fbpx

casamento

1 11, 2021

É melhor dar um tempo?

2021-11-01T15:39:10+00:00

Diante de crises contínuas, algumas pessoas pensam em dar um tempo no relacionamento amoroso com a ideia de se afastar para acalmar os ânimos. Seria algo como respirar ares distintos para sentir se vale à pena continuar ou se o melhor é romper definitivamente. Uma pausa… um momento de reflexão. Não há dúvidas de que essa é uma decisão muito delicada e jamais deve ser tomada no afã das emoções. Até porque, na maioria das vezes, a ideia parte apenas de um dos cônjuges e isso fatalmente causará maior abalo na relação.

Quando um casal chega ao ponto de pensar na possibilidade da separação, mesmo que momentânea, já houve muito desgaste e graves desentendimentos. Manter a serenidade não é tarefa fácil em situações em que as emoções estão exacerbadas, o envolvimento intenso da pessoa compromete o seu discernimento. É bom que se tenha em mente que qualquer atitude precipitada pode trazer resultados totalmente adversos e piorar ainda mais a situação. Portanto, todo o esforço em manter o equilíbrio emocional é altamente recomendável.

Em alguns casos a distância pode ser uma boa solução para superar um momento crítico, mas vale considerar que trata-se de uma atitude radical e, como tal, terá consequências. Principalmente se o casal tem filhos é fundamental que leve em consideração que todo o universo familiar vai sofrer uma transformação, portanto, esse deve ser um ato responsável e muito bem pensado. Uma reflexão importante a fazer antes de pedir um tempo ao cônjuge é avaliar que o parceiro, considerando seu pedido como um fim, pode aproveitar esse período para reformular a própria vida e, talvez, essa relação deixe de fazer sentido para ele. Quem pede um tempo tem que prever a possibilidade de se arrepender e perder a chance de voltar.

Entretanto, o mais importante a ser considerado é se ainda existe um sentimento afetivo ligando o casal, em caso afirmativo talvez seja melhor e menos traumático buscar uma solução conjunta. Claro que certa distância emocional é importante para restabelecerem a calma e elaborarem mudanças necessárias na relação. É essencial buscar momentos de calma para um diálogo respeitoso e maduro; elaborar estratégias para surpreender positivamente o outro e agradar a ambos.

Se o amor ainda prevalece, assim como o respeito, a admiração e a vontade de melhorar o relacionamento, penso que não há sentido em abrir maior espaço para discórdia e desunião. Buscar ajuda profissional para superar a crise juntos, dedicando-se um ao outro, certamente, fortalecerá a união e trará maior alegria e realização ao casal.

É melhor dar um tempo?2021-11-01T15:39:10+00:00
13 04, 2020

Casamento em tempo de pandemia

2020-04-13T04:21:05+00:00

Em poucos dias do anúncio da pandemia pelo Covid 19 o mundo virou de ponta-cabeça e os relacionamentos foram atingidos em cheio. A necessidade de distanciamento social é um convite para a introspecção, mas nem sempre isso é possível diante de um estresse desse porte. Casamentos enfrentam uma nova e desafiadora realidade.

 

Se nos primeiros dias o espírito de cooperação prevaleceu, com o tempo está pesando, criando natural enfado e originando conflitos. Assumir tarefas doméstica, além do trabalho que veio para casa, o chamado Home Work, pode ter sido interessante no começo, mas já está se tornando um grande desafio para os relacionamentos amorosos. A procura por ajuda online tem aumentado e algumas situações são bastante comuns e me levaram a listar umas dicas para evitar maiores problemas. Afinal, isso tudo vai passar e precisamos estar atentos para que as consequências não sejam mais duradouras ou destrutivas do que a própria crise.

 

1-  Preserve o seu espaço

Se essa é uma atitude sempre muito indicada para quem divide a intimidade de um lar, agora que o tempo de convivência aumentou se tornou crucial.  Claro que está difícil, principalmente, com as crianças em casa, mas, com um pouco de disciplina, é possível. O ideal é que você possa se refugiar algumas horas por dia em um cômodo isolado, se isso não for possível apele para um fone de ouvido, por exemplo.

 

2- Crie novas rotinas

Não é porque não há compromissos externos que a anarquia seja uma boa opção. Nos primeiros dias tudo foi novidade, mas estabelecer novas rotinas evita muita confusão, sem contar que quebra-las acaba sendo estimulante. Criança precisa ter horário e o casal também. Com regras estabelecidas dá para não se cansar tanto e aproveitar melhor o tempo juntos.

 

3- Relaxe

Momentos de introspecção revigoram a mente.  Pode ser orar, meditar, fazer Yoga, enfim. Dedique-se a algo que faça você se sentir relaxado, desprenda-se de preocupações por alguns instantes do seu dia. Tudo está muito ao extremo, os ânimos também, melhor recolher a mente e relaxar o corpo para manter a saúde física e mental.

 

4- Seja paciente

Essa é a regra de ouro. Lembre-se que, assim como você, seu cônjuge está estressado, preocupado e com medo. Isso é natural diante do que estamos vivendo. Procure relevar mais e cobrar menos. Opte sempre pelo diálogo em momentos mais tranquilos. Escute o que não é dito, sinta mais do que interprete. Empatia é fundamental.

 

Talvez vocês nunca tenham tipo tantas razões para estarem juntos e se apoiarem, esse é um grande aprendizado. Amar na alegria é fácil, desafiador mesmo é enfrentar as dificuldades e seguir amando. Acredite: vale à pena!

 

 

Suely Buriasco

 

 

Casamento em tempo de pandemia2020-04-13T04:21:05+00:00
18 06, 2018

O que é essencial nos bons relacionamentos

2018-06-18T21:11:16+00:00

Suely Buriasco

A vida compartilhada a dois é pautada por muita cobrança de ambas as partes. Afinal, desde que a mulher ascendeu seu papel no lar, equilibrando-o com o do homem, as exigências aumentaram. Essa evolução na relação homem/mulher é muito positiva, mas exige que busquem um consenso a fim de se harmonizarem.

Muitos casais chegam a conflitos intensos, manifestados basicamente na desilusão que sofrem quando o relacionamento se torna mais íntimo. Isso porque ainda esperam que o cônjuge corresponda aos sonhos de seres perfeitos, encantadores e, de quebra, com boa situação financeira.

Embora seja o sexo feminino o mais intenso nessas fantasias românticas, o que se observa é que a desilusão acontece igualmente no homem que se frustra ao perceber que não se casou com a mulher idealizada. Sempre bom lembrar que “ideal” corresponde ao pensamento, mas no cotidiano o que se desponta é a realidade.

O encantamento inicial cumpre seu objetivo de atração, mas para manter um relacionamento é preciso que se desenvolva o autoconhecimento e a compreensão. Um casamento feliz não acontece com a simples união de duas pessoas que se amam, apenas inicia-se assim. O fundamental é o esforço realizado por cada cônjuge no sentido de transformar as diferenças em favor de uma vida em comum que satisfaça a ambos. É nessa busca que o casal se aprimora e se realiza.

Pelo autoconhecimento nos colocamos aptos a traçar objetivos que realmente correspondam aos nossos desejos. Sem buscarmos a autoanalise, muito pouco saberemos do que somos, muito menos do que gostamos ou queremos ser. É dessa forma que os cônjuges muitas vezes caem no engano de exigir que o outro o faça feliz, transferindo uma responsabilidade que é unicamente sua. Quanto antes compreendermos e assumirmos a nossa própria capacidade de autorrealização, mais cedo transformaremos nossas vidas, nos fazendo aptos a relacionamentos inteligentes e felizes.

Quer fazer alguma coisa em favor do seu relacionamento? Busque conhecer melhor o seu cônjuge, estabeleça com ele uma comunicação sadia, pela qual você o compreenda até mesmo no que ele não diz. E mais: fale de si, diga o que sente com clareza, com calma, com discernimento, a fim de realmente traduzir suas emoções. Todo mundo deseja ser compreendido, mas poucos buscam se fazer compreender; permita que seu parceiro ou parceira conheça você.

Na busca de relacionamentos felizes é fundamental o autoconhecimento e a compreensão do outro!

O que é essencial nos bons relacionamentos2018-06-18T21:11:16+00:00
20 02, 2018

Relacionamentos têm prazo de validade?

2018-02-20T11:54:58+00:00

Por Suely Buriasco

Documentos têm prazo de validade, assim como medicamentos, alimentos e tantas outras coisas. Itens com validade vencida podem ocasionar prejuízo e, portanto, devem ser descartados. Acredito que os relacionamentos não fujam essa regra e precisam ser renovados de tempo em tempo para não “estragarem”. Assim como não existe manual para relacionamento, também não existe prazo comum de vencimento. Cada casal precisa entender o funcionamento de sua relação e adequar-se às mudanças necessárias. Nesse caso o grande prejuízo é continuar numa relação que cause sofrimento.

Relacionamentos tóxicos

Ao conhecer alguém interessante, muitas vezes, a pessoa sente que tudo é incrível e esse sentimento de exaltação parece sair das comédias românticas. No entanto, com o passar do tempo, situações inadequadas passam a se evidenciar. Entendemos por relacionamentos tóxicos aqueles que, de alguma forma, causam sofrimento às pessoas envolvidas, qualquer tipo de humilhação e violência. Algumas pessoas ao se verem num relacionamento assim buscam logo o afastamento, mas há aquelas que aceitam essa convivência, mesmo vivendo em grande sofrimento. Os resultados podem ser os mais trágicos possíveis, com comprometimentos difíceis que se estendem para os familiares, amigos. A questão é muito complexa e, como tal, não pode ser tratada de forma superficial. Alguém que não consiga sair de um relacionamento tóxico precisa de ajuda profissional.

Relacionamentos corroídos

O desgaste provocado pelo tempo sem manutenção também indica que a validade do relacionamento venceu ou está em vias disso. Tem gente que casa e acha que conquistou de vez o parceiro. Talvez acreditem em suas próprias promessas do tipo: “Que só a morte nos separe”. Relacionamentos reais não são estáticos. Tudo na natureza está em movimento, inclusive nós mesmos, então não existem relações estáveis o tempo todo. Quando não se dedica à tarefa constante de edificar os relacionamentos eles acabam por perder o viço. Não representando mais a alegria da união o relacionamento está com o prazo vencido.

Relacionamentos renovados

Um relacionamento com prazo de validade vencido ainda pode ser renovado, desde que as duas pessoas se conscientizam de suas responsabilidades e ajam de acordo com a edificação.  Relacionamento é via de mão dupla, uma pessoa pode até iniciar o processo da transformação, mas isso só será possível se ambas se decidirem a realizar esse processo juntas. É um trabalho difícil, mas que vale muito a pena quando existe amor e disposição por ser feliz.

Manter relacionamentos tóxicos ou corroídos, que acabam sendo a mesma coisa, é ser conivente com abusos, mau tratos, desvalorização e humilhações. Não há nada de construtivo nisso. Saudável é o relacionamento que se renova e não o que apenas se mantem. Não tome por vencedor um relacionamento com o prazo vencido.

 

 

Relacionamentos têm prazo de validade?2018-02-20T11:54:58+00:00
12 12, 2017

Como contrariar o amor platônico e viver um relacionamento duradouro

2017-12-12T17:38:06+00:00

Por Suely Buriasco

Na concepção do filósofo grego Platão o amor ideal é desprovido de qualquer tipo de interesse, mesmo o sexual. O professor Clóvis de Barros filho correlaciona esse amor sem interesse como um objeto de desejo, algo que se quer alcançar e, por conseguinte, ao ser alcançado deixa de ser amado. Uma visão um tanto triste do amor que jamais se encontra, pois, ao se encontrar termina.

Existe, sem dúvida, uma tendência humana em desejar o que não se tem e ao tê-lo não mais valorizar. Isso se aplica também aos relacionamentos amorosos e explica muita coisa em relação ao chamado “desgaste da relação”. Entretanto, o fato é que não precisa ser assim. É possível viver em plenitude com alguém de forma duradoura e feliz.

Algumas ações simples desmistificam o amor como sendo um sentimento platônico:

1. Autoanálise

Todos nós mudamos com o tempo e com as experiências que a vida nos proporciona. Muitas vezes o que era bom no início do relacionamento pode provocar grande desagrado agora. Por isso é importante estar atento aos nossos próprios sentimentos, renovando nossas ações de forma coerente.

2. Reconhecimento

Um dos maiores vilões dos relacionamentos duradouros é o esquecimento do que a pessoa representa em nossas vidas. Muitas pessoas acostumam-se tão facilmente com quem convivem que acabam se esquecendo de valorizá-los. É então que vale o ditado: “só dá valor quando perde”. Para manter o amor é preciso cultivar a admiração, o respeito e a amizade, demonstrando a importância do outro na própria vida.

3. Interesse

Para manter seu desejo em alta não deixe que seu relacionamento caia numa rotina frustrante. Surpreenda a si mesmo com pensamentos e gestos amorosos. Insufle a sua potência; faça acontecer o seu desejo! Mantenha em alta o seu relacionamento e o interesse por seu cônjuge. Coloque seu foco nisso e observe o que é preciso que você faça para estimular a alegria e a disposição entre vocês.

Se para amar é preciso desejar, investir no amor é não deixar o desejo se esvaziar. A reclamação de muitos casais que atendo é o desgaste da relação, a falta de intimidade e a acomodação. Isso costuma ser usado, inclusive, para justificar relacionamentos paralelos. O mais interessante é que, mesmo diante desse quadro, alegam amar seu parceiro, então eu pergunto: qual a razão de não procurar a satisfação nele? Pode dar trabalho, requer esforço, mas viver o amor de forma genuína sempre vale a pena.

Suely Buriasco

Mediadora e Coach

www.suelyburiasco.com.br

Como contrariar o amor platônico e viver um relacionamento duradouro2017-12-12T17:38:06+00:00
21 11, 2017

3 vilões do casamento na ficção e na vida real

2017-11-21T18:52:12+00:00

Por Suely Buriasco

O filme “Divórcio” estrelado pelos atores Camila Morgado e Murilo Benício não perde em nada para as famosas comédias românticas de Hollywood. Embora com diferenças marcantes, o drama brasileiro faz lembrar outro ótimo filme “A Guerra dos Roses”. Um casal que se distancia com o passar do tempo e transforma disputa em acirrado conflito durante o processo da separação não é um tema original, mas sempre provoca muito riso. Sabe aquela história “seria cômico se não fosse trágico”? A ficção consegue reverter isso.

O fato é que muitos dos desencontros apresentados no filme são bastante comuns na vida real e nos remete a reflexões importantes do tipo: em que momento o casal poderia ter agido de forma a evitar todo o sofrimento que se desenrolou? Interessante lembrar que na vida real a história continua e, separados ou não, todo o desgaste, mágoa e ressentimentos continuarão a existir pelo menos até a superação total dos traumas.

 

Alguns dos vilões explorados no filme são comumente revelados em meus atendimentos como coach e mediadora. São eles:

 

  1. O sentimento de rejeição

Nenhum relacionamento sobrevive quando os pares não se admiram e, mais do que isso, não demonstram admiração mútua. Sentir-se importante é um dos ingredientes fundamentais para a satisfação humana. Não é a rotina em si que desgasta os casamentos, o grande vilão é a desvalorização, a forma hostil de demonstrar parcial ou total desprezo. Sentir-se rejeitado é uma das piores dores que o ser humano pode experimentar e as consequências podem ser desastrosas. Vale prestar atenção na frase: “não espere perder para valorizar”.

 

  1. O orgulho exacerbado

Nenhum conflito é unilateral, sempre existe a contribuição de todos os envolvidos. Uma pessoa pode até dar início a uma contenda, mas não pode desenvolvê-la sozinha. O que alimenta um conflito é o orgulho exacerbado que não admite reconhecer os próprios erros e buscar alternativas pacíficas. Também é esse sentimento que afasta as possibilidades de entendimento através do diálogo franco e afetuoso. O orgulho é mesmo um grande vilão!

 

  1. O afastamento do princípio

O princípio ativo do casamento é o amor, o respeito e a amizade. O sentido é compartilhar a vida com tudo o que ela representa; um pacote de coisas boas e nem tão boas assim. Quando mantemos em mente as razões que nos levaram a desejar essa partilha renovamos continuamente nossos votos, ou seja, mantemos de forma lúcida a nossa memória afetiva. Mas, se perdemos esse foco, o princípio de desfaz e, muitas vezes, percebemos isso tarde demais.

 

O filme diverte, mas também nos faz refletir sobre a importância de mantermos o foco no relacionamento. Afinal, o casamento não é o fim da história, muito pelo contrário, é onde ela, realmente, se inicia.

 

3 vilões do casamento na ficção e na vida real2017-11-21T18:52:12+00:00
13 02, 2017

Como se livrar dos relacionamentos “âncora”

2017-02-13T19:49:06+00:00

Suely Buriasco

Já ouviu essa máxima popular: “Antes só do que mal acompanhado”? Eu considero uma grande verdade, mesmo levando em consideração que precisamos viver em sociedade. O problema é quando existe a crença: “Melhor com ele(a) do que sozinho(a)”, porque ai a pessoa se anula, aceita o inaceitável e mendiga por um pouco de atenção.

Pessoas que têm prazer de nos colocar para baixo, que não suportam nossa alegria, que têm sempre uma palavra desmotivadora e buscam por alvo nossas fraquezas não merecem a nossa presença, muito menos, desfrutar do nosso convívio. Pessoas “âncora” precisam ser identificadas o quanto antes para que nos protejamos de suas influências nefastas.

Preste atenção em algumas dicas para se livrar de pessoas assim:

  1. Olho na autoestima

Apenas pessoas que não sabem o próprio valor aceitam ser depreciadas. Faça uma autoanálise e veja se tem agido de acordo com as suas crenças e valores. Se você tem aceitado conviver com pessoas desmotivadoras, seja na vida pessoal como na profissional, inicie imediatamente um trabalho de melhorar a sua autoestima. Somente alguém que não se considera merecedor do melhor para a própria vida mantém-se preso a uma “âncora”.

  1. Imponha limites

Se você tem consciência de seu valor não permita que nada e nem ninguém o faça se sentir menor. Lembre-se que as pessoas só fazem com você o que você permite. Tome as rédeas da sua vida e imponha limites às influências externas. Compreendo que você não quer viver sozinho(a), mas soltar-se de pessoas negativas farão com que você encontre companhias mais satisfatórias. Acredite que é a sua mente que cria o seu mundo e coloque-se, imediatamente, na função de edificar relacionamentos “balão”, ou seja, que elevem e valorizem você.

  1. Tome distância

Muitas vezes impor limites não é o bastante para soltar-se das amarras que prendem você ao ostracismo de si mesmo. Melhor então é tomar o máximo de distância possível de quem o empurra para baixo. Nem sempre isso é fácil, principalmente quando se trata de um familiar ou colega de trabalho, por exemplo. Em casos assim é essencial que se desenvolva distância emocional, pela qual todos os laços se rompam e a pessoa não consiga mais influenciar você.

Seja cortês, educado e gentil com todas as pessoas, mas escolha com cuidado as que merecem conviver com você e ter ascendência na sua vida.

Como se livrar dos relacionamentos “âncora”2017-02-13T19:49:06+00:00
23 01, 2017

Vida a dois: A arte de reconhecer cada pessoa como única

2017-01-23T15:34:58+00:00

As postagens nas redes sociais deram grande ênfase à forma elegante e carinhosa com que o presidente Barack Obama se dirigiu à esposa no discurso de despedida da presidência dos EUA. Emocionado, o presidente revelou amor e gratidão à esposa, provocando suspiros femininos pelo mundo. E não é para menos, afinal, que mulher não ficaria em êxtase com tão linda referência?

Muitas mulheres dizem não se sentir valorizadas por seus parceiros e esse tem sido um motivo, cada vez mais comum, para separações. Todo ser humano deseja ter os seus esforços reconhecidos e isso funciona em todos os tipos de relacionamento. No entanto, no relacionamento a dois sentir-se valorizado é algo essencial, sendo decisivo na satisfação com a vida compartilhada. Isso vale para ambos os gêneros, o que difere é a forma de cada um sentir e se manifestar. Essa diferença, bem como a de personalidade precisa ser levada em conta para evitar confusões e conflitos desnecessários.

Claro que não se pode construir um relacionamento saudável onde haja desprezo e indiferença, mas, como tudo o que envolve os relacionamentos, essa também é uma questão bastante complexa. Ouvindo casais pude constatar que a ineficácia na comunicação é a origem de muitos sentimentos que não refletem a realidade. Mulheres costumam se sentir preteridas quando seus parceiros não se declaram, não elogiam, ou seja, não manifestam sua importância. Muitos homens não sabem lidar com as emoções femininas e acabam reforçando o sentimento de rejeição, mesmo não sendo essa as suas vontades.

Conversar é sempre mais produtivo do que comparar. Seja empática e dê uma chance ao homem que você ama! – Suely Buriasco

Por isso, se você está sofrendo por se sentir desprezada, procure saber se esse é mesmo o sentimento do seu parceiro. Acredite: ele pode estar perdido, sem saber o quanto a está magoando. Dê a ele a chance de entender os sentimentos através do diálogo franco; fale com clareza e permita que ele também exponha os seus pensamentos. Não acredite que por amá-la ele deveria compreender o que se passa com você e tenha em mente que nada é óbvio em relação ao ser humano, pois, somos todos indescritivelmente únicos. Falar de seus anseios com afetividade, além de produzir entendimento, ainda  pode promover a transformação que você deseja em seu relacionamento.

Acredite, pode ser que seu marido se sinta tão ou mais reconhecido do que o presidente Obama em relação a sua Michelle, só não tem a mesma clareza para expor isso. Conversar é sempre mais produtivo do que comparar. Seja empática e dê uma chance ao homem que você ama!

Suely Buriasco
Mediação de Conflitos e Coaching

 

Vida a dois: A arte de reconhecer cada pessoa como única2017-01-23T15:34:58+00:00
18 10, 2016

Aprendendo a Amar

2016-10-18T16:47:35+00:00

Suely Buriasco

Conta-se uma história na qual um homem procurou seu mestre e disse: “Eu não amo mais a minha esposa, o que devo fazer?” E o mestre respondeu-lhe: “Apenas a ame”. Por mais que a fórmula seja antiga, ainda temos muita dificuldade de entender. A visão romântica do amor arrebatador, extraordinário e inexprimível não condiz com a realidade e, a falta dessa compreensão causa grande sofrimento na vida de muitas pessoas. O que provoca esse turbilhão de emoções é a paixão que, diferente do amor, é efêmera e irracional. Confundir amor com paixão é extremamente perigoso.

O amor é um sentimento e, como tal, não poderia ser de fácil entendimento, no entanto, quando o compreendemos como fruto de nossas próprias escolhas, tudo muda de figura. As palavras do mestre da historia acima, cuja autor desconheço, refere-se ao amor como verbo, ou seja, como ação. No livro “Diálogos sobre a afetividade” de Ivan Capelatto encontramos a seguinte definição: “…aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos desejaram”. O amor pode, pois, ser aprendido e isso em qualquer tempo da existência humana.

E para os que discordam alegando que o amor é um sentimento natural, vale a reflexão: não se pode controlar os sentimentos, mas é possível controlar a reação que eles provocam. Isso muda tudo! O amor é um aprendizado que inclui atenção, cuidado e empatia, provocando amadurecimento e disposição. O amor é uma decisão das mais importantes, pois nos tira da “vida como ela é” e nos inclui ao grupo dos que arquitetam a própria vida.

Algumas das situações que comumente causam dor podem, assim, ser vistas sob uma ótica diferente:

  1. A opção por manter um relacionamento sem amor

Um relacionamento amoroso define-se pelo nome, isto é, o amor é imprescindível. Não há sentido em manter um elo que, verdadeiramente, não existe, mas é totalmente viável dedicar-se a amar o outro, o que, como já dissemos, pode ser aprendido. Claro que para tanto é preciso determinar-se a amar; a vontade é o elemento fundamental para o trabalho de reconstruir uma vida amorosa.

  1. O sofrimento por um amor não correspondido.

O amor não é algo que se possa descartar ou que termine; quem realmente amou um dia, amará sempre. No entanto esse sentimento pode se modificar através das decisões que fazemos na vida. Por mais que os românticos associem amor ao sofrimento, o real é exatamente o contrário, assim, quando o amor causa sofrimento isso precisa ser repensado. Quem ama sabe amar primeiramente a si mesmo e, portanto, entende que pode transformar esse sentimento, virar a página e reconstruir a própria vida.

A verdade é que desenvolvemos planos de ação para alcançar tudo o que desejamos e nos dedicamos a isso, mas para o amor queremos que simplesmente aconteça. Entretanto, podemos e devemos criar estratégias de comportamento que facilitem o nosso melhor desempenho amoroso, a fim de que os nossos relacionamentos sejam mais harmoniosos e felizes. O esforço vale muito a pena!

 

Aprendendo a Amar2016-10-18T16:47:35+00:00
11 07, 2016

Não precisa ser perfeito para dar certo

2016-07-11T20:34:13+00:00

Por Suely Buriasco

13645149_1165280836828407_1079620437741572941_nUma história de amor mostrada no Programa Fantástico, da Rede Globo, emocionou muito gente. E não é para menos, o vídeo que “viralizou” nas redes sociais é uma prova de que o amor incondicional, aquele que tanto se aspira, não é apenas uma possibilidade: “Para o amor, não existe montanha alta o bastante, não existe caminho difícil demais, não existe desafio impossível, não existe um horizonte que não possa ser alcançado”.

Os relacionamentos, de forma geral, têm papel primordial para a satisfação humana. Claro que a pessoa pode não viver um relacionamento amoroso e se sentir bem assim, isso porque outros relacionamentos, como de pais, filhos e amigos, por exemplo, talvez sejam satisfatórios o bastante. O fato é que relacionar-se bem é um quesito importante para o nosso bem-estar e deve ser tratado com cuidado e atenção genuína.

O problema surge quando esperamos que o amor aconteça do nosso modo; quando não entendemos que as pessoas amam da forma que sabem amar e também demonstram de seu próprio jeito. Essa questão costuma ser ainda mais pungente na vida amorosa, sujeita a cobranças infindáveis, cada um quer moldar o outro e sente rejeição porque isso não acontece. Nesses casos o que fica evidente é que o problema não está no relacionamento e sim naquele que não amadureceu o bastante para compreender a pessoa amada como ela é.

Não corresponder às expectativas não é falta de amor, mas exigir perfeição está muito próximo disso. Ninguém é perfeito, consequentemente, nenhum relacionamento pode sê-lo. O relacionamento do vídeo também não é ideal, o que faz a diferença é a aceitação de que é possível amar e ser amado, embora todas as deficiências físicas e morais que cada um pode apresentar. Portanto qualquer união pode ser favorável desde que os pares decidam se aceitarem e juntos busquem maneiras saudáveis de interação.

Com exceção aos atos que afrontem os valores morais de cada um, bem como a violência em qualquer manifestação, tenho observado, com o meu trabalho, que muito pode ser feito antes de concluir-se pelo fim do relacionamento. Boas estratégias, mudanças de comportamento e uma boa dose de paciência são medidas oportunas que promovem a harmonia e aumentam os níveis de satisfação no relacionamento.

O fato é que o amor pode ser vivido em sua plenitude, basta que as pessoas se decidam por isso e coloquem em prática as mudanças e adequações necessárias.

Não precisa ser perfeito para dar certo2016-07-11T20:34:13+00:00
7 06, 2016

Desapegue-se – Apenas deixe ir

2016-06-07T15:15:52+00:00

Por Suely Buriasco

Ainda existe uma confusão muito grande entre amor e apego, no entanto por mais que possam parecer semelhantes, na prática um anula o outro. O apego prende, exige e retém; o amor liberta porque o foco é a felicidade do ente amado. Perceba que no fundo o apego destrói o amor, assim, nada mais saudável para um relacionamento do que a prática do desapego.

O fundamental é a compreensão de que você não se torna frio, incessível e muito menos distante de quem você ama, pelo contrário a prática do desapego promove melhores condições de se desenvolver a calma e harmonia na relação. Sem contar que muitas vezes precisamos nos desapegar do passado, de relacionamentos que não funcionam mais, para nos colocar aptos a novas situações e interações inéditas. “Afinal, se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!”, escreveu Fernando Pessoa.

Algumas dicas podem ajudar você nesse processo tão necessário para a sua saúde emocional:

1- Avalie suas crenças

É fundamental detectar as crenças que podem estar prendendo você a essa situação ou pessoa. Observe pensamentos do tipo: “O meu amor é tudo o que possuo”, “Não vivo sem ele (a)”, “O certo é ficarmos juntos” ou ainda “Ele (a) precisa entender”. Não há como generalizar pessoas e suas ações, cada caso é um caso e nada pode servir de desculpas para reter alguém onde ele não quer estar.

2- Busque compreender o que prende você a essa pessoa ou situação

Costumamos nos agarrar a algo ou alguém pela importância que damos para a nossa própria vida e isso só pode causar mais sofrimento. As pessoas não estão no mundo para nos servir, a boa convivência predispõem o desejo de ambos em servir um ao outro de forma natural e espontânea.  O apego é uma ação egoísta que precisa ser revista o quanto antes para não tomar proporções inadequadas que possam comprometer a relação.

3- Cuide de sua autoestima

Apego tem a ver com insegurança, pessoas apegadas apresentam sintomas de ansiedade, tristeza que podem chegar à depressão e todo o tipo de fobias. Ninguém pode ser feliz carregando tanto medo! Acredite nas suas potencialidades e as desenvolva continuamente, permita vivenciar seus sentimentos, aceite-se como você é e compreenda que está em suas mãos as mudanças que precisa operar a favor de si mesmo. Acredite que você é a pessoa mais importante da sua vida e a única essencial.

Não desperdice suas energias tentando resistir ao fluxo natural da vida; as pessoas vem e vão, as coisas mudam e, por mais que isso doa é necessário adaptar-se. Pratique o desapego amando e respeitando da forma mais incondicional que possa e verá que a vida guarda surpresas para quem compreende a arte de viver.

 

 

 

 

 

Desapegue-se – Apenas deixe ir2016-06-07T15:15:52+00:00
31 05, 2016

Bons relacionamentos exigem boas estratégias

2016-05-31T20:20:39+00:00

Por Suely Buriasco

coachDizem que todas as pessoas que mantinham um diálogo com o presidente Theodore Roosevelt, dos EUA, ficavam completamente encantadas com ele. Além do carisma indiscutível dessa personalidade mundial, é sabido que Roosevelt utilizava-se de uma técnica simples e útil de persuasão: antes da entrevista ele averiguava os pontos mais marcantes da pessoa que ia receber, verificando seu estilo e gostos, desta forma sabia antecipadamente como conduzir uma conversa agradável e de real aproveitamento. Assim ele poupava tempo, além de aumentar suas chances de obter os resultados pretendidos.

O uso de estratégias é extremamente importante na construção de relacionamentos harmoniosos. Claro que além de conhecê-las é necessário compreender a melhor forma de utilizá-las. O Coaching é uma ferramenta de grande efeito nesse sentido. O uso de algumas técnicas simples também pode fazer grande diferença, como a amabilidade, por exemplo. Ser amável na interação com outras pessoas, demonstrando real interesse em suas questões é uma forma muito eficaz de manter boas interações sociais.

É importante que se observe que o uso de qualquer técnica ou estratégia exige sinceridade genuína, nenhuma atitude terá o impacto desejado se não for alicerçada na verdade de sentimentos. Isso implica que compactuar com os interesses alheios jamais poderá significar revogar os seus próprios. Ser amável é encontrar interesses que se coincidem, inspirado no desejo de valorizar a outra pessoa, que desta forma somam-se forças simpáticas produzindo um ambiente harmônico na relação. Nada mal, não é mesmo?

Essa técnica pode ser usada em todos os relacionamentos humanos, seja nos pessoais, nos profissionais ou familiares. Baseia-se no desejo de manter um relacionamento produtível e agradável com outra pessoa, por isso a importância de conhecer um pouco mais sobre ela. É perceptível que a amabilidade leva a conceituar as pessoas de forma mais amigável, já que direciona uma visualização de suas qualidades em detrimento de seus defeitos. Essa simples ação gera uma vibração empática que evidencia o que há de bom no outro e, dessa forma, facilita o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e satisfatórios.

Buscar conhecer e aplicar técnicas como essa faz todo a diferença na vida das pessoas, afinal os relacionamentos estão no topo das necessidades emocionais do ser humano. O homem que usa de sua inteligência para o bem de si próprio, e também dos outros, busca conhecer os comportamentos capazes de promover a harmonia e a felicidade em suas interações.

Bons relacionamentos exigem boas estratégias2016-05-31T20:20:39+00:00
19 04, 2016

Ninguém morre de amor. Será?

2016-04-19T21:38:17+00:00

Por Suely Buriasco

suelt_buriascoMuito se ouve falar que “ninguém morre de amor”, no entanto uma nova pesquisa contesta essa afirmação com outra: “perda de um grande amor pode levar até a morte”. A chamada Síndrome do Coração Partido ou tako-tsubo representa um sentimento de luto que tem sintomas parecidos com o infarto, como dor no peito, queda de pressão e desmaio. Porém, os especialistas afirmam que, na maioria dos casos, a pessoa costuma melhorar mais rapidamente e as sequelas não são tão importantes.

A explicação gira em torno de um mal funcionamento cardíaco causado por excesso de adrenalina provocado por uma emoção forte, entre os motivos mais comuns estão: traição, acidente, luto. Como é uma reação orgânica inesperada pode acontecer em qualquer pessoa, no entanto algumas são mais suscetíveis tanto pelo lado físico, como emocional.

Os cuidados com a saúde são fundamentais para evitar a Síndrome, pessoas que mantém rotinas alimentares saudáveis, atividades físicas e avaliações médicas sistemáticas estão mais protegidas de qualquer tipo de abalo físico.

Em contrapartida a dependência e a falta de controle emocional são fortes componentes para a Síndrome porque a pessoa se fragiliza mais intensamente. Não se trata de mensurar a dor, o que seria total contrassenso, mas é fato que algumas pessoas são mais vulneráveis ao sofrimento. As perdas são, sem dúvida, fonte dos maiores sofrimentos humanos e ninguém está livre, muito pelo contrário, melhor mesmo é aprender a lidar com elas.

É nesse sentido que se pode refletir sobre como evitar que as perdas e decepções provoquem a Síndrome do Coração Partido:

  • Desenvolver a resiliência, isso é, boa capacidade de recuperação no enfrentamento de dificuldades.
  • Cultivar o otimismo e a gratidão, valorizando o que há de melhor, belo e satisfatório na vida.
  • Manter boa autoestima, basicamente agindo de acordo com as suas convicções.
  • Reforçar bons relacionamentos familiares e qualidade nas interações sociais.

Essas ações representam forte sustentáculo nos momentos de sofrimento extremo, portanto, use sem moderação e lembre-se que amor que não representa vida perde totalmente o sentido.

Ninguém morre de amor. Será?2016-04-19T21:38:17+00:00
11 04, 2016

Relacionamento – Foco nos 50%

2016-04-11T20:05:27+00:00

Por Suely Buriasco

suely-buriascoUm dos aspectos fundamentais da satisfação humana tem a ver com o sucesso nas relações mais próximas, por isso uma grande parcela de nossa felicidade depende de como construímos e mantemos os nossos relacionamentos. No mesmo nível de importância está a dificuldade, a complexidade das pessoas naturalmente é a causa de tantos desentendimentos. Os desajustes no uso da inteligência emocional dificultam o convívio e promovem, não raras vezes, decepções e sofrimento.

Muitas pessoas me procuram dizendo que embora façam de tudo, não conseguem se entender com esse ou aquele familiar, amigo ou colega. Então eu pergunto: qualquer relacionamento é formado por duas pessoas, não tem algo de estranho em você “fazer tudo”? Essa é a primeira reflexão que provoco, penso que é a partir disso que podemos avaliar a situação de forma mais objetiva.

O que provoca satisfação é o relacionamento sadio, pautado no respeito mútuo e na vontade de se doar ao outro, então é preciso que haja uma via de mão dupla, ou seja, esse movimento precisa necessariamente acontecer com as duas pessoas envolvidas. Se apenas uma pessoa se doa ou se o desnível é muito grande então o relacionamento adoece. Desta forma não é difícil concluir que se a pessoa “faz tudo” ela não contribui para que o relacionamento dê certo.

Gosto de usar o parâmetro dos 50% que simboliza o papel de cada um em qualquer tipo de relacionamento, isso significa que a nossa responsabilidade se limita até a responsabilidade do outro. Não é possível construir um relacionamento sadio sozinho, o que podemos fazer é o melhor de nós para alcançarmos os 50% que estão em nossas mãos. A palavra de ordem dos bons relacionamentos é a reciprocidade, precisamos nos esforçar para cumprir o que nos toca na felicidade de um relacionamento, mas nunca ao que compete ao outro. Assim, quando um relacionamento falha, adoece ou termina o comprometimento é sempre de ambos os envolvidos.

Portanto, não se martirize tentando fazer que um relacionamento dê certo a qualquer custo, você não pode fazer isso sozinho. Dirija suas energias para dar o melhor de você naquilo que lhe compete; desenvolva a empatia que proporciona maior compreensão do outro, despendendo todo o esforço por fazer a sua parte na construção conjunta de um relacionamento saudável. Todavia aceite sem sofrimento se a melhor forma de se relacionar com alguém seja à distância física e/ou emocional.

Valorize-se e procure ficar perto de pessoas que lhe fazem bem, não medindo esforços de também fazer o melhor por elas. Isso é o que verdadeiramente importa.

 

Relacionamento – Foco nos 50%2016-04-11T20:05:27+00:00
4 04, 2016

Felicidade no casamento – Realidade inspiradora

2016-04-04T21:52:18+00:00

Por Suely Buriasco

suelyVivemos na época do instantâneo e essa velocidade, muitas vezes, acaba por influenciar os relacionamentos que começam de súbito e, não raras vezes, terminam da mesma forma. A explicação que surge comumente é: “não deu certo”. O que muitos parecem desconsiderar é que um relacionamento feliz não acontece simplesmente, é necessário despender tempo e esforço na sua edificação.

Sou uma pessoa que acredita no amor como alavanca de vida e tenho muitos exemplos que amparam essa minha crença. Muitos colho na vida, riquíssimas demonstrações de amor genuíno e pleno de sabedoria, outros em contato com amigos virtuais que pela afinidade de ideias parecem sempre muito próximos. Esse é o caso de uma pessoa que admiro muito por suas postagens elucidativas e equilibradas. Com a permissão do Sr. José Barbosa Leite copio aqui sua doce mensagem:

“O amor entre um Homem e uma Mulher, é a mais linda manifestação dos nossos melhores sentimentos. Quando fazemos amor com a mulher que amamos, pomos tudo quanto há de puro em nosso íntimo, no entrelaçamento dos corpos e dos espíritos unidos no mesmo êxtase. Por isso, entendo que amar não é desejar. Porque, após o sexo, com a satisfação dos sentidos, desaparece o desejo, mas o verdadeiro amor permanece na continuidade da meiguice, da doçura, do carinho e da parceria. O amor desafia o tempo, e as convenções humanas. É sempre compreensivo sem exigir nada de volta, renuncia a si mesmo, não se preocupa com a beleza externa nem com o viço da juventude, porque, o desejo situa-se neste nível de entendimento, muito acima do prazer meramente carnal. O verdadeiro amor sacrifica-se para que a luz da pessoa amada brilhe para sempre, o que faz com que para um Homem de oitenta anos, sua esposa também de oitenta anos, como em um passe de mágica brilhe em corpo, fisionomia e espírito como quando tinha vinte anos, na manifestação deste suave desejo, pois, nunca haverá necessidade de estimulantes químicos, quando a química do amor verdadeiro já aconteceu a muitos anos”.

A mensagem é acompanhada por uma foto tirada por ele mesmo do jardim da filha onde vemos duas cadeiras postadas lado à lado – Na foto, como na vida, Dê e José Carlos Leite esbanjam afeto e parceria. Ser feliz é apenas questão de prestar atenção na felicidade.

Sem mais!

Felicidade no casamento – Realidade inspiradora2016-04-04T21:52:18+00:00
29 02, 2016

Quem ama também trai

2016-03-01T16:25:38+00:00

Por Suely Buriasco 

Assisti uma peça no salão da Broadway do navio Sovering de nome “História de amor” e fiquei pensando na máxima “a arte copia a vida”. Músicas e danças lindíssimas envolviam os presentes que se mantinham contemplativos. A narrativa se dá sobre a vida de um casal que passa por grave crise diante da descoberta da traição do homem. Infelizmente uma história comum, embora não seja normal.

O normal no relacionamento amoroso é a confiança, a reciprocidade e a fidelidade como aliança voluntária, mas infelizmente a quebra desse pacto é muito comum, causando grave crise que, em muitos casos, provoca rupturas fatais. Os atores demonstraram o grande sofrimento que se abateu naquele casal; o homem arrependido entra em desespero e a mulher traída sente a alma adoecer diante de seu mundo que parece desmoronar. A dor da culpa e da perda assola o infeliz que se desdobra em tentativas de demonstrar seu amor. Sim, quem ama também é capaz de trair.

Não são poucos os homens nessa situação, nem eles mesmos sabem explicar como puderam envolver-se com outra mulher que não a que realmente amam. Uma confusão de ideias e emoções os acometem e, muitas vezes, eles simplesmente não sabem como agir para reverter essa situação. Claro que não se generaliza, não estou afirmando que todos os homens que traem amam suas mulheres, mas o fato é que os que amam também traem.

Portanto, esqueça o ditado “quem ama não trai”, o ser humano é muito complexo para ser julgado de forma tão simplista. Insegurança, crises existenciais, baixa autoestima, emoções destrutivas e tantos outros fatores podem abalar muito a mente humana, produzindo comportamentos inesperados. No entanto, isso jamais pode ser encarado como justificativa, afinal não existem arrastamentos irresistíveis e sempre é possível optar por agir dignamente, cumprindo os próprios compromissos.

Na peça essa história de amor tem um final feliz, ele consegue se redimir e reconquistar a mulher amada. Na vida real esse não seria o fim, mas o começo de uma reconstrução árdua e contínua, pela qual o homem provaria o seu amor através da tolerância, compreensão e paciência. E como um relacionamento só é movido à dois, também a mulher teria seu quinhão através do perdão capaz de renovar seus julgamentos e atitudes. Se isso é possível? Não só possível, como muito provável inclusive de que a “nova” relação seja muito mais sadia e feliz.

Cada caso é único e não se deixe levar por generalizações. Se você vive esse drama, não tome qualquer atitude enquanto não tiver a lucidez de colocar o seu relacionamento na balança e não se deixe levar pelo orgulho caso o lado bom pese mais. Lembre-se que todo ser humano erra e merece a chance de se redimir e, se valer à pena, não jogue fora a chance de reconstruir sua vida junto ao homem que você ama.

Quem ama também trai2016-03-01T16:25:38+00:00
1 02, 2016

O que faz um treinador de relacionamentos e quando procurá-lo?

2016-02-01T16:42:03+00:00

Por Suely Buriasco

Mais conhecido como conselheiro matrimonial, o treinador de relacionamento ou Personal Life é um terceiro imparcial que busca facilitar relacionamentos que estejam passando por dificuldades. Particularmente eu não uso a denominação que direcione a pessoa a procurar conselhos; como treinadora uso os fundamentos da Mediação de Conflitos que é exatamente abstrair-se o máximo possível de influenciar a decisão de meus clientes.

Alguns escolhem ser atendidos separado do cônjuge, outros preferem que se unam as duas formas para encontrar o consenso necessário e comportamentos mais saudáveis para o seu relacionamento. De qualquer forma é sempre o cliente que direciona o que deseja, o treinador apenas o orienta através de algumas técnicas de reflexão, a partir disso adéquam o comportamento aos resultados que desejam.

Buscar um treinador de relacionamentos requer alguns cuidados como conhecer seu trabalho e se identificar com ele, por isso é sempre recomendável uma pesquisa prévia e uma consulta inicial que muitos, assim como eu, fazem tanto no escritório, como via Skype. Esse último recurso é muito interessante porque além da comodidade, ainda é mais barato e independe do lugar onde o cliente mora.

Também é importante entender que não se trata de terapia de casais, caso seja necessário o treinador encaminha para um profissional dessa área. O que se busca nesse método é a melhoria da comunicação do casal, bem como do comportamento de cada cônjuge, visando um relacionamento mais respeitoso e feliz. Dessa forma, o treinador é também um mediador do casal, que objetiva facilitar o diálogo e as reflexões que possam levá-los a alcançar o objetivo alcançado

Você deve procurar um treinador ou mediador de conflitos quando não estiver conseguindo se entender com o seu parceiro ou parceira; quando os ruídos da comunicação estejam tão altos que vocês não consigam mais ouvir um ao outro, ou seja, quando você diz algo e ele ou ela entendem completamente diferente e vice-versa. Normalmente isso é resultado de mágoas e ressentimentos por situações mal resolvidas do passado que continuam a atuar no presente de forma a trazer prejuízo pessoal e da relação.

É importante que se diga que esse é um processo confidencial e totalmente sigiloso, inclusive entre os próprios cônjuges, quando são atendidos separados, sendo esse um grande diferencial para que os cônjuges se sintam à vontade para tratar de suas dificuldades. O tempo do processo também depende dos clientes e da forma como se sentem atendidos, mas costuma ser mais rápido do que outros métodos tradicionais, pois trata de questões pontuais com foco no futuro.

Se pudéssemos resumir a abordagem dos treinamentos em uma só questão seria: “Até agora foi assim, mas é daqui para frente, como vocês querem que seja?”.

O que faz um treinador de relacionamentos e quando procurá-lo?2016-02-01T16:42:03+00:00
25 01, 2016

A beleza impressiona, mas a autoconfiança deslumbra

2016-01-25T17:30:27+00:00

Por Suely Buriasco

O Boticário volta a causar polêmica com o comercial “linda ex” que mostra três casais que aceitam falar dos motivos pelos quais estão em processo de separação. A surpresa fica para os ex maridos que presenciam a produção de suas ex mulheres no dia da assinatura do divórcio. Muitos estão falando em machismo, eu vejo a exortação da autoconfiança e gosto do tom jocoso com que trataram a questão.

A campanha sob o mote “Acredite na Beleza” foca no poder de se sentir bela e isso não significa estar bela para alguém, reafirmando ideias machistas, mas para si mesma, refletindo autoconfiança. Claro que autoestima vai muito além da beleza física, mas é inegável que sentir-se bela faz uma grande diferença para a maioria das mulheres. E isso não tem nada a ver com padrões pré-estabelecidos, o que conta é o bem-estar.

Durante o processo de divórcio é comum o sentimento de frustração; homens e mulheres frequentemente sofrem a dor da desilusão acompanhada de baixa da autoestima. Uma “injeção” de bons ânimos pode mesmo operar prodígios nesses momentos e, por isso, é muito comum que recém divorciados corram para as academias e centros de beleza. Não havendo exagero, não há nada de mal nisso, muito pelo contrário, é uma forma de voltar os olhos para si mesmo, de se valorizar. Isso é fundamental para a superação do momento e o enfrentamento da nova realidade.

Também chama atenção no comercial a fala dos casais sobre as razões que levaram ao fim do casamento, a realidade frequente do desgaste quando os cônjuges deixam de se olhar, afastam-se e perdem a conexão. Infelizmente essa é uma realidade que presencio todos os dias no meu trabalho: cônjuges que não valorizam um ao outro, que se deixam levar pela mesmice e se acomodam em rotinas enfadonhas e desestimulantes. Vale lembrar que não é o casamento que provoca essa situação, mas a falta de disposição de inovar, de prestar mais atenção em si mesmo e no outro.

Não é o tempo e sim a baixa autoestima que predomina nas relações que perdem a graça e se tornam rançosas e sem vida. A pessoa que não se sente disposta, que não tem admiração por si mesmo, nem pelo outro, dificilmente colabora na construção de um relacionamento sadio e viçoso. Nesse sentido, a busca da própria valorização através da capacitação intelectual, profissional e pessoal somam grande importância.

Sentir-se bela é inegavelmente uma grande alavanca para a autoconfiança feminina, agora observar o espanto dos maridos, desculpem os críticos de plantão, vale o comercial todo.

 

A beleza impressiona, mas a autoconfiança deslumbra2016-01-25T17:30:27+00:00
2 10, 2015

Como superar o momento em que os filhos saem de casa

2015-10-02T16:46:42+00:00

É inevitável passar pela sensação de vazio quando os filhos partem para a própria vida, afinal foram muitos anos de dedicação e casa cheia, mas é possível contornar a situação.
Veja entrevista no site Sempre Família com Suely Buriasco sobre esse assunto.

http://www.semprefamilia.com.br/como-superar-o-momento-em-que-os-filhos-saem-de-casa/

Como superar o momento em que os filhos saem de casa2015-10-02T16:46:42+00:00
24 08, 2015

6 dicas para discutir a relação com êxito

2015-08-18T21:01:38+00:00

Por Suely Buriasco

Naked athleteDiscutir a relação há muito já virou piada, a famosa “DR” tão à gosto feminino e da qual os homens querem sempre escapar. Mas o fato é que discussões do tipo em que só uma pessoa fala e a outra fica irritada são completamente desnecessárias e só pioram as relações já desgastadas.

O que é imprescindível numa relação sadia é o diálogo pelo qual os dois se manifestem e busquem compreender um ao outro. Assim, se entendermos a discussão como uma troca de informação com respeito e consideração dos sentimentos de ambos, não há dúvida que vale à pena.

Nesse sentido algumas dicas são úteis:

1- Escolha um bom momento: é fundamental procurar um momento em que ambos estejam tranquilos e sozinhos.

2- Use abordagem pacífica: a maneira de falar tem grande efeito para a compreensão do outro. Se a pessoa for agressiva ao falar ou receberá agressividade de volta ou será ignorada.

3- Seja claro(a) e objetivo(a): antes de iniciar uma discussão é preciso ter em mente o que se deseja falar e expor sem subterfúgios para evitar que se desvie do principal a ser dito e conversado.

4- Procure não ser repetitivo(a): Não há necessidade de repetir a mesma coisa; têm pessoas que fazem da discussão um ringe e falam descontroladamente sobre o mesmo tema. Se já falou então dê um tempo para a pessoa pensar a respeito.

5- Evite cobranças e críticas: A ideia é falar dos próprios sentimentos em relação às situações e não imputar culpa no outro. Se a pessoa cobra e critica o outro não encontra receptividade para as mudanças que deseja operar na relação.

6- Saiba ouvir: Existe o tempo de falar e o de se dispor a ouvir com atenção. Para que o casal chegue a um acordo que seja bom para os dois precisam falar e ouvir um ao outro. Isso é reciprocidade.

O mal-estar após uma discussão acontece quando o que deveria ser uma conversa, envereda para uma briga. Por isso é importante preparar-se para esse momento com calma e disposição para compreender pontos de vista diferentes.

Quando o entendimento acontece, coloca-se um ponto final no que foi discutido e o mal-estar não persiste.

6 dicas para discutir a relação com êxito2015-08-18T21:01:38+00:00
29 07, 2015

5 dicas para manter a crise econômica longe do seu casamento

2015-07-29T18:50:59+00:00

Por Suely Buriasco

Naked athleteNão é novidade o estrago que os problemas financeiros causam nos casamentos; quando a crise bate as cobranças se avolumam, os ânimos se alteram e a relação se abala, muitas vezes, de forma irreversível. Inclusive trato disso no livro “Mediando Conflitos no relacionamento a dois”. Tudo fica ainda mais complicado diante dessa crise econômica que estamos vivendo, com todo esse bombardeio de notícias ruins e expectativas negativas. Difícil não se contaminar, mas não impossível.Se você quer preservar o seu casamento de todo esse tumulto, olho nessas dicas:

1- Controle a ansiedade e o estresse

Você não vai conseguir guardar seu relacionamento se não cuidar de você primeiro. Reveja suas emoções e se determine a assumir atitudes que proporcionem o seu equilíbrio. Procure ajuda profissional, se for o caso.

 2- Disponha-se a conversar com seu parceiro(a)

O diálogo é fundamental para o entendimento, então lance mão dele e esclareça as suas preocupações. Escute seu cônjuge com atenção e, afetivamente, proponha acordos em relação a forma que juntos lidarão com as dificuldades.

 3- Poupe seu cônjuge de cobranças

Cuidado com as críticas e azedumes no trato com o outro. Enfrentar a crise juntos, além de facilitar as coisas para todo mundo, ainda une o casal, então troque cobranças por acordos. Faça o seu melhor e convoque, amorosamente, o(a) parceiro(a) a fazer o mesmo.

 4- Estabeleça um plano econômico familiar

Tomem decisões conjuntas. Caso vocês tenham filhos, dependendo da idade é interessante que participem também. Estabeleçam as necessidades e as despesas que podem ser revistas. Tenham em mente que é preciso viver de acordo com o que ganham e que cortar qualquer excesso é fundamental.

 5- Não permita que a crise seja o centro das atenções

Observe se a crise não tem tirado de vocês a alegria de viver bons momentos juntos. Com criatividade e boa vontade é possível se adequar com desprendimento e viver o que há de melhor, sem estourar o orçamento familiar. Se, por exemplo, não dá para ir ao cinema, convide seu amor para curtir um filme em casa, com direito a pipoca e muito carinho.

De acordo com a Universidade de Utah, nos Estados Unidos, as brigas no casamento por conta do desperdício, seja do homem ou da mulher, aumentam em 45% as chances de divórcio.

O melhor a fazer é dar às dificuldades a importância que elas têm, ou seja, nem subestimá-las nem, tampouco, permitir que elas sejam regentes da vida de vocês. Lembre-se que a crise passa, mas seus efeitos podem ser fatais num casamento.

5 dicas para manter a crise econômica longe do seu casamento2015-07-29T18:50:59+00:00
WhatsApp chat