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Suely Buriasco

17 02, 2020

Você é, realmente, feliz?

2020-02-17T20:31:19+00:00

Dar o melhor de nós para viver de forma plena e intensa os bons sentimentos junto com os nossos afetos é o que dá sentido para a vida. Tudo à favor em querer ser feliz, em cultivar momentos que nos sublime a alma, junto com os eleitos de nosso coração, mas o que percebemos é que, muitas vezes, não agimos de forma coerente ao resultado que buscamos.

O verso de Vicente de Carvalho provoca profunda reflexão ao se referir a felicidade: “Existe, sim: mas nós não a alcançamos. Porque está sempre apenas onde a pomos. E nunca a pomos onde nós estamos”. O fato é que somos os construtores de nossa vida e assim os responsáveis por fazê-la mais agradável e feliz. Quando trazemos para nós essa responsabilidade as possibilidades se ampliam e transformamos dificuldades em desafios.

Atualmente parecemos viver uma ditadura pela felicidade, as pessoas querem ser feliz a qualquer preço e dessa forma acabam se sentindo cada vez mais insatisfeitas, vazias, inúteis. As redes sociais contribuem para a relevância da aparência, do mostrar o que não se é e o que não se tem. Essa concorrência causa danos emocionais intensos e transforma pessoas em escravos de um sentimento que deveria trazer paz, tranquilidade. Tamanha inversão da felicidade “a qualquer preço” pode provocar tudo, menos real satisfação.

Felicidade é sentimento, tem a ver com o nosso mundo interior, nossas aquisições espirituais e realizações pessoais. Ninguém pode ser feliz sem, inicialmente, amar a si mesmo e autoestima vai muito além de aparências. Muitas pessoas bonitas, famosas e de boa condição financeira, que fazem lindas viagens e divulgam o quanto suas vidas são maravilhosas, na verdade possuem a alma doída por difíceis situações ocultas. Felicidade não se aparenta, por si só ela se expande, porque quem é realmente feliz se preocupa em inspirar esse sentimento para mais pessoas.

É preciso entender que felicidade não é um estado de humor contínuo; essa busca desenfreada beira a insanidade. Todos temos nossas dificuldades, perdas irreparáveis que nos causam dissabor e tristeza. Você pode ter um bom dia, chegar em casa feliz e se deparar com uma notícia que lhe cause tristeza, mesmo não atingindo diretamente você. Além de nossas próprias dificuldades, difícil não nos sensibilizarmos com a dor alheia. O fato é que ninguém é totalmente feliz o tempo todo.

Nossa busca pela felicidade precisa ser serena, pautada na conscientização de que satisfação genuína é um trabalho árduo, que exige dedicação, resiliência e grande força de vontade. Ser feliz não é uma tarefa fácil, pois é o resultado de outras aquisições, tais como: tolerância, aceitação, paciência, coragem, fé e gratidão.

Parafraseando o poeta: Felicidade existe sim, desde que desenvolvida em nós mesmos e expandida para os nossos relacionamentos.

Você é, realmente, feliz?2020-02-17T20:31:19+00:00
16 12, 2019

Nada é perfeito… Mas pode ser muito bom!

2019-12-16T20:50:33+00:00

Sempre me emociona ouvir a música “Perfect” na voz de Ed Sheeran. A melodia eleva minhas vibrações e a letra desperta minha porção poeta que, muitas vezes, fica em segundo plano. Essa doce melodia acaba me transportando mentalmente para um lugar lindo onde danço sozinha com os pés na grama macia. Nossos “lugares mentais” são oásis onde podemos relaxar e nos energizar. Esses lugares existem, são perfeitos,  criações que dependem unicamente de quem os desejar.

Dessa vez preferi me manter de frente ao computador para refletir sobre essa perfeição que aspiramos e que, na verdade, só existe em alguns breves momentos em nossos pensamentos. Quem busca perfeição em pessoas e situações sempre acaba se desiludindo e, ainda pior, se revoltando. Até porque mais do que vivemos, nós convivemos, e o que é perfeição para um pode não ser para o outro. Acredito que aceitar a perfeição como sendo uma ilusão pode ser muito saudável, pois nos motiva a aceitar situações e pessoas, buscando mudar exclusivamente aquilo que nos é próprio.

Viver é muito mais do que sonhar, é agir e esperar o tempo necessário. Como se fosse uma safra, há o plantio e o tempo para a colheita. É, essencialmente, uma busca de aperfeiçoamento pessoal e social, já que também temos nossas cotas de responsabilidade com o meio em que vivemos. Acontece que essa “safra” é contínua. Sempre é preciso agir e aguardar os resultados. Citando Luís Fernando Veríssimo: “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”.

Nunca estamos prontos, passamos por situações e vamos aprendendo com elas. As pessoas que amamos são as que têm maior potencial de nos ensinar, porque são elas que nos decepcionam e nos inspiram a nos reinventar. Não dá para ter a resposta pronta, o máximo que podemos fazer é querer aprender sempre, nos esforçar e fazer o que podemos, o que entendemos que precisa ser feito. É preciso aceitar que esse entendimento também vai mudar, vai se ampliar e, muitas vezes teremos que nos perdoar. Nesse processo evolutivo precisamos compreender nossos atos do passado, afinal não pensávamos como pensamos hoje.

Assim é a vida… A gente vai vivendo e aprendendo. Um movimento de ser a cada dia melhor do que se foi ontem. Essa é a essência e aí está a beleza.

 

Nada é perfeito… Mas pode ser muito bom!2019-12-16T20:50:33+00:00
2 12, 2019

Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem

2019-12-02T20:40:06+00:00

Suely Buriasco

“Nada é impossível”, “se você quer, você consegue”, “perdeu a batalha, mas não perdeu a guerra”. Essas são algumas frases que vemos correr fácil por aí, passando a impressão de que tudo depende de você e, se não aconteceu, faltou algo de sua parte. Motivar é importante, mas é preciso ter discernimento, afinal viver é enfrentar desafios e, importante mesmo, é estar preparado para os altos e baixos naturais.

Já assisti pessoas em êxtase cair no mais baixo ânimo por não conseguirem realizar seus planos. Sentem-se culpadas pelo que não deu certo, incapazes e inferiores. Isso é muito preocupante! Vivemos um tempo em que as pessoas tem obrigação de fazer tudo dar certo e de ser felizes. Isso também tem se manifestado muito fortemente em nossos jovens. Especialistas alertam para uma geração que não aceita ser contrariada, que não sabe enfrentar suas expectativas fracassadas.

A verdade é que grande parte de nossos planos não se realizarão da forma como desejamos, mesmo que nos esforcemos, afinal muitas coisas não dependem apenas de nós mesmos. Compreender que tem coisas que a gente só precisa aceitar e seguir “tocando a vida” é questão de amadurecimento.

Nem tudo vai dar certo…

A ideia desse estudo que se transformou em palestra é abordar a inteligência emocional como forma de desenvolver bons relacionamentos consigo mesmo e com o outro. A ideia é mostrar que é possível aprender a lidar com as frustrações, encontrando assim forças e motivação para fazer o seu melhor. Afinal de contas ninguém é obrigado a fazer tudo para que algo “dê certo”, o papel de cada um é fazer o máximo, dando o melhor de si mesmo.

E vai ficar tudo bem.

Motivação mesmo é superar o desencantamento e seguir fazendo das decepções degraus para o desenvolvimento da paciência e da resignação. Direcionar energias para seguir lutando, mesmo quando tudo pareça estar dando errado.

Manter o pensamento positivo não porque acredita que isso resolve tudo, mas porque entende que isso muda a sua forma de olhar e lidar com tudo. Os estudos da Neurociência podem nos ajudar muito a lidar com decepções e nos manter confiantes.

“Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem” é uma palestra motivacional que vai fazer você pensar no quanto o conhecimento científico pode favorecer a sua vida de modo que você se sinta mais pleno e feliz REALMENTE.

Nem tudo vai dar certo… E vai ficar tudo bem2019-12-02T20:40:06+00:00
7 11, 2019

Faça o melhor incondicionalmente

2019-11-07T20:19:46+00:00

Por Suely Buriasco

Algumas vezes já veio em sua mente a frase: “Não adianta”, certo? Esse pensamento é mais comum do que se imagina. Resultado de um momento de baixa emocional, quando a decepção nos abate. Às vezes é fruto da frustração de nossas expectativas em relação a atitudes de outras pessoas, ou ainda, se revela no momento em que nos deparamos com a nossa impossibilidade de mudar uma situação.

Baixar nossas expectativas em relação aos outros é um aprendizado importante que tem a ver com o respeito e a compreensão. As pessoas são únicas, suas formas de pensar e agir podem ser muito diferentes das nossas. Nos decepcionamos quando não entendemos o pluralismo como forma de convivência e nos abatemos moralmente por não conseguir realizar as coisas da forma como desejamos. Por isso, diante de uma decepção que nos leve a sentir que nada há para fazer, vale observar se, na verdade, o que estamos querendo é impor os nossos próprios conceitos como verdade absoluta. É fundamental lembrar que o respeito às diferenças garante a boa convivência.

Outra coisa é quando nos deparamos com a impossibilidade de mudar situações que causam dor e prejuízo a nós mesmos ou a outrem. Muitas vezes não somos capazes de fazer algo que nos beneficie, também não conseguimos apaziguar a dor de alguém e sentimos o gosto amargo da injustiça. Como gostaríamos de mudar situações que são claramente espúrias, que causam dor e desassossego em nossa sociedade marcada pela desigualdade que esmaga, sufoca e humilha.

Nossas limitações nos injuriam. Por mais que um médico dê o seu melhor, ele não salvará todas as vidas, algumas chagas se manterão abertas e isso, muitas vezes, será fatal. Um operador da Justiça pode idealizar planos de paridade condizentes com a sua ocupação, no entanto, por mais que lute não conseguirá mudar todo um sistema e fazer com que a justiça prevaleça na sociedade dispare em que vivemos. E assim podemos analisar cada situação, cada pessoa em sua área de ação, chegando a um ponto em comum: só se pode fazer aquilo que lhe compete. Quem não aceita as próprias limitações cai em dois engodos: ou se acomoda e legitima as injustiças do mundo ou se revolta e adoece como consequência das tentativas vãs.

Enquanto escrevia essas palavras veio a minha mente o Provérbio Chinês: “Espere com paciência, ataque com rapidez”. Acredito que esse ponto de equilíbrio é o que faz a diferença entre os que muito exigem e pouco fazem e os que aceitam a realidade sem luta.

Maturidade é saber se colocar no mundo como agente transformador, sem se comprometer com as ilusões do poder humano.

Faça o melhor incondicionalmente2019-11-07T20:19:46+00:00
22 09, 2019

O que o Coaching NÃO faz por você

2019-09-22T16:24:32+00:00

Por conta do crescimento do movimento e da busca da regulamentação da profissão no Brasil, muito se tem falado sobre o Coaching. Opiniões positivas e negativas têm se tornado comuns.

Um artigo publicado na Start-Up Magazine afirmou que o coaching é a segunda profissão que mais cresce no mundo. Assim, como coach, acredito que seja importante esclarecer o que o Coaching não faz por você.

  1. Mágica

O Coaching é ciência e, como tal, não faz prodígios. Então se você acredita que fazendo um curso de uma semana, mesmo acrescido de módulo online e trabalho final, você está pronto para aplicar sessões, devo lhe informar que está muito enganado. O pior é que esse engodo pode ser muito perigoso, afinal atender um cliente (coachee) sem o devido preparo pode provocar um resultado, no mínimo, reverso ao esperado.

O Coaching como profissão exige muito estudo e preparo, uma busca de melhoria contínua, afinal essa é a busca que o coach precisa inspirar no coachee e ninguém dá o que não tem. O Coaching como profissão exige muito estudo e dedicação. Tipo 1% de inspiração e 99% de transpiração. Há que se dispor ao autoconhecimento e crescimento interior.

  1. Milagre

Vejo alguns anúncios que assustam e provocam escárnio em relação a classe. Hoje tem coach para tudo, o que é muito bom, desde que seja edificado de forma verdadeira e ética. Não dá para prometer que o treino provoque milagre na vida da pessoa. A mudança é difícil para todo ser humano, treinar a alteração de um comportamento não é tarefa fácil. É possível, mas não depende unicamente do treinamento. O coach basicamente tem a função de auxiliar o coachee ou cliente a determinar suas crenças limitantes, a causa do que tem impedido o seu crescimento e, depois, apresentar ferramentas úteis para as mudanças necessárias. No entanto, o uso dessas ferramentas depende, exclusivamente, do coachee. Eu costumo fazer a analogia do treinamento físico; o treinador ensina os exercícios, mas se o cliente não fizer, não terá o resultado físico esperado. É a mesma coisa com o Coaching.

  1. Terapia

O Coaching não cura traumas, não trabalha com hipnose ou qualquer tipo de terapia holística ou não. É possível que pessoas ligadas à outras áreas acrescentem ferramentas do Coaching em suas ações, mas é preciso separar as coisas. As terapias são funções de profissionais habilitados para a sua execução, são pessoas ligadas à área de saúde. O Coaching é um treinamento para melhoria das habilidades. Assim, um psicólogo por exemplo, pode fazer Coaching, ou seja, usar suas ferramentas, mas o coach jamais pode fazer terapia. É importante que isso fique bem claro para o coachee.

Então se você quer ser um coach comprometa-se com o seu desenvolvimento em todos os sentidos. Entenda a necessidade do autoconhecimento antes de se colocar no papel de ajudar pessoas a se autoconhecerem. Tenha em mente que você precisa estar pleno em seus ideais, o que significa estar em constante crescimento.

E se você quer ser um coachee lembre-se da importância de procurar um profissional habilitado, vale fazer pesquisas e buscar indicações. E, então, lembre-se que não há milagre no método, você tem que se dedicar, se comprometer e se colocar na posição de quem quer que a mudança aconteça de forma efetiva e contínua.

O fato é que o Coaching é um método comprovadamente eficaz e de resultados satisfatórios e rápidos. Mas, como em qualquer outra profissão, precisa ser aplicado de forma segura.

 

 

O que o Coaching NÃO faz por você2019-09-22T16:24:32+00:00
5 08, 2019

Deixar ir e abrir espaço para o novo

2019-08-05T22:23:26+00:00

Deixar ir e abrir espaço para o novo

Uma recente mudança de cidade me fez refletir sobre a quantidade de coisas que guardamos sem qualquer propósito. Roupas pessoais e da casa, objetos e tantas quinquilharias poucos usadas que nem lembrávamos mais. O que “pegou” mais foram os objetos guardados como lembranças de pessoas e tempos que nos marcaram no passado, mas que não teriam lugar na nova morada.

Desapegar é um processo que exige disposição para a mudança e muita força de vontade, até porque não se trata tanto das coisas materiais, mas do sentido que elas possuem. E vale lembrar que a necessidade do desapego vai muito além de coisas, muitas vezes, é fundamental incluir pessoas que nos são caras. Nada simples, mas fundamental, para quem busca uma vida mais harmoniosa.

A leitura de um artigo da revista “Vida Simples” escrito por Débora Zanelato me fez refletir muito. O enunciado é muito sugestivo: “Desapegar daquilo que não faz mais parte de nós e dar valor ao que precisamos abrem espaço para escolhas que nos colocam perto da felicidade”. O texto transcorre sobre o movimento “Viva com menos”, inspira pensamentos e dá dicas para que o desapego não seja algo tão doloroso. Vale muito a leitura.

Como me identifiquei com o tema quero citar duas atitudes que foram fundamentais nesse meu mais novo processo de desapego:

Deixe ir com gratidão
Vale tanto para pessoas como para objetos e seus significados. Não se culpe por eles não se encaixarem mais na sua vida. Seja grato(a) por ter usado (objetos) ou convivido (pessoas) com eles. Tenha em mente que eles fizeram parte de momentos da sua vida e, de alguma forma, contribuíram para o seu crescimento.

Desapegar-se dos afetos já falecidos não os tiram da sua mente, pessoas amadas sempre se conservam na memória e nos sentimentos. Mas também é preciso desapegar-se daqueles que por alguma razão, simplesmente, não cabem mais em sua vida. Tenha gratidão pelas lições que deixaram, mesmo que tenham sido desilusões dolorosas.

2- Dê um novo sentido ao que não lhe serve mais
Facilita muito quando damos um destino ao que precisamos desapegar. Muitas coisas que não nos servem mais podem ser úteis e até essenciais para outras pessoas. O destino útil ao que doamos provoca grande alívio e até mesmo alegria. Uma quebra importante no processo incômodo do apego.

Isso também serve para o desapego de pessoas. Embora muito mais doloroso, é possível e muito recomendável deixar de conviver com quem é capaz de nos prejudicar de qualquer forma. Livre-se de qualquer mágoa, perdoe e se perdoe, essa é a maior liberdade que podemos alcançar. Não os despreze, eles tiveram um papel importante na pessoa que você se tornou, apenas deixe-os ir, desejando que também se encontrem e sejam felizes.

À partir disso é possível reorganizar a própria vida e efetivar as mudanças propostas. Em todos os sentidos, viver mais com menos é um processo importante de crescimento e satisfação interior.

Arrumar as coisas é arrumar a vida e abre espaço para novas experiências. Um movimento pelo qual identificamos o que realmente é valoroso e imprescindível.

Suely Buriasco
Mediação de Conflitos e Coaching
www.suelyburiasco.com.br

Deixar ir e abrir espaço para o novo2019-08-05T22:23:26+00:00
29 07, 2019

A grande sacada dos relacionamentos

2019-07-29T21:52:39+00:00

Suely Buriasco

Somos seres essencialmente sociais, no entanto temos grande dificuldade na interação e os relacionamentos são os motivos mais frequentes de sofrimento. Lidar com o próximo não é algo simples, afinal, entre pessoas existem afinidades e diferenças que lhes são próprias. No relacionamento é preciso aprender a conviver com divergências importantes, aceitar ideias, emoções e atitudes, muitas vezes, opostas as suas.

O fato é que desenvolver bons relacionamentos é um ganho que faz toda a diferença na satisfação humana. O grave problema que constato em meus atendimentos é a ilusão de que os relacionamentos dão certo ou não, como se fosse questão de sorte. Bons relacionamentos exigem esforço contínuo, são edificados a cada obstáculo superado. Vale lembrar que ao nos relacionarmos deixamos de ser um, para sermos dois e isso implica em aceitação e reconhecimento de valores alheios.

Nesse aprendizado a grande sacada é observar esses dois fatores:

Conhecimento

É necessário procurar entender como funciona a interação com outra pessoa. Buscar conhecer, ler, se instruir. Embora cada relacionamento seja um universo à parte, existem muitos pontos em comum que podem inspirar reflexões e ações personalizadas. Também é importante conhecer um pouco da outra pessoa, suas crenças, seus valores e a forma como manifesta seus sentimentos e emoções. Para que as pessoas se relacionem umas com as outras, é importante que primeiramente elas se conheçam e isso exige muita disposição no sentido de desenvolver um convívio harmonioso, satisfatório.

Compreensão

Você só compreende o que conhece, então esse é o segundo passo. Compreender não significa aceitar e “bater palmas”. Tem a ver com empatia, com assimilar o outro dentro de sua própria realidade. Não querer mudar, moldar ou imputar conceitos seus, subjugando o outro. Compreender é “calçar o sapato” do outro, buscar enxergar de acordo com as perspectivas dele. Escutar sem pré-julgamentos, respeitar mesmo quando as ideias alheias sejam , ou pareçam ser, totalmente divergentes das suas. Vale lembrar que a maioria dos desentendimentos não se dão na equação do certo e errado, mas sim do diferente.

Mas nada disso será possível se você não colocar o prefixo “auto” nos fatores acima. Autoconhecimento e autocompreensão são fundamentais para aprender a lidar com suas potencialidades, fraquezas, problemas, frustrações, desejos, angústias e expectativas em relação a si mesmo e aos outros.

A grande sacada dos relacionamentos2019-07-29T21:52:39+00:00
18 07, 2019

Vivas a Ponta Porã

2019-07-18T15:53:45+00:00

Suely Buriasco

A vida é uma sequência intensa de transformações que fazem parte da nossa continuidade nesse movimento natural e ininterrupto. E foi assim que um dia vim morar nessa fronteira, aqui formei minha família e seguindo esse mesmo fluxo acabei me mudando depois de longos anos. Saí de Ponta Porã, mas Ponta Porã jamais saiu de mim e, por isso, mantenho laços carinhosos, amigos incríveis e realizações felizes nessa cidade.

Fronteira amiga, habitada por pessoas pacíficas e hospitaleiras constitui uma área conurbada internacional com a cidade Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Distinção que só existe na teoria, pois na prática são uma só cidade ligadas pelo afeto e consideração de seus moradores. Durante todos esses anos tem enfrentando desafios difíceis, peculiares de cidades fronteiriças, que só demonstram a força e a disposição desse povo que segue lutando por manter suas tradições. O símbolo da cidade é uma cuia de chimarrão e outra de tereré, representando duas culturas que se tornam apenas uma.

Da erva-mate para a agricultura e pecuária, Ponta Porã se desponta economicamente e representa um percentual significativo para a economia nacional. Dados que nos orgulham por comprovar o perfil trabalhador e empreendedor dos cidadãos dessa cidade progressista.

Também foi nessa cidade que me foi dada a oportunidade de trabalhar pela Cultura da Paz, um movimento mundial instituído pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Projeto que se tornou Lei Municipal graças a sensibilidade da Sra. Vânia Peluffo, da visão progressista do Prefeito Hélio Peluffo e do comprometimento dos vereadores. Ponta Porã é a primeira cidade do MS a seguir essa tendência mundial.

Por isso e muito mais é que Ponta Porã merece todo o reconhecimento e comemoração pelos seus 107 anos.

Meu carinho e gratidão à Ponta Porã!

Vivas a Ponta Porã2019-07-18T15:53:45+00:00
24 06, 2019

Como desenvolver bem-estar na vida?

2019-06-26T12:17:58+00:00

Temos muitas ilusões em relação ao nosso bem-estar. Um deles é que nosso humor depende de situações exteriores, então acredita-se que há motivos para estarmos bem ou não. Até pode ser assim, mas só se estivermos desavisados. Na verdade, independente dos motivos podemos criar um plano de ação à favor do nosso próprio bem estar.

O foco do Coaching, ou treinamento, é contribuir para que o coachee, ou cliente, possa elevar o bem-estar em todos os aspectos de sua vida. É importante lembrar também que o coach, ou treinador, trabalha em parceria colaborativa com seu cliente. Por isso os planos de bem-estar levam em consideração alguns aspectos fundamentais e são adaptados a cada indivíduo.

Se isso interessa você, atenção aos itens:

1- Conscientização

É essencial estar consciente da importância de desenvolver um estilo de vida saudável, alinhar objetivos, valores e propósitos.

2 – Autodeterminação

Nada acontecerá enquanto não representar a sua vontade genuína, é preciso que esteja claro que seus objetivos são seus e não fruto de pressões externas.

3- Planejamento

É preciso criar um plano prático e viável visando as mudanças que deseja para ter um estilo de vida mais saudável.

4- Atitude Mental

Não basta ter vontade, é preciso agir e mais ainda, persistir. Para tanto vale desenvolver atitude mental resiliente e confiante.

5- Forças

Um dos trabalhos mais interessantes do coach é determinar, junto com o cliente, as suas forças e como utiliza-las no processo de mudança comportamental, não apenas para aumentar a possibilidade de êxito, como também tornar o processo de treinamento mais prazeroso.

6- Autoeficácia

Elevar a convicção da própria capacidade de realizar uma tarefa específica faz toda a diferença no processo de desenvolvimento do bem-estar de qualquer pessoa. Assim é possível identificar e superar as barreiras que o impedem de manter um estilo de vida saudável.

7-  Otimismo

Importante em qualquer processo de crescimento interior é aumentar os níveis de otimismo e esperança. A disposição pelo otimismo também pode ser desenvolvida através de treinamento.

O papel do coach ou treinador é elevar a eficácia do cochee ou cliente de forma que  ele continue a operar as mudanças necessárias mesmo depois de encerrado o processo do Coaching.

 

 

Como desenvolver bem-estar na vida?2019-06-26T12:17:58+00:00
3 06, 2019

A Exposição sem Limites nas Redes Sociais

2019-06-03T23:41:30+00:00

Muito se tem falado e estudado os resultados da exposição sem limites nas redes sociais.

Não apenas naquelas consideradas como instagram e facebook. Mas mensagens trocadas através de whatsapp, de stories (mesmo o selecionado para “melhores amigos”), mensagem, em que existe a ilusão de privacidade, mas que muitas vezes a pessoa esquece que qualquer um pode dar um “print” na imagem ou no vídeo e tornar pública a intimidade compartilhada.

Vejam por exemplo o que aconteceu com o jogador Neymar, que para se defender de uma acusação de estupro, acabou cometendo um crime, divulgando em seu instagram mensagens trocadas com a acusadora, mostrando inclusive fotos íntimas dela, o que pode lhe render uma punição severa.

Para os pais dos jovens essa é uma preocupação frequente, que fica muito clara nos atendimentos que realizo. Os conflitos surgem, em geral, porque os pais não conseguem controlar o que os filhos fazem na internet, principalmente porque tudo isso se dá através dos smartphones, em redes sociais que eles nem têm conhecimento.

Entre os adolescentes esse problema se torna ainda mais preocupante. Isso porque na adolescência os jovens estão descobrindo a sexualidade de forma mais plena. O fácil acesso às redes sociais e a falta de maturidade para distinguir o que faz parte da vida privada e o que pode ser público causa grandes constrangimentos. Existem as chamadas “musas fitness” que fazem fotos sensuais, trabalham com isso, geralmente ganham quantias financeiras de marcas em troca da exposição do seu corpo e têm por trás marqueteiros e assessores que as ajudam a administrar a exposição. Tudo é calculado. Mas os adolescentes nem sempre se dão conta disso, seguem a tendência e postam fotos aleatoriamente, inspirados naquelas pessoas. Por isso a orientação dos pais, educadores é extremamente importante.

A ilusão de privacidade nas redes sociais pode causar inúmeros problemas, por isso, importante informar e vigiar.

 

A Exposição sem Limites nas Redes Sociais2019-06-03T23:41:30+00:00
27 05, 2019

Aprenda a Amar

2019-05-27T22:42:08+00:00

Por Suely Buriasco

Conta-se uma história na qual um homem procurou seu mestre e disse: “Eu não amo mais a minha esposa, o que devo fazer?” E o mestre respondeu-lhe: “Apenas a ame”. Por mais que a fórmula seja antiga, ainda temos muita dificuldade de entender. A visão romântica do amor arrebatador, extraordinário e inexprimível não condiz com a realidade e, a falta dessa compreensão causa grande sofrimento na vida de muitas pessoas. O que provoca esse turbilhão de emoções é a paixão que, diferente do amor, é efêmera e irracional. Confundir amor com paixão é extremamente perigoso.  

O amor é um sentimento e, como tal, não poderia ser de fácil entendimento, no entanto, quando o compreendemos como fruto de nossas próprias escolhas, tudo muda de figura. As palavras do mestre da historia acima, cuja autor desconheço, refere-se ao amor como verbo, ou seja, como ação. No livro “Diálogos sobre a afetividade” de Ivan Capelatto encontramos a seguinte definição: aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos desejaram”O amor pode, pois, ser aprendido e isso em qualquer tempo da existência humana. 

E para os que discordam alegando que o amor é um sentimento natural, vale a reflexão: não se pode controlar os sentimentos, mas é possível controlar a reação que eles provocam. Isso muda tudo! O amor é um aprendizado que inclui atenção, cuidado e empatia, provocando amadurecimento e disposição. O amor é uma decisão das mais importantes, pois nos tira da “vida como ela é” e nos inclui ao grupo dos que arquitetam a própria vida.  

Algumas das situações que comumente causam dor podem, assim, ser vistas sob uma ótica diferente: 

  1. A opçãopor manter um relacionamento sem amor 

Um relacionamento amoroso define-se pelo nome, isto é, o amor é imprescindível. Não há sentido em manter um elo que, verdadeiramente, não existe, mas é totalmente viável dedicar-se a amar o outro, o que, como já dissemos, pode ser aprendido. Claro que para tanto é preciso determinar-se a amar; a vontade é o elemento fundamental para o trabalho de reconstruir uma vida amorosa. 

2.O sofrimento por um amor não correspondido.  

O amor não é algo que se possa descartar ou que termine; quem realmente amou um dia, amará sempreNo entanto esse sentimento pode se modificar através das decisões que fazemos na vida. Por mais que os românticos associem amor ao sofrimento, o real é exatamente o contrário, assim, quando o amor causa sofrimento isso precisa ser repensado. Quem ama sabe amar primeiramente a si mesmo e, portanto, entende que pode transformar esse sentimento, virar a página e reconstruir a própria vida. 

A verdade é que desenvolvemos planos de ação para alcançar tudo o que desejamos e nos dedicamos a isso, mas para o amor queremos que simplesmente aconteçaEntretanto, podemos e devemos criar estratégias de comportamento que facilitem o nosso melhor desempenho amoroso, a fim de que os nossos relacionamentos sejam mais harmoniosos e felizes. O esforço vale muito a pena! 

Aprenda a Amar2019-05-27T22:42:08+00:00
20 05, 2019

Precisando desacelerar? 4 estratégias simples

2019-05-20T19:14:08+00:00

Suely Buriasco

O ritmo está muito intenso e você sente as consequências do estresse em seus dias, seu corpo dá sinais de cansaço e o desgaste é nítido em seus relacionamentos? A ansiedade tem sido tão constante que já atrapalha seu sono? Que bom que o título chamou sua atenção, você está mesmo precisando “desacelerar”.

Claro que você está sem tempo e ler esse texto pode ser complicado, afinal a vida está tão corrida, não é mesmo? Foco não tem sido seu forte, certo? Dificuldade de leitura é sintoma de mente acelerada, então permita-se o desafio de ler até o final e conheça essas estratégias simples para ter maior qualidade de vida. Vamos lá?!

  1. Mude o seu ambiente

Comece por acalmar o seu ambiente. O que temos em nosso redor influencia muito o nosso humor. Música tem grande efeito, opte por instrumental, lúdica, tranquila. Organize seu espaço, mantenha tudo limpo e arrumado. Vale a pena perfumar o ambiente, de preferência com um aroma familiar e sutil.

  1. Opte pelo conforto

Observe se o lugar que você se senta ou deita é confortável, se o seu corpo se adapta bem, se os móveis proporcionam conforto físico. Agora observe como você normalmente se senta ou deita, veja se é a posição é correta para o seu descanso.

  1. Desconecte-se

Vivemos num mundo onde as informações são muitas e rápidas demais. A velocidade da era digital acelera a mente causando grande estresse. É importante ter momentos em que a TV esteja desligada e você se afaste da internet. Interessante lembrar que as mensagens não precisam ser respondidas na hora e que um tempo ausente do mundo digital só vai lhe trazer paz.

  1. Eleja um hobby

Se tem uma pergunta que causa desconforto é essa: você tem um hobby? Normalmente as pessoas me respondem algo do tipo: “eu já tive”, “eu gostava de fazer…”. Diante do frenesi do dia a dia, infelizmente, é comum as pessoas deixarem de fazer o que gostam. Claro que temos nossas responsabilidades, mas não se pode viver bem apenas cumprindo “obrigações”.

Vale lembrar que essas ações só surtirão efeito se forem realizadas  regularmente. Escolha se sentir bem, opte por sua saúde mental, invista em você mesmo!

 

 

Precisando desacelerar? 4 estratégias simples2019-05-20T19:14:08+00:00
6 05, 2019

Ser mãe, sem culpa

2019-05-06T22:51:50+00:00

Por Suely Buriasco

Sou grande admiradora do escritor e psiquiatra Içami Tiba, com ele aprendi e, embora já não se encontre mais nesse mundo, ainda aprendo muito através de suas obras. Tenho em mente uma frase que marca a minha trajetória na maternidade: “Se eu pudesse aliviar o mundo de um sofrimento, seria o de remover as culpas indevidas que a maioria das mulheres carrega dentro de si, na função de mãe”.

Culpa parece vir junto com a maternidade. Mãe sente culpa por tudo, além dessa pressão interna, ainda acumula uma pressão da sociedade que aponta mil dedos para ela. É claro que as responsabilidades imputadas pela maternidade não são poucas, entretanto, melhor é sempre dirigir nossas energias a dar o melhor de nós, procurando ser e fazer cada vez melhor.

No meu canal tem um vídeo sobre a culpa materna: Como lidar com a culpa materna.

Ao final de uma palestra sobre comunicação entre pais e filhos, uma mulher me procurou. Disse que é professora e exerce a função em três períodos. Tendo uma filha de 3 anos trabalha muito para lhe propiciar o melhor. No entanto, estava se sentindo muito triste porque há algum tempo percebia dificuldades na relação com a filha. Disse que diante do que ouviu naquela palestra entendeu que a filha havia estabelecido uma comunicação de confiança com a babá que era quem passava mais tempo com ela. Quero deixar bem claro que a conclusão foi dela, não é meu papel concluir nada para ninguém, até porque cada caso é um caso e, como dizia a minha avó: “cada cabeça uma sentença”. Escutei-a com muita atenção e, em seguida, lancei a reflexão: o que você pode fazer quanto a isso? Depois de algum tempo recebi uma mensagem daquela mãe muito satisfeita com a decisão que tomou: deixou de trabalhar no período noturno, não tinha mais dinheiro para a babá em tempo integral, mas estava se sentindo muito próxima da filha.

Içami Tiba alerta que os filhos não precisam o tempo todo da mãe, se assim parecer já há algo que não está funcionando bem. A qualidade de tempo dispensada aos filhos é sempre muito mais funcional. Portanto, culpa por trabalhar fora tem mais a ver com pressões culturais. O ideal é que se chegue a um bom termo, onde o tempo juntos é bem gerenciado e o relacionamento entre mãe e filho(s) flua de forma harmoniosa. Cobranças sempre existirão, o importante é que cada uma de nós mães procuremos encontrar a melhor forma de sentir que estamos fazendo o certo, mesmo que, muitas vezes, isso seja algo bem vago. Buscar refletir sobre como estamos nos relacionando com os nossos filhos é uma boa régua para medir nosso desempenho.

Que a data nos leve a refletir sobre a relevância de ser mãe, sem culpa.

Feliz dia das Mães!

Foto: <a href=”https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/fundo”>Fundo foto criado por freepik – br.freepik.com</a>

Ser mãe, sem culpa2019-05-06T22:51:50+00:00
15 04, 2019

Luto – Sentimentos em Palavras

2019-04-15T14:35:38+00:00

Minha família sofreu grande abalo com o desaparecimento de meu cunhado Miguel. Vida que segue e cá estou exercendo a difícil função de transformar sentimento em palavras. Não poderia ser diferente, afinal, a dor da perda de nossos entes queridos é muito difícil de suportar.

Esse é um dos maiores sofrimentos que o ser humano pode experimentar. Um dos grandes especialistas em luto no mundo, o psiquiatra inglês Colin Murray Parkes considera que o luto é o preço que se paga por amar e ter uma vida feliz ao lado de alguém. É assim que ele impulsiona seus pacientes a não esquecer, mas seguir com a boa lembrança. Para o especialista, o luto é uma importante transição, pois pode representar o reinício da própria história.

A espiritualidade, independente da religião, é o que nos induz a buscar razões para sobrepujar a dor. É verdade que depois de uma perda a sensação é de quebra, de corte; então é preciso recompor-se, reestruturar a si mesmo e a própria vida. O lado espiritual tem forte influência nesse caminho de reconstrução. Segundo o Dr. Parkes: “Porque espiritualidade é achar um sentido na vida, qualquer que seja a linguagem que você utiliza para explicar esse significado”. A aceitação da morte como sendo parte da vida é consequência da espiritualização. A fé afasta a revolta e então é possível vivenciar a dor sem desespero. Pessoas espiritualizadas possuem a esperança genuína que consola e emana paz.

Mais que cunhado, Miguel era meu irmão. Nosso vínculo sobrepujava o sanguíneo, foi construído pela convivência afetuosa. Ele era seis anos mais novo que eu, andava de velocípede quando nos conhecemos… Que lembrança boa! Ele adorava contar que eu tinha sido professora dele, assim brincava com a minha idade. Eu sempre respondi que isso aconteceu porque sou “precoce” e essa era uma brincadeira recorrente entre nós. Nem sempre concordamos um com o outro, pensávamos de modo diferente sobre muitas coisas. Já fiquei triste com ele e certamente ele também se desgostou comigo, mas o fato é que sempre nos respeitamos. Tínhamos igualmente muitas coisas em comum, inclusive descobri algo na última vez que estivemos juntos: ele também sentia êxtase ao avistar araras!!!! Quem sabe quantas coisas ainda poderíamos descobrir um do outro nessa vida… Mas sei que teremos outras oportunidades.

Sábio é o ditado que diz: “É nas dificuldades que reconhecemos os verdadeiros amigos”. Tanto na busca como no luto, nossa família contou com a solidariedade de muitos amigos e voluntários que se movimentaram de todas as formas. Impossível citar todos os nomes, mas cada um deixou a sua marca em nossos corações. Agradeço ao Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e Civil do estado de Mato Grosso do Sul, heróis anônimos que não pouparam esforços nas buscas.

Gratidão ao prefeito Hélio Peluffo que dispensou o necessário para que pudéssemos ter a certeza de que tudo foi feito para encontrar nosso Miguel ainda com vida. Muito obrigada à todos que fizeram orações e emanaram vibrações luminosas.

Com fé e aceitação despeço-me do irmãozinho querido.  Na certeza do reencontro verei essa ferida transformar-se em cicatriz que me lembrará das lições vividas.

Miguel, se o preço por te amar é essa dor que me destroça, pago com imensa gratidão.

Vai com Deus, meu irmão!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luto – Sentimentos em Palavras2019-04-15T14:35:38+00:00
14 03, 2019

Como se livrar dos relacionamentos “âncora”

2019-03-14T20:13:59+00:00

Já ouviu essa máxima popular: “Antes só do que mal acompanhada”? Eu considero uma grande verdade, mesmo levando em consideração que precisamos viver em sociedade. O problema é quando existe a crença: “Melhor com ele do que sozinha”, porque ai a pessoa se anula, aceita o inaceitável e mendiga por um pouco de atenção.
O resultado, em casos extremos, pode chegar a violência contra a mulher, situação que temos assistido, infelizmente, quase que diariamente.

Alguns homens têm o prazer de colocar a mulher para baixo, sentem-se superiores e não admitem ser contrariados. Os machistas extremos não suportam a alegria da parceria, têm sempre uma palavra desmotivadora e buscam por alvo suas fraquezas. Esse tipo de homem não merece a sua presença, muito menos o seu amor.
Esse tipo de comportamento precisa ser identificado o quanto antes, para que a mulher se livre de suas influências nefastas e seu desfecho que pode ser um caso de feminicídio.

Preste atenção em algumas dicas para se livrar de pessoas assim:

1. Olho na autoestima
Apenas  pessoas que não sabem o próprio valor aceitam ser depreciadas. Faça uma autoanálise e veja se tem agido de acordo com as suas crenças e valores. Se você tem aceitado conviver com alguém que só te coloca para baixo, que não admite ouvir um não, é hora de rever esse comportamento. Somente alguém que não se considera merecedor do melhor para a própria vida mantém-se preso a uma “âncora”.

2. Imponha limites
Se você tem consciência de seu valor não permita que nada e nem ninguém a faça se sentir menor. Lembre-se que as pessoas só fazem com você o que você permite. Tome as rédeas da sua vida e imponha limites às influências externas. Compreendo que você não quer viver sozinha, mas soltar-se de pessoas negativas fará com que você encontre companhias mais satisfatórias. Acredite que é a sua mente que cria o seu mundo e coloque-se, imediatamente, na função de edificar relacionamentos “balão”, ou seja, que elevem e valorizem você.

3. Tome distância
Muitas vezes impor limites não é o bastante para soltar-se das amarras que prendem você ao ostracismo de si mesmo. Melhor então é tomar o máximo de distância possível de quem o empurra para baixo. Nem sempre isso é fácil, mas desenvolva distância emocional, pela qual todos os laços se rompam e a pessoa não consiga mais influenciar você.

Seja cortês, educado e gentil, mas escolha com cuidado aquele que merece conviver com você e ter ascendência na sua vida. E se sentir violentada de alguma forma busque proteção.

 

Como se livrar dos relacionamentos “âncora”2019-03-14T20:13:59+00:00
6 03, 2019

Dia Internacional da Mulher – Conquistas e Barreiras

2019-03-06T20:56:40+00:00

O Dia Internacional da Mulher, comemorado a cada oito de março, tem como origem as manifestações das mulheres, em todo mundo, desde o início do século XX por igualdade, melhor qualidade de vida e trabalho. Não se pode negar que de lá para cá muita coisa mudou e, nós mulheres, conseguimos uma representatividade expressiva em todos os setores de nossa sociedade.

Matéria publicada no dia 2 de março no jornal Folha de São Paulo revelou que vem aumentando a participação das mulheres em cargos de chefia, isso graça as políticas inclusivas das empresas, que ajudam a reduzir a desigualdade de gênero. Entre 1997 e 2018 “a fatia de mulheres em cargos de chefia nas 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil cresceu de 11% para 42%.

Apesar disso muito ainda precisa ser feito. Ainda impressiona a quantidade de mulheres que vivem situações de total inferioridade, subjugadas a maridos que as violentam moralmente e de todas as formas possíveis. O fato é que muitas delas são tão dependentes financeira e emocionalmente que, embora procurem ajuda não se dispõem a agir de forma efetiva para mudar essa situação. Esse, certamente, continua sendo um problema social com abordagem no mundo todo.

Pior ainda é a falta de conscientização de grande parte delas que aceitam a desigualdade e subserviência sem revolta, sentindo-se, realmente, inferiores e indignas. Além de cultural, machismo também é questão educacional; basta ver como mulheres que se dizem independentes e modernas, ainda fazem distinção de tratamento e tarefas entre filhos homens e mulheres. Aliás, nesse quesito é forçoso admitir que as próprias mulheres têm grande responsabilidade em disseminar a desigualdade por muitas gerações e, infelizmente, muitas ainda agem dessa forma, mesmo que inconsciente.

Grandes mulheres do passado, que enfrentaram poderosas barreiras machistas, nos incentivam à luta pela igualdade de direitos que ainda está longe de acontecer. Acho importante destacar que essa luta não é apenas das mulheres, os homens também devem fazer parte dela. Vamos juntos lutar por um mundo mais justo e igualitário para todos.

Dia Internacional da Mulher – Conquistas e Barreiras2019-03-06T20:56:40+00:00
11 02, 2019

Nada é mais precioso quanto a vida

2019-02-11T19:44:29+00:00

A Cultura da Paz, instituída oficialmente pela UNESCO em 1999, têm como um de seus principais pilares: “Respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito”.

O respeito à vida em todas as suas manifestações tem uma abrangência muito grande, pois é preciso ampliar nossa visão para todos os seres vivos da Terra, vegetais ou animais. A natureza é vida e não há Paz sem preservação do planeta. Tudo o que há na natureza tem uma função definida, portanto, a exploração precisa obedecer parâmetros sustentáveis.

Vejo muitas pessoas reclamarem sobre abuso nos cuidados com os animais em detrimento aos seres humanos. Não entendo esse tipo de comparação, afinal uma coisa não exclui a outra. É necessário que pessoas se unam para amparar animais que sofrem qualquer tipo de privação e violência, assim como as que lutam para a melhoria de vida de seres humanos. Uma pessoa que, realmente, entende o que é a paz não exclui nenhum ser vivo do amparo necessário. E se até uma flor merece respeito o que dizer de um feto que vive e pulsa? O aborto provocado é a desvalorização de uma vida que não tem sequer meios de se defender.

Vale lembrar que numa sociedade em que pessoas dormem ao relento, sem condição de ganharem seu sustento, muito menos cuidarem da própria saúde e bem-estar, não há respeito à vida. A dignidade humana é valorizada quando são disponibilizados o mínimo para uma vida sadia mental e fisicamente. Isso inclui trabalho, saúde e educação. Temas tão debatidos em tantas promessas que não chegam a se concretizar da forma devida. Enquanto pessoas sofrerem em filas de hospitais, crianças não tenham garantidos estudo e alimentação e as pessoas continuarem a colocar seus interesses pessoais acima dos coletivos não poderemos viver a verdadeira paz.

A edificação da paz no mundo pressupõe a valorização de todo ser vivo, sem qualquer preconceito quanto as diferenças que constituem a complexidade da vida. Pelas diferenças nos completamos, assim como as cores se formam pela junção de tonalidades múltiplas. A natureza nos ensina a viver em harmonia, mesmo diante de situações adversas e inquietantes. Minha avó Aurora dizia: “Depois da tempestade vem a bonança”. Sábias palavras!

Muitos já enxergaram a necessidade de mudanças urgentes no que toca o valor da vida, mas, infelizmente, colocam-se a reclamar e apontar culpados. Claro que é importante cobrar os que têm por função realizar esse trabalho, mas é fundamental que cada um se ocupe de realizar o que lhe cabe nessa transformação cultural. Educar nossos filhos para a cooperação e não para a competição. Valorizar a própria vida e a dos que nos rodeiam. Aceitar que nossa opinião não é universal. Exemplificar a solidariedade e a cortesia. Cuidar do meio ambiente, da limpeza e conservação de lugares públicos. Essas são algumas medidas básicas.

A paz exige esforço conjunto!

Nada é mais precioso quanto a vida2019-02-11T19:44:29+00:00
4 02, 2019

Não há Paz sem preservação do Planeta

2019-02-04T18:12:11+00:00

Segundo a UNESCO “Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados no respeito à vida, ao fim da violência, à prática da não-violência por meio da educação, diálogo e cooperação”. Partindo do princípio de que violência é todo tipo de ação que cause prejuízo a si mesmo e a outrem, percebemos a amplitude dessa definição.

Um dos principais pilares da Cultura da Paz é a Preservação do Ambiente. Sim, porque qualquer destruição ao meio em que vivemos causa danos, muitas vezes, irreversíveis. Cada árvore que se perde condena o meio a subsistir sem a sua função, que vai muito além de dar sombra e frutos, sendo importante para a saúde do solo e até para evitar erosão. Todo o ecossistema tem função de grande importância para a vida e, portanto, para a continuidade da humanidade.

Pela primeira vez na história vivemos a possibilidade concreta de erradicar a vida na Terra. As civilizações anteriores não tinham tal poder. A busca desenfreada pelo progresso fez com que surgisse uma civilização que não respeita a vida, que sujeita a natureza a seus próprios interesses momentâneos. Nada contra o progresso, tudo à favor da geração de riquezas, do agronegócio, da urbanização e tudo mais. É muita hipocrisia criticar o que nos alimenta, gera emprego e bem-estar. Mas é preciso despertar a consciência para a necessidade de preservação do meio ambiente, ou o progresso de hoje pode ser o fim do amanhã em nosso planeta. E se você pensa que eu estou exagerando é com você mesmo que falo sobre buscar conhecimento e alargar a mente.

Destruições ambientais acontecem todos os dias em todos os recantos de nosso país, infelizmente passam despercebidas por não terem a extensão imediata das tragédias de Mariana e de Brumadinho. Não é mais viável que deixemos tamanho impacto econômico, ambiental, humano e emocional assolar o Brasil. Se a flexibilização das leis é um caminho, então que sejam cumpridas com rigor, afinal de que adianta ter leis rigorosas e aceitar a cultura da propina, da corrupção desenfreada que coloca o homem contra o seu semelhante.

A Cultura da Paz propõe ações de respeito à vida em todas as suas manifestações. Por isso devemos ampliar nossos esforços buscando, efetivamente um futuro melhor. Isso inclui olhar todos os seres vivos, animais e vegetais, como merecedores de nossa atenção e cuidado.

“Tudo que vive é o teu próximo”, disse Gandhi. Se você não pode amar o seu próximo, ao menos o respeite. Se você não se interessa pelas gerações futuras, ao menos pense no planeta que deixará para os seus descendentes. Essa não é uma luta solitária, precisamos estar todos unidos. Se cada um fizer a sua parte o ganho será de todos nós.

 

 

Não há Paz sem preservação do Planeta2019-02-04T18:12:11+00:00
6 08, 2018

A família e a harmonia interior

2018-08-06T22:44:28+00:00

Suely Buriasco

Entre os elementos fundamentais na satisfação do ser humano, a família tem, sem qualquer dúvida, papel de grande relevância. E não é de se espantar, afinal é no grupo familiar que buscamos a paz que precisamos para enfrentar as asperezas do mundo.

Só que, infelizmente, nem sempre as coisas são assim; o aconchego familiar tem sido comumente minado pela incompreensão e intolerância. Na falta de análise sobre o que realmente é importante na vida, muitas pessoas se revoltam e comprometem a tranquilidade familiar.

Muitas vezes, não basta ter razão; é preciso compreender as diferenças de entendimento e até o nível de consciência de cada um e conciliar a situação, mesmo que para isso seja necessário distanciamento. Afinal, a grande vantagem não é ter razão e sim promover a harmonia familiar. É preciso ter em mente que mesmo você considerando uma verdade, ela pode não ser assim para os outros membros e é preciso aprender a lidar com isso.

O respeito às diferenças é fundamental para o bom convívio com qualquer pessoa, mas especialmente em família. É mais fácil respeitarmos pessoas estranhas; difícil é considerar as que temos maior intimidade. Conviver com pessoas que pensam de outra forma é um desafio que precisa ser enfrentado com muita coragem. Trata-se de tolerar a cada dia atos e palavras com os quais você não concorda e mesmo assim não se deixar contaminar ou ofender. Muitas vezes é ter mesmo um olhar de compreensão para o que não se aceita.

Desenvolver a amizade pelas pessoas que amamos é um ótimo ingrediente para a tranquilidade familiar. A amizade inspira a compreensão que necessitamos e promove o entendimento, criando elos empáticos capazes de transformar as relações. Não podemos mudar as outras pessoas, mudanças só se operam de dentro para fora, no entanto, sempre será possível inspirar boas reflexões nesse sentido. Isso é muito mais que um direito; é, sobretudo, um dever.

Quando concluímos o quanto a harmonia familiar nos fortalece e revigora diante do torvelino da vida, entendemos que cuidar dessas relações é cuidar de nós mesmos!

A família e a harmonia interior2018-08-06T22:44:28+00:00
30 07, 2018

3 passos para eliminar a dependência emocional

2018-07-30T15:31:28+00:00

Por Suely Buriasco

A pessoa dependente emocionalmente não acredita no seu próprio valor, no seu poder de tomar decisões, de fazer escolhas e até mesmo na sua capacidade de conquistar alguém e, muitas vezes envolve-se em relações destrutivas por não se achar merecedora de coisa melhor. Submissão e insegurança são atributos comuns na pessoa que se sente fragilizada e possui uma imagem muito negativa de si mesma. Por se sentir incapaz em agir adequadamente apoia-se sempre em outras pessoas tornando-se dependente de orientações e direcionamentos alheios.

Esses passos são fundamentais para superar a insegurança, tomar as rédeas da própria vida e construir relacionamentos saudáveis:

  1. Enfrentar o problema

Uma pessoa dependente não consegue manter um relacionamento amoroso sadio e sua submissão nada mais é do que a necessidade do outro. São pessoas que ao declararem ao cônjuge: “eu não vivo sem você”, não estão sendo românticas ou amorosas, pois, efetivamente são dependentes do outro. É preciso conscientizar-se que existe algo muito sério a ser enfrentado e corrigido urgentemente.

  1. Trabalhar a autoestima

Apego, carência e insegurança refletem problemas com a autoestima, portanto, esse é um passo fundamental na luta contra a dependência emocional. A pessoa dependente está fragilizada e não se sente capaz de mudar seus comportamentos e, consequentemente, o relacionamento. Existe uma bibliografia extensa sobre como melhorar a autoestima e se tornar mais autoconfiante. Ampliar e aplicar conhecimentos pode ajudar muito.

  1. Buscar ajuda

A necessidade e o apego são venenos fatais em qualquer relacionamento e, cedo ou tarde, transformam a vida dos envolvidos em verdadeiro suplício. Quanto antes efetivar mudanças melhor. Claro que a tarefa não é fácil, por isso é importante buscar ajuda profissional. O Coaching utiliza ferramentas fantásticas para o empoderamento pessoal.

Exemplos de superação estão aí aos montes a demonstrar que a única pessoa imprescindível na sua vida é você mesmo. Portanto, assuma o controle e transforme a sua vida em algo que valha a pena ser vivido e, consequentemente, compartilhado.

3 passos para eliminar a dependência emocional2018-07-30T15:31:28+00:00
18 07, 2018

Parabéns Ponta Porã

2018-07-18T00:40:43+00:00

Por Suely Buriasco

Sobre homenagear essa cidade que há muitos anos me recebeu pensei em descrever o que vivenciei dia 08 último, no Clube Pinheiros em São Paulo. A noite foi uma das atrações do evento “GINGA” que teve por tema a Copa Do Mundo e reuniu jovens para acompanhar os jogos nos vários telões colocados no salão do clube. Como não poderia deixar de ser, depois dos jogos muitos shows garantiram a diversão de todos.

O que me chamou atenção, particularmente no último domingo, foi o que considerei uma importante homenagem: Ponta Porã comandou a noite paulistana. Explico: salão lotado, quase quatro mil pessoas presentes e o tradicional clube paulistano foi palco da realização de ponta-poranenses ilustres. Essa reflexão me traz grande orgulho, pois, um dos responsáveis pela festa é meu filho, Mário Júnior, nascido e criado em Ponta Porã. Conhecido por Mário em São Paulo e Juninho em Ponta Porã, meu caçula é publicitário e sócio de uma das mais competentes e reconhecidas agências do Brasil, responsável por eventos em todo o país.

Uma das atrações foi a dupla sertaneja “Leandro Henrique e Gabriel”, ambos igualmente nascidos e criados em Ponta Porã. Se a mim causou orgulho, fico imaginando o que sentiria o povo dessa fronteira presenciando a competência e o talento fronteiriço sendo esbanjado para o público paulistano, tão exigente e amante do sertanejo. Esses meninos deram brilho à festa e em pleno show, aplaudidos de forma entusiástica, referenciaram a cidade natal.

E poderia ter parado por aí se não fosse a atração que se seguiu com o cantor Thiaguinho que, embora não tenha nascido em Ponta Porã, ali se criou e guarda boas lembranças da infância e adolescência. Ao nos receber em seu camarim foi logo lembrando dos “bolos da D Lúcia” referindo-se aos doces de minha querida sogra. Junto com seu pai, o “Jota Barbosa”, como é conhecido em nossa cidade, esbanjou simpatia. Não poderia ser diferente, afinal, hospitalidade e gentileza é marca forte de quem vive ou viveu nessa fronteira. Para completar a emoção da noite, Thiaguinho também homenageou Ponta Porã em seu show, mandando um abraço para essa cidade que se orgulha tanto de seu sucesso.

Transmito com carinho essas homenagens que recebi junto com familiares e amigos ponta-poranenses que prestigiaram o show e vibraram com o sucesso de seus conterrâneos. Ponta Porã, definitivamente, comandou aquela noite paulistana. Como é gratificante esse sentimento!

Parabéns à “Princesinha dos Ervais”! Que essa cidade possa continuar a inspirar e efetivar progresso.

Parabéns Ponta Porã2018-07-18T00:40:43+00:00
2 07, 2018

Até que ponto vale agradar o outro?

2018-07-02T19:39:03+00:00

Suely Buriasco

Essa é uma pergunta um tanto capciosa, afinal por mais que somos tentados a responder que não temos que agradar ninguém, muitas vezes nossa ação é contrária. Claro que num relacionamento é necessário entender o outro e por vezes ceder em algumas situações, mas até que ponto isso é saudável?

É muito comum a frase: “faço tudo por você!”. Ela pode ser um desabafo, uma cobrança ou uma insatisfação. De qualquer forma denota uma constatação imperfeita, pois como é possível viver fazendo “tudo” por alguém? Existem mesmo pessoas que se esforçam nesse sentido, acabando por esquivar-se da própria vontade, o que não é nada saudável. No relacionamento a dois, por exemplo, não é raro as pessoas depositarem seus anseios, seus sonhos e realizações no sentido de ser agradável ao cônjuge e, quase sempre, esbarram em grandes desilusões.

O pior é que sequer perguntam ao outro se ele realmente quer essa simbiose, afinal, não é nada atraente conviver com alguém que diz sim para tudo, que não tem posicionamento nem opinião própria. Moldar a personalidade de acordo com o que considera conveniente para a relação, criando expectativas que o outro faça o mesmo é sempre um grande perigo e costuma provocar conflitos intensos. Então é comum que se desencadeie uma “roda-viva”, pois diante da crise, o cônjuge inseguro passa a agir de maneira servil, cedendo demais na ânsia de se sentir mais amado. Mesmo que aparentemente isso possa dar resultados, com o tempo o desgaste da relação acontecerá com maior amplitude e complexidade.

Em qualquer tipo de relação querer satisfazer plenamente pode ser sinal de insegurança e causar muitos aborrecimentos. Para que os relacionamentos sejam saudáveis, faz-se necessário que haja respeito e entendimento de ambas as partes, o que não é realizável numa relação subserviente. Bom pensar que viver tentando agradar o outro é sempre motivo de frustração, primeiro porque é impossível agradar todo o tempo, segundo que nessa tentativa certamente não será fácil agradar a si mesmo.

Diante de qualquer situação uma medida sábia é refletir se ceder significa renúncia edificante ou aquiescência servil. No primeiro caso, a pessoa muda para tornar a sua vida melhor; no segundo muda na ilusão de melhorar a vida do outro. Vale o discernimento!

Até que ponto vale agradar o outro?2018-07-02T19:39:03+00:00
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