significativas na própria vida. A compreensão de nossos sentimentos faculta a orientação que necessitamos para a transformação que desejamos em nossas vidas!

Aceitar para Superar2011-01-13T16:51:16+00:00
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