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conflitos

26 07, 2020

A Fábula do Porco-espinho

2020-07-26T20:34:09+00:00

Conta-se uma história que no norte do planeta, durante um inverno rigoroso, vários animais para não morrer de frio se juntavam em bandos a fim de aquecer-se. O mesmo aconteceu com os porcos-espinhos, entretanto, diante da proximidade com os de sua espécie, acabavam machucando uns aos outros.  Alguns resolveram se separar; mas que triste idéia! Isolados morreram congelados. Os que se dispuseram a estar juntos passaram a ter cuidado para não machucar seus companheiros e sobreviveram ao frio. Usando de uma analogia bastante simples é possível refletir sobre nós, seres humanos, que ao interagir com nossos semelhantes acabamos, muitas vezes, nos ferindo mutuamente. Nossos “espinhos” podem até não serem tão visíveis quanto os do animal da história, mas não provocam menos estragos; refiro-me às imperfeições humanas.

Somos seres sociais, necessitamos, pois, do convívio com os nossos iguais a fim de progredirmos. Tanto é assim que um bebê humano é totalmente dependente, todo o seu desenvolvimento, desde o básico de falar e andar, por exemplo, é fruto do convívio com os mais velhos. Quando adultos além da dependência emocional, precisamos de outras pessoas que sequer conhecemos, afinal alguém trabalhou para que estivéssemos vestidos, calçados, tivéssemos um lugar para morar e tantas outras coisas que muitas vezes fazemos uso sem lembrar que nos foi propiciado pelo trabalho humano. Somos inegavelmente dependentes uns dos outros, mas, na prática, parece que nos esquecemos disso.

Não entendemos ainda essa nossa necessidade de vivermos em grupo. Mesmo nas famílias, as células da sociedade, as dificuldades de relacionamento se avolumam. Tudo porque não tomamos o devido cuidado para que nossos desajustes não provoquem sofrimento no próximo. Cheios de razão, optamos sempre por apontar o “espinho” alheio e as feridas que portamos; mas esquecemos de olhar as chagas que provocamos no outro. Enquanto agirmos dessa forma continuaremos disseminando a dor e o desconforto para nós mesmos e para nossos semelhantes. Por consequência nos sentiremos sozinhos e infelizes, correndo grave risco de não sobreviver ao “inverno” de nossas vidas.

Sejamos inteligentes e nos unamos para superar o frio moral que vem alastrando nosso mundo. Cuidemos, cada um, para que nossos “espinhos” não provoquem mais danos em nossa sociedade.

A Fábula do Porco-espinho2020-07-26T20:34:09+00:00
10 01, 2019

Aprender e superar: Lidando com as frustrações

2019-01-10T19:24:06+00:00

Muitas vezes somos surpreendidos por situações e pessoas que minam nossas mais caras expectativas. Tudo que parecia certo e harmonioso, de repente, se transforma em um turbilhão. Confusos nos sentimos tristes, decepcionados e, muitas vezes, impotentes. Como lidar com as frustrações em nosso dia a dia? Claro que não existe uma fórmula mágica, cada pessoa deve procurar em si mesmo maneiras construtivas de lidar com essas surpresas indesejáveis. Entretanto é possível traçar um caminho que auxilie cada um na busca da superação. 

Diante das frustrações algumas atitudes são fundamentais: 

  1. Aceitação

Uma das grandes dificuldades humanas é aceitar o que não pode ser mudado. A falta de aceitação nos mantém na dor do passado, perpetuando-a. Muito melhor seria aceitarmos que as coisas são como são e só podemos mudar a nós mesmos e ao que nos compete.

Acostume-se: as coisas nem sempre (ou quase nunca) são como você quer. Tire o melhor proveito disso!

  1. Evite vivenciar a mágoa

Não se magoe se quem você contava lhe virou as costas ou traiu, se o que você almejava não aconteceu, se as coisas não deram “certo”. A mágoa só atrasa a caminhada que você precisa retomar na busca de novas alternativas. Lembre-se de que derrotado não é quem perde, mas quem desiste. Muitas vezes o que tomamos por errado nos levará a algo muito melhor daquilo que considerávamos certo.

A vida lhe colocará de frente a muitos que lhe darão o que nem você poderia esperar!

  1. Não cultive tristeza

É comum que o desânimo e a tristeza acompanhem a frustração, não aceite esse “pacote”. Já não basta a decepção? Então não se entregue e procure motivos para se motivar e retomar à luta por seus objetivos. Claro que é natural o sentimento de abatimento e, inclusive, até certo ponto é saudável, mas não se pode deixar que o negativismo e a tristeza se instalem.

Faça o seu luto, mas lembre-se de sair dele. Busque ajuda profissional sempre que preciso.

  1. Encontre a Paz

Estar em paz não significa não ter problemas, frustrações ou adversariedades. A paz é muito mais do que a ausência de conflitos, tem a ver com o sentimento íntimo e gratificante de agir da melhor forma. É uma harmonia interior que identifica e dá significado a fé em si mesmo e em algo muito maior, que eu chamo Deus.

Nos momentos de crise é fundamental se empenhar não só para fazer o possível e sim para fazer o melhor. O possível a mente pode limitar, o melhor pode surpreender.

Uma forma de viver bem é entender que sempre existe um tempo certo e nem tudo tem de ser da forma como queremos. Aliás, pode ser que seja muito melhor.

 

 

 

 

 

 

 

Aprender e superar: Lidando com as frustrações2019-01-10T19:24:06+00:00
17 11, 2015

Eu vejo humanos e vejo humanidade

2015-11-17T20:01:38+00:00

Por Suely Buriasco

Acho lamentáveis algumas postagens nas redes sociais em que pessoas depreciam a si mesmas ao qualificar o ser humano de forma negativa e generalizada. Ninguém discute que existem pessoas capazes de grande crueldade, atos terroristas, crimes contra a vida. É óbvio que muitos por interesse próprio não se importam em causar danos irreversíveis na vida de seus semelhantes, mas isso não significa que todas as pessoas são assim, certo? Quando generalizamos nos colocamos em posição de desvantagem; é como se nos entregássemos a uma situação que não concordamos e não fazemos parte. Isso é capaz de levar os bons a grande abatimento!

O número de pessoas que repudiam atos criminosos é infinitamente maior, a indignação e o desprezo são incomparáveis. Chocadas com o que está acontecendo no Brasil e no mundo, as pessoas querem mostrar solidariedade, elas realmente se importam, mesmo que não saibam o que fazer e se confundam um pouco. Algumas acabam perdendo o foco e na busca de encontrar culpados se enchem de razão e passam a criticar umas às outras. Muitas vezes se prendem em picuinhas tão desprezíveis que dão a aparência de não se importarem com o principal, mas tudo isso é, na verdade, consequência das formas diferentes de manifestar seus sentimentos de frustração e tristeza. Elas simplesmente não gostariam que as coisas fossem assim.

Com isso não pretendo redimir pessoas de suas mazelas, não estou querendo, em absoluto, tapar o sol com a peneira. Eu apenas estou conjecturando sobre a tolerância em relação a cada individualidade, ou seja, dificuldades e manifestações próprias de cada um. O que busco é uma proposta introspectiva para encontrar respostas próprias e, mais que isso, chegar a conclusões que permitam sair da visão egoística do “eu” e olhar para o macro, o “nós”. O que nosso mundo está precisando é desse sentimento interior que se amplia e se intensifica à ponto de atingir a consciência coletiva.

Embora humanos e como tal únicos, imperfeitos e complexos, muitos são os que já manifestam sentimentos harmoniosos, gentis e solidários. A humanidade não está doente, muitos humanos sim. O bem é infinitamente maior do que o mal e a prova disso é que diante de situações alarmantes as pessoas se unem, se aglomeram, sentem necessidade de ser e estar um pouco menos impotentes. Grupos de apoio, ONGs e muitos outros tipos de agrupamento se fazem em prol do bem.

Eu fiquei particularmente feliz em participar de uma manifestação promovida pela Avaaz que faz trabalho humanitário por todo o planeta e se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. E também me alegrei em conhecer, através de uma rede social, uma dentista mineira que iniciou uma campanha acanhada, mas muito bem organizada em favor dos desabrigados de Valadares. Pequenos atos que tomam grande dimensões quando você acredita no ser humano, releva personalismos e se une em prol de uma causa maior.

Que me desculpem os críticos e pessimistas, mas sim, eu vejo humanos e sim, eu vejo humanidade. E acima de tudo, eu acredito no potencial dos bons e em sua capacidade de transformar o mundo.

Eu vejo humanos e vejo humanidade2015-11-17T20:01:38+00:00
5 10, 2015

A relativização virou tendência

2015-10-05T19:05:39+00:00

Por Suely Buriasco

 outubroVivemos a era da informação. Tudo o que é dito, independente de ser verídico, toma grande proporção; acontecimentos se desdobram em inúmeros fatos compreendidos sob infinitas óticas diferentes, bombardeando nossas mentes e disseminando ideias que podem tomar vulto surpreendente em nossa sociedade.

Uma delas é a tendência à relativização, que significa deixarmos de lado uma visão preconceituosa e aprendermos a ver o outro somente como diferente. De fato, considerar que existem pontos de vista distintos e que não se pode ter todos os fatos como absolutos é mesmo um avanço; sem sombra de dúvida, representa muito à favor da harmonia nos relacionamentos.

Mas é preciso que se entenda que aceitar pontos de vista diferentes não significa, de forma alguma, aceitar a relatividade dos próprios valores e crenças. Explico: roubar, corromper e matar, por exemplo, são atos condenáveis e ponto. Pode se discutir a forma, atenuantes e agravantes, mas o ato em si é absoluto. Infelizmente vemos muitas pessoas querendo desculpar o indesculpável, tornando relativo o que é condenável.

Isso é um risco social cada vez mais latente e tem causado confusões extremamente negativas. Já não acontece de pessoas que praticam crimes, sejam elas menores ou não, postarem seus “grandes feitos” nas redes sociais? Gente que se gaba de ter levado vantagem e se sente orgulhosa de descrever como burla o fisco, o guarda, a vigilância e etc? Não são poucos os que tentam desculpar suas atitudes escusas generalizando negativamente toda uma classe como políticos, empresários, juízes e tantos mais, dizendo: “o que são os meus atos comparados aos deles?”. Então a desonestidade e o crime seriam relativos?

Uma coisa é ser contra a intolerância, outra é taxarmos valores e crenças como preconceito. A intolerância diz respeito à não aceitação do diferente, é uma doença social, responsável por grandes sofrimentos em toda a história da humanidade. Diferente dos valores sociais que representam as regras de conduta e definem a interação entre as pessoas de uma mesma sociedade.

É preciso agir contra a intolerância, mas não podemos permitir que se estabeleça a cultura da relativização, pela qual todas as ações humanas passam a ser relativas. A tendência de dar conformidade aos atos precisa ser freada, afinal todo ato ilícito é condenável e quem pratica um crime é criminoso, seja ele quem for.

Uma sociedade justa reconhece e preza por suas leis!

 

 

A relativização virou tendência2015-10-05T19:05:39+00:00
18 09, 2015

Como se ver livre da inveja

2015-09-18T18:33:33+00:00

Por Suely Buriasco

A inveja é um sentimento que corresponde ao desejo febril de possuir o que outra pessoa desfruta, chegando ao extremo de provocar ódio pela prosperidade e alegria do outro. Um sentimento nefasto, mais comum do que se imagina, pode ser declarado, embora prefira manter-se encoberto, mas de alguma forma está sempre presente em nossa sociedade. A inveja é tão antiga quanto o ser humano, mas muitos dizem que tem se evidenciado na atualidade, instigada pela excessiva exposição das pessoas nas redes sociais.

Dizem que “a Inveja tem sono leve” e, assim, qualquer alarido de felicidade pode mantê-la em alerta. Em tempos em que a privacidade sofre profundas invasões e que as pessoas procuram se mostrar mais felizes do que realmente são, parece que esse sentimento tem tudo para se disseminar. Embora essa seja uma situação verdadeira, penso que a justificativa não é de todo válida, primeiro porque esse sentimento se manifesta em qualquer círculo social e, como vivemos em sociedade, sempre haverá motivo para que ele seja insuflado e, depois, porque quem alimenta esse tipo de sentimento sempre encontrará razão para experimentá-lo.

Como se diz popularmente: “o invejoso tem inveja até de quem passa fome”, ou seja, essa é uma questão íntima que tem a ver com a insatisfação pessoal. A inveja prejudica muito quem a alimenta, trazendo sensações perturbadoras, emoções confusas e mesquinhas que amargam a existência e fazem com que tudo pareça pior do que realmente é. Ninguém sofre mais pelo sentimento de inveja do que o invejoso e o pior é que acaba se vitimando e tornando a própria vida um suplício de consequências inusitadas.

Diante dessa realidade penso que deveríamos nos preocupar muito mais em não alimentar a inveja do que nos ocultarmos dos invejosos. O problema é que a maioria de nós se sente alvo da inveja, mas muito poucos se colocam na posição de analisar se não alimentam esse sentimento. Bom lembrar que o que nos incomoda nos outros, quase sempre, é o reflexo de nossas deficiências mais íntimas.

Assim, para se ver livre dos prejuízos da inveja, mantendo a saúde física e mental, algumas medidas são essenciais, como evitar comparações, frear os maus pensamentos, os impulsos destruidores em relação a qualquer pessoa e aceitar que a vida de cada um é patrimônio próprio. Isso sim nos livra do mal e blinda a nossa vida da inveja.

Vale a dica!

Como se ver livre da inveja2015-09-18T18:33:33+00:00
8 04, 2015

Ser feliz é mais fácil que ser triste

2018-04-08T19:38:34+00:00

Por Suely Buriasco

FELICIDADENos treinamentos que faço, nos e-mails que recebo e mesmo na convivência com outras pessoas percebo o quanto é difícil simplificar as coisas em prol de se sentir feliz. Tudo parece tão intenso e cansativo, muitas vezes até dramático e as pessoas seguem suas vidas tão distraídas, que parecem não se dar conta de que vivem momentos únicos, afinal, o tempo não volta. Pior ainda é a culpa ao caírem em si e perceberem que para muitos erros não há conserto e é preciso encarar as consequências, porque essas sempre recaem a quem por elas é responsável.

Claro que relacionamentos não são fáceis e, muitas vezes, são mesmo extremamente difíceis, até porque o ser humano é muito complexo. Se pensarmos que não existe nesse planeta uma só pessoa que pense da mesma forma, podemos compreender a tamanha complexidade da convivência. Algumas afinidades aqui, outras ali, mas de todo as diferenças são sempre mais expressivas, até porque é o que nos chama mais atenção. O que muitas vezes não percebo é a conscientização das pessoas de que ter bons relacionamentos é sempre muito mais gratificante.

Nesse sentido vale alguns lembretes:

1- Aceite diferenças

Simples assim, ou melhor, complicado assim, que seja! O fato é que as diferenças fazem parte da vida e aceitá-las é abrir campo para novas possibilidades, tanto para ampliar conhecimentos, como para desenvolver maior compreensão.

2- Você não precisa ter razão sempre

É um grande alívio não precisar estar certo o tempo todo; provar que tem razão é um grande desperdício de energia. Muitas vezes o melhor a fazer é seguir com sua própria opinião e deixar que as pessoas pensem como desejam.

3- Priorize e releve

Nem tudo precisa ser levado “a ferro e fogo”, vale priorizar preocupações e se importar somente com o que realmente é necessário. Releve situações que não merecem a sua afetação.

Ser feliz, sem dúvida, exige grande esforço e um dos maiores é equilibrar o orgulho, mas quem já experimentou a recompensa, certamente, entende o quanto vale à pena, afinal qual o ganho de quem cultiva mágoa ou tristeza?

Pense nisso!

Ser feliz é mais fácil que ser triste2018-04-08T19:38:34+00:00
17 03, 2015

Aceitar o outro

2015-03-17T21:22:46+00:00

Por Suely Buriasco

frase facebook toleranciaNem bem passou o estresse das últimas eleições, consideradas das mais atribuladas da história de nosso país, e as redes sociais já estão novamente sob o impacto de grandes apelos. Os satisfeitos e os insatisfeitos com o atual governo fazem acontecer verdadeiros debates, o que seria muito positivo se não fosse pelas ofensas que voltaram a ser trocadas.

Não é minha intenção aqui entrar no mérito político da questão, especialistas já o fazem com muita propriedade. Nem mesmo dar a minha opinião de cidadã sobre a atual situação do Brasil, embora eu a tenha com muita segurança, não é o caso nesse momento. A ideia é refletir sobre o comportamento humano diante de algo que não considera viável, ou certo. Pensar em como o sentimento de indignação diante das crenças do outro nos afeta, levando muitos a agir de forma intolerante, deseducada e violenta. Isso é o que me preocupa e penso que deve gerar autoanálise: porque o outro me afeta tanto? Qual a importância das opiniões diversas na minha própria opinião?

Melhor não se enganar; se chegamos a perder a compostura por conta das ações dos outros é porque nos causam ojeriza e é muito bom saber por que, principalmente quando nos tornamos violentos e causamos danos. A meu ver a violência jamais se justifica e não podemos exigir nada através dela. E não venha com essa que é esse ou aquele grupo que age assim, porque o que está havendo é uma troca acirrada de ofensas.

Porque é tão difícil entender que existem pessoas que pensam diferente de nós? Como pode ser que o óbvio para uns, seja visto de outra forma por outros? Será que eu tenho o direito de agredir alguém por estar em lado ideológico oposto ao meu? Fico a divagar o quão proveitoso seria se ouvíssemos mais uns aos outros e, mesmo sem concordar, compreendêssemos a complexidade do pensamento humano, assim seguiríamos em paz, cada um em seu próprio caminho.  Lutar por uma causa, ter um ideal é o que enobrece o caráter de qualquer pessoa, mas numa verdadeira luta ideológica, não há lugar para ofensas e ressentimentos.

Esteja você em que grupo estiver não subestime os outros, não os desconsidere ou ofenda. Não faça da sua luta uma guerra antiquada e infecunda. Seja leal aos seus valores e siga agindo da forma que você considera correta e jamais esqueça que é sábio discutir ideias, mas nunca pessoas.

Aceitar o outro2015-03-17T21:22:46+00:00
6 02, 2015

Felizes para Sempre – Uma Afirmação

2015-02-06T15:52:49+00:00

Por Suely Buriasco

felizesA nova série global tem por título uma interrogação, propondo uma reflexão sobre as relações amorosas. “Felizes para sempre?” é uma trama que envolve membros de uma família de origem e das famílias que surgiram desse tronco. A série aborda sentimentos e comportamentos que demonstram a complexidade do ser humano e de suas interações. Descreve, com riqueza de detalhes, problemas conjugais e afetivos de todos os personagens. Claro que o assunto não é novo, mas traição, desencontros amorosos e muitas cenas sensuais são sempre temas que levantam a audiência.

Numa breve alusão à raiz da questão proposta pela série, observamos a história dos personagens Norma e Dionísio que estão juntos há 46 anos, criaram 3 filhos e construíram um casamento estável, mesmo diante das dificuldades naturais de qualquer relacionamento amoroso. No entanto, essa relação, que parecia tão sólida se desestrutura e, assim como acontece no casamento de seus filhos, ambos começam a se envolver com outras pessoas.

O que se pode entender, por trás daquele ponto de interrogação, é que todo casamento seria um desenrolar infinito de conflitos intensos.

É certo que relacionamentos duradouros são construídos ao longo do tempo com muita vontade e determinação, claro que passam por crises mais ou menos intensas, mas o fato é que não se pode generalizar, muito menos de forma tão negativa.

Os casamentos duradouros que conhecemos comprovam que o segredo não está na ausência das dificuldades, mas sim na superação das mesmas. Pessoas que se comprometem, inicialmente com elas mesmas e, por consequência, com seu par, conseguem estabelecer elos de amor e amizade que tornam o relacionamento seguro e feliz.

Uma relação a dois não pode ser considerada um acumulado de vícios e emoções, capazes apenas de provocar prazer momentâneo com consequências infelizes. Os casamentos considerados sólidos e felizes são baseados no amor e é através desse sentimento que as pessoas desenvolvem o companheirismo, respeito, amizade e tolerância, que são fundamentais na edificação de um relacionamento que traga verdadeira satisfação. Podemos dizer que o segredo está na forma como as pessoas direcionam seus próprios sentimentos e emoções.

Viver um casamento feliz não é viver sem nenhum tipo de conflito, mas é sim saber administrá-los e principalmente, é importante que cada um saiba ser feliz consigo mesmo.

A série “Felizes para Sempre?”, além de proporcionar o entretenimento, é uma oportunidade interessante para os casais refletirem sobre a maneira como estão vivendo os seus relacionamentos e os conflitos que podem estar acontecendo. O que fazer para não se chegar a crises e problemas tão intensos? Como evitar a traição e a mentira?

Na próxima semana vou publicar um artigo com algumas dicas importantes baseadas nos métodos da Mediação de Conflitos.

 

 

 

 

 

Felizes para Sempre – Uma Afirmação2015-02-06T15:52:49+00:00
12 12, 2014

Como combater os comentários irracionais nas redes sociais

2014-12-12T14:03:00+00:00

 

frase2Não é de se espantar a indignação que as pessoas manifestam nas redes sociais motivadas pela repulsa às mensagens violentas, insuflando o ódio, a discriminação e as fobias. Existem pessoas que parecem se achar tão vazias, realmente incompetentes, que precisam lançar mão dessas postagens ofensivas para tentar, de alguma forma, ser vistas ou lembradas, mesmo que por algo tão negativo.

O fato é que esse comportamento virtual nos choca, muitas vezes até mais do que na vida real, pois eles nos agridem em nosso meio social. Sentimos-nos como se aquela pessoa estivesse em nossa própria casa, dizendo suas impropriedades doentias. Então desejamos rebater e, para isso, precisamos escolher entre duas posturas: tiramos aquela pessoa do nosso convívio virtual ou retrucamos suas mensagens com veemência.

O problema é que simplesmente eliminar a pessoa pode parecer uma atitude de fuga e essa é uma sensação muito desconfortável, mas retrucar esse tipo de mensagem, quase sempre, é irritar-se em vão. É preciso admitir que ignorar pessoas assim, também é uma forma de enfrentamento e que discutir com elas, além de não promover mudança, ainda pode fazer com que se sintam valorizadas. Se o que nos incomoda é a falta de respeito com a qual fazem esse tipo de postagens, devemos nos lembrar de não agir do mesmo modo e que respeito não significa aquiescência. Dessa forma, livrar-nos do inconveniente de manter qualquer tipo de ligação com postagens ofensivas, parece uma boa ideia.

No entanto, ficar longe dos comentários maldosos não basta; acredito na força da indignação quando a usamos em favor de buscar mudanças. O que indigna você é o que lhe moverá para a luta pela transformação. Assim, uma forma de combater postagens irracionais é usar de seu espaço com racionalidade, buscando postar mensagens educativas, esclarecedoras e reflexivas que alcancem pessoas preparadas para entendê-las e igualmente disseminá-las. O que muda o ser humano não é o que lhe é imposto e sim o que lhe faz pensar.

Por isso acredito que a melhor forma de combater tanta irracionalidade não é retrucando quem as fomenta, mas criando mecanismos que influenciem outras pessoas a refletir sobre o quão irracional é a violência em todas as suas formas de expressão.

 

Como combater os comentários irracionais nas redes sociais2014-12-12T14:03:00+00:00
19 11, 2014

Reportagem Especial fala sobre os conflitos gerados pela separação

2014-11-19T19:49:14+00:00

A mediadora de conflitos, Suely Buraisco, foi uma das entrevistadas pelo Jornal A Tribuna de Vitória em um especial sobre os principais conflitos que envolvem os casais no momento da separação e como é possível superá-los.

Clique na imagem para ler a matéria.

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Reportagem Especial fala sobre os conflitos gerados pela separação2014-11-19T19:49:14+00:00
21 10, 2014

Amigos e familiares entram em confronto nas redes sociais por causa das eleições

2014-10-21T17:53:21+00:00

O jornal Correio do Estado, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, realizou uma matéria, com a consultoria da mediadora de conflitos Suely Buriasco, sobre os confrontos entre familiares e amigos nas redes sociais por causa das eleições.

Clique na imagem e leia a matéria na íntegra.

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Amigos e familiares entram em confronto nas redes sociais por causa das eleições2014-10-21T17:53:21+00:00
16 09, 2014

Curso de Mediação de Conflito

2014-09-16T20:28:11+00:00

Capacitando pessoas de diferentes profissões, para lidar com conflitos, como facilitadores do diálogo e do entendimento.
Um mediador pode atuar em muitos campos de ação, por isso a especialização em Mediação de Conflito é um importante diferencial em qualquer carreira.
Saiba mais sobre esse trabalho no site http://www.suelyburiasco.com.br/?cat=11
Se tiver interesse em saber detalhes sobre o curso envie um email para contato@souzafranco.com

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Curso de Mediação de Conflito2014-09-16T20:28:11+00:00
16 07, 2014

Alemanha leva a Copa e deixa lições preciosas

2014-07-23T14:17:44+00:00

Por Suely Buriasco

A Copa do Brasil deu um show de hospitalidade, confraternização e alegria, os estrangeiros que aqui estiveram fizeram questão de afirmar o quão bem se sentiram. A torcida brasileira, principalmente, foi além do que se esperava, jogou junto e apoiou a Seleção Brasileira mesmo diante do grande vexame contra a Alemanha. Os brasileiros deram um show à parte, embora a grande frustração nos gramados.

Entretanto, quem venceu e levou a Copa do Mundo foi quem realmente se preparou para isso, a grande Alemanha. Não foi um evento de paixão, de improviso ou qualquer coisa assim; foram seis anos de planejamento contínuo e detalhista. Criaram uma forma de jogar e armar jogadas e permaneceram assim, não se deixando levar pela emotividade, ansiedade ou medo, nem mesmo quando estiveram com a vitória em risco. Frios? Não! A palavra que define a maneira como a Seleção Alemã se portou é determinação. O foco dos jogadores e equipe técnica da Alemanha era muito bem definido: vencer.

O espírito de equipe também foi um forte na Seleção campeã, demonstrando amadurecimento, pois, existem jogadores que fazem a diferença, os chamados craques, mas um time inteiro não pode depender deles. Time de futebol é uma equipe que precisa ser treinada de forma coesa em torno de si mesma. Bem verdadeira é uma frase que está correndo nas redes sociais: “Brasil tem Neymar, Portugal tem Cristiano Ronaldo, Argentina tem Messi e a Alemanha tem um time”. É isso!

E, não foi só no futebol que mostrou seu valor. Toda imprensa nacional tem noticiado sobre os muitos feitos da Seleção alemã na Bahia, desde a construção do próprio hotel usando mão de obra local, o convívio com as pessoas, as doações em dinheiro, o espírito de solidariedade. A ação conjunta dos jogadores não se limitou ao futebol, mas certamente se intensificou no gramado. A solidariedade tem um efeito genuinamente motivador e provoca incrível bem estar e alegria. Isso ficou tão claro que ao festejarem a Copa dançaram homenageando a tribo indígena da aldeia Pataxó, uma das beneficiadas pelos alemães.

Planejamento, foco, determinação, espírito de equipe e solidariedade são ensinamentos preciosos que os alemães nos deixam. O que se espera é que não sejam apenas exemplos a serem glorificados; a Alemanha tem muito mais que o melhor time de futebol do mundo. É um país conhecido como modelo na educação, possui taxa de desemprego baixíssima, sendo considerada a maior economia da Europa. Se muito podemos aprender para reformularmos o nosso futebol, muito mais poderíamos aproveitar para somar esforços na busca de um país melhor para todos os brasileiros.

Alemanha leva a Copa e deixa lições preciosas2014-07-23T14:17:44+00:00
21 01, 2014

Suely fala sobre conflito entre mãe e filho no programa Compartilhe

2014-01-21T16:24:48+00:00

No programa Compartilhe do dia 21 de janeiro a Mediadora de Conflitos Suely Buriasco respondeu a seguinte questão:
“Meu filho tem 18 anos e não se ocupa com nada. Não gosto das amizades dele e o centro da vida é a namorada. Não consigo falar com ele porque nós só brigamos. Tenho medo até de ele sair de casa. O que eu faço?”
Compartilhe vai ao ar às terças-feiras, às 11hs, na webtv TVABCD www.tvabcd.com.br

Suely fala sobre conflito entre mãe e filho no programa Compartilhe2014-01-21T16:24:48+00:00
14 10, 2013

Como saber se uma pessoa é falsa e dissimulada?

2013-10-14T20:41:26+00:00

Por Suely Buriasco

suelyAs últimas cenas da novela “Amor à Vida” da Rede Globo envolvendo os personagens Pilar (Susana Vieira), Cesar (Antônio Fagundes) e Aline (Vanessa Giácomo) têm irritado muita gente. O fato é que independente das intenções de Aline, pessoas falsas e dissimuladas, que manipulam facilmente outras assim como ela tem feito com o Cesar, não existem apenas na novela.

Fora da ficção, infelizmente, também é comum pessoas se infiltrarem nas vidas alheias desejando desmoroná-las. É impressionante a agilidade com que se intrometem, passando a influenciar negativamente, insuflando o mal, a discórdia e a desunião nas famílias. Pessoas que se dizem “amigas”, mas que, verdadeiramente, estão prontas para se aproveitar das fraquezas dos outros. Toda vigilância em relação a gente assim é fundamental para se manter alerta.

Não é fácil reconhecer uma pessoa dissimulada, até porque a falsidade é seu ponto forte, mas algumas características podem ser analisadas.

1- Aduladora: Ela se faz sempre presente, disposta a ajudar e fazer “tudo” por você. Muito cuidado com pessoas servis; servilismo pode denotar desvio de caráter e intenções duvidosas.
2- Sedutora: Concorda com tudo, joga charme, mostra-se sempre muito interessante. É uma pessoa extremamente atenciosa e não mede esforços para marcar sua presença. Preste atenção, afinal, o normal é que as pessoas tenham autos e baixos; ninguém consegue ser naturalmente sedutor o tempo todo.
3- Intrometida: Dá palpite em tudo, mas age de forma tão sutil que dá a impressão de apenas estar preocupada com você. É ardilosa e pouco a pouco vai se inteirando de todos os detalhes. Se você prestar atenção perceberá que não sabe quase nada da vida e dos sentimentos dela, mas de você ela sabe tudo.
4- Manipuladora: Sempre afirmando que não quer magoar você, mas “abrir os seus olhos” ela faz o seu jogo pérfido, levando você a ver sempre o lado negativo das pessoas e situações. Atenção com pessoas que evidenciam defeitos ou erros de afetos seus; uma pessoa bem intencionada jamais dispõe contra uma família.

Apesar do efeito devastador que pode causar, a pessoa dissimulada é infeliz, carente e cheia de inseguranças. É, pois, importante desenvolver a compaixão em relação a ela, não guardando ressentimento ou qualquer sentimento negativo; afinal pessoas assim já fazem muito mal para elas mesmas.

Mas o reconhecimento das pessoas dissimuladas é importante para não permitir que elas e suas más intenções influenciem as nossas vidas.

Como saber se uma pessoa é falsa e dissimulada?2013-10-14T20:41:26+00:00
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