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12 02, 2024

Como vencer a dependência emocional

2024-02-12T21:50:32+00:00

Na dependência emocional a pessoa se coloca totalmente subordinada a outra sem a qual não se sente segura nem mesmo para assumir as pequenas responsabilidades da vida. O bem estar e segurança pessoal estão intrinsicamente relacionados à presença do outro. É, assim, um grave entrave para os relacionamentos saudáveis, sendo responsável por um dos maiores sofrimentos dos seres humanos.

Origem

A dependência emocional pode ter origem numa educação rígida na qual os pais, bloqueando a liberdade dos filhos, os treinam para sempre dependerem deles. Na fase adulta esses filhos transferem para outra pessoa, normalmente um cônjuge e, na falta deste, um filho, a responsabilidade de cuidar deles.

Em casos mais agudos, a dependência emocional provém do sentimento de rejeição que pode ser real ou imaginário por parte de pessoas significativas em sua vida. Ao não se sentir amada a pessoa passa a viver de conformidade com a vontade do outro na tentativa desesperada de agradar, de se sentir aceita e, principalmente, de não ser abandonada.

Baixa autoestima

A dependência emocional é sempre acompanhada de carência excessiva. O dependente emocional se mostra uma pessoa fragilizada e fraca, que pode causar muitos desequilíbrios em qualquer tipo de relacionamento. Dificilmente uma relação verdadeira e autêntica suporta isso por muito tempo.

Suas emoções só podem depender de você mesmo

A busca da independência, por outro lado, não significa o isolamento. Todos nós dependemos de atenção, afeto, carinho, amor; o problema está no exagero que leva a pessoa a acreditar que não vive sem a outra. Qualquer relação deve ser baseada em trocas equivalentes e supõe pessoas inteiras, cientes de suas emoções, opiniões, crenças e valores.

Vencendo a dependência emocional

Se você se identifica como dependente emocional, precisa avaliar os motivos que o levaram a envolver-se em tamanha insegurança. A partir disso é possível iniciar o trabalho de ajustar-se psicologicamente, assumindo suas próprias emoções e responsabilidades. Nem sempre é um trabalho que se possa realizar sozinho, nesse caso não tarde em procurar ajuda profissional.

Isso jamais será possível sem autoconfiança, portanto o caminho é o de se redescobrir, entrando em contato com seu próprio eu. Mesmo que seja penoso é preciso lidar com a raiz do problema, derrubando ídolos e compreendendo o poder de si mesmo.

Lembrando Rubem Alves: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.

 

Como vencer a dependência emocional2024-02-12T21:50:32+00:00
8 01, 2024

8 dicas para ser mais otimista em 2024

2024-01-08T17:07:54+00:00

Ser otimista tem a ver com escolha, isso mesmo, é possível optar pelo tipo de humor que se deseja. Logo pela manhã você pode escolher sair da cama com disposição ou prolongar o cansaço da noite anterior. Algumas dicas facilitam essa escolha que tem o poder de fazer o seu mundo mais brilhante:

  1. Viva o presente

Uma frase de Antoine de Saint Exupéry elucida muito bem esse pensamento: “Viva o hoje, porque o ontem já passou e o amanhã talvez nem chegue”. É importante fazer planos, mas não se pode viver deles, a vida acontece no presente, assim não deixe que as preocupações perturbem sua paz.

  1. Observe suas necessidades pessoais

Cuide de você mesmo em primeiro lugar, pense em suas necessidades e invista no que lhe causa bem-estar. Longe de ser egoísmo, essa atitude demonstra maturidade, afinal você não será um bom marido ou boa esposa, pai ou mãe, filho ou filha se estiver insatisfeito. Para ser bom para os outros, você precisa ser, primeiramente, bom para si mesmo.

  1. Alimente pensamentos positivos

Não deixe se contaminar com energias inferiores, o mundo já está tão cheio delas, pense em coisas agradáveis e se concentre em objetivos superiores. Afaste-se de tudo que provoque desânimo e inquietação. Um livro, um filme, qualquer coisa que inspire bons pensamentos. Trabalhos voluntários são, comprovadamente, fontes de alegria e disposição.

  1. Conviva com pessoas alegres

Boas energias também contaminam, e muito. Por isso procure conviver com pessoas dispostas, que falam e agem no bem, que buscam realizar sonhos e acreditam em seu próprio potencial. A alegria é uma forma de viver a vida, essa escolha não muda as situações, mas altera totalmente a maneira com que você lida com elas.

  1. Equilibre as suas emoções

Nunca tome uma decisão de “cabeça quente”, isole-se no momento do desequilíbrio, faça exercícios respiratórios, serene a mente e se desapegue de emoções negativas, tais como a ira. Experimente algumas técnicas como meditação, yoga, enfim… Observe o que faz você se acalmar e se dedique a isso antes de qualquer atitude que fará você se arrepender depois.

  1. Aprecie as coisas simples

A vida já é tão cheia de complicações. Faça acontecer momentos de tranquilidade e se deleite com eles. A natureza é grande fonte de paz e bem-estar, procure caminhar em um bosque, acompanhar a vida de uma flor, cuide de animais dóceis e se dedique aos prazeres simples como brincar com seus filhos e parar para um bate-papo despretensioso com a pessoa que você ama.

  1. Mexa-se

Claro que você sabe que os exercícios físicos aumentam a produção da endorfina e, consequentemente, o seu prazer. Exercitar-se faz bem ao corpo e, essencialmente à mente, pois, o cérebro bem oxigenado propicia melhores condições de desenvolver pensamentos mais confiantes.

  1. Espiritualize-se

A fé tem grande poder de transformar a vida da pessoa e inspirar a esperança. Independente da religião, a oração é uma porta poderosa para o bem-estar, a segurança e a paz.

Caso você não consiga por si só seguir esses passos, procure ajuda profissional, não se permita viver triste, negativo e insatisfeito. O otimismo é uma disposição mental que tem o poder de inspirar a transformação necessária para que a vida seja plena de satisfação, mesmo diante das dificuldades.

8 dicas para ser mais otimista em 20242024-01-08T17:07:54+00:00
27 12, 2023

Passo a passo rumo aos seus objetivos

2023-12-27T19:29:33+00:00

Diante da expectativa de um novo ano é natural fazermos planos em torno de objetivos e sonhos que consideramos importantes para a nossa satisfação plena. No intuito de evitarmos frustrações é interessante observarmos que não basta querer; o primordial é fazer acontecer. Assim, nossos desejos mais facilmente se tornarão realidade pela execução de um projeto claro e bem analisado.

Mas como executar um planejamento didático, de fácil entendimento e que nos mantenha focado em nossos objetivos? Vale as dicas em passo a passo:

1º) Reflexão. Você não vai a lugar nenhum sem saber para onde quer ir. O momento é de avaliar seus desejos, perspectivas e possibilidades de execução. Lembre-se que a escolha de um objetivo pode significar alguma perda, então muito cuidado para não inverter valores, optando por coisas que não sejam de real importância na sua vida. Responda para si mesmo essas questões: O que realmente eu quero? O que ganho ou perco com isso? Vale a pena?

2º) O próximo passo refere-se a uma análise mais específica de seu objetivo. Ele é desafiador? É importante que não seja nem tão fácil que você não precise desprender esforços, nem tão difícil que você não se sinta em condições de executá-lo. Os desafios nos impulsionam e nos mantêm motivados na vida.

3º) Agora é preciso que você defina uma data final para que seu objetivo seja alcançado. Digamos que você especifique o final do ano, então você sabe que terá doze meses para agir. Isso é muito importante para a formação das metas que são, na verdade, o que é preciso realizar em pequenos períodos, no caso, meses, para alcançar a data final com sucesso.

4º) Feita a escolha do objetivo e determinado o tempo, agora é papel, lápis e borracha nas mãos. A importância do papel é você ter seu plano materializado; visualizá-lo faz toda diferença. O lápis e borracha também têm um sentido específico: você saber que é o arquiteto de seu plano e que, portanto, pode apagar e reescrevê-lo quantas vezes quiser ou achar conveniente. Isso evitará que você desista de seu objetivo final quando as coisas não saírem exatamente como você previa.

5º) Então é o momento de traçar seu plano. Desenhe uma linha vertical de cima para baixo terminando com uma seta, abaixo escreva claro e sucinto o seu objetivo. Ex: Emagrecer 10 quilos; trocar de carro; escrever um livro; renovar seu casamento; vencer um vício, adquirir determinada virtude e assim por diante. Lembre-se que você pode ter mais de um objetivo, mas é recomendável que trace planos separadamente.

6º) Muito bem, estamos quase lá. Divida a página em linhas horizontais no número que achar conveniente, mas é importante que o período de tempo seja curto para você não desanimar. Assim, se seu plano é para estar pronto em dezembro de 2024, conforme o exemplo acima; trace doze linhas que corresponderão aos meses. As linhas horizontais correspondem as metas por período que você precisa vencer para alcançar o objetivo final. Isso vai facilitar muito! Lembre-se que nas linhas horizontais você pode escrever e apagar, ou seja, adaptando e criando novas alternativas. É preciso estar preparado para o inesperado, criar espaço para as coisas novas. Mantenha intacta, no entanto, a linha vertical; esse é seu grande objetivo e você pensou muito bem antes de elegê-lo, lembra-se?

Seguindo essas dicas você criará em sua mente uma tendência comportamental que o colocará mais apto à realização de seus objetivos e mesmo de um grande sonho. Acredite que você tem esse poder e se dedique a criar programações mentais positivas com foco em suas prioridades.

Desejo-lhe muita sorte, lembrando que até para ter sorte é necessário ação e competência!

Passo a passo rumo aos seus objetivos2023-12-27T19:29:33+00:00
12 09, 2023

Porque fazer Análise de Perfil Comportamental?

2023-09-12T19:45:48+00:00

A Análise de Perfil Comportamental é uma ferramenta utilizada para identificar e compreender os padrões de comportamento de uma pessoa. Ela busca analisar as características, habilidades, preferências e motivações individuais, a fim de proporcionar uma visão mais clara sobre como a pessoa se comporta em diferentes situações. Existem diferentes métodos e abordagens para realizar a análise de perfil comportamental. Cada um deles possui suas próprias características e foco, mas todos têm como objetivo principal fornecer informações valiosas sobre o comportamento humano.

É  importante porque permite que as pessoas se conheçam melhor, entendam suas próprias motivações e preferências, e também compreendam melhor os outros ao seu redor. Com essa compreensão, é possível melhorar a comunicação, o trabalho em equipe, a liderança e até mesmo a tomada de decisões. Além disso, a análise de perfil comportamental também pode ser útil em processos de seleção e recrutamento, pois ajuda a identificar o perfil mais adequado para determinada função ou equipe. Também pode ser utilizada no desenvolvimento pessoal e profissional, auxiliando na identificação de pontos fortes e áreas de melhoria, e na definição de metas e estratégias para o crescimento.

A análise de perfil comportamental é uma ferramenta valiosa para compreender e melhorar o comportamento humano, tanto a nível individual quanto coletivo. Ela proporciona insights importantes sobre as características e motivações de cada pessoa, auxiliando no desenvolvimento pessoal, na melhoria das relações interpessoais e no alcance de objetivos.

Porque fazer Análise de Perfil Comportamental?2023-09-12T19:45:48+00:00
23 07, 2023

Palestra “Faça a sua Parte”

2023-07-23T22:41:27+00:00

Alegria imensa em participar do maior evento on-line de desenvolvimento pessoal em sua 5* edição – Virada Existencial – dos dias 30 de julho a 6 de agosto.
Muitas lideranças de diversas áreas estarão compartilhando suas experiências através de mini cursos e palestras. União de pessoas que acreditam e realizam com amor os seus propósitos.
O evento é gratuito e você também pode fazer essa virada na sua vida. Siga o @viradaexistencial no Instagran, comente “quero” em qualquer postagem e saberá como.

A minha palestra – live será no dia 04 de agosto das 17:00 às 17:30hs no meu perfil do Instagran @suelyburiasco . O tema é Faça sua Parte pela busca do que você deseja. Vamos juntos?!

Palestra “Faça a sua Parte”2023-07-23T22:41:27+00:00
23 07, 2023

7 posturas que você precisa abolir para ser feliz

2023-07-24T22:37:08+00:00

Muitas vezes complicamos a nossa própria vida com atitudes totalmente dispensáveis, ou seja, que poderiam ser evitadas em prol da nossa paz. Parece que nos colocamos no piloto automático e não analisamos o que temos feito de nossas vidas, até que algo nos afete profundamente. Quase sempre é a dor que nos inspira a refletir nas mudanças necessárias. Mas não precisa ser assim, artigos como esses têm por objetivo despertar seus leitores para a importância de transformar tudo o que lhes é prejudicial.

Abolindo essas posturas você facilita muito sua vida e, certamente, se sentirá muito mais feliz.

  1. Necessidade de estar sempre certo

Ter razão sempre é uma ilusão perigosa e prepotente. Perigosa porque é uma carga muito grande a ser carregada, o que pode levar a prejuízos de toda ordem. E prepotente porque ninguém tem essa capacidade. Deixe de ser o “dono da verdade” e aceite o desafio do aprendizado.

  1. Crenças limitantes

Durante a vida vamos acumulando crenças do tipo “é impossível”, “Não sou capaz” ou coisa assim. Por isso é preciso, de tempo em tempo, revisar nossas crenças e desistir de todas que nos impeçam de ser e fazer o que é melhor para nós mesmos e para os que nos rodeiam.

  1. Reclamar

Parar de se lamentar das pessoas, da vida, de tudo… A maneira como você enfrenta as diversas situações é que produzem os seus sentimentos. Cultivar pensamentos positivos, ser otimista e buscar o melhor de tudo e todos é garantia de serenidade e bem-estar.

  1. Criticar e culpar os outros

Críticas e julgamentos são potentes consumidores de energia positiva, enquanto que a compaixão é geradora. Assuma as responsabilidades que lhe cabem e desista de culpar os outros e dar desculpas por suas falhas.

  1. Viver o passado

O passado só serve por referência, não vivemos mais lá. Desapegar-se do que já passou é livrar-se das mágoas e culpas, um exercício de perdoar a si mesmo e aos outros. Livrar-se do passado é um ato de libertação que permite vivenciar o novo e evoluir.

  1. Necessidade de impressionar os outros

A preocupação com a crítica alheia é uma das maiores fontes de ansiedade e depressão. Lembre-se que você não precisa agradar todo mundo, você só precisa dar o seu melhor sempre. Reconhecer seus próprios esforços é que lhe trará o sentimento do dever cumprido, o resto é desgaste inútil de tempo e saúde.

  1. Resistir a mudança

Acredite: mudar é muito bom! O que faz alguém resistir às mudanças é o medo do novo, pura insegurança. É preciso optar por mudar tudo o que não está bom ou que pode melhorar, sair da zona de conforto e agir em favor de si mesmo e de quantos puder inspirar. Na natureza tudo está em movimento, essa é a nossa essência.

 

Se você identifica uma ou mais dessas posturas em seu comportamento inicie, com urgência, o trabalho de mudar. A felicidade é um sentimento muito bom, não vale a pena ser adiado.

7 posturas que você precisa abolir para ser feliz2023-07-24T22:37:08+00:00
12 06, 2023

Namorar? Para quê?

2023-06-12T18:03:25+00:00

Nosso mundo que tem sido marcado por grandes mudanças, uma época em que muitas pessoas desejam inovar, quebrar velhos paradigmas e, enfim, agir de forma diferente. Acho isso muito interessante, desde que haja uma análise do que e como mudar, afinal as transformações deve ser a favor e nunca contra o nosso bem-estar. Alguns jovens e até mesmo adultos descomprometidos se opõem ao namoro, o que é lamentável, afinal o namoro representa uma fase importante de amadurecimento pessoal e da relação.

É preciso analisar o quanto o namoro pode ser benéfico antes de pensar em descartá-lo, sem dúvida namorar é manter o coração pleno de carinho e amor pelo outro. Pensemos um pouco mais na função do namoro antes e depois do casamento:

Antes do casamento

O namoro é um período importante no início de uma relação, pois implica no compromisso de reconhecer e validar os próprios sentimentos em relação à outra pessoa. É assim uma forma do casal se conhecer melhor e ter certeza antes de uma decisão tão séria quanto o casamento. Inconscientemente as pessoas querem se mostrar melhores e mais interessantes quando se conhecem e se dedicam à conquista, esse é um momento de paixão que, muitas vezes, cega os apaixonados. Apenas com o passar do tempo é que passam a agir normalmente e assim é possível uma maior visão do que seja viver juntos. É fundamental que esse discernimento aconteça nessa fase, para evitar sofrimentos futuros, assim como afirmou Camilo Castelo Branco: “Entre namorar e amar, está o refletir”.

 Depois do casamento

Quando o casal se decide pelo casamento, ampliando e fortalecendo o compromisso entre si, a fase do namoro é substituída pela construção de uma nova família. Claro que as necessidades passam a ser diferentes e a responsabilidade por satisfazer todas elas também; a intimidade se instala pouco a pouco evidenciando afinidades e diferenças que precisam ser adaptadas à nova realidade. Mas também no casamento o namoro tem grande importância e merece todo cuidado, através do cultivo de momentos de entusiasmo, alegria na convivência, carinho e manifestações amorosas. Faz parte da edificação da família que o casal tenha bons momentos juntos, que saiam sozinhos, que conversem amenidades, divirtam-se e, enfim, que namorem. Num casamento feliz os cônjuges jamais deixam de ser enamorados e demonstrar amor um pelo outro.

Assim, em qualquer época do relacionamento é sempre sábio manter o vigor da relação, provocando e vivenciando o entusiasmo do namoro. Perder-se de amor, mesmo que em breves momentos, sentir o coração disparar e a respiração acelerar pelo simples fato de estar com quem se ama. Namorar causa grande bem-estar físico e emocional; desperta alegria e predispõe a um estado de euforia que apenas os enamorados conhecem.

Namorar? Para quê? Para ser feliz e fazer feliz, para manter o coração jovem e, enfim, porque namorar é tudo de bom.

Namorar? Para quê?2023-06-12T18:03:25+00:00
17 10, 2022

Decisões que fazem o amor crescer

2022-10-17T22:16:22+00:00

Quando tomamos decisões aceitamos o desafio de agir conforme a vontade expressa. Listei algumas sugestões para você refletir:

Faça de seu casamento uma prioridade

Você deve estar disposto a comprometer seu tempo e energia para buscar alternativas edificantes que fortaleçam a união de vocês. Então, o primeiro passo é tornar a melhoria do relacionamento uma prioridade. Se essa pessoa é mesmo importante para você, supere mágoas e desestimule o orgulho que limita você.

 Acentue o positivo

Todas as pessoas têm pontos positivos e outros nem tantos. Também é preciso considerar as diferenças; o que é positivo para um pode não ser para outro. Enfim, positivo em um relacionamento é o que faz ambos se admirarem. Defina isso e dê ênfase no bom e belo que há em vocês. Cá para nós, se você acha que tem mais coisas ruins do que boas na vida de vocês, então o que você está fazendo nesse relacionamento? Cuidado com a tendência de evidenciar o negativo!

 Analise regularmente a relação

As pessoas mudam com o tempo, coisas consideradas boas em algum momento da vida podem deixar de ser. Não se pode entender um relacionamento como algo estático. É preciso estar atento aos movimentos para não perder o eixo de equilíbrio da relação. Diálogo é fundamental para analisar a saúde do relacionamento, então não se esqueça de fazer check-ups regulares.

 Esteja junto

Não basta estar presente, estar junto é se envolver na vida do outro. Significa focar e ouvir seu parceiro. É preciso que haja qualidade no tempo junto, envolvimento emocional. Às vezes, as pessoas pensam que estão juntas, mas não observam as necessidades do outro, pois estão muito ocupadas com seus projetos, TV ou Internet.

 Use a linguagem do amor

Não é tanto o que se diz, mas como se diz que faz a diferença. Cobrança, queixume, agressividade só pioram qualquer situação. Aprenda a se comunicar de forma pacífica e afetuosa. A linguagem do amor pode ser praticada por palavras, tempo de qualidade, presentes, atos de cooperação e toque físico. Faça com que seu parceiro se sinta amado e apreciado.

 Perdoe de alma e coração

O perdão é fundamental para os relacionamentos saudáveis, porque nunca fazemos tudo certo o tempo todo. Em algum momento você vai errar e com seu cônjuge não será diferente. Pequenas e continuadas mágoas fazem grande estrago na vida, então deixe-as ir. Supere suas próprias falhas e as de seu parceiro, buscando renovar e melhorar sempre o relacionamento de vocês.

Independentemente de seu relacionamento estar em risco ou em ótima fase, essas são decisões inteligentes que podem ajudar a fortalecer seu relacionamento ao longo do tempo.

Decisões que fazem o amor crescer2022-10-17T22:16:22+00:00
8 08, 2022

Você está em um relacionamento desequilibrado?

2022-08-08T21:19:23+00:00

Não é fácil admitir que os problemas estão se avolumando, mas “tapar o sol com peneira” nunca foi solução. O melhor é encarar a realidade até para decidir qual a melhor forma de lidar com ela.

Quando apenas uma pessoa se dispõe a buscar o bom entendimento e se esforça pelo bem da relação, o desequilíbrio é evidente. Um relacionamento saudável exige que ambos os cônjuges trabalhem de forma igualitária nesse sentido. O egoísmo prejudica qualquer tipo de relação, especialmente, o relacionamento amoroso. Se seu cônjuge é individualista e controlador, provavelmente é hora de tomar uma decisão.

Para tirar a dúvida de que o seu relacionamento é desequilibrado, observe esses sinais baseados nessa matéria:

Você se sente sufocado(a)

Relacionamento não tem a ver com controle, e sim com alinhamento. Se seu parceiro quer controlar a forma como gasta dinheiro, com quem anda, como se veste ou com outras decisões, considere acesa a luz do alerta vermelho. As pessoas que procuram controlar seus parceiros são inseguras e temem que o outro perceba que a vida é melhor sem o relacionamento. A liberdade é essencial para a felicidade humana, um relacionamento saudável é aquele em que ambos respeitam a individualidade de cada um.

Baixo índice de interação positiva

John Gottman é um pesquisador de casais famoso por prever o divórcio com 90% de precisão. Seu método é conhecido como 80/20 e é baseado na observação das trocas positivas e negativas dos parceiros enquanto se comunicam. Segundo o pesquisador, os casais devem ter pelo menos 80% de interações positivas e os outros 20% nunca podem ser resolvidos. A ideia é focar nos 80% e não se concentrar nas fontes de conflitos, isto é, nos 20%. Parece ser um índice interessante já que cada pessoa é um universo único e o consenso é fundamental na edificação de um relacionamento harmonioso e equilibrado.

A ausência é desejada

Muito preocupante quando o desejo de estar junto se esvazia e os cônjuges preferem a ausência um do outro. O ambiente torna-se tenso sempre que estão juntos, brigas ou longos silêncios se evidenciam causando infelicidade. Você começa a perceber que a vida é muito mais fácil e prazerosa quando o parceiro não está por perto e faz o que pode por manter esse afastamento. É preciso coragem para admitir que um relacionamento não é o que se esperava, mas viver se enganando é muito doloroso.

O fato é que é melhor estar sozinho(a) do que em um relacionamento desequilibrado. Não vale a pena se esforçar por alguém que não se esforça por encontrar uma maneira de viver bem com você. Portanto, está valendo o velho ditado: “Antes só do que mal acompanhado”.

Você está em um relacionamento desequilibrado?2022-08-08T21:19:23+00:00
2 04, 2022

4 Dicas para entender seu amor

2022-04-02T00:40:05+00:00

A incompreensão é sempre fonte de conflitos e representa um dos principais motivos do desgaste em muitos casamentos. Compreender nem sempre é fácil, pois exige empenho e renúncia. Contudo, devido à importância da questão vale observar algumas dicas:

1- Desenvolva empatia

É fundamental para o processo de entendimento que o casal busque uma proximidade maior, procurando entender os aspectos emocionais de cada um. Para desenvolver a empatia é preciso concentrar-se em entender as razões do outro, despindo-se da pretensão de julgá-lo. Ser empático não significa pensar como o outro, mas com o outro.

 2- Observe os aspectos motivadores

Para saber o que motiva seu amor é preciso dar-lhe liberdade para se expressar. Nada pode ser mais desmotivador em um relacionamento do que a falta de respeito à individualidade do outro. Somente pessoas inseguras veem nisso uma ameaça, portanto, autoconfiança é fundamental para entender as necessidades individuais do outro.

 3- Converse afetuosamente

Manter o hábito de trocar ideias e informações é sempre muito sadio, afinal a possibilidade de entendimento se amplia consideravelmente. Como lembra o terapeuta Igor Cury: “O silêncio é um texto fácil de ser lido errado“. Para haver entendimento é preciso comunicar-se de forma eficaz: falar claramente e ouvir atenciosamente com muita gentileza e carinho.

 4- Observe a fisionomia

A fisionomia é um elemento importante para o entendimento, pois muitas vezes diz mais do que palavras. É importante conectar-se pelo olhar, pelos gestos e pela fisionomia. Um casal em boa sintonia compreende a mensagem silenciosa do outro, nas palavras de Fernando Pessoa: “Há tanta suavidade em nada dizer e tudo entender…“.

 Entendimento é imprescindível para o sucesso da relação, portanto viver harmoniosamente é um grande desafio que exige muita dedicação, mas que, certamente, vale muito a pena.

 

4 Dicas para entender seu amor2022-04-02T00:40:05+00:00
14 03, 2022

O Coaching e a Comunicação Inteligente

2022-03-14T19:50:06+00:00

Um dos fatores predominantes na construção de conflitos é a maneira como as pessoas expõem seus próprios pontos de vista. Isso é tão interessante que, muitas vezes, duas pessoas se desentendem mesmo pensando da mesma forma sobre alguma razão. Na verdade, o que determina o grau de entendimento é a forma pela qual a comunicação é desenvolvida, ou seja, não é tanto o que se fala, mas como se fala.

A imposição dos próprios valores é um grande entrave nos relacionamentos, pois, representa o desrespeito aos valores alheios. Julgando e rotulando pessoas acabamos por marginalizá-las, conferindo-lhes um lugar perpétuo imposto simplesmente pela discordância de ideias. Dessa forma não é possível desenvolver uma comunicação eficaz, muito menos manter um relacionamento saudável.

Pela empatia abrimos novas alternativas e intensificamos as possibilidades de entendimento com as pessoas que, de alguma forma, convivem conosco. Afinal, a empatia nos inspira a dar significado aos sentimentos e convicções alheias. Isso é engrandecedor, pois amplia nossa habilidade de entender e se fazer entendido socialmente.

A comunicação empática tem por consequência melhorar nossa aptidão em construir bons relacionamentos, estabelecidos não simplesmente pela afinidade de pensamentos, mas substancialmente na consideração e respeito ao outro. Trocando em miúdos; você pode se relacionar bem com qualquer pessoa, mesmo que ela pense muito diferente de você. Não se trata de mudar as próprias concepções, mas essencialmente de permitir que as outras pessoas também tenham as suas e, mais ainda, que tenham esse direito, assim como você mesmo.

Ao compreendermos sentimentos que não são nossos, envolvemo-nos na compaixão e desbloqueamos os canais de transmissão e recepção das mensagens. Assim entendemos que, na maioria das vezes, o que impera nos conflitos de relações não é o “certo ou o errado”, mas sim o “diferente”. Acabamos por usar as diferenças a favor da harmonia, nisso reside um grande crescimento pessoal que, fatalmente, terá reflexo em todos os níveis de nossa vida. O Life Coaching facilita esse entendimento, além de trabalhar a comunicação, através do conhecimento aplicado, de forma a melhorar habilidades para o desenvolvimento de relacionamentos mais maduros, satisfatórios e, porque não dizer, felizes.

O Coaching e a Comunicação Inteligente2022-03-14T19:50:06+00:00
15 11, 2021

Seu comportamento; sua vida.

2021-11-15T18:06:01+00:00

Recebo várias mensagens de pessoas que se dizem insatisfeitas com a própria vida: relacionamentos difíceis, ciúmes, solidão e por ai vai. Muitos sabem apontar a insatisfação, mas poucos compreendem que ela pode ser consequência de seus próprios comportamentos. O fato é que quase sempre são as nossas ações que produzem os resultados pelos quais reclamamos. Portanto, se você quer sair desse engodo e criar para si uma vida mais feliz, comece por promover uma mudança comportamental na sua vida.

O que é mudança comportamental?

É uma transformação dos próprios atos a partir da identificação de um comportamento improdutivo ou que provoque qualquer mal ou desconforto. O primeiro passo é, pois, procurar decifrar qual hábito está sendo nocivo na sua vida e assumir a responsabilidade por suas próprias insatisfações. Esquecer desculpas e parar de culpar os outros são medidas fundamentais para promover a mudança que você deseja na sua vida. O objetivo é mudar os padrões de pensamento e ação para mudar os resultados.

Por que mudar?

Muitas pessoas identificam o que precisam mudar, mas não se sentem capazes de fazê-lo. Escuto muito coisas do tipo: “eu sei que esse ciúmes está acabando com o meu relacionamento, mas não consigo mudar” ou “jogo minha ansiedade na comida, não posso me controlar”, ou ainda “sou egoísta e afasto as pessoas de mim, mas não sei ser de outro jeito”. Alguns são tão inflexíveis que se deixam afetar pela síndrome da Gabriela: “Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”. Parece que não se conscientizam do sentido evolutivo da vida: transformar-se continuamente para viver melhor e mais feliz.

Como promover essa mudança?

Esse é um passo fundamental para a sua felicidade: saia da zona de conforto, lute e dê o melhor de si para substituir hábitos negativos por positivos, seja uma pessoa proativa. Cada vez que sentir desânimo lembre-se de que está em suas mãos ter uma vida mais produtiva, um trabalho prazeroso, uma família harmoniosa e relacionamentos empáticos. É a sua vida e, portanto, você pode e deve transformá-la a fim de ser uma pessoa realizada e feliz consigo mesmo.

Como o Coaching facilita a mudança de comportamento?

Com técnicas efetivas e cientificamente comprovadas para gerenciar comportamentos, o Coaching apresenta ótimos resultados. Um coach é alguém que disponibiliza e monitora ferramentas que preparam o coachee ou cliente para o enfrentamento das dificuldades com foco nos resultados esperados. Dessa forma, a mudança comportamental acontece mais facilmente pela ação dos métodos aplicados. O Coaching ajuda você a definir onde está , onde quer chegar e qual é o caminho até lá.

Mudanças comportamentais são imprescindíveis para a realização de qualquer pessoa, seja na vida pessoal como na profissional e, portanto, são medidas urgentes. Lembrando Sêneca: “Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”.

Seu comportamento; sua vida.2021-11-15T18:06:01+00:00
4 06, 2021

Frustrações, decepções, desilusões e Cia Ilimitada

2021-06-04T22:16:32+00:00

Em algum momento da vida todos atravessamos sentimentos angustiantes que nos fazem experimentar nossas próprias limitações. Perda de entes queridos, perdas materiais, traição conjugal, de amigos ou familiares… Enfim, várias situações que nos acometem causando grande sofrimento.

Frustração é um sentimento de impotência diante de algo esperado que não acontece, um desejo que não se realiza, uma expectativa que fracassa.

A frustração causa certa desestruturação emocional e, em alguns casos, pode apresentar consequências sérias. Em contrapartida, esse sentimento é essencial para o desenvolvimento mental, afinal, a partir das experiências frustradas é possível aprender, crescer e criar novas formas funcionais de interagir com o mundo. Assim, é preciso encarar que a frustração faz parte da vida, sendo fundamental para o desenvolvimento do ser humano.

A decepção acontece quando há uma diferença entre aquilo que esperávamos e aquilo que realmente aconteceu, seja algo que envolve outras pessoas ou somente nós mesmos.

As decepções fazem parte da vida e é preciso aprender a lidar com elas, afinal, quem nunca experimentou esse sentimento?

O abalo emocional é eminente e o sofrimento é proporcional à intensidade desse. A decepção é muito similar à frustração, que também precisa ser experimentada de forma a promover o aprendizado e o crescimento.

A desilusão é consequência da perda da ilusão em relação a uma situação, nos mesmos ou outras pessoas. Acontece quando nossas esperanças se baseiam em supostos direitos, probabilidades ou promessas em relação a nossas crenças que não são universais. Esperamos algo sobre o qual não temos controle e quando essas expectativas não são satisfeitas, sentimo-nos revoltados, adotando frequentemente o papel de “vítima”. A própria palavra ilusão é o contrário de desilusão, logo, se nos desiludimos é porque antes criamos uma ilusão. Essa clareza nos auxilia à superação.

Cada pessoa sente à sua maneira e com intensidade própria, também é individual a maneira de se manifestar, o fato é que ninguém escapa desses sentimentos. Então o melhor é fazer deles um fator que motive alguma ação que nos permita crescer, avançar rumo ao nosso objetivo, questionar e encarar a realidade como ela é. Bom lembrar que, muitas vezes, o abalo emocional é muito grande fazendo necessário a busca de ajuda profissional.

As frustrações, decepções e desilusões são processos naturais, no entanto, sofrer infinitamente por eles não.

Frustrações, decepções, desilusões e Cia Ilimitada2021-06-04T22:16:32+00:00
28 03, 2021

Renovar e Seguir

2021-03-28T16:41:26+00:00

Especialistas afirmam que sentir-se amado é uma necessidade emocional primária nos humanos. Essa necessidade nos acompanha por toda a vida, por isso na infância buscamos afeto dos pais ou responsáveis e na vida adulta dos parceiros amorosos, familiares e amigos. O grande problema é que queremos o amor da forma como o entendemos e as pessoas o entendem de forma diversa. Sim, eu estou afirmando que muitos desencontros acontecem pela dificuldade em entender o que o outro deseja, ou seja, por falta de empatia.

Em meu livro Mediando Conflitos no Relacionamento à Dois conto várias situações que viví e vivo na minha rotina de atendimentos. Casos baseados em fatos reais, guardando total privacidade dos envolvidos. Situações comuns de pessoas, especialmente casais, que se desentendem e sofrem, mesmo se amando. A questão da comunicação é muito séria; falamos o mesmo idioma, mas não a mesma linguagem e nos embaraçamos muito com isso.

Se pensarmos que a nossa natureza clama por amor, entenderemos que essa crise na saúde, se revela e expande para uma crise emocional. Complicado para quem passou a estar muito tempo junto como cônjuges; pais e filhos; irmãos; amigos… Também difícil para os que se afastaram de seus entes queridos. Não tem sido fácil para ninguém! Minha reflexão não tem o sentido de intensificar sofrimento, pelo contrário, acredito que constatar nossas necessidades pode ser o diferencial para sairmos renovados dessa situação que, com certeza, vai passar. A vida é cíclica e eu acredito que aprender o máximo de cada ciclo é trilhar o caminho da nossa evolução espiritual.

No meio dessa reflexão surgiu em minha mente a proximidade da Páscoa e senti que um pensamento de desdobrou ao outro. Afinal, a mais antiga e importante festividade cristã celebra a ressurreição de Jesus ocorrida ao terceiro dia após sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento. Segundo os dicionários ressureição significa “volta à vida”, “reaparecimento” e, em sentido figurado: “energia, vigor, disposição ou vida nova”. Com certeza vivemos um período em que necessitamos ressurgir de nós mesmo para superar tamanhas dificuldades.

Aquele que morreu na cruz é o modelo de todo cristão e Ele nos provou que podemos vencer qualquer obstáculo, inclusive a morte. Isso nos leva a concluir que por maior que seja o calvário, temos condições de enfrenta-lo. Seu maior mandamento é: “Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Sendo o amor a nossa grande necessidade, encontramos no Mestre a bússola precisa para nos orientarmos nesse e em todos os momentos de nossas vidas. Quer ser amado? Ame, simplesmente.

Feliz Páscoa! Feliz renascimento!

Renovar e Seguir2021-03-28T16:41:26+00:00
26 07, 2020

A Fábula do Porco-espinho

2020-07-26T20:34:09+00:00

Conta-se uma história que no norte do planeta, durante um inverno rigoroso, vários animais para não morrer de frio se juntavam em bandos a fim de aquecer-se. O mesmo aconteceu com os porcos-espinhos, entretanto, diante da proximidade com os de sua espécie, acabavam machucando uns aos outros.  Alguns resolveram se separar; mas que triste idéia! Isolados morreram congelados. Os que se dispuseram a estar juntos passaram a ter cuidado para não machucar seus companheiros e sobreviveram ao frio. Usando de uma analogia bastante simples é possível refletir sobre nós, seres humanos, que ao interagir com nossos semelhantes acabamos, muitas vezes, nos ferindo mutuamente. Nossos “espinhos” podem até não serem tão visíveis quanto os do animal da história, mas não provocam menos estragos; refiro-me às imperfeições humanas.

Somos seres sociais, necessitamos, pois, do convívio com os nossos iguais a fim de progredirmos. Tanto é assim que um bebê humano é totalmente dependente, todo o seu desenvolvimento, desde o básico de falar e andar, por exemplo, é fruto do convívio com os mais velhos. Quando adultos além da dependência emocional, precisamos de outras pessoas que sequer conhecemos, afinal alguém trabalhou para que estivéssemos vestidos, calçados, tivéssemos um lugar para morar e tantas outras coisas que muitas vezes fazemos uso sem lembrar que nos foi propiciado pelo trabalho humano. Somos inegavelmente dependentes uns dos outros, mas, na prática, parece que nos esquecemos disso.

Não entendemos ainda essa nossa necessidade de vivermos em grupo. Mesmo nas famílias, as células da sociedade, as dificuldades de relacionamento se avolumam. Tudo porque não tomamos o devido cuidado para que nossos desajustes não provoquem sofrimento no próximo. Cheios de razão, optamos sempre por apontar o “espinho” alheio e as feridas que portamos; mas esquecemos de olhar as chagas que provocamos no outro. Enquanto agirmos dessa forma continuaremos disseminando a dor e o desconforto para nós mesmos e para nossos semelhantes. Por consequência nos sentiremos sozinhos e infelizes, correndo grave risco de não sobreviver ao “inverno” de nossas vidas.

Sejamos inteligentes e nos unamos para superar o frio moral que vem alastrando nosso mundo. Cuidemos, cada um, para que nossos “espinhos” não provoquem mais danos em nossa sociedade.

A Fábula do Porco-espinho2020-07-26T20:34:09+00:00
11 05, 2020

Fé como alavanca de superação

2023-11-10T17:43:48+00:00

Pela etimologia, a palavra fé tem origem no Grego “pistia” que indica a noção de acreditar e no Latim “fides“, que remete para uma atitude de fidelidade. Trata-se do acreditar em algo, ou em alguém, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação. Ter fé é acreditar pela absoluta confiança que depositamos nessa ideia ou fonte de transmissão. Também significa esperança que, independente do que aconteça, tudo pode ser superado.

 

No contexto religioso a fé está aliada na aceitação absoluta dos princípios difundidos por determinada religião e na existência de uma divindade. Todavia, existem pessoas que não se dedicam a nenhum tipo de religião, mas são pessoas de fé. Ou seja, não acreditam em postulados, mas creem em uma força extrafísica e em atitudes que condizem com suas próprias crenças. Há pessoas, ainda, que rejeitam as divindades ou outros seres sobrenaturais. Estes não possuem a fé religiosa, o que não os impede de desenvolver esse atributo de outras formas. A fé está intimamente ligada a confiança, por isso ela pode ser concebida também fora do ambiente religioso.

 

Entender a fé de forma mais ampla nos credencia a relacionamentos harmônicos, afinal, nos livra do grande engodo dos “donos da verdade”. Então nos sentimos tranquilos quanto a respeitar as diferenças, entender que o próximo tem o direito a ter a sua fé e a vivê-la da maneira que melhor lhe convém.

Eu fico pensando em quantas guerras, quantas discussões, quanto sofrimento seriam evitados com isso. E mais, quanto poderíamos estar unidos por um mundo mais justo e equitativo.

 

Diante das adversidades da vida, é preciso acreditar que o amanhã será melhor e que isso depende muito de nossas ações no presente. É a fé que nos impulsiona a dar o próximo passo, a enfrentar os obstáculos e seguir em frente. A fé faz brotar a esperança, sentimento que torna possível colocar em prática o que for preciso para a realização daquilo que almejamos. Portando, ainda que seja apenas em nós mesmos, é de extrema importância para nossas vidas, para nos manter firmes em nosso propósito. Aliada a ação, a fé é o instrumento de transformação mais poderoso que existe. Acreditar e agir, fazer o que nos compete para mudar as situações que nos incomodam é um passo importante em busca de uma vida próspera em todos os sentidos.

Fé como alavanca de superação2023-11-10T17:43:48+00:00
26 04, 2020

O normal pós-pandemia

2020-04-26T23:51:35+00:00

Temos muito mais perguntas do que respostas e isso parece ser também algo muito novo, estamos acostumados a “saber” e ter respostas, mesmo do que não sabemos de fato. Entretanto, vivemos uma realidade em que nem a ciência tem as respostas que precisamos e isso é muito assustador. A pandemia provocou uma crise generalizada fomentando, inclusive, uma crise de significados.

 

Para manter o isolamento social estamos restringido muitas coisas que eram absolutamente normais em nossas vidas. As consequências disso são igualmente inimagináveis. Podemos conjecturar e nos dedicar a passar por esse período de forma menos traumática, sem “receita de bolo” já que é exatamente isso que ninguém tem. Nesse sentido parei para refletir sobre as palavras de Luiz Felipe Pondé e baseado na sua entrevista na CNN no programa “Mundo Pós-Pandemia” procurei narrar o que considerei importante para vencermos esse momento que ele compara com a travessia de Moisés no deserto. Alguns pontos a serem considerados:

 

Solidariedade

Ao afirmar que “todos nós somos iguais perante o vírus” o filósofo e escritor me levou a pensar que a pandemia está fazendo muitos entenderem que a solidariedade não é apenas um sentimento, é sobretudo, uma atitude que visa não só o bem do outro, mas de todos, inclusive de quem pratica. É o redescobrir da solidariedade, um dos pilares da Cultura da Paz. “A economia e a vida caminham juntas”, não se pode exigir nada de quem não tem o mínimo.

 

Relacionamento

Em tempos de isolamento social a saída tem sido os encontros digitais. Mas conforme afirmou Pondé: “a vida é presencial”. Precisamos do contato físico, do abraço, do estar junto. Haverão muitos reencontros felizes no pós-pandemia, muita alegria mas, com o passar do tempo, isso também tende a se normalizar. Por isso é tempo de valorizar mais os familiares e amigos, os que se mantiveram conosco, mesmo à distância.

 

Luiz Felipe Pondê enumerou dicas básicas para manter a saúde mental nessa travessia. Tentarei expô-las o mais próximo do que ouvi:

  1. Não queira ser controlado – a solução não está no outro, não queira que o outro resolva por você. Assuma a responsabilidade do que lhe compete e aja.
  2. Cultive a coragem – Combata em você a percepção que o outro é um transmissor do vírus. Não deixe de dar bom dia, sorrir, mesmo de máscaras. O convívio social diminui o medo. É preciso cultivar o mínimo de humanidade.
  3. Não entre em pânico – Cuidado com a paranoia, “o medo atraia a morte”. Todos os cuidados indicados pelos especialistas são importantes, mas não se esqueça da sua saúde mental.

 

Isso tudo vai passar e, gradualmente, tudo vai voltar ao normal. O que não podemos permitir, e nisso discordando do filósofo, é que essa travessia não provoque mudanças promissoras. Podemos e devemos criar um novo normal, mais significativo e próspero para as nossas vidas.

O normal pós-pandemia2020-04-26T23:51:35+00:00
13 04, 2020

Casamento em tempo de pandemia

2020-04-13T04:21:05+00:00

Em poucos dias do anúncio da pandemia pelo Covid 19 o mundo virou de ponta-cabeça e os relacionamentos foram atingidos em cheio. A necessidade de distanciamento social é um convite para a introspecção, mas nem sempre isso é possível diante de um estresse desse porte. Casamentos enfrentam uma nova e desafiadora realidade.

 

Se nos primeiros dias o espírito de cooperação prevaleceu, com o tempo está pesando, criando natural enfado e originando conflitos. Assumir tarefas doméstica, além do trabalho que veio para casa, o chamado Home Work, pode ter sido interessante no começo, mas já está se tornando um grande desafio para os relacionamentos amorosos. A procura por ajuda online tem aumentado e algumas situações são bastante comuns e me levaram a listar umas dicas para evitar maiores problemas. Afinal, isso tudo vai passar e precisamos estar atentos para que as consequências não sejam mais duradouras ou destrutivas do que a própria crise.

 

1-  Preserve o seu espaço

Se essa é uma atitude sempre muito indicada para quem divide a intimidade de um lar, agora que o tempo de convivência aumentou se tornou crucial.  Claro que está difícil, principalmente, com as crianças em casa, mas, com um pouco de disciplina, é possível. O ideal é que você possa se refugiar algumas horas por dia em um cômodo isolado, se isso não for possível apele para um fone de ouvido, por exemplo.

 

2- Crie novas rotinas

Não é porque não há compromissos externos que a anarquia seja uma boa opção. Nos primeiros dias tudo foi novidade, mas estabelecer novas rotinas evita muita confusão, sem contar que quebra-las acaba sendo estimulante. Criança precisa ter horário e o casal também. Com regras estabelecidas dá para não se cansar tanto e aproveitar melhor o tempo juntos.

 

3- Relaxe

Momentos de introspecção revigoram a mente.  Pode ser orar, meditar, fazer Yoga, enfim. Dedique-se a algo que faça você se sentir relaxado, desprenda-se de preocupações por alguns instantes do seu dia. Tudo está muito ao extremo, os ânimos também, melhor recolher a mente e relaxar o corpo para manter a saúde física e mental.

 

4- Seja paciente

Essa é a regra de ouro. Lembre-se que, assim como você, seu cônjuge está estressado, preocupado e com medo. Isso é natural diante do que estamos vivendo. Procure relevar mais e cobrar menos. Opte sempre pelo diálogo em momentos mais tranquilos. Escute o que não é dito, sinta mais do que interprete. Empatia é fundamental.

 

Talvez vocês nunca tenham tipo tantas razões para estarem juntos e se apoiarem, esse é um grande aprendizado. Amar na alegria é fácil, desafiador mesmo é enfrentar as dificuldades e seguir amando. Acredite: vale à pena!

 

 

Suely Buriasco

 

 

Casamento em tempo de pandemia2020-04-13T04:21:05+00:00
27 03, 2020

Eu acho, você acha e juntos podemos ter certeza

2020-03-27T03:17:55+00:00

Se tem algo que comprovei na Mediação de Conflitos é que existe no mínimo três verdades numa contenda: a de um, a de outro e a que podem construir juntos. O fato é que todos os envolvidos tem suas razões e seus equívocos e quando conseguem entender isso se tornam capazes de resolver ou lidar melhor com seus conflitos.

Isso parece bastante simples: as pessoas se reúnem na presença de um mediador que usa a metodologia acertada para melhorar a comunicação entre as pessoas envolvidas, facilitando o entendimento e a construção de acordos nos quais todos se sintam atendidos. Entretanto, nada que envolve o ser humano é simples. Um dos fundamentos da Mediação de Conflitos é a boa fé e autodeterminação. Ou seja, se uma das pessoas tem interesses escusos ou se está levando vantagem na demanda, fica difícil qualquer tipo de composição. No entanto, felizmente, na maioria dos casos é possível diluir o conflito puxando pelos valores morais e interesses em comum. Isso serve para as demandas judiciais e extrajudiciais, mas também serve para a vida.

Nesse momento de crise pela pandemia do COVID 19 vemos os conflitos se espalharem em todos os relacionamentos, inclusive, os virtuais. Em momentos de crise, infelizmente, esse é um movimento comum e que piora toda a situação. Assim, vale à pena observar essas dicas:

1. Admita: você não é dono da verdade
Faça uma autoanálise, afinal, ninguém está 100% certo o tempo todo e você também não. Pense e vai concluir que, muitas vezes, você mantém a sua posição por orgulho. Ego exacerbado só trás sofrimento e solidão. Tudo bem voltar atrás e, se preciso, desculpar-se. Isso sim é sinal de maturidade.

2. Entenda: você estar certo não significa que o outro esteja errado
Pelo menos não necessariamente. Na grande maioria das vezes a questão não esbarra no certo ou errado e sim no diferente. É possível pensar de maneira diversa mesmo desejando a mesma coisa. É por isso que quando o mediador consegue “pinçar” e evidenciar o interesse em comum tudo se esclarece e surge o entendimento.

3. Acredite: é possível viver pacificamente
A cultura adversarial que a humanidade viveu em toda a sua história está muito arraigada em nossa sociedade, mesmo com todos os avanços que tivemos. Quebrar esse paradigma pode exigir esforço, mas certamente, provoca grande satisfação. Bons relacionamentos são fonte de alegria e autoestima, afinal, exige que tenhamos, primeiro, um bom relacionamento conosco mesmo.

Tudo passa e toda essa crise também vai passar. Cuidado para não carregar o seu futuro de mazelas causadas por desentendimentos e mágoas que podem muito bem ser evitadas agora. Opine sem brigar, discorde com respeito. Seja da paz, todos temos a ganhar com isso.

Suely Buriasco
Mediação e Coaching
www.suelyburiasco.com.br

Eu acho, você acha e juntos podemos ter certeza2020-03-27T03:17:55+00:00
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