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Artigos

10 06, 2026

Liberdade e a coragem de não ser eco

2026-06-10T05:29:04+00:00

Uma das dores mais silenciosas da vida contemporânea é justamente a perda da autonomia de pensamento. Não por falta de inteligência, mas pelo excesso de ruído. Repetem-se discursos, compartilham-se indignações e assumem-se posicionamentos sem análise profunda. O desejo de pertencimento frequentemente fala mais alto que a coragem de pensar diferente. E, quando isso acontece, perde-se algo essencial: a própria consciência crítica.

Hannah Arendt, filósofa que refletiu profundamente sobre comportamento humano, poder e totalitarismo, nos oferece uma provocação extremamente atual. A liberdade, para além do impulso individual, está ligada à responsabilidade pelo impacto de nossas escolhas no mundo e na vida dos outros. Essa visão desmonta a ideia equivocada de que ser livre é agir sem considerar consequências. Afinal, liberdade verdadeira não é simplesmente fazer o que se quer.

Nas relações humanas, esse equívoco aparece com frequência. Quantas vezes a agressividade é justificada como sinceridade? Quantas pessoas acreditam que autenticidade significa dizer qualquer coisa, sem medir os efeitos de suas palavras? No ambiente profissional, isso desgasta equipes. Na vida pessoal, corrói vínculos. Liberdade sem responsabilidade não fortalece relações, apenas amplia conflitos. O medo da rejeição social pode transformar pessoas inteligentes em repetidoras de opiniões alheias. Pensar exige coragem, porque nem sempre o pensamento autêntico encontra aplauso imediato.

Como lidar com isso? O primeiro passo é desacelerar as reações automáticas. Nem toda opinião merece adesão instantânea. O segundo é compreender que nossas escolhas impactam diretamente a convivência. E, por fim, aceitar que autonomia emocional e intelectual exigem maturidade.

Ser livre não é levantar a voz para impor vontades. É desenvolver consciência suficiente para agir com responsabilidade e pensar com autenticidade. É preciso considerar que há uma diferença imensa entre ter voz e apenas reproduzir ecos.

Liberdade e a coragem de não ser eco2026-06-10T05:29:04+00:00
9 06, 2026

Educar para a paz é formar consciências capazes de transformar conflitos em oportunidades de crescimento

2026-06-09T02:07:35+00:00

Essa é uma das mensagens centrais do meu livro Estratégias para Educar no Caminho da Paz, palestras, cursos e treinamentos. Mais do que um ideal, a paz é uma competência que pode e deve ser desenvolvida por meio de atitudes, valores e habilidades relacionais.

As estratégias que compartilho são aplicáveis não apenas ao ambiente escolar, mas também à vida pessoal, familiar e profissional. Aprender a dialogar, lidar com divergências, cultivar empatia e construir relações respeitosas são competências que impactam diretamente nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos e nossos resultados.

Em um mundo cada vez mais acelerado e polarizado, investir na educação para a paz é investir em pessoas mais conscientes, equipes mais colaborativas e ambientes mais saudáveis. Afinal, conflitos sempre existirão, mas a forma como lidamos com eles pode transformar dores em aprendizados e desafios em oportunidades de evolução.

A transformação que desejamos ver na sociedade começa, inevitavelmente, na forma como convivemos uns com os outros.

Educar para a paz é formar consciências capazes de transformar conflitos em oportunidades de crescimento2026-06-09T02:07:35+00:00
20 05, 2026

Quando o amor deixa de ser posse e passa a ser encontro

2026-05-20T03:18:47+00:00

Desde que o ser humano começou a tentar compreender a si mesmo, também busca compreender o amor. Em diferentes épocas, culturas e formas de organização social, homens e mulheres procuraram vínculos afetivos capazes de oferecer pertencimento, acolhimento e sentido existencial. No entanto, embora o desejo de amar seja universal, construir relações emocionalmente saudáveis continua sendo um dos maiores desafios humanos.

Em grande parte das relações adoecidas, o amor deixa de ser encontro e passa a ser tentativa de controle, validação ou salvação. Há quem ame com medo de perder, quem permaneça por medo da solidão e quem transforme o outro em responsável pela própria felicidade. Nesse contexto, qualquer frustração passa a ser interpretada como abandono, e qualquer diferença como ameaça. O relacionamento deixa de ser espaço de construção para se tornar campo de cobranças silenciosas.

O psicanalista Jacques Lacan descreve o amor como o encontro entre dois desejos, não entre duas perfeições. Isso desmonta uma das maiores ilusões contemporâneas: a ideia de que relacionamentos saudáveis são aqueles sem conflitos, sem diferenças ou sem frustrações. Relações maduras não são construídas por pessoas perfeitas, mas por pessoas conscientes das próprias fragilidades e responsáveis pelas próprias emoções. A busca por relações sadias exige algo cada vez mais raro: maturidade emocional. Isso significa compreender que amar não é possuir, controlar ou exigir completude. É reconhecer o outro como sujeito, alguém que possui desejos, limites, dores e individualidade. Relações saudáveis não anulam identidades, elas criam espaço para crescimento mútuo. Também é necessário abandonar a romantização do sofrimento. Muitas pessoas confundem intensidade com amor e acabam normalizando ciúme excessivo, manipulação emocional, dependência e instabilidade constante. O amor saudável não vive da tensão permanente. Ele produz segurança emocional, diálogo, respeito e possibilidade de construção.

Talvez o grande desafio dos relacionamentos humanos seja justamente este: aprender que o amor não vem para preencher inteiramente nossas ausências, mas para caminhar ao lado delas. Porque vínculos verdadeiros não acontecem quando duas pessoas tentam se completar desesperadamente. Eles acontecem quando dois indivíduos emocionalmente conscientes escolhem, todos os dias, estender as mãos um ao outro, sem deixar de sustentar a própria existência.

Quando o amor deixa de ser posse e passa a ser encontro2026-05-20T03:18:47+00:00
29 04, 2026

Quando escutar é mais importante que interpretar

2026-04-29T03:13:27+00:00

Vivemos um paradoxo nas relações contemporâneas. Nunca se falou tanto em comunicação e, ainda assim, cresce o número de pessoas que não se sentem verdadeiramente ouvidas. No ambiente corporativo, isso se revela em conflitos recorrentes, equipes tensionadas e uma sensação difusa de desconexão. Mas esse cenário não se limita às empresas. Ele atravessa casamentos, amizades, relações familiares. O problema, muitas vezes, não está na falta de solução, mas na ausência de reconhecimento.

Há uma tendência quase automática de interpretar rapidamente e oferecer respostas. Parece agilidade, eficiência, produtividade. No entanto, muitas vezes é apenas ruído travestido de competência. Quando se antecipa a interpretação, ignora-se o essencial, a experiência subjetiva de quem fala. E o que não é reconhecido não se dissolve, se repete. Volta em forma de mágoa, silêncio ou conflito.

Foi nesse ponto que Sándor Ferenczi trouxe uma contribuição decisiva à psicanálise. Ao estudar o trauma, evidenciou que o sofrimento se intensifica quando a dor não é validada, o que chamou de desmentido. Não é apenas o que acontece que fere, é não ser reconhecido no que se vive. A partir daí, a escuta deixa de ser um gesto cordial e assume uma dimensão ética. Antes de interpretar, é preciso reconhecer. A empatia deixa de ser apenas uma habilidade relacional e passa a ser um recurso técnico. Não se trata de concordar, trata-se de legitimar a experiência do outro.

Na mediação corporativa, essa diferença é estratégica. Muitos conflitos não persistem por divergência de interesses, mas por ausência de reconhecimento. E o mesmo se repete na vida pessoal. Relações não se rompem apenas por falta de amor, mas pela ausência de escuta. Pessoas não querem apenas respostas, querem ser consideradas.

A proposta é direta, desenvolver uma escuta que sustente antes de explicar. Porque, na prática, não é a falta de respostas que mantém os conflitos, é a falta de escuta. Portanto, escutar é mais importante que interpretar quando a pessoa ainda está tentando organizar o próprio mundo interno. Interpretação precoce, nesse cenário, não é inteligência, é invasão. Parece solução, mas vira ruído.

Escutar é prioridade quando há dor, dúvida, conflito ou vulnerabilidade. Porque, nesses territórios, interpretar cedo demais não resolve, interrompe. Na lógica das relações, primeiro acolhe, depois organiza. Primeiro escuta, depois, se necessário, interpreta.

Quando escutar é mais importante que interpretar2026-04-29T03:13:27+00:00
22 04, 2026

O excesso que nos esgota, e o silêncio que nos falta

2026-04-22T17:53:24+00:00

Vivemos uma era em que o “mais” virou métrica de valor; mais informação, mais produtividade, mais conexões, mais estímulos. No entanto, paradoxalmente, o que se nota é que quanto mais as pessoas acumulam, menos inteiros estão se sentindo. Muitos relatam um ruído constante, quase ensurdecedor, que provoca ansiedade extrema, comprometendo algo essencial: a capacidade de elaborar, de sentir, de se relacionar.

A psicanálise já nos alertava sobre isso muito antes da avalanche digital. Em Relações de Objeto, autores como Melanie Klein e Donald Winnicott mostram que o desenvolvimento emocional saudável depende da qualidade das relações e da capacidade de simbolizar experiências. Quando há excesso, especialmente de estímulos não elaborados, o psiquismo não acompanha e se defende, fragmenta ou simplesmente se desliga. E é exatamente isso que vemos hoje, especialmente entre crianças e adolescentes. Excesso de telas, de conteúdos, de comparações. Uma geração hiperconectada, mas emocionalmente exausta. E, em muitos casos, o acúmulo sequer é de conhecimento, mas de dados desconexos, muitas vezes imprecisos, que confundem mais do que esclarecem.

No ambiente corporativo, o cenário não é muito diferente. O excesso de trabalho, travestido de alta performance, vem sendo naturalizado como virtude. Agendas lotadas, respostas imediatas, produtividade contínua. Mas a conta chega, em forma de ansiedade, conflitos interpessoais e esgotamento.

A psicanálise chama atenção para um ponto crítico, o excesso pode funcionar como defesa. Trabalhar demais pode ser fuga. Informar-se compulsivamente pode ser uma tentativa de evitar o contato com o próprio vazio. Estar sempre ocupado pode ser uma estratégia inconsciente para não sentir. E aqui está um risco silencioso, confundir  movimento com evolução. O caminho não está na negação do progresso, mas na reeducação do uso. Ensinar a pausar, a filtrar, a escolher. Descansar passa a ser competência. Não apenas descanso físico, mas descanso mental, aquele que permite ao pensamento respirar, à criatividade emergir, à subjetividade se reorganizar.

Se esse vazio o consome, lembre-se: menos acúmulo, mais sentido; menos pressa, mais presença. Porque, em essência, não é o excesso que nos preenche, é a consciência do que realmente importa que nos integra.

Suely Buriasco

Mediadora Corporativa e Escritora

O excesso que nos esgota, e o silêncio que nos falta2026-04-22T17:53:24+00:00
15 04, 2026

Mau humor, o conflito que ninguém nomeia

2026-04-15T13:26:45+00:00

O mau humor raramente entra na pauta, mas quase sempre está presente nos conflitos. No ambiente profissional e nas relações pessoais, ele costuma ser tratado como traço de personalidade, algo a ser tolerado ou evitado. No entanto, seu impacto é real: o clima pesa, a comunicação se fecha e a convivência se desgasta. O que muitos não percebem é que o mau humor não é neutro, ele afeta diretamente a qualidade das relações e, consequentemente, os resultados.

Ao longo da minha atuação com mediação de conflitos, observo que muitos impasses não começam em grandes divergências, mas em pequenas atitudes repetidas: tons ríspidos, respostas curtas, expressões de impaciência. Comportamentos que, somados, constroem um ambiente de tensão silenciosa.

É comum que o mau humor seja justificado por fatores externos, como pressão, cansaço ou excesso de demandas. E, de fato, esses elementos existem. Mas há um ponto essencial: compreender a origem não elimina a responsabilidade. Grande parte dos conflitos não nasce da falta de informação, mas da ausência de consciência sobre o impacto do próprio comportamento.

Essa reflexão não é nova. Já na filosofia estoica, pensadores como Epicteto afirmavam que não são os acontecimentos que nos perturbam, mas a forma como reagimos a eles. Isso nos conduz a um ponto central nas relações humanas: a responsabilidade sobre nossas reações.

E é aqui que entra um aspecto fundamental, pouco trabalhado nas relações: a educação emocional. Não fomos ensinados a reconhecer, nomear e gerir nossas emoções de forma consciente. Reagimos, muitas vezes, no automático. No entanto, antes de responsabilidade emocional, existe algo indispensável, o autoconhecimento. Só é possível responsabilizar-se por aquilo que se reconhece em si. Quando a pessoa passa a perceber seus padrões de comportamento, seus gatilhos e a forma como suas emoções se manifestam, abre-se um espaço de escolha. E é nesse ponto que nasce a responsabilidade emocional, a capacidade de responder com consciência, e não apenas reagir por impulso. Esse é, inclusive, um dos pilares da mediação de conflitos. Não se trata apenas de resolver divergências, mas de desenvolver nas pessoas a habilidade de compreender seu próprio papel nas relações e os impactos que geram no outro.

 

O mau humor pode parecer algo pessoal, mas ele nunca é individual. Ele se espalha, contamina o ambiente e influencia a forma como as pessoas se relacionam. Gerir emoções não significa negá-las, mas assumir responsabilidade sobre como elas se manifestam, porque convivência não é apenas compartilhar espaço, é compartilhar impacto. O mau humor pode parecer um traço de personalidade, mas muitas vezes é apenas falta de responsabilidade emocional.

Quando desenvolvemos educação emocional e ampliamos o autoconhecimento, abrimos espaço para relações mais respeitosas, comunicação mais clara e ambientes mais saudáveis. No fim das contas, construir a paz nas relações também passa por escolhas simples e diárias, inclusive a forma como decidimos nos apresentar ao outro.

Mau humor, o conflito que ninguém nomeia2026-04-15T13:26:45+00:00
17 03, 2026

A Conta Sempre Chega: O Custo da Mentira

2026-03-17T18:29:20+00:00

No ambiente corporativo, como em qualquer lugar, a mentira raramente se apresenta de forma escancarada. Ela costuma surgir disfarçada de omissão conveniente, promessa que não se pretende cumprir ou informação “ajustada” para evitar desconfortos. No início parece pequena, quase estratégica. Mas, pouco a pouco, contamina relações, compromete decisões e instala um clima silencioso de desconfiança.

Costumamos dizer “meu avô dizia” ou “minha avó dizia”. Essas expressões carregam uma credibilidade natural, porque associamos a sabedoria à experiência de vida. Meu sogro, um homem muito sábio, repetia: “o mentiroso precisa ter boa memória”. A frase revela uma lógica simples. Para sustentar uma mentira, outras acabam sendo criadas. Em algum momento a memória falha, as versões se confundem e tudo começa a ruir.

Não por acaso, a primeira mentira registrada na tradição humana aparece na Bíblia, em Gênesis 3. Ao distorcer a verdade, a serpente convence Eva de que comer do fruto não traria consequências. O resultado não foi liberdade, mas ruptura. Desde então, a história humana mostra que quando a verdade é manipulada, as relações se fragilizam.

Nas organizações acontece o mesmo. Informações distorcidas geram decisões equivocadas, promessas não cumpridas alimentam conflitos e equipes desconfiadas deixam de colaborar plenamente. A confiança, um dos maiores ativos de qualquer empresa, começa a se dissolver.

Muitas vezes as pessoas mentem por medo, insegurança ou tentativa de preservar a própria imagem. Dizer a verdade pode parecer difícil no primeiro momento. Mas a verdade tem uma força que a mentira jamais terá: ela se sustenta sozinha.

Ambientes onde a verdade é valorizada tornam-se mais seguros, respeitosos e colaborativos. A transparência fortalece relações, permite decisões mais responsáveis e constrói confiança duradoura.

Falar a verdade nem sempre evita consequências difíceis, mas sempre preserva algo essencial: a integridade das relações. E é justamente sobre essa base que se constroem organizações sólidas e vidas mais tranquilas.

A Conta Sempre Chega: O Custo da Mentira2026-03-17T18:29:20+00:00
6 03, 2026

Não permita que uma fofoca se transforme em manchete

2026-03-06T17:38:40+00:00

Toda organização opera com metas, processos e indicadores que estruturam sua performance. Contudo, além dos sistemas formais, há as dinâmicas humanas que moldam o ambiente. Entre elas, a figura do fofoqueiro é quase inevitável. Desconsiderar sua influência é subestimar o impacto das relações informais; saber administrar essa realidade com estratégia e maturidade é sinal de governança inteligente.

A fofoca costuma surgir como moeda de influência informal. Quem não tem autoridade formal tenta conquistar relevância pelo acesso privilegiado à “informação”. O problema é que, na maioria das vezes, trata-se apenas de narrativa distorcida. E narrativa mal conduzida compromete clima e resultados. É preciso distinguir fofoca de informação. Informação gera alinhamento e resolve problemas. Pode ser verificada, tem propósito e contribui para decisões consistentes. Já a fofoca alimenta curiosidade, sustenta julgamentos e dificilmente pode ser dita na presença do envolvido. Um critério simples ajuda na triagem: se não agrega solução, é ruído. Se não pode ser confirmado, é suposição. Se não pode ser dito diante da pessoa citada, é desalinhamento ético.

Empresas que buscam alta performance precisam desenvolver responsabilidade narrativa. Cada colaborador é guardião da cultura. Ao compartilhar algo não confirmado, influencia o ambiente. E aqui entra um ponto crucial: liderança é independente de cargo. Liderar é postura, não posição no organograma. Sempre que alguém interrompe o ruído e incentiva o diálogo direto, exerce liderança. Influência ética não depende de crachá, depende de caráter. É nesse contexto que a mediação corporativa se posiciona como ferramenta estratégica. Ao estruturar diálogos difíceis e promover escuta qualificada, ela neutraliza ruídos antes que se convertam em crises. A mediação não busca culpados, busca clareza. E clareza reduz especulação. Organizações que adotam práticas mediativas fortalecem a confiança e consolidam ambientes mais maduros.
O fofoqueiro prospera onde encontra audiência. Retire o público e a cena perde força.

No mundo corporativo uma frase mal colocada pode virar manchete nos corredores e atingir a reputação até da empresa. Já uma conversa responsável constrói credibilidade.

 

Equipes de alta performance exigem maturidade relacional.

Não permita que uma fofoca se transforme em manchete2026-03-06T17:38:40+00:00
23 02, 2026

Saúde Mental e o Desempenho Corporativo

2026-02-23T21:51:52+00:00

No cenário corporativo atual, marcado por metas exigentes e mudanças constantes, há um fator decisivo para o sucesso organizacional: a qualidade das relações. Empresas são feitas de pessoas, e pessoas produzem melhor quando se sentem respeitadas, seguras e pertencentes.

Falar de relacionamento no trabalho não é romantizar o ambiente profissional, é reconhecer que saúde mental e desempenho caminham juntos. O clima relacional impacta diretamente produtividade, criatividade e sustentabilidade dos resultados. Ambientes adoecem quando prevalecem o medo, a comunicação desrespeitosa, a competitividade excessiva e a ausência de escuta. Relações frágeis geram estresse, ansiedade e queda de engajamento. Em contrapartida, ambientes baseados em respeito, clareza de papéis e cooperação funcionam como fator de proteção emocional. Onde é possível discordar com maturidade, alinhar expectativas com transparência e resolver conflitos com diálogo, os níveis de tensão diminuem e o desempenho cresce.

Cuidar das relações é uma ação preventiva, é gestão inteligente de pessoas e liderança responsável. Nenhuma equipe entrega resultados consistentes sem confiança, e confiança se constrói na comunicação clara, na coerência entre discurso e prática e no reconhecimento do outro como parte legítima do processo.

Conflitos são naturais em contextos diversos. O problema não está na divergência, mas na forma como ela é conduzida. Organizações maduras utilizam o diálogo e a mediação como ferramentas estratégicas. Quando bem geridos, conflitos geram aprendizado e fortalecem vínculos. Ignorá-los ou tratá-los com autoritarismo compromete o capital humano e reduz o desempenho. Empresas que investem em relações saudáveis não renunciam aos resultados, pelo contrário, garantem sua continuidade. Saúde mental no trabalho nasce de uma cultura sustentada por respeito, empatia, diálogo e responsabilidade coletiva.

No fim, resultados sustentáveis florescem onde há confiança. Onde há cuidado, há crescimento. E governar relações é governar resultados.

Saúde Mental e o Desempenho Corporativo2026-02-23T21:51:52+00:00
22 01, 2026

O impacto emocional da volta à rotina

2026-01-26T21:26:25+00:00

O fim das festas chega silencioso, mas a retomada nem sempre. Para muitos, voltar à rotina não vem acompanhada de entusiasmo, vem com cansaço, resistência e, às vezes, um nó difícil de explicar. As férias acabam, as agendas reaparecem e, internamente, a energia ainda parece em modo econômico.

Sentir dificuldade para retomar não é fracasso, é sinal. Sinal de exaustão acumulada, de expectativas altas demais, de demandas que talvez precisem ser revistas. O problema não está em sentir, está em ignorar o que esse sentimento quer nos dizer. A cultura da performance costuma vender a ideia de que o ano começa com força total. Mas a vida real não funciona em botão de liga e desliga. Para quem retorna ao trabalho, aos estudos ou às responsabilidades familiares com o coração ainda desalinhado, a cobrança apenas aumenta o peso da caminhada.

Recomeçar, nesses casos, não significa acelerar. Significa reduzir o ruído. Olhar com honestidade para a própria rotina, renegociar prazos internos, ajustar metas e, principalmente, respeitar limites. Isso também é maturidade emocional e gestão inteligente da vida. Há quem volte sentindo saudade do tempo livre, quem retorne carregando conflitos não resolvidos, quem enfrente o ano com medo, insegurança ou desânimo. Tudo isso existe e merece espaço. Não para paralisar, mas para orientar escolhas mais conscientes. A retomada pode, e deve, ser gradual. Um passo por vez, um dia por vez. Pequenas ações consistentes constroem mais do que grandes metas impostas sem fôlego. Quando o recomeço é tratado com cuidado, ele deixa de ser um peso e passa a ser um processo.

Que este período seja um convite à gentileza consigo mesmo. Porque seguir em frente não exige dureza, exige clareza. E recomeçar, mesmo quando dói, continua sendo uma possibilidade poderosa de transformação.

O impacto emocional da volta à rotina2026-01-26T21:26:25+00:00
6 01, 2026

Como recomeçar com Coragem e Leveza

2026-01-06T12:38:16+00:00

Todo ano nasce com uma promessa silenciosa, será melhor se nós formos melhores para nós mesmos. Desafios sempre existirão, não há planejamento que os elimine por completo. Ainda assim, um ano não precisa ser definido pelas dificuldades, mas pela capacidade de superação, pelo aprendizado extraído e pela leveza de quem decide transformar o próximo ciclo em dias mais vivos, mais intensos e com significado.

Construir um ano feliz é uma escolha estratégica. Começa quando damos real valor aos momentos. Viver o presente com intensidade é um dos maiores atos de maturidade emocional. O agora é o único tempo disponível de verdade. O futuro chega no ritmo certo, sem necessidade de ansiedade. Quando honramos o instante, a vida deixa de ser algo que passa e se torna algo que acontece.

Valorizar as pessoas da nossa vida é parte essencial dessa construção. Presença é o novo luxo. Estar de fato com quem é caro exige intenção, não agenda cheia. Promover encontros, cultivar conversas e criar memórias são investimentos de retorno garantido. No fim, não são os títulos que sustentam a felicidade, são os vínculos. Afeto é capital emocional, ignorá-lo é uma escolha cara demais.

Avançar também pede postura progressista diante da vida. Escolher melhorar sempre, conhecer novas ideias e abrir-se ao novo não diminui quem somos, amplia. Crescimento não acontece por inércia, acontece por decisão. Estagnar cansa mais do que mudar. Quem se permite aprender continuamente renova a própria energia de viver.

O trabalho, por sua vez, merece ser atravessado com força positiva. Não como cobrança externa, mas como coerência interna. Fazer o que é preciso para sentir-se capaz e entregar o melhor possível dignifica o esforço diário. Quando há propósito, o trabalho deixa de ser peso e passa a ser expressão. Excelência não é perfeição, é compromisso com aquilo que se faz.

Perdoar é outro pilar inegociável. Perdoar não é conviver, tampouco aceitar deslizes. Perdoar é liberar espaço interno, sair dos miasmas que enfraquecem e seguir em frente mais maduro e livre. Ressentimento é um lastro inútil, só atrasa a caminhada. Inteligência emocional também é saber soltar.

E nada disso se sustenta sem gentileza. Cobrar menos, julgar menos ainda, olhar o outro com mais humanidade. A solidariedade é um caminho curto para o autoamor. Quem se torna apoio aprende a apoiar a si mesmo. Gentileza não é fragilidade, é lucidez em ação.

Um ano verdadeiramente feliz não é perfeito, é consciente. É feito de escolhas pequenas, consistentes e alinhadas com aquilo que realmente importa. No fim, viver bem não é ausência de problemas, é presença de sentido.

Como recomeçar com Coragem e Leveza2026-01-06T12:38:16+00:00
18 12, 2025

4 dicas para você celebrar um Natal incrível

2025-12-18T02:04:24+00:00

Todo ano é a mesma coisa: muita gente dizendo que a época de Natal é muito triste, pois a falta de entes queridos fica ainda mais latente. Isso sem contar nas reclamações em relação às dificuldades com crise econômica e moral que vivemos, realmente é difícil não desanimar.

Mas o fato é que passar em branco uma data tão importante também não vai fazer bem para ninguém, certo? Então reflita nestas dicas:

1- Estabeleça prioridades

O que representa essa festa? Por que você a comemora? Todos sabemos que o Natal é a principal festa cristã porque representa o nascimento de Jesus. Você é cristão? Se a resposta for não, então não há nada a ser comemorado, mas se a resposta for sim eu penso que a maior prioridade que você deve ter é a fé, certo? Estando a fé nas suas prioridades a comemoração é espiritual e tudo o mais fica em segundo plano. Assim seu coração estará tranquilo e sua alma alegre por acreditar no Cristo e saber que a Ele pode confiar a sua vida; esse é o efeito da fé.

2- Controle a ansiedade

Especialistas apontam que o grau de ansiedade das pessoas aumenta muito nessa época do ano. Também não é para menos, os compromissos profissionais se avolumam com o fechamento do ano, as obrigações cotidianas, maratonas para os preparativos das comemorações e preocupações em relação às despesas.

3- Faça o seu orçamento de Natal e não o extrapole

Viver fora das próprias possibilidades é uma razão muito comum de sofrimento, esse é um dos principais motivos do estresse que acaba afetando todas as áreas de nossas vidas, especialmente os relacionamentos. Seja objetivo ao programar seus gastos com presentes, roupas, viagens e até mesmo com a decoração, ceia e tudo mais. Pare e pense: Natal não é isso e você não tem que seguir o que criaram para essa data, lembrar de qual é a sua prioridade. Pois é, ela não custa dinheiro e não se apoia em nada disso que tem preocupado você. Relaxa, ninguém precisa disso, o que realmente precisamos é ter paz para comemorar a nossa fé em Cristo.

4- Eleja suas companhias

As expectativas de encontrar e ter que conviver com determinadas pessoas no Natal acabam tornando a data pesarosa. Problemas de relacionamento familiares são comuns e essa é uma data realmente complicada de se lidar com eles. É, mas não precisa ser assim, se está difícil conciliar a situação não torne tudo mais penoso, para tanto basta que você não se prenda em tradições, convenções arcaicas e, muitas vezes, rançosas. Com bom senso, flexibilidade, assertividade e muita elegância você pode eleger as pessoas com quem poderá celebrar mais alegremente. Aceite que não existe a possibilidade de você passar com todas as pessoas que ama, mas lembre-se que esse encontro é espiritual e, dessa forma, não precisa estar junto para envolver-se em amor, perdão e gratidão.

Na determinação de comemorar essa data com fé, alegria e boa disposição, entre pessoas queridas e dentro do seu orçamento, certamente você terá um Natal inesquecível, festejado como deve ser, ou seja, espiritualmente.

Desejo um Natal incrível para você!

4 dicas para você celebrar um Natal incrível2025-12-18T02:04:24+00:00
14 12, 2025

Natal da Paz no Theatro Municipal — Uma noite de celebração, encontros e emoção compartilhada

2025-12-15T03:44:58+00:00

O Theatro Municipal de São Paulo, esse monumento vivo da nossa cultura, abriu suas portas com a grandeza que lhe é própria para receber o Natal da Paz, um evento que combinou delicadeza institucional, arte de alta performance e o espírito caloroso que marca esta época do ano. O cenário, já imponente por natureza, ganhou ainda mais brilho com a presença de autoridades, representantes da sociedade civil e convidados que acreditam no poder transformador da cultura.

Fui recebida, com distinção e gentileza, pela anfitriã da noite, Dra Angela Gandra, Secretária Municipal de Relações Internacionais, que conduziu cada momento com a precisão de quem compreende profundamente a relevância de promover a paz por meio de iniciativas simbólicas e agregadoras. Também marcaram presença a Sra Sandra Sabino, Secretária Municipal de Saúde, a Sra Regina Célia da Silveira Santana, Secretária Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, a Sra Dika Vidal, Secretária Adjunta da Pessoa com Deficiência, e a Sra Regina Maria Silvério, Secretária Adjunta de Gestão. Cada uma, à sua maneira, reforçou o compromisso de São Paulo com políticas públicas humanizadas e integradas.

A noite também proporcionou encontros internacionais significativos. Tive a honra de conhecer a Cônsul do Japão Sra. Yoriko Suzuki e reencontrar o Cônsul-Geral do Equador, diálogos que reforçam como a cidade se posiciona globalmente na construção de pontes culturais e institucionais. Da esfera da sociedade civil, estiveram presentes a Sra Ana Karin Andrade, presidente do Instituto Mulheres Solidárias e da APVPESP, além das Embaixadoras do Autismo, Maria Luiza e Ana Maria, da sempre atuante Andrea Bussade e da atriz Rosana Pena, todas figuras que têm ampliado o impacto social de suas causas com dedicação exemplar.

O coquetel que antecedeu o espetáculo foi um capítulo à parte: refinado, acolhedor e estratégico na promoção de conexões genuínas. Após esse momento de confraternização, a Secretária Angela Gandra ofereceu suas palavras de boas-vindas aos convidados e, em um gesto simbólico e afetuoso, nos convidou a cantar juntos “Natal Todo Dia”, criando um clima de unidade que ecoou por todo o saguão.

No palco, a noite se desdobrou em pura excelência artística. A soprano Carmen Monarcha emocionou com sua voz potente e interpretação impecável, seguida pelo colorido vibrante e contagiante do Grupo Mawaca, que trouxe diversidade sonora e alegria. Para encerrar em grande estilo, a cantora Simone entregou uma performance memorável de “Então é Natal”, enchendo o Theatro Municipal de emoção, nostalgia e brilho; um fechamento digno de um evento que fez jus ao nome que carrega.

O Natal da Paz consolidou-se como mais do que um espetáculo. Foi um encontro institucional, cultural e humano que reafirmou valores essenciais: diálogo, acolhimento e a celebração da vida em comunidade. Uma noite ímpar, harmonizada entre tradição, arte e propósito.

Natal da Paz no Theatro Municipal — Uma noite de celebração, encontros e emoção compartilhada2025-12-15T03:44:58+00:00
8 12, 2025

Os dois dias mais importantes da sua vida

2025-12-08T16:06:06+00:00

 

“Os dois dias mais importantes da sua vida são o dia em que você nasce e o dia em que descobre por quê.” Essa frase atribuída a Mark Twain é daquelas que atravessam o tempo como flechas certeiras. Ela nos convida a refletir sobre algo que parece simples, mas é tudo, menos isso: o sentido da existência.

O dia em que você nasce: Início da possibilidade

O nascimento é o ponto de partida da jornada. Mas, curiosamente, esse dia não é totalmente seu. Ele pertence àqueles que celebram sua chegada, que projetam em você esperanças, medos, sonhos. Você, por enquanto, apenas existe. Ainda não sabe quem é, o que deseja, muito menos qual é sua missão no mundo. Nascer é um ato biológico. Viver com propósito é um ato de consciência. E entre esses dois momentos, nascimento e despertar, há uma estrada cheia de desvios, distrações, dores e descobertas.

O dia em que você descobre o porquê: virada de chave

Esse é o segundo grande dia. E, sem dúvida, o mais poderoso. É o momento em que você olha para dentro, confronta seus medos e encontra algo que pulsa com mais força que o ego: um propósito. Pode ser um estalo repentino ou uma percepção sutil que amadurece com o tempo. Mas quando chega, muda tudo. Porque viver com propósito é colocar intencionalidade até no silêncio. É saber por que você levanta da cama todos os dias. A vida deixa de ser algo que acontece com você e se torna algo que acontece por você.

Não é sobre fama. É sobre direção.

Muita gente confunde propósito com meta. Ou com algo espetacular, digno de manchete. Mas o verdadeiro “porquê” não está ligado a aplausos, e sim a coerência. Ele se revela no momento em que seu talento encontra uma necessidade do mundo e você sente vontade genuína de ajudar. Pode estar na criação de um projeto transformador, no cuidado com um familiar, na escuta empática a um colega de trabalho. O propósito nem sempre grita. Às vezes, ele sussurra.

E se eu ainda não descobri?

Calma. Descobrir o propósito não é um evento, é um processo. Às vezes ele chega com a força de um raio. Outras vezes, vem como a maré: de mansinho, mas com constância. Ele pode mudar ao longo da vida, evoluir, se refinar e isso é natural. O importante é estar atento aos sinais: aquilo que te move, que te indigna, que te preenche. Pergunte-se: o que faz meu tempo valer a pena? O que eu faria mesmo sem reconhecimento? É por aí que o “porquê” costuma se esconder.

No mundo corporativo também vale

Essa reflexão não se restringe à vida pessoal. No ambiente profissional, a ausência de propósito se manifesta em desmotivação, conflitos recorrentes e uma produtividade estéril. Empresas com propósito bem definido e colaboradores que se conectam com ele colhem resultados mais saudáveis e sustentáveis. Liderar com propósito é mais do que gerir tarefas: é inspirar, alinhar valores e dar sentido às entregas. Afinal, resultados importam. Mas significado é o que sustenta.

O bônus da jornada

Quando você descobre o porquê da sua existência, a vida ganha profundidade. As dificuldades continuam existindo, mas agora elas servem a um sentido maior. O sofrimento não paralisa, amadurece. As escolhas ficam mais assertivas. As relações, mais verdadeiras. Você deixa de ser um passageiro e assume o volante da sua história.

Entre o dia em que você nasceu e o dia em que descobriu o porquê… vive-se o processo mais transformador da existência. Descobrir esse propósito é a verdadeira revolução silenciosa: não se ouve de fora, mas ecoa para sempre dentro.

E você, já descobriu o seu porquê? Se ainda não, talvez hoje seja um excelente dia para começar a escutar.

Os dois dias mais importantes da sua vida2025-12-08T16:06:06+00:00
8 12, 2025

Natal sem Fome reúne lideranças em noite de solidariedade e compromisso social

2025-12-08T15:36:12+00:00

A campanha Natal sem Fome promoveu uma noite de solidariedade e mobilização no Theatro Municipal de São Paulo, reunindo autoridades públicas, representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias. O evento, que cresce a cada edição, reforça o compromisso coletivo com a redução da vulnerabilidade social e com a construção de uma cidade mais justa e acolhedora.

A celebração foi marcada por emocionantes apresentações musicais e por um coquetel especialmente preparado para receber os convidados, criando um ambiente de confraternização e propósito.

A iniciativa é uma realização da Prefeitura Municipal de São Paulo, da Fundação Theatro Municipal e do movimento Amor se Doa, da Comunidade Tailandesa no Brasil, parceria que tem se destacado pela capacidade de transformar mobilização em impacto concreto para milhares de famílias.

Entre as lideranças presentes estiveram Regina Nunes, primeira dama da capital, que  também representou o prefeito Ricardo Nunes; Sra Eiko Chih, presidente da Comunidade Tailandesa no Brasil; Sra Ana Karin, presidente do Mulheres Solidárias e da APVPESP; Sra Gil Goldin, presidente do Marco Zero; Sr Abraão Mafra, presidente da Fundação Theatro Municipal; e Sra Elza de Souza, ex secretária de Segurança Urbana. Um conjunto de embaixadores que reforça a grandeza e a seriedade da ação.

O Instituto Mulheres Solidárias também marcou presença com uma comitiva expressiva; Lina Hsuh, Marlize Baierle, Dra Rosa Ramos, Dra Kátia Boulos, Rosana Pena, Valéria Inati, Renata de Paulae as Embaixadoras do Autismo, Maria Luisa e Ana Maria. Também os padrinhos de honra o casal Helder Moreirae e Angélica Pimentel, o colunista Ovadia Saadia, além da jornalista e mediadora de conflitos Suely Buriasco, que assina este texto.

O Natal sem Fome é mais que uma campanha; é uma demonstração de maturidade cidadã e um modelo de governança colaborativa capaz de inspirar esperança onde ela é mais necessária.

A ação permanece como um dos marcos mais significativos da agenda solidária da cidade, iluminando caminhos e mobilizando redes de apoio que transformam vidas ano após ano.

Natal sem Fome reúne lideranças em noite de solidariedade e compromisso social2025-12-08T15:36:12+00:00
13 11, 2025

Lançamento do meu livro “Estratégias para Educar no Caminho da Paz”

2025-11-13T02:27:22+00:00

No próximo dia 17 de novembro, às 18h, na sede da Federação para a Paz Universal, localizada na Rua Cardeal Arcoverde, 928 – Pinheiros, São Paulo, viverei um momento de profunda emoção: o lançamento do meu novo livro, “Estratégias para Educar no Caminho da Paz”.

Escrever sempre foi, para mim, uma forma de dar voz ao propósito que guia minha vida, a construção da Cultura da Paz. Esta obra nasceu do projeto Fundamentos da Cultura da Paz na Escola, idealizado por mim e já transformado em lei municipal nas cidades de Ponta Porã e São Paulo. Cada capítulo carrega a essência dessa caminhada: o desejo de promover uma educação que ensine a conviver, compreender e restaurar.

O propósito da obra

Meu objetivo ao escrever “Estratégias para Educar no Caminho da Paz” é oferecer ferramentas e reflexões práticas que auxiliem professores, gestores, famílias e todos que se dedicam ao desenvolvimento humano. Acredito que educar é muito mais do que transmitir conhecimento; é inspirar empatia, estimular o diálogo e criar ambientes onde o respeito seja natural e o conflito, uma oportunidade de crescimento.

A educação para a paz exige consciência e sensibilidade. Por isso, este livro propõe caminhos baseados na mediação de conflitos, na escuta ativa e na comunicação não violenta, conceitos que aplico e ensino ao longo da minha trajetória profissional.

Educar é um ato de amor e de coragem

Aprendi, ao longo da vida, que a paz não é uma utopia; é uma construção diária, feita de pequenas escolhas e grandes intenções. Ela se revela nos gestos de respeito, na escuta verdadeira e na disposição de compreender o outro.
Cada página deste livro é um convite para que o leitor olhe para dentro, reconheça sua própria responsabilidade nas relações e se torne agente de transformação no ambiente em que vive e trabalha.

Uma história de amor e de novos começos

Este livro nasce em um momento de renovação pessoal. Enquanto escrevia suas últimas páginas, nasceu também minha neta Lana e a ela dedico esta obra. Lana representa o recomeço, a esperança e a certeza de que vale a pena plantar sementes de paz para as próximas gerações.

Ter o escritor e conferencista César Romão como autor do prefácio é uma alegria imensa. Sua sensibilidade em compreender o propósito desta obra deu ainda mais luz a esse projeto.

Um lançamento que celebra conexões

O lançamento será mais que um evento literário; será uma celebração da vida, das conexões e da força que nasce quando compartilhamos ideais de bem. Estar cercada de amigos, leitores, educadores e parceiros dessa jornada torna tudo ainda mais significativo.

Com “Estratégias para Educar no Caminho da Paz”, desejo que cada leitor encontre inspiração para transformar conflitos em aprendizados, e compreenda que educar para a paz é, antes de tudo, educar para o amor e para a vida.

 

Lançamento do meu livro “Estratégias para Educar no Caminho da Paz”2025-11-13T02:27:22+00:00
4 11, 2025

O Poder de Transformar Sem Controlar

2025-11-04T20:22:39+00:00

Há um equívoco silencioso que permeia muitos relacionamentos: acreditar que podemos mudar o outro. Tentamos ajustar comportamentos, corrigir posturas, moldar atitudes, como se o amor, o convívio ou a convivência nos desse algum poder sobre o livre-arbítrio alheio. Mas essa ilusão é uma das principais fontes de conflito, frustração e distanciamento humano.

A verdade é simples e libertadora: não controlamos ninguém, apenas a nós mesmos e nem isso é tarefa fácil. E é justamente nesse ponto que reside a força mais transformadora que temos: a capacidade de nos modificar, de rever o que sentimos, pensamos e expressamos. Quando fazemos isso, algo mágico acontece: mudamos a forma como nos relacionamos com o outro, e isso, por consequência, altera toda a dinâmica entre nós.

Relacionamentos não se constroem pela imposição, mas pela influência positiva. Quando escolhemos o caminho da empatia e do respeito, deixamos de tentar controlar para começar a inspirar. As mudanças mais profundas não nascem da cobrança, e sim do exemplo. Quando ajustamos nossa forma de reagir, de comunicar e de compreender, criamos o ambiente ideal para que o outro também deseje evoluir.

Transformar sem controlar é um ato de maturidade emocional. É compreender que cada pessoa tem o seu tempo, suas dores e o seu próprio modo de aprender. É perceber que o verdadeiro poder não está em vencer o outro, mas em vencer a si mesmo, nas pequenas renúncias do orgulho, nas pausas que evitam discussões desnecessárias, nas palavras que acalmam em vez de ferir.

Viver em paz não é viver sem diferenças, é aprender a lidar com elas com sabedoria. E quando decidimos cultivar a serenidade dentro de nós, os relacionamentos ao redor florescem porque a paz interior é contagiante, silenciosa e poderosa.

O Poder de Transformar Sem Controlar2025-11-04T20:22:39+00:00
8 10, 2025

O Limite de Transformar o Outro e a Sabedoria nos Relacionamentos

2025-10-08T01:36:37+00:00

Vivemos, muitas vezes, na ilusão de que podemos “salvar” alguém, moldar comportamentos ou até mesmo mudar formas de pensar que nos incomodam. É como remar contra a correnteza: desgastante, improdutivo e, no fim, frustrante. A verdade é que cada pessoa carrega sua própria história, sua lente particular de mundo e a liberdade de escolher seu caminho.

A Armadilha do Controle

Quando acreditamos que podemos conduzir o outro à transformação, caímos na armadilha do controle. Esse desejo, embora muitas vezes nasça do amor ou da boa intenção, acaba por sufocar a relação. Isso porque exige que o outro se encaixe em expectativas que não são dele, mas nossas. O resultado quase sempre é resistência, distanciamento e conflitos.

O Respeito ao Caminho Individual

Relacionamentos saudáveis florescem quando aceitamos que cada pessoa tem seu tempo, sua forma de aprender e suas próprias quedas. A mudança real só acontece quando parte de dentro, movida pelo desejo genuíno de crescer e evoluir. Nenhuma força externa, por mais bem-intencionada, pode substituir esse movimento interno.

O Que Está em Nossas Mãos

Se não podemos mudar o outro, o que podemos fazer? Podemos trabalhar em nós mesmos: ajustar nossas reações, comunicar com clareza, exercitar a empatia e praticar a escuta. Isso não garante que o outro mudará, mas garante que nós viveremos de maneira mais consciente, menos reativa e mais em paz. Essa é a verdadeira transformação: aquela que começa dentro de nós e inspira, silenciosamente, o outro a refletir sobre si mesmo.

A Liberdade que Fortalece

Compreender que não temos o poder de salvar ou modificar o outro é libertador. Tira de nossos ombros um peso que não nos pertence e abre espaço para relações mais leves, onde o respeito substitui a imposição. Afinal, caminhar ao lado é muito mais poderoso do que tentar arrastar alguém por um trilho que não escolheu.

O Limite de Transformar o Outro e a Sabedoria nos Relacionamentos2025-10-08T01:36:37+00:00
16 09, 2025

Fazer o que Precisa Ser Feito

2025-09-16T22:51:33+00:00

Na vida, nem sempre teremos o cenário ideal, a motivação certa ou a disposição plena para agir. Ainda assim, há momentos em que não se trata de escolher, mas simplesmente de fazer o que precisa ser feito.

 Entre o querer e o precisar

Muitas vezes confundimos desejo com necessidade. Queremos conforto, mas precisamos encarar responsabilidades. Queremos adiar, mas precisamos decidir. O amadurecimento chega justamente quando compreendemos que a vida não se move pela nossa vontade, mas pela nossa ação diante das circunstâncias.

 Responsabilidade como guia

O que precisa ser feito pode ser simples, mas nem sempre é fácil: conversar com alguém que evitamos, cumprir uma tarefa desgastante,
tomar uma decisão dolorosa ou até mesmo aceitar uma mudança inevitável. A maturidade está em colocar a responsabilidade acima da conveniência.

 A coragem da ação

Coragem, nesse contexto, não significa ausência de medo ou dúvida. Significa avançar apesar deles. É ter clareza de que a paralisia não resolve e que adiar apenas prolonga o que já é inevitável. Muitas vezes, o simples ato de agir já abre espaço para novos caminhos e soluções.

 A sabedoria da constância

A vida é feita de grandes conquistas, mas também, e principalmente, de pequenas atitudes cotidianas. A sabedoria está em não esperar o momento perfeito, mas em reconhecer a importância de cada passo dado no tempo certo.

Fazer o que precisa ser feito é assumir o protagonismo da própria história.
É escolher a ação ao invés da estagnação, a responsabilidade em vez da desculpa, o movimento no lugar da espera infinita. Porque, no fim das contas, é isso que sustenta a vida, a coragem de simplesmente fazer o que precisa ser feito.

Fazer o que Precisa Ser Feito2025-09-16T22:51:33+00:00
16 08, 2025

Conexões que Geram Valor – Estratégias para fortalecer relacionamentos e impulsionar resultados na vida e nos negócios.

2025-08-16T04:36:22+00:00

Tenho repetido que a forma de falar é, na maioria das vezes, mais importante do que a fala em si. Uma comunicação saudável é fundamental na edificação de bons relacionamentos, inclui não só clareza, mas, sobretudo, compreensão.

Algumas estratégias são fundamentas na busca de relacionamentos de valorosos:

 Acredite no ser humano

Pessoas não podem ser rotuladas. Você não se resume a essa ou aquela atitude sua, os outros também não. É preciso compreender que nem sempre agimos da melhor maneira, mas nossos erros não podem nos condenar para sempre. Então, dê chance para você e para todos que o rodeiam.

 Afaste os julgamentos

Reconhecer e identificar obstáculos para a compaixão e a empatia, como crenças não examinadas, é fundamental na edificação de bons relacionamentos. Pensamentos de julgamento baseados em preconceitos e padrões habituais de comportamento comprometem danosamente os relacionamentos. Seja mais leve e pratique o respeito.

 Identifique seus interesses

Busque determinar e expressar claramente suas necessidades básicas sem vergonha ou expectativas. Não coloque nos ombros de ninguém a carga de ter que entender seus sentimentos. Quem tem que saber de suas necessidades é você mesmo, então, procure entender o que precisa e fale com clareza e paciência, buscando facilitar o entendimento.

 Controle suas reações

Agir em consequência da ação de outro, normalmente, traz graves enganos e tristes arrependimentos. Reagir de forma violenta e falar agressivamente é uma das maiores razões para os piores e mais sofridos desentendimentos.

 Dedique-se a ouvir

Saber falar só não basta, é imprescindível ouvir com determinação para compreender. É preciso estar de mente aberta, sem julgamentos, sem conclusões antecipadas e sem presunção. Ouvir é praticar a empatia e provoca aproximação e harmonia. Lembrando Rubem Alves: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos… A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito”.

Desenvolva a compaixão

Ter compaixão é muito mais intenso do que ter dó ou pena. Quando sentimos pena de alguma forma nos sentimos superiores ou em melhor condição que o outro. Para sentir compaixão é fundamental estar no mesmo nível, absorver o contexto da situação sob a ótica do outro. Quando nos envolvemos na dificuldade do outro de forma compassiva, passamos a acreditar que existe solução possível e incentivamos nosso semelhante a acreditar também.

Consideração, respeito, empatia e compaixão são elementos fundamentais para seguir as dicas acima e desenvolver convivência mais amigável e feliz com nossos semelhantes.

Conexões que Geram Valor – Estratégias para fortalecer relacionamentos e impulsionar resultados na vida e nos negócios.2025-08-16T04:36:22+00:00
28 07, 2025

Como se tornar uma pessoa confiante

2025-07-28T00:02:44+00:00

No sentido de compreender a importância de adquirir a autoconfiança o Dalai Lama afirma: “Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importam quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho”.

É importante observarmos que a autoconfiança necessariamente precisa se amparar na humildade ou se tornará arrogante e pretensiosa. É preciso ter cuidado, pois conforme alerta o executivo e escritor estadunidense Jack Welch: “A distância entre autoconfiança e arrogância é quase imperceptível”.

O nível de autoconfiança varia na mesma pessoa, isto é, ninguém está confiante em todas as situações. No sentido de manter um bom nível de autoconfiança, vale pensar nos itens abaixo:

 Autoestima

O cuidado com o corpo e a mente é um poderoso estímulo para a pessoa se sentir mais confiante. Vale cuidar da aparência, mas jamais esquecer de hábitos saudáveis como os cuidados com a higiene, a prática de exercícios, consulta médica periódica, etc. Também é importante manter a mente equilibrada e os pensamentos sadios. Tudo o que você considerar de bom em suas ações somará para sentir-se mais realizado e feliz consigo mesmo.

 Interação

Aprendemos e aumentamos a nossa experiência de vida através da interação com as outras pessoas e nos tornamos mais confiantes com isso. Mesmo diante dos acontecimentos negativos, ficar paralisado e optar pelo isolamento, só piora a situação. É preciso ousar, enfrentar o temor do novo e expandir conhecimentos e ações.

 Otimismo

Pessoas otimistas costumam ser autoconfiantes porque possuem uma visão positiva das coisas, jamais se sentem vítimas e não se deixam levar por dificuldades. Sentir-se motivado é uma escolha que inclui pensamentos e palavras otimistas; melhora o diálogo e a vida social, pois pessoas assim atraem amigos que desejam contaminar-se com isso. É preciso, pois, substituir os pensamentos negativos de desânimo e assumir uma atitude positiva diante da vida.

 Decisão

Nem sempre é possível estar totalmente seguro, mas, diante da necessidade de decidir algo, não hesite, calcule a margem de risco e coloque energia em sua ação. Assumir uma atitude positiva é tudo o que a pessoa precisa no momento de decisão. Assim, pessoas confiantes assumem desafios e tarefas com motivação e bôm ânimo aumentando em muito as chances de sucesso.

 Desafios

Definir e estabelecer planos desafiantes na vida é muito estimulante desde que sejam exequíveis, claro. Determinar um tempo possível para o cumprimento de metas estabelecidas faz com que a pessoa se sinta estimulada e com objetivos claros para manter a sua atenção. A vida se torna muito mais interessante quando temos certeza do que queremos e imputamos tempo para realizar isso.

 Perseverança

Vontade só não adianta; a ação é imprescindível! Pessoas confiantes não desistem; diante de obstáculos elas procuram novas alternativas, mudam as estratégias, mas mantêm o foco. Persistir perante a dificuldade é uma característica extremamente importante e também funciona como estímulo à autoconfiança.

Acredite e valorize as suas potencialidades, mas esteja sempre pronto a aprender com os outros, valorizando igualmente os talentos alheios.

Como se tornar uma pessoa confiante2025-07-28T00:02:44+00:00
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