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10 01, 2019

Aprender e superar: Lidando com as frustrações

2019-01-10T19:24:06+00:00

Muitas vezes somos surpreendidos por situações e pessoas que minam nossas mais caras expectativas. Tudo que parecia certo e harmonioso, de repente, se transforma em um turbilhão. Confusos nos sentimos tristes, decepcionados e, muitas vezes, impotentes. Como lidar com as frustrações em nosso dia a dia? Claro que não existe uma fórmula mágica, cada pessoa deve procurar em si mesmo maneiras construtivas de lidar com essas surpresas indesejáveis. Entretanto é possível traçar um caminho que auxilie cada um na busca da superação. 

Diante das frustrações algumas atitudes são fundamentais: 

  1. Aceitação

Uma das grandes dificuldades humanas é aceitar o que não pode ser mudado. A falta de aceitação nos mantém na dor do passado, perpetuando-a. Muito melhor seria aceitarmos que as coisas são como são e só podemos mudar a nós mesmos e ao que nos compete.

Acostume-se: as coisas nem sempre (ou quase nunca) são como você quer. Tire o melhor proveito disso!

  1. Evite vivenciar a mágoa

Não se magoe se quem você contava lhe virou as costas ou traiu, se o que você almejava não aconteceu, se as coisas não deram “certo”. A mágoa só atrasa a caminhada que você precisa retomar na busca de novas alternativas. Lembre-se de que derrotado não é quem perde, mas quem desiste. Muitas vezes o que tomamos por errado nos levará a algo muito melhor daquilo que considerávamos certo.

A vida lhe colocará de frente a muitos que lhe darão o que nem você poderia esperar!

  1. Não cultive tristeza

É comum que o desânimo e a tristeza acompanhem a frustração, não aceite esse “pacote”. Já não basta a decepção? Então não se entregue e procure motivos para se motivar e retomar à luta por seus objetivos. Claro que é natural o sentimento de abatimento e, inclusive, até certo ponto é saudável, mas não se pode deixar que o negativismo e a tristeza se instalem.

Faça o seu luto, mas lembre-se de sair dele. Busque ajuda profissional sempre que preciso.

  1. Encontre a Paz

Estar em paz não significa não ter problemas, frustrações ou adversariedades. A paz é muito mais do que a ausência de conflitos, tem a ver com o sentimento íntimo e gratificante de agir da melhor forma. É uma harmonia interior que identifica e dá significado a fé em si mesmo e em algo muito maior, que eu chamo Deus.

Nos momentos de crise é fundamental se empenhar não só para fazer o possível e sim para fazer o melhor. O possível a mente pode limitar, o melhor pode surpreender.

Uma forma de viver bem é entender que sempre existe um tempo certo e nem tudo tem de ser da forma como queremos. Aliás, pode ser que seja muito melhor.

 

 

 

 

 

 

 

Aprender e superar: Lidando com as frustrações2019-01-10T19:24:06+00:00
15 01, 2018

Em 2018 aproxime-se de quem você ama

2018-01-15T20:30:47+00:00

Por Suely Buriasco

Desencontros, infelizmente, são muito comuns e, quase sempre, causam grande sofrimento; somos seres sociais e, portanto, os relacionamentos são muito importantes em nossas vidas. O grande problema é que nem sempre conseguimos manter um convívio harmônico e acabamos, muitas vezes, nos afastando das pessoas pelas quais temos afeto.

Conflitos acontecem naturalmente no convívio humano, estão relacionados com intolerâncias pelas formas diferentes de pensar e agir. O conflito surge quando as pessoas passam a acreditar que precisam lutar em favor da sua posição. É então que, mesmo de forma inconsciente, passam a alimentar uma aversão pela outra pessoa e o problema se torna pessoal. Esse processo acontece de ambas as partes, ou seja, mesmo tendo origem na ação de um, o conflito só eclode com a contribuição de todos os envolvidos.

A habilidade para lidar com conflitos é, pois, essencial para os bons relacionamentos, afinal as pessoas são diferentes e, de alguma forma, querem que a sua vontade prevaleça. Quando existe a aceitação de que é possível conviver com as diferenças, privilegiando o respeito, então a competição se dissolve e o entendimento acontece. É assim que os acordos podem ser estabelecidos através do diálogo pelo qual um busque entender o outro, ouvindo com atenção e sem julgamentos.

Existem, realmente, situações difíceis nas quais o orgulho prevalece e consolida os conflitos, mas ainda que seja assim, muito pode ser feito em favor de uma convivência harmônica e salutar.  Basta ponderar o quanto é mais interessante viver bem, sem mágoas ou ressentimentos. Isso não significa que é preciso mudar a própria ideia ou assumir a posição do outro; significa ter maturidade suficiente para compreender que existem visões diferentes que precisam ser levadas em conta. Mesmo que a situação tenha tamanha complexidade que impeça um acordo, sempre a algo que possa ser relevado em favor de uma convivência com o mínimo de entrosamento.

O principal é buscar estar bem consigo mesmo, através da verdadeira concepção de que tudo está sendo feito em favor de melhorar as relações com os seus afetos. Claro que manter bons relacionamentos não depende só de você, mas despender esforços nesse sentido é um papel que lhe cabe. A vida fica muito mais agradável quando aprendemos a exigir menos dos outros e das situações e nos responsabilizamos por agir em favor da tranquilidade que todos necessitamos para viver bem com as pessoas que amamos.

Uma boa dica é aproveitar essa virada do ano para agir em favor das mudanças que desejamos para os nossos relacionamentos. O calendário por si só não fará a diferença, mas você pode fazer.

Faça um feliz ano novo acontecer em sua vida!

 

 

Em 2018 aproxime-se de quem você ama2018-01-15T20:30:47+00:00
15 05, 2017

Ser feliz é uma escolha, sofrer faz parte

2017-05-15T19:15:58+00:00

Suely Buriasco

A felicidade deve estar em nossas maiores prioridades de vida. Já ouvi muita crítica sobre vivermos uma época em que a felicidade virou uma obrigação e que nunca se falou tanto nela. Ora ninguém consegue ser feliz por obrigação, a felicidade é sentimento, tem que surgir lá no íntimo, onde não há como se enganar, muito menos servir de aparência.

Felicidade aparente é ilusão passageira

Entretanto, é preciso que estejamos alertas para que a busca pela felicidade não se torne a busca apenas pela aparência. A exposição nas redes sociais, por exemplo, incentivam pessoas que cultivam o gosto de demonstrar sentimentos que nem sempre são verdadeiros e, por outro lado, isso causa certo descontentamento em quem “assiste” a tanta satisfação. Duas situações muito negativas; a primeira porque quem vive de aparência não se dedica a essência e, portanto não é feliz realmente; a segunda porque quem vive reparando na vida dos outros, não tem tempo de investir na própria vida.

A felicidade é a realidade vista com otimismo

Muitos já estão percebendo que enfrentar os desafios da vida com alegria, aumenta a disposição e revigora as energias. A autoconfiança, consequência da boa autoestima, tem se mostrado fundamental para o bom desempenho tanto na vida pessoal, como profissional. Mas não se pode entender que a opção pela felicidade nos livre das dificuldades e perdas que causam sofrimento e fazem parte da vida de qualquer pessoa. Buscar a felicidade não é ignorar a realidade e sim enxergá-la sob um ângulo otimista, afinal a maneira como encaramos qualquer situação definirá como iremos nos sentir. Todos nós temos nossas dificuldades e nem tudo é cor de rosa na vida de ninguém, mas é possível encarar os momentos difíceis como aprendizado, buscando agir sempre de forma a sentir-se satisfeito consigo mesmo.

A gratidão gera felicidade

Assim, penso que a felicidade deve ser aclamada, mas principalmente vivida de forma real e verdadeira. Quem é realmente feliz não tem necessidade de aparências; demonstra em atos, na forma de viver e inspira outras pessoas. A felicidade depende, pois, de cada um, da forma como busca exemplos e se dedica a vivenciá-los em sua alma. Acredito na felicidade como consequência da gratidão que nos faz valorizar tanto as coisas boas, que as outras ficam para segundo plano.

Ser feliz não é um luxo ou trivialidade; é uma necessidade e um direito incondicional de todo o ser humano. Experimente!

Suely Buriasco

Coaching e Mediadora de Conflitos

www.suelyburiasco.com.br

Ser feliz é uma escolha, sofrer faz parte2017-05-15T19:15:58+00:00
5 12, 2016

A vida não obedece os nossos planos

2020-12-14T02:41:03+00:00

Por Suely Buriasco

Existe uma expressão que diz “Quando penso que sei todas as respostas, a vida vai e muda as perguntas”; e é assim mesmo, quando menos esperamos tudo muda e as coisas tomam rumo muito diferente. Assim o é quando nos deparamos com as perdas, afinal nunca contamos com elas, não é mesmo? Perda da saúde, de entes queridos por morte ou separação, de confiança, de emprego, de sossego… Isso em relação a nós mesmos como também às pessoas que convivem conosco. Acontecimentos assim burlam nossos planos e são capazes de provocar grande insegurança, tristeza e desarmonia.

Mas o fato é que não se pode fugir das intemperanças e todos passam por momentos assim; a vida não obedece aos nossos planos e, não raras vezes, precisamos nos adequar às novas realidades. Lidar com perdas é uma das grandes dificuldades do ser humano, no entanto elas estão sempre acontecendo, fazendo parte da vida de cada um. O mais sábio, pois, e encarar a superação como um desafio constante e poderoso, capaz de nos mostrar novas oportunidades e meios diferentes de reencontrar o equilíbrio de nossas emoções. Fazer dos reveses alavanca que nos faça abandonar a zona de conforto e ir ao encontro de possibilidades diferentes é o que promove amadurecimento e evolução.

Facilita encontrar a superação quando entendemos que nada é eterno, tudo é passageiro e momentâneo, exceto nossa alma. É primordial, pois, nos livrar do apego, do desejo de manter tudo e todos. É preciso encarar a realidade de que um dia as situações e, até mesmo as pessoas se transformam e, por mais doloroso que isso possa ser, precisamos aceitar e reformular nossas vidas a partir disso. A aceitação e consequente adaptação faz parte do entendimento de que não tem mais jeito, que ocorreu mesmo a perda e a vida precisa continuar. Não estou dizendo que seja simples, longe disso; estou afirmando que é possível e que essa é, ainda, a forma menos dolorosa de encarar os fatos.

Independente de qual seja a perda que você vivencia nesse momento, lembre-se de manter a serenidade, não permitindo que o abalo seja ainda maior, dominando a sua mente. Procure equilibrar suas emoções de forma a aceitar o que não pode mudar e seguir em frente levando o aprendizado que certamente o fará mais forte diante dos torvelinhos da vida. Encare a doença, a separação, o fim e qualquer revés como oportunidade de reflexão e mudança; certamente isso fará de você uma pessoa mais madura e preparada para a vida em toda a sua complexidade. Afinal, existem muitas alegrias a serem vivenciadas que não podem ser desvalorizadas ou preteridas.

A vida não obedece os nossos planos2020-12-14T02:41:03+00:00
29 08, 2016

A sorte segue a coragem

2016-08-29T15:13:20+00:00

Viver exige audácia, determinação, coragem. Não foi sem razão que o escritor irlandês Oscar Wilde escreveu: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Existir é acomodar-se, viver miseravelmente em zona de conforto, conformar-se com a insatisfação. Viver é atrever-se, crescer e transformar-se. O respeitado filósofo contemporâneo Mario Sergio Cortella repete essa frase atribuída ao romano Ênio, filósofo romano: “A sorte segue a coragem”.

É bem isso, as pessoas querem ter sorte, mas muitas vezes, não param para pensar que até para ter sorte é preciso competência. Ou seja, a sorte também é um estado que se busca através do desenvolvimento e evolução de habilidades. Ninguém alcança sucesso simplesmente por sorte e sim por desenvolver virtudes capazes de alavancar o seu poder para a conquista almejada. Sorte é mérito!

Quando uma pessoa alcança um cargo melhor, um casamento feliz ou qualquer outra forma de sucesso, costumamos dizer: “Ele tem estrela”. E é possível que tenha mesmo, no entanto, sempre existe algo a mais para que o êxito tenha perpetuidade. Uma carreira profissional exitosa é pautada em grande dedicação que inclui muito preparo e até sacrifícios. A pessoa que tem sucesso profissional é alguém que focou nisso e se aprimorou para a sua execução. Um campeão não acontece simplesmente, ele é moldado com muito treino e preparo.

Também é comum atribuírem à sorte o sucesso dos relacionamentos, dizendo coisas do tipo: “Fulano deu sorte, encontrou a pessoa certa”. Mas será mesmo que podemos atribuir ao destino o encontro de pessoas que vivem harmoniosamente? Penso nisso como um grande contrassenso. Relacionamentos são construídos e se baseiam na decisão de cada um em fazer com que funcionem de forma harmônica e feliz. Assim como em tudo na vida, relacionar-se bem exige treino, foco e muita coragem; um trabalho contínuo de aperfeiçoamento.

Para viver plenamente é preciso enfrentar a nós mesmos, nossos medos e imperfeições. Assumir responsabilidades, trazer para si o ofício de fazer dar certo, fazer acontecer.  É necessário moldar-se, lapidar-se, evoluir, mudar e isso exige muito esforço. Significa enfrentar as próprias crenças, reconhecer o que nos limita e nos libertar. Perder o chão para reencontrar-se, renovar-se e reconstruir-se.

É imprescindível ter coragem para nos tornarmos pessoas de sorte.

Suely Buriasco
Coaching e Mediação de Conflitos

 

 

A sorte segue a coragem2016-08-29T15:13:20+00:00
24 05, 2016

Como você tem encarado a sua vida?

2016-05-24T17:52:19+00:00

Suely Buriasco

13265893_1234949363196886_2860839487606643633_nÉ interessante como as pessoas manifestam as vibrações de seus sentimentos nas redes sociais, mesmo não se dando conta indicam, pela forma como postam ou comentam, a maneira como estão encarando suas vidas. Cada novo dia apresenta um conjunto de desafios a ser enfrentados, isso serve para todo mundo, o que realmente difere é exatamente a forma com que cada um lida com essa realidade.

Existem pessoas que transmitem preocupação e mau humor mesmo nas postagens positivas. O pensamento refletido na imagem pode ser otimista e transformador, mas não escapa dos comentários que distorcem o seu teor, na maioria das vezes em graves julgamentos aos outros. Pessoas assim assumem a posição de eternas vítimas do mundo, preferindo não enxergar o que realmente pode resolver, até porque preferem não buscar em si a ação necessária.

Mas há de se notar também aquelas que se mostram sempre otimistas e alegres; pessoas que enfrentam suas dificuldades com perseverança e otimismo. Valorizam o que há de bom em detrimento às dificuldades que consideram desafios necessários para suas existências. Essas sim devem nos chamar a atenção.

Pessoas flexíveis conseguem solucionar questões complicadas com maior facilidade, pois compreendem que há momentos para exigir e outros para ceder. A vida é uma sucessão de oportunidades de crescimento e fortalecimento, por isso mesmo, essas oportunidades geralmente surgem revestidas de grandes dificuldades e cabe a cada um encontrar nelas o que é positivo na própria existência.

Enxergar a vida com otimismo depende mais da nossa disposição mental do que das circunstâncias que nos rodeiam. Cada pessoa tem, na intimidade, o potencial de armazenar as belezas que deseja ver em sua tela mental, ainda que ao seu redor a paisagem seja deprimente. Isso é uma decisão pessoal que inclui a disposição de arcar com as responsabilidades de tornar a própria vida mais próspera e feliz.

Como você tem encarado a sua vida?2016-05-24T17:52:19+00:00
24 02, 2016

A Arte de Recomeçar

2016-02-24T14:25:13+00:00

Por Suely Buriasco

frase_suelyDesilusões amorosas são causa de grande sofrimento, afinal todo relacionamento amoroso é construído aos poucos tendo por base um ideal a dois, uma troca mútua. Quando um dos dois rompe esse pacto provoca no outro um profundo sentimento de decepção e frustração. Esse trauma pode fazer com que a pessoa sinta medo de entregar-se a um novo relacionamento, tornando-se alguém incrédulo no amor. Por isso, quanto antes a pessoa superar esse sentimento melhor; afinal não se pode generalizar seres humanos e suas relações.

Em nosso cotidiano não é difícil conhecer alguém que depois de sofrer uma grande desilusão amorosa passou a se esquivar de novos relacionamento. Eu escuto muitas pessoas, principalmente mulheres, dizerem que só querem “tirar onda”, mas compromisso sério novamente “nunca mais”. Basta conversar um pouco para saber que essas pessoas foram muito machucadas no passado e carregam agora o temor de passar pela mesma coisa.

Machado de Assis ensina um passo a passo muito interessante: “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito“. Para livrar-se desse trauma é preciso renovar-se e colocar-se ainda mais forte e resoluto na vida. Por isso o perdão é fundamental para livrar-se do ressentimento e superar o passado, deixando de sofrer pelo que já aconteceu e não pode mais ser mudado. Iniciar um novo relacionamento, sem renovar-se inicialmente é incorrer em grave erro. É preciso que haja espaço para o novo amor.

Para tanto é imprescindível melhorar a autoestima, cuidar de si mesmo, não apenas na aparência, mas, sobretudo, interiormente. Gostar de si mesmo é agir de conformidade com as próprias concepções, é ser seguro e ter certeza das próprias potencialidades. Com essa visão ampliada da sua autoimagem é possível estabelecer os próprios limites e então definir o que quer ou não. O autoconhecimento é fundamental para a superação da perda de um amor e o início de uma nova vida.

Recomeçar é uma arte indispensável para qualquer pessoa que queira realmente viver uma vida plena. Superar traumas é o caminho para encontrar a si mesmo, abrindo maiores possibilidades.

 

 

A Arte de Recomeçar2016-02-24T14:25:13+00:00
15 02, 2016

Saber ser feliz é preciso

2016-02-15T13:35:27+00:00

Por Suely Buriasco

Naked athleteClaro que o importante é ser feliz! Dar o melhor de nós para viver de forma plena e intensa os bons sentimentos junto com os nossos afetos é o que dá sentido para a vida. Tudo à favor em querer ser feliz, em cultivar momentos que nos sublime a alma, junto com os eleitos de nosso coração, mas o que percebemos é que, muitas vezes, não agimos de forma coerente ao resultado que buscamos.

O verso de Vicente de Carvalho provoca profunda reflexão ao se referir a felicidade: “Existe, sim: mas nós não a alcançamos. Porque está sempre apenas onde a pomos. E nunca a pomos onde nós estamos”. O fato é que somos os construtores de nossa vida e assim os responsáveis por fazê-la mais agradável e feliz. Quando trazemos para nós essa responsabilidade as possibilidades se ampliam e transformamos dificuldades em desafios.

Atualmente parecemos viver uma ditadura pela felicidade, as pessoas querem ser feliz a qualquer preço e dessa forma acabam se sentindo cada vez mais insatisfeitas, vazias, inúteis. As redes sociais contribuem para a relevância da aparência, do mostrar o que não se é e o que não se tem. Essa concorrência causa danos emocionais intensos e transforma pessoas em escravos de um sentimento que deveria trazer paz, tranquilidade. Tamanha inversão da felicidade “a qualquer preço” pode provocar tudo, menos real satisfação.

Felicidade é sentimento, tem a ver com o nosso mundo interior, nossas aquisições espirituais e realizações pessoais. Ninguém pode ser feliz sem, inicialmente, amar a si mesmo e autoestima vai muito além de aparências. Muitas pessoas bonitas, famosas e de boa condição financeira, que fazem lindas viagens e divulgam o quanto suas vidas são maravilhosas, na verdade possuem a alma dorida por difíceis situações ocultas. Felicidade não se aparenta, por si só ela se expande, porque quem é realmente feliz se preocupa em inspirar esse sentimento para mais pessoas.

E, demais a mais, felicidade não é um estado de humor contínuo; essa busca desenfreada beira a insanidade. Todos temos nossas dificuldades, perdas irreparáveis que nos causam dissabor e tristeza. Você pode ter um bom dia, chegar em casa feliz e se deparar com uma notícia que lhe cause tristeza, mesmo não atingindo diretamente você. Além de nossas próprias dificuldades, difícil não nos sensibilizarmos com a dor alheia. O fato é que ninguém é totalmente feliz o tempo todo.

Nossa busca pela felicidade precisa ser serena, pautada na conscientização de que satisfação genuína é um trabalho árduo, que exige dedicação, resiliência e grande força de vontade. Ser feliz não é uma tarefa fácil, pois é o resultado de outras aquisições, tais como: tolerância, aceitação, paciência, coragem, fé e gratidão.

Parafraseando o poeta: Felicidade existe sim, desde que desenvolvida em nós mesmos e expandida para os nossos relacionamentos.

 

 

Saber ser feliz é preciso2016-02-15T13:35:27+00:00
28 01, 2015

Ser feliz é um direito incondicional

2015-01-28T14:03:10+00:00

Por Suely Buriasco

feliz Já ouvi muita crítica sobre vivermos uma época em que a felicidade virou uma obrigação e que nunca se falou tanto nela. Eu não vejo as coisas bem dessa forma; acredito que a felicidade é um direito e, como tal, deve estar em nossas maiores prioridades de vida. Ninguém consegue ser feliz por obrigação, por que a felicidade é sentimento, tem que surgir lá no íntimo, onde não há como se enganar, muito menos servir de aparência.

Mas talvez seja verdade que nunca se ouviu falar tanto nela, afinal estamos percebendo que enfrentar os desafios da vida com alegria, aumenta a disposição e revigora as energias. A autoconfiança, consequência da boa autoestima, tem se mostrado fundamental para o bom desempenho tanto na vida pessoal, como profissional. Com certeza, muito tem se falado sobre isso, mas é preciso que estejamos alertas para que a busca pela felicidade não se torne a busca apenas pela aparência.

A exposição nas redes sociais, por exemplo, incentivam pessoas que cultivam o gosto de demonstrar sentimentos que nem sempre são verdadeiros e, por outro lado, isso causa certo descontentamento em quem “assiste” a tanta felicidade. Duas situações muito negativas; a primeira porque quem vive de aparência não se dedica a essência e, portanto não busca ser feliz realmente; a segunda porque quem vive reparando na vida dos outros, não tem tempo de investir na própria vida.

Buscar a felicidade não é ignorar a realidade e sim enxergá-la sob um ângulo otimista, afinal a maneira como encaramos qualquer situação definirá como iremos nos sentir. Todos nós temos nossas dificuldades e nem tudo é cor de rosa na vida de ninguém, mas é possível encarar os momentos difíceis como aprendizado, buscando agir sempre de forma a sentir-se satisfeito consigo mesmo.

Assim, penso que a felicidade deve ser aclamada, mas principalmente vivida de forma real e verdadeira. Quem é realmente feliz não tem necessidade de aparências; demonstra em atos, na forma de viver e inspira outras pessoas. A felicidade depende, pois, de cada um, da forma como busca exemplos e se dedica a vivenciá-los em sua alma. Acredito na felicidade como consequência da gratidão que nos faz valorizar tanto as coisas boas, que as outras ficam para segundo plano.

Apesar das críticas, o fato é que ser feliz não é um luxo ou trivialidade; é uma necessidade e um direito incondicional de todo o ser humano.

Ser feliz é um direito incondicional2015-01-28T14:03:10+00:00
2 07, 2014

Família Perfeita – Que seja a sua

2014-07-02T12:45:55+00:00

suely_familiaPor Suely Buriasco

Todos os relacionamentos merecem cuidados, especialmente os familiares, afinal não se pode negar a importância da família na vida das pessoas. A questão é que, muitas vezes, esse convívio tão íntimo acaba sendo conflituoso por conta das diferenças de personalidade, modo de pensar e agir. Para manter a harmonia familiar é preciso que haja a compreensão de que diferenças são naturais e aprender a lidar com elas é sempre um grande ganho.

Existe uma frase anônima muito usada nas redes sociais que diz: “Relações nunca têm morte natural, elas são assassinadas pelo ego, atitudes e ignorância“. Penso que seja assim mesmo; afinal qualquer relacionamento pelo qual não nos dedicamos, não nos envolvemos e não nos doamos realmente está fadado ao fim. Isso é ainda mais pesaroso quando se trata de elos familiares, pois, quando membros de um clã se deixam arrastar por sentimentos menores e mesquinhos, provocando a desordem e a separação todo o instituto sofre as consequências.

Eu acredito no respeito, na compreensão e na tolerância para manter a unidade familiar, no entanto, para conservar igualmente os elos de afeto e carinho o essencial é aprender a admirar o outro como ele é, aceitando as diferenças e, principalmente, valorizando o que ele inspira de bom e belo em nossas vidas. A admiração é essencial para manter o amor e a união entre as pessoas e é a partir dela que nos tornamos mais compreensivos e tolerantes diante do que não gostamos ou não concordamos.

Importante lembrarmos que a vida familiar embora tenha seus dissabores, não é constituída por eles, muito pelo contrário, é fonte de segurança e paz. Família de verdade é aquela que representa o Oasis, o lugar certo para nos refugiar da aridez do mundo. Mas para que isso aconteça e a nossa família cumpra esse papel é necessário que cada um faça a sua parte, afastando-se do egoísmo e do orgulho exacerbado. O sentimento familiar representa o sentimento do grupo; a união em torno de uma unidade.

Não existe família perfeita pelo simples fato de que não existem pessoas perfeitas. Cada familiar é um ser humano em luta e em aprendizado constante na vida, portanto a família deve ser entendida como o abrigo de almas diferentes que buscam entrelaçar-se, superando todas as dificuldades. E esse é um trabalho de cada um. Assim, faça da sua família a melhor e a mais perfeita!

 

Família Perfeita – Que seja a sua2014-07-02T12:45:55+00:00
29 07, 2011

Dependência Química – Existe tratamento involuntário?

2011-07-29T17:23:14+00:00

Por Suely Buriasco

Independente do motivo da morte da cantora Amy Winehouse, o fato é que ela era viciada em drogas e esse vício tem ceifado muitas vidas jovens e promissoras, anônimas, mas não menos importantes. No entanto, ao envolver uma personalidade pública e famosa, claro que a repercussão se avoluma.
O que levaria uma jovem e bonita mulher, com fama e sucesso garantidos, vida financeira tranquila, a percorrer os caminhos tortuosos dos vícios? Será que os pais poderiam ter feito algo mais efetivo no sentido de libertá-la? Difícil opinar num caso específico sem que se tenha profundo conhecimento das vidas envolvidas. Penso que Amy Winehouse deixará mais perguntas do que respostas.
De forma geral, os pais dos viciados parecem ser muito cobrados pela sociedade e até por eles mesmos. Seria possível tratar o viciado mesmo sem a aquiescência deles? Essa é uma questão complexa. Os jovens costumam rebelar-se contra as clássicas psicoterapias, mas quando usam drogas as resistências pioram e acabam criando verdadeiras batalhas em casa para não ir às consultas. Também é fato que com o agravamento do vício acabam perdendo a noção de afeto, dificultando muito o entrosamento entre pais e filhos no sentido de buscarem ajuda profissional. Muitos acreditam que tendo o viciado comprometido o seu poder de discernimento o tratamento involuntário passa a ser uma necessidade. Entretanto a questão é muito polêmica, pois, especialistas afirmam que o sucesso de qualquer tipo de tratamento para uma dependência química passa, em grande parte, pela vontade do usuário de se manter afastado da droga.
O que não deixa dúvida é que a família deve estar ao lado do usuário, pois seu apoio é fundamental, sem se submeter, entretanto, a chantagens e tampouco submetê-lo a pressões indevidas e ameaças infundadas. A firmeza e coerência de atitudes dos familiares são essenciais, mesmo não existindo uma fórmula que se possa oferecer para um usuário ou para a família.
Amy Winehouse teve várias passagens infrutíferas em clínicas de reabilitação, morreu sem conseguir se livrar do mostro que a perseguia. Ao transformarem Amy em mito, o que se espera é que seja evidenciado o seu sofrimento diante do vício que marcou sua vida e carreira. Que seja lembrada por seu indiscutível talento, mas também pela forma dolorosa que o conduziu. Afinal, que Amy seja para os fãs o exemplo do quanto os vícios são capazes de aniquilar vidas sem dó nem piedade.

 

 

Dependência Química – Existe tratamento involuntário?2011-07-29T17:23:14+00:00
4 01, 2011

Como ter um ano feliz!

2011-01-04T13:49:07+00:00

Ao iniciar um novo ano é comum elaborarmos planos que nos garantam felicidade, entretanto, poucas vezes nos atemos na necessidade de construirmos esse sentimento em nossas vidas.
É absolutamente preciso compreender que a felicidade é uma conquista que se dá à medida que nos envolvemos em atitudes capazes de promover sucesso coletivo. Afinal, ninguém pode ser feliz a custa da infelicidade de outra pessoa, porque vivemos num mesmo mundo onde as atitudes de uns afetam a todos.
O sentimento real de felicidade faz parte de um método gradual de crescimento íntimo, sendo a realização de um constante trabalho interior. É forçoso tomar consciência de que todas as circunstâncias de nossas vidas, sejam elas felizes ou não, são o resultado direto de nossas próprias atitudes. Ser feliz não é uma questão exterior, não tem a ver com eventos, com aquisições materiais, com companhia ou falta dela. Ser feliz é uma atitude comportamental em face das tarefas a que nos comprometemos a desempenhar na vida. É, portanto, trabalho íntimo de cada um que somado resultará na felicidade de todos.
Enquanto acreditarmos que a nossa felicidade está nas mãos de outras pessoas, não a alcançaremos, é imprescindível conquistá-la primeiramente em nós mesmos. Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somos nós mesmos que regemos o nosso destino. Culpar os outros pela insatisfação de nossa alma não é sábio, nem produtivo. Não nos leva a nada! Encontramos felicidade quando aprendemos a respeitar e amar nosso semelhante sem limitações preconceituosas, levando em conta que cada pessoa é um ser singular e distinto. É assim que a nossa felicidade está intimamente ligada na capacidade de nos ajustar às diversas pessoas e situações que fazem parte da nossa vida. Do contrário, construímos castelos na areia e investimos em ilusões românticas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
A felicidade é um longo processo de ajustamento e crescimento pessoal e não uma meta de curta etapa. A nossa destinação é ser feliz e quanto mais cedo iniciarmos esse progresso tão logo se dilatará os momentos que nos fazem felizes na Terra.
Que esse ano seja feliz depende, assim, de mim, de você e de todos nós juntos!

Como ter um ano feliz!2011-01-04T13:49:07+00:00
18 10, 2010

Sim a Educação, Não ao Aborto

2010-11-16T15:38:48+00:00

Por Suely Buriasco

Diante de tantos apelos envolvendo o tema aborto, inclusive questões eleitoreiras, fico pensando se as pessoas estão realmente atentas quanto à importância desse tema e suas consequências sociais.
Num levantamento histórico dos aspectos jurídicos relativos ao aborto desde o Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis escritas já encontrados; passando pelas contituições do Brasil Império, Brasil República até o Código Civil em vigor,  incluindo ainda a Declaração dos Direitos humanos da ONU evidencia-se, muito embora haja variações no que tange a interpretação e as punições, o caráter criminoso do aborto em todos os tempos. Lembrando que a Constituição Brasileira garante a inviolabilidade do direito a vida, pois a vida em si é um direito natural; podemos afirmar que a legalização do aborto corresponde um retrocesso na lei humana. Dar cidadania ao aborto é o mesmo que legalizar o infanticídio, o homicídio, o latrocínio e tantos outros crimes sob a alegação de que eles deixariam de acontecer.
Os que defendem a legalização do aborto baseiam-se em justificativas infundadas e irreais. Dizem que vidas seriam poupadas pois, por se tratar de um crime, o aborto é praticado indevidamente, às ocultas, por pessoas incapazes e aventureiras, comprometendo muitas vezes a saúde de quem as procura.
Inserir essa prática no sistema público de saúde com a alegação de preservar a saúde da mulher é fugir da realidade em que vivemos, onde homens, mulheres, idosos e crianças doentes morrem sem atendimento em filas intermináveis por todo o país. Esta alegação é no mínimo leviana e não tem a mínima razão de ser.
Ainda justificam os defensores dessa idéia que a mulher tem direito ao seu corpo e, portanto, pode expulsar dele um ser indesejável. No entanto, sendo o feto outro corpo, não teria ele também direito a optar pela vida?
A ciência se divide apontando as divergências e convergências em relação a quando a vida é iniciada; alguns neurocientistas acreditam que a vida do feto se inicia com a formação do cérebro, em contrapartida, segundo Hipócrates, o pai da medicina, opinião compartilhada por muitos geneticistas, a vida humana se inicia ou começa a sua existência na fecundação.
Explica-se que neste momento, todos os elementos para definir o futuro ser humano já estão presentes no material genético das duas células monozigóticas que se encontram. O conceituado geneticista francês Jérôme Lejeune, pesquisador que identificou a origem genética da chamada Síndrome de Down, afirmava categoricamente que a vida humana tem início na fecundação, quando a fusão do espermatozóide e do óvulo dá início a um terceiro corpo.  Autoridade mundial em biologia genética, reconhecido como um dos fundadores da citogenética humana ao ser questionado sobre o aborto nos casos dos fetos que apresentam anomalias, Dr. Lejeune afirmou: “para mim, o aborto é um crime em quaisquer circunstâncias. Os fetos que apresentam problemas, as crianças que nascem doentes, com síndrome de Down, por exemplo, têm todo o direito de viver, o mesmo direito dos seres humanos considerados 100% saudáveis. Os defensores do aborto dizem que o feto na barriga da mãe, não é uma pessoa, ainda não vive. Isso é uma distorção da verdade científica”.
Vejo com pesar essa discussão que se intensificou sem demonstrar respeito ou preocupação com as nossas crianças e jovens que a acompanham assustados. Educação sexual, esclarecimento das questões científicas ligadas à concepção e diálogo aberto e franco é o que realmente será capaz de evitar abortos e cuidar da saúde física e mental da mulher. Num país com dificuldades imensas como o Brasil a solução mais segura é a educação não só de alunos, mas de suas famílias para que compreendam e assimilem elementos básicos da vida entre os quais a concepção. E isso é um trabalho muito maior do que distribuir preservatvos e contraceptivos!
É, pois, na valorização da educação e no investimento ao educador, ampliando seu conhecimento e sua área de ação, que deveriam estar focados aqueles que assumem a responsabilidade pela melhoria de vida do nosso já tão sofrido povo brasileiro.

Sim a Educação, Não ao Aborto2010-11-16T15:38:48+00:00
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